quinta-feira, 7 de junho de 2012

BRASILEIRAO 2012

DESTAQUES DO JOGO
  • momento decisivo
    49 min
    O torcedor atleticano foi à loucura no minuto final da partida! Com duas bolas na trave, Paulo Henrique quase vira a partida, mas o goleiro Omar estava com sorte. 
  • nome do jogo
    Estreante da noite, o atacante Jô foi o responsável pelo gol solitário do Atlético-MG. De pênalti, com categoria, Jô, que teve boa atuação, teve chances de marcar mais.
  • a decepção
    Giovanni
    Mal posicionado, o goleiro atleticano não conseguiu evitar o gol de Fahel. O Bahia vinha com poucas chances, mas, quando arriscou, balançou a rede adversária.
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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A expectativa era ver Ronaldinho Gaúcho em campo. Porém, como o nome do jogador não apareceu a tempo no Boletim Informativo Diário (BID), o craque não apresentou condições legais para jogar. A torcida atleticana, que lotou as arquibancadas do Independência - 16.580 pessoas pagaram ingressos -, teve de se contentar com a presença do atleta atrás do gol, acima dos vestiários, onde acompanhou o jogo. E foi apenas isso o que agradou à torcida alvinegra, que viu um empate inesperado diante do Bahia, em 1 a 1. O Galo, que havia vencido nas duas primeiras rodadas, sofreu o primeiro gol na competição e perdeu os 100% de aproveitamento. O Bahia, por sua vez, marcou pela primeira vez no Brasileirão e conquistou um resultado muito comemorado pelos atletas e pela comissão técnica.
Ronaldinho Gaúcho assiste a partida do Atlético-MG contra o Bahia (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Ronaldinho assiste ao jogo do Atlético-MG contra o Bahia (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)
Ronaldinho Gaúcho acompanhou tudo. O jogador chegou com a delegação alvinegra, esteve com os demais atletas no vestiário e assistiu ao jogo atentamente. O meia viu também a estreia do parceiro Jô, que não sentiu o peso da camisa do Galo. O atacante, durante todo o tempo, deu trabalho à defesa do Bahia e, de pênalti, marcou o gol alvinegro, no início do segundo tempo. Ronaldinho viu também o golaço do mineiro Fahel, de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, que soltou uma bomba indefensável.
Com o resultado, o Atlético-MG chegou à terceira posição, com sete pontos na tabela de classificação, atrás apenas de Vasco e Internacional. Os cariocas têm nove pontos, após a vitória sobre o Náutico, por 4 a 2, em São Januário. O Bahia, com o segundo empate na competição, sobe para a 15ª colocação, com dois pontos ganhos.
Agora, na próxima rodada, o Atlético-MG enfrentará o Palmeiras, longe do torcedor, no Pacaembu, em São Paulo, mas com a presença de Ronaldinho Gaúcho. A partida será realizada no sábado, às 21h (de Brasília). Já o Bahia terá a chance de se recuperar. O Tricolor receberá o líder Vasco, neste domingo, às 17h, em Pituaçu.
Réver: tosse e bom futebol
Empolgados pela enorme presença do torcedor, os jogadores do Atlético-MG tentaram pressionar desde o início, mas o Bahia não estava para brincadeira. Logo no primeiro lance da partida, Jones arrancou, passou por vários adversários e só parou porque Pierre fez falta dura, por trás.
O susto deixou o Galo um pouco mais ligado na defesa, mas nem por isso menos atrevido no ataque. Jô, Escudero e até mesmo Réver, que sempre chegava ao ataque, levavam perigo a Omar, goleiro do Bahia. A partida era aberta, boa de se ver, com as duas equipes na tentativa de marcar, embora o Atlético-MG tivesse mais apetite ofensivo.
Mas, a partir dos 20 minutos, o Bahia encaixou a marcação, e o Atlético-MG deixou de levar perigo. Com tranquilidade e bom toque de bola, o Tricolor ‘cozinhava’ o jogo e, em lances esporádicos, chegava em condições de finalizar.
Mas o Atlético-MG tinha Réver. O zagueiro, com antecipações precisas, cortes perfeitos e boa saída de bola, foi o grande destaque da primeira etapa. Principalmente quando as jogadas do Bahia aconteciam pelo meio, o zagueiro do Galo limpava o lance e deixava tudo tranquilo. O jogador, bastante resfriado, chegou a engasgar, mas foi socorrido pelo departamento médico, que lhe deu uma pastilha.
Percebendo a dificuldade, o Bahia se fechou na defesa e, orientado pelo técnico Paulo Roberto Falcão, jogou até o fim com dez jogadores atrás da linha da bola. Resultado: 0 a 0.
Ronaldinho vê Jô... e Fahel
Aos dois minutos, Jô, que fez a estreia com a camisa alvinegra e já havia perdido uma chance clara de gol no primeiro tempo, balançou as redes baianas. O atacante recebeu ótimo lançamento, dominou, avançou e tocou por baixo do goleiro Omar. Porém, o auxiliar levantou a bandeira e assinalou o impedimento.
Jô na partida do Atlético-MG contra o Bahia  (Foto: Alisson Gontijo / O Tempo / Futura Press)Jô estreou e deixou o seu gol em cobrança de pênalti (Foto: Alisson Gontijo / O Tempo / Futura Press)
O Galo foi para cima e, no lance seguinte, após muita pressão, o árbitro Marcelo de Lima Henrique marcou pênalti em Marcos Rocha. Mal posicionado, Titi levantou o pé e acertou o lateral atleticano. Aos sete minutos, Jô, com categoria, bateu no canto direito de Omar: 1 a 0.
O Atlético-MG era muito melhor, atacava mais e tinha mais posse de bola. O Bahia se fechava, para evitar uma derrota ainda maior. Porém, nos contragolpes, tentava surpreender o adversário. E foi assim que, aos 26 minutos, o Bahia empatou. Em um contra-ataque típico e muito bem feito, a equipe visitante chegou com muita força ao ataque. Jones tocou para Fahel, que, mesmo distante do gol, soltou a bomba. O chute surpreendeu o goleiro Giovanni, que estava adiantado e ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o empate: 1 a 1.
Ronaldinho foi um dos que melhor puderam ver o gol de Fahel. Atrás do gol, a nova contratação do Galo teve visão privilegiada da bomba do volante do Bahia. Porém, diferentemente de quando o Atlético-MG marcou, R49 foi discreto e não se manifestou. Ficou imóvel.
Até o fim, o Atlético-MG martelou, mas não conseguiu desempatar. Aos 47 minutos, dois lances incríveis. O atacante Paulo Henrique, que entrou no segundo tempo, acertou a trave duas vezes. Inacreditável.  A torcida, que planejava uma incrível festa, saiu do estádio na bronca. Danilinho, Escudero e Marcos Rocha foram os principais alvos.

BRASILEIRAO 2012

DESTAQUES DO JOGO
  • arbitragem
    foi bem
    Wilson Seneme não comprometeu num jogo tranquilo. Acertou ao ignorar pedido de pênalti de Diego Souza durante o primeiro tempo.
  • nome do jogo
    Alecsandro
    O atacante marcou dois gols e participou bastante do jogo. Deu um lindo lançamento para Diego Souza na jogada que originou o gol de Juninho Pernambucano.
  • decepção
    Kim
    Em sua estreia pelo Náutico, justamente contra seu último clube, pouco apareceu no primeiro tempo e foi substituído no intervalo.
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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Duas semanas depois da eliminação na Libertadores, o Vasco mostra a cada jogo que não se abalou com a derrota para o Corinthians. Já o Náutico, eliminado precocemente da Copa do Brasil, ainda tenta entrar nos trilhos nesta temporada. O resultado desta quarta-feira, em São Januário, reflete a diferença entre as duas equipes neste início de Brasileirão: vitória cruz-maltina por 4 a 2. O time carioca, que não vencia seus três primeiros jogos na Série A desde 1988, assumiu a liderança da competição, com nove pontos, e só deixará a primeira posição da tabela ao fim da terceira rodada se o Botafogo derrotar o Cruzeiro, nesta quinta, no Engenhão. Já o Timbu continua com apenas um ponto no torneio.
Numa partida em que o descanso de dez dias sem entrar em campo se revelou fundamental para o Vasco, que enfrentou maratona no primeiro semestre, Alecsandro marcou dois gols e chegou a quatro no Brasileiro, assumindo a artilharia isolada da competição. Os veteranos Felipe e Juninho, que voltaram a ser titulares juntos e se movimentaram muito, também balançaram a rede. Martinez e Araújo marcaram para o Náutico.
O Vasco volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Bahia, em Salvador. No mesmo dia, o Timbu encara o Botafogo, no Recife.
Autor do segundo gol vascaíno, Felipe ficou satisfeito com o rendimento da equipe. O jogador atuou na lateral esquerda na partida contra o Náutico e foi uma boa opção ofensiva.
- Sem dúvida o Vasco fez o dever de casa. A equipe deixou o ritmo diminuir um pouco no segundo tempo pela vantagem no placar, mas o importante é que conquistamos os três pontos - afirmou o jogador.
No lado do Náutico, o atacante Araújo lamentou bastante o erro da defesa que originou o primeiro gol do Vasco.
- Acabamos  tomando o gol numa saída de bola errada, e depois o segundo. Isso complicou, jogando contra o Vasco fora de casa, isso gera um cansaço maior. Mas cabeça erguida, agora é pensar no Botafogo - disse o autor do segundo gol do Timbu.
Vascaínos controlam a posse de bola
No início do jogo, o Vasco assumiu o controle da posse de bola, enquanto o Náutico se defendia com oito jogadores da intermediária para trás. À frente, ficavam apenas Araújo e Kim, que tinham dificuldades para chegar perto da meta defendida por Fernando Prass. Apesar do domínio territorial, os vascaínos tampouco encontravam facilidades diante da forte marcação dos pernambucanos. A primeira oportunidade saiu dos pés de um jogador que conhece bem São Januário, mas nesta quarta vestia a camisa branca do Náutico. Aos 13 minutos, o ex-vascaíno Kim driblou Renato Silva e, de fora da área, chutou com algum perigo.
Juninho Pernambucano comemora gol do Vasco contra o Náutico (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama)Alecsandro e Juninho comemoram gol do Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama)
A barreira defensiva do Timbu desmoronou sozinha aos 21, proporcionando o primeiro gol da noite: o zagueiro Ronaldo Alves saiu jogando com um passe fraco para Derley. Quando o volante se virou para dominar a bola, Eder Luis chegou com a sua velocidade e lhe roubou a bola. O atacante tabelou com Fellipe Bastos e rolou para Alecsandro, que chutou cruzado, no canto. O camisa 9 deixou a sua marca nos três jogos da equipe no Brasileirão até agora.
O gol abriu espaços na defesa do Náutico. Com bastante movimentação, o Vasco passou a rondar a área rival com mais frequência e teve boa chance quando Alecsandro ganhou disputa de bola pelo alto e rolou para Juninho, que invadiu a área com velocidade e chutou na rede pelo lado de fora.
O Vasco ampliou a vantagem aos 35. Escalado na lateral, Felipe apareceu na intermediária ofensiva para receber o passe de Renato Silva. O Maestro driblou Kim e procurou as opções de passe dentro da área, até perceber que os zagueiros do Náutico não se incomodavam em marcá-lo. O camisa 6, então, arriscou um chute forte e contou com a colaboração do goleiro Gideão para balançar a rede.
Náutico cresce, mas leva o contra-ataque
O Náutico voltou para o segundo tempo com duas substituições. Kim e Ramon, que tiveram atuação apagada na primeira etapa, deixaram o campo. Entraram Rhayner e Souza. Em vantagem no placar, o Vasco diminuiu o ritmo, e o Náutico passou a ficar mais com a bola. Cheio de gás, Rhayner imprimiu correria ao ataque e deu trabalho aos zagueiros vascaínos. Aos 12 minutos, o atacante recebeu cruzamento de Lúcio e cabeceou absolutamente livre na área. Fernando Prass fez boa defesa.
Em seu primeiro ataque na segunda etapa, o Vasco chegou ao terceiro gol: aos 16 minutos, Alecsandro deu lançamento longo para Diego Souza, que cruzou rasteiro para Juninho dominar com a perna direita e bater com a esquerda. Logo depois, o Reizinho quase marcou o quarto, após bonito corta-luz de Alecsandro, mas errou o alvo.
O jogo ficou aberto, com chances para os dois lados. Mais dois gols saíram em sequência, um para cada lado. Aos 21, Fellipe Bastos errou o tempo de bola após cruzamento da esquerda, e a bola ficou com Souza, que rolou para Martinez dar um corte seco em Juninho e descontar para o Náutico. Aos 23, a tranquilidade voltou a São Januário: Felipe recebeu de Fellipe Bastos e cruzou de primeira para Alecsandro. O centroavante aproveitou a desatenção de Márcio Rosário, que acabara de entrar, e marcou seu quarto gol no Brasileirão.
Para os vascaínos, a única cicatriz da eliminação da Libertadores apareceu quando Diego Souza foi substituído e ouviu vaias de alguns torcedores. Mas a maior parte dos (poucos) vascaínos presentes a São Januário aplaudiu e gritou o nome do jogador, que perdeu chance incrível no jogo contra o Corinthians. Quando a partida já estava definida, Araújo recebeu passe de Rhayner, driblou Fernando Prass e marcou o segundo gol do Náutico.

BRASILEIRAO 2012

DESTAQUES DO JOGO
  • lance capital
    48 do 2º tempo

    Num Fla sem criatividade, o oportunismo de Love foi decisivo. Após cruzamento de Negueba, marcou de cabeça e  evitou a derrota
  • a decepção
    Deivid

    De volta ao time titular após a saída de Ronaldinho, foi peça nula. Quase não tocou na bola, não incomodou os zagueiros e tampouco ajudou a criar.
  • deu errado
    Ponte recua

    A primeira vitória esteve perto, mas não foi desta vez. A Macaca recuou demais nos minutos finais e acabou punida numa falha na bola aérea.
A CRÔNICA
por Janir Júnior
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Vencer ainda não é um verbo que Flamengo e Ponte Preta podem conjugar no Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro vive momentos de crise de resultados, de identidade e futuro de incertezas. Sem conquistar uma vitória desde o dia 15 de abril, quando venceu o Americano por 3 a 1 pelo Carioca, a equipe de Joel Santana continua mal, não evolui. Na noite desta quarta-feira, a Macaca foi melhor a maior parte do tempo, vencia por 2 a 1 até os 48 minutos da etapa final, mas não soube segurar o placar. Vagner Love, praticamente no último lance do confronto do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, decretou o empate por 2 a 2, pela terceira rodada. O confronto teve público pagante de 5.365 torcedores e renda de R$ 110.417,00.

Mais do que a discussão em torno de Ronaldinho Gaúcho, que deixou o clube e foi para o Atlético-MG, o Flamengo e Joel Santana estão no foco dos questionamentos. Com o empate, a equipe carioca ocupa a 11ª colocação, com três pontos. Em três jogos, foram três empates. A Ponte está em 14º, com dois, e também corre atrás do primeiro triunfo.
A pressão sobre Joel só tende a aumentar. Depois das eliminações na Libertadores e no Carioca, e de ter ficado um mês sem jogar, além de mais uma pausa de dez dias, o treinador não conseguiu dar um padrão tático ao time. Apesar de tudo, ele gostou do que viu em campo:
- Não fizemos uma atuação de gala, mas nos dá a impressão que a equipe está voltando a ser aquela que nós gostaríamos de ver, com garra, luta - disse Joel na entrevista coletiva.
Pelo lado dos donos da casa, muita reclamação para cima do árbitro Wagner Reway por causa do escanteio que originou o lance do gol de empate nos acréscimos:
- Não entendo isso. Colocam dois bandeiras atrás dos gols e eles não enxergam nada. Foi tiro de meta claro para nós, no lance de origem do segundo gol. O que é que eles estão fazendo ali atrás? - esbravejou o goleiro Edson Bastos
Na próxima rodada, o Flamengo recebe o Coritiba, no Engenhão, no sábado. A partida será às 18h30m. No domingo, a Ponte Preta visita o Figueirense, no Orlando Scarpelli, às 18h30m.
Nivelados por baixo
No primeiro jogo sem Ronaldinho Gaúcho, a torcida rubro-negra presente ao Moisés Lucarelli demonstrou que a ferida ainda está aberta e, antes de a bola rolar, hostilizou o jogador com os gritos de “Ronaldinho, vai se f..., o Flamengo não precisa de você". Mas, com o início da partida, ficou claro que o problema do time vai muito além do ex-camisa 10. A chuva em Campinas deixou o gramado com poças d´água. E o jogo começou embolado no meio-campo, com o Rubro-Negro tendo dificuldade para trocar passes.

Bem postada, a zaga da Ponte vigiava Deivid e Vagner Love de perto. E na primeira vez que foi ao ataque, o time campineiro fez 1 a 0, aos 15 minutos, em lance marcado por erros grosseiros do Rubro-Negro. O goleiro Edson Bastos fez um lançamento com os pés. No meio-campo, Léo Moura tentou um chute, mas acabou jogando para trás. A bola parou nos pés de Roger, que se embolou com Welinton na área. A jogada seguiu, a bola sobrou no meio da área, Magal furou e deu um presente para Renê Junior, que colocou no fundo da rede. O gol animou o time da casa, que quase ampliou em chute de André Luis. Paulo Victor, mantido como titular mesmo com a volta de Felipe, salvou com os pés.
renato abreu flamengo x ponte preta (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)Renato fez o gol rubro-negro no primeiro tempo, mas não jogou bem (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)
O Flamengo não conseguia se encontrar em campo, sentia a falta de um homem de criação e não conseguia articular as jogadas. Kleberson e Ibson pouco acrescentavam. Magal e Léo Moura erravam tudo que tentavam. Sob chuva fina, Joel Santana, postado à beira do campo e de capuz na cabeça, pouco orientava o time.
Quando conseguiu chegar à área adversária, Kleberson bateu fraco, e Edson Bastos não teve problemas para fazer a defesa. Pouco depois, um reflexo do desespero por uma bola que fosse: Love saiu da área, foi ao meio-campo buscar jogo, conseguiu roubá-la e partiu com ela dominada até ser derrubado por Tiago Alves. Sem Ronaldinho, que monopolizava as cobranças, Renato cobrou, a bola desviou na barreira e entrou: 1 a 1.
O Flamengo teve um gol de Léo Moura acertadamente anulado, a Ponte rondou a área rubro-negra até o intervalo, mas os times erravam muitos passes. Nivelados por baixo, ambos  pecavam pela pouca inspiração.
Macaca domina, retoma vantagem, mas Fla empata no fim
Joel voltou para o segundo tempo com Wellington Silva na vaga de Léo Moura, que reclamou de cansaço muscular. E o Rubro-Negro levou um duro golpe, logo aos cinco minutos. Nikão cobrou falta, Paulo Victor afastou de soco e, no rebote, João Paulo emendou de perna direita: 2 a 1. A bola desviou de leve na cabeça de Marllon.

O Flamengo se resumia aos chutes de longe de Renato. Foram três em sequência, sendo dois deles com perigo para Edson Bastos. Deivid, que mal tocou na bola, foi notado apenas quando recebeu cartão amarelo por reclamação.

A Ponte seguiu com domínio, chegando com perigo ao gol rubro-negro. Aos 20, Joel colocou Bottinelli na vaga de Kleberson, muito apagado, numa tentativa de conseguir um sopro de criatividade. O argentino não conseguiu. De forma desordenada, a equipe tentava se lançar ao ataque, procurou usar as laterais, mas foi infeliz. As poucas chances só apareceram na bola parada, mas sem sucesso. Só Love tentava se salvar.

Aos 28 minutos, Joel queimou a última substituição ao colocar Negueba no lugar de Deivid. A Ponte seguiu com domínio das ações e teve chances de ampliar. Nikão arriscou de longe, e Paulo Victor pegou.

Os cinco últimos minutos foram de pressão do Flamengo. Deu certo. Aos 48, Negueba cruzou para a área pelo lado esquerdo, e Vagner Love, sempre ele, subiu para empatar: 2 a 2. Terceiro gol do Artilheiro do Amor no campeonato. O atacante Roger, da Ponte, revoltado com a marcação do escanteio que iniciou o lance do gol, acabou expulso por reclamação. À beira do campo, Joel Santana pedia desesperadamente o fim do jogo. Quando o juiz apitou, foi alvo de muitos protestos dos jogadores da Macaca.

BRASILEIRAO 2012

DESTAQUES DO JOGO
  • arbitragem
    Mal, muito mal

    Jailson M. Freitas errou em lances capitais: no pênalti para o Flu, a falta foi fora da área; depois marcou impedimento inexistente em gol de Samuel
  • nome do jogo
    Carlinhos

    Incansável e driblador, ganhou quase todas em cima de Maranhão e fez, de pênalti, o gol do Flu. No intervalo, teve o nome gritado pela torcida.
  • deu errado
    Léo no meio

    Lateral de origem, atuou aberto pela ponta, mas não foi bem. Mesmo buscando o jogo e mostrando vontade, teve atuação abaixo da média.
A CRÔNICA
por Marcelo Hazan
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Os 4.080 torcedores de Santos e Fluminense que compareceram à Vila Belmiro na fria noite desta quarta-feira não foram recompensados pela coragem de se deslocarem de casa na véspera do feriado prolongado. Desfalcados, paulistas e cariocas apresentaram um futebol abaixo da média e ficaram no 1 a 1, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.
Cheios de novidades, as equipes mostraram muito desentrosamento. Tanto que os gols de Rentería, do Peixe, e Carlinhos, em pênalti mal marcado para os cariocas, saíram em erros infantis nas saídas de bola de ambos os times.
- Procuramos os espaços, mas encontramos um adversário muito fechado, explorando nosso erro. Não perdemos, somamos ponto... Claro que o objetivo sempre é vencer, mas futebol é assim. Criamos alternativas, comecei como meia, fui para a lateral, está bom - disse Léo, na saída de campo.
Pelo lado carioca, apesar de correr atrás do empate na partida, o resultado foi muito lamentado pelos visitantes. O volante Jean destacou erros cruciais que impediram o triunfo tricolor e pediu mais atenção para as próximas rodadas.
- Dava para sair com a vitória. Perdemos gols e erramos muito o último passe. Faltou também mais movimentação. Temos que trabalhar para que isso não se repita. Se mantivermos essa pegada, no entanto, vamos crescer muito no campeonato - frisou Jean.
O Santos segue sem vencer, com três empates em três jogos, dois deles na Vila. Já o Flu ainda não perdeu. Ganhou uma vitória e empatou duas, chegando a cinco pontos, quatro a menos que o líder Vasco (o Botafogo pode se igualar aos cruzmaltinos nesta quinta, quando recebe o Cruzeiro no Engenhão).
Santos e Fluminense têm dois jogos difíceis no domingo: o Peixe encara o São Paulo, no Morumbi, às 18h30m, no primeiro clássico paulista no Brasileirão, enquanto o time carioca pega o Internacional, às 17h, no Engenhão.
Wagner na partida do Fluminense contra o Santos (Foto: Ag. Photocamera)Adriano, do Santos, na marcação a Wagner, do Fluminense  (Foto: Ag. Photocamera)
Tudo igual nos erros
Os 22 desfalques somados de Santos e Fluminense tiveram efeito drástico, tanto nas arquibancadas quanto no gramado da Vila Belmiro. Os corajosos torcedores que foram ao estádio do Peixe na fria noite desta quarta-feira viram um primeiro tempo fraco tecnicamente. Contraste forte com o que deve ocorrer daqui a exatamente uma semana, quando o Peixe joga a primeira partida das semifinais da Libertadores contra o Corinthians.
Tanto o Santos quanto o Fluminense se aproveitaram dos erros causados pelo desentrosamento adversário. Mais desligados no início, porém, os cariocas começaram sofrendo nas mãos de um personagem inesperado: Rentería. O gol nasceu de um erro infantil na saída de bola tricolor, aos quatro minutos. Em uma troca de passes mal executada por Edinho e Anderson, o colombiano foi mais esperto, se antecipou e arrancou completamente livre até o goleiro Diego Cavalieri. Mostrando frieza e categoria, o atacante encobriu o camisa 12, que ainda deu um tapa na bola, em vão. Foi o segundo gol do gringo pelo Peixe, novamente em cima do Tricolor - o primeiro havia sido marcado em outubro de 2011, na derrota por 3 a 2 para o time carioca.
Ao contrário do que poderia se esperar, porém, foi o Fluminense que cresceu após sofrer o gol. Mais bem organizado em campo, os cariocas passaram a dominar as ações e a posse de bola (tiveram 55% contra 45% do Peixe), criando boas jogadas quase sempre com Carlinhos, lateral-esquerdo revelado no Peixe. Pelo lado de Maranhão, ele levou vantagem na maioria dos lances.
Antes de empatar, o Flu já "amadurecia" o gol. Na boa jogada envolvendo Lanzini e terminando com finalização de Marcos Junior, a bola terminou nas mãos de Aranha. Mas, quando o árbitro Jailson Macedo Freitas viu pênalti na falta de Adriano em cima de Carlinhos fora da área, o goleiro pouco pôde fazer - na jogada que originou o lance polêmico, o volante do Santos perdeu a bola para o lateral, que aproveitou e arrancou até ser empurrado por trás perto da linha. Carlinhos deslocou Aranha na cobrança e deixou tudo igual no placar, aos 26 minutos.
Antes do término da etapa inicial, Lanzini e Bruno ainda protagonizaram jogada de efeito pela direita, com chapéu do lateral sobre Durval, mas o lance não foi finalizado.
Jean na partida do Fluminense contra o Santos (Foto: Ag. Photocamera)Maranhão, do Santos, é perseguido por Jean, do Fluminense  (Foto: Ag. Photocamera)
Times criam um pouco mais no segundo tempo, mas placar não muda
A etapa final na Vila começou mais movimentada para os dois lados, mas ainda sem grande inspiração técnica. Carlinhos, ovacionado pelos torcedores do Flu na saída para o intervalo, seguiu como opção mais interessante do Tricolor pela esquerda. O Peixe, por sua vez, só assustava em lampejos de futebol.
Quase sempre pela esquerda, o Flu ameaçava o Santos. O garoto Marcos Junior achou Wagner livre, o meia foi ao fundo e cruzou na medida para Jean, mas o volante deu azar de finalizar em cima de Léo.
Melhor disparado do Flu, Carlinhos quase protagonizou lance de gênio. Talvez inspirado por voltar a atuar no estádio onde se formou para o futebol, o lateral fez fila na zaga do Santos e só foi parado por Adriano, o último homem. Na sobra, Jean tentou o ângulo de Aranha, mas errou o alvo.
Aos 20, o lance mais polêmico do jogo: Marcos Junior deu um bom passe para Jean, que invadiu a área e cruzou rasteiro. Aranha defendeu parcialmente, e Samuel cabeceou para o gol no rebote - o juiz, porém, marcou impedimento inexistente no lance, impedindo a virada do Fluminense.
O Santos não tinha força ofensiva. Totalmente apagado, Rentería protagonizou jogada bizarra: tentou driblar o adversário e, involuntariamente, colocou a mão na bola. Na melhor jogada do Peixe no segundo tempo, Alan Kardec recebeu bom cruzamento de Léo, girou bonito no ar e não balançou as redes de voleio por muito pouco.
Tentando melhorar o panorama da partida, Muricy Ramalho e Abel Braga promoveram três alterações cada. A mais esperada delas por parte do Santos foi a entrada de Victor Andrade, de 16 anos, considerado nova joia da Vila. Em pouco mais de cinco minutos em campo, porém, a promessa só conseguiu finalizar uma vez.

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