sábado, 23 de junho de 2012

LIBERTADORES

Daniel Angelici pede 4.500 ingressos para sua torcida no Pacaembu. Caso não receba, o mandatário diz que as finais podem ser sem visitantes

Por GLOBOESPORTE.COMBuenos Aires, Argentina
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Torcida, La Bombonera, Fluminense x Boca Juniors (Foto: Rafael Cavalieri / Globoesporte.com)La Bombonera pode não ter nenhum corintiano
(Foto: Rafael Cavalieri / Globoesporte.com)
Assim como ocorreu antes dos duelos diante do Universidad de Chile, a direção do Boca Juniors dá mostras de que irá brigar até o fim para ter o maior número possível de torcedores no jogo da volta da decisão da Libertadores. Nesta sexta-feira, Daniel Angelici, presidente do clube argentino, pediu 4.500 entradas no segundo jogo contra o Corinthians, no Pacaembu, e disse que, se não receber, avaliará se fornecerá ingressos para os corintianos.
- Esperamos que nos deem 4.500 entradas no Brasil. Se nos derem poucas, avaliaremos se jogamos sem visitantes. Estamos dispostos a dar 4.500 entradas ao Corinthians e pedimos o mesmo para o segundo jogo - disse o dirigente a uma emissora de rádio da Argentina.
Na partida contra o Santos, o Corinthians forneceu apenas 1.300 entradas para os torcedores santistas - 3.200 a menos do que o presidente do Boca Juniors está pedindo para os xeneizes.
No duelo da semifinal contra o Universidad de Chile, o Boca também ameaçou não fornecer nenhuma entrada para os torcedores adversários caso não recebesse o que estava pedindo (3 mil ingressos) para o jogo no Chile. Os dois clubes discutiram e, no final, Angelici saiu com o que pedia.
O Boca Juniors começou a vender nesta sexta-feira os ingressos para os sócios do clube. O preço das entradas variam de 120 pesos (cerca de R$ 60) até 300 pesos (cerca de R$ 150).
A assessoria de imprensa do Corinthians confirmou que, até o fim do dia desta sexta-feira, o Boca Juniors ainda não havia confirmado a carga total de ingressos que será destinada ao torcedor corinthiano na primeira partida da final, em Buenos Aires,a na próxima quarta.

CORINTHIANS

Timão terá que superar números dos argentinos, que venceram todas
as finais de Libertadores com o último jogo acontecendo no Brasil

Por Thiago QuintellaRio de Janeiro
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Corinthians comemorando, Libertadores (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Torcedores esperam título inédito na Libertadores
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Além da possibilidade de conquistar a Libertadores da América pela primeira vez em sua história, o Corinthians terá um desafio e tanto nos próximo dias: quebrar uma escrita histórica contra o poderoso Boca Juniors, na grande decisão do torneio continental. Desde a derrota para o Santos de Pelé, na finalíssima de 1963, os auriazuis jamais perderam um título para clubes brasileiros na competição. A hegemonia já dura longos 35 anos (quatro finais de campeonatos).
Após nove eliminações, algumas delas traumáticas, como as duas para o Palmeiras (em 1999 e 2000) e o vexame diante do Tolima (em 2011), o Corinthians chega pela primeira vez a uma final de Libertadores mais confiante do que nunca. Com um sistema defensivo extremamente eficiente – só sofreu três gols até o momento na competição -, o time paulista tem como ponto mais contestado o seu ataque, com 19 gols marcados em 12 partidas, dos quais seis na goleada contra o Deportivo Táchira, pela fase de grupos. Embora seja dono de uma campanha impecável, as coisas não devem ser tão simples quanto parecem. Afinal, do outro lado estará o temido Boca Juniors, segundo maior detentor de títulos do torneio com seis canecos erguidos (1977,1978, 2000, 2001, 2003 e 2007). E se o Corinthians pretende fazer história, o Boca também quer. O clube xeneize pode se tornar, ao lado do Independiente, seu compatriota, o maior vencedor do torneio.
Torcida do Boca Juniors na Bombonera (Foto: Cahê Mota / GLOBOESPORTE.COM)Boca tem retrospecto amplamente favorável em La Bombonera (Foto: Cahê Mota / GLOBOESPORTE.COM)
Provavelmente nenhum outro time sul-americano desperta tanto “pavor” em clubes brasileiros quanto o Boca Juniors. E não é difícil entender o porquê. Em 52 anos de competição continental, o time “hermano” chegou à final em nove edições, das quais cinco contra equipes brasileiras. Foram quatro triunfos (bateu Cruzeiro, Palmeiras, Santos e Grêmio) e apenas um fracasso. Em 1963, o Santos contava com a base da seleção brasileira campeã mundial do ano anterior (Gilmar, Mauro, Zito, Coutinho, Pelé e Pepe) e superou o Boca por 3 a 2, no jogo de ida, e 2 a 1, no jogo de volta, em La Bombonera. Depois disso, só deu o Boca. Um dos maiores papa-títulos da América Latina.
Agora, a história ganha um novo capítulo. E levando as estatísticas ainda mais além, elas mostram um aproveitamento notório da equipe xeneize sobre os times brasileiros na Libertadores de um modo geral. Em 37 confrontos, os argentinos ganharam 17 vezes, perderam 10 e empataram 10 (foram 59 gols marcados e 44 sofridos).
É inegável a importância que La Bombonera tem para a história do Boca Juniors. Foram inúmeras vitórias e títulos, todos conquistados com a vibração da massa, que canta e faz o estádio tremer durante os 90 minutos. Tamanha intensidade mexe com os adversários antes mesmo da entrada em campo. E quando se trata de decisão, esse temor é ainda maior.
Iarley Jorge Henrique gol Corinthians (Foto: Ag. Estado)Em 2010, atacante Iarley teve boa passagem pelo
Corinthians, marcando 10 gols  (Foto: Ag. Estado)
– O torcedor do Boca passa os 90 minutos cantando e incentivando. É um grande espetáculo. Quando joguei lá, estávamos empatando ou mesmo perdendo algumas partidas que o time tirou forças não sei de onde para conseguir inverter o resultado. Quando a torcida deles apoia, o time adversário retranca. O estádio também ajuda muito. A acústica dele deixa um barulho muito alto – afirma o atacante Iarley, que jogou tanto por Boca Juniors quanto por Corinthians, em entrevista por telefone ao GLOBOESPORTE.COM.
Os números comprovam que o Boca, de fato, sabe usar o fator mando de campo em jogos da Libertadores. No total, até hoje, são 118 partidas em seus domínios. Ao todo, foram 83 vitórias, 26 empates e apenas nove derrotas. O incrível aproveitamento de 77,6% assusta qualquer rival. E quando se trata de final, a supremacia continua, apesar de uma brusca queda de rendimento. Em nove decisões, foram 19 jogos disputados, dos quais 10 em casa. No total, quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas, o que significa um aproveitamento de 53,3%.
No entanto, quando os números se restringem ao último jogo, aquele que define quem vai dar a volta olímpica, eles mostram um aproveitamento ainda menor. Contudo, isso não significa que o time não foi campeão nesses casos. Em cinco oportunidades, o Boca Juniors venceu apenas uma partida jogando em casa. Em 1978, derrotou o Deportivo Cali-COL por 4 a 0 e garantiu o caneco. Foram outras duas conquistas: em 1977, após empatar em 0 a 0 com o Cruzeiro e vencer nos pênaltis e, em 2001, depois de perder para o Cruz Azul-MEX por 1 a 0 no tempo normal e se sagrar campeão mais uma vez nas penalidades. Os vice-campeonatos aconteceram em 1963, ao ser derrotado por 2 a1 para o Santos, e em 1979, após empate por 0 a 0 diante do Olimpia-PAR.
Os auri-azuis se saem melhor quando decidem a última partida fora de casa. Isso aconteceu quatro vezes. Em três, os xeneizes saíram campeões. Em 2000, a vítima foi o Palmeiras. Com um empate em 0 a 0 no tempo normal, o time argentino levantou a taça após vencer nos pênaltis. Os outros dois títulos também foram em cima de brasileiros, com vitórias sobre o Santos, em 2003, por 3 a 1, e Grêmio, em 2007, por 2 a 0. Apesar do vice em 2004, a invencibilidade foi mantida: o time empatou em 1 a 1 com o Once Caldas-COL, mas perdeu o caneco nas penalidades.
Info_Boca-Libertadores_03 (Foto: infoesporte)
Portanto, o Corinthians terá um tabu a quebrar na decisão da Taça Libertadores. Nas três vezes que o Boca Juniors decidiu a final do torneio no Brasil, se sagrou campeão. Palmeiras, Santos e Grêmio foram as vítimas do time argentino. A seu favor, o Corinthians defende uma invencibilidade como mandante na Libertadores de seis anos, ou 11 jogos. O último algoz foi justamente um time argentino, o River Plate, nas oitavas de final de 2006. O atacante Iarley, campeão pelo Internacional naquele ano, dá a receita:
– Nos últimos anos, a torcida do Corinthians tem aprendido que não é para vaiar. Mas isso é um comportamento do torcedor brasileiro. Como são jogos onde não se pode errar, é preciso ter tranquilidade e pensar apenas em repetir o que foi feito ao longo do campeonato. Se chegou até a final é porque o que foi feito está dando certo – aconselha o jogador, atualmente no Goiás.
 
Info_Eliminacoes-Corinthians_03 (Foto: infoesporte)
Corinthians e Boca Juniors se enfrentam nos próximos dias 27 de junho, em La Bombonera, e 4 de julho, no Pacaembu, pelos jogos de ida e volta da final da Taça Libertadores 2012. Esse jogão de bola terá acompanhamento em Tempo Real no GLOBOESPORTE.COM e transmissão ao vivo da Rede Globo.

CORINTHIANS

Após euforia pela classificação, meia quer Timão com os pés no chão para a final e lembra que, sem a taça, a ótima campanha será esquecida

Por Carlos Augusto FerrariSão Paulo
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Danilo, Corinthians (Foto: Carlos Augusto Ferrari / Globoesporte.com)Danilo, em entrevista coletiva no CT do Corinthians
(Foto: Carlos Augusto Ferrari / Globoesporte.com)
Os corintianos deixaram o Pacaembu extasiados com a inédita classificação para a final da Taça Libertadores. Mas, minutos depois do empate por 1 a 1 contra o Santos, o técnico Tite tratou de acabar com a empolgação. A atitude do treinador atingiu em cheio o elenco. Para o meia Danilo, um dos mais experientes do grupo, a ótima campanha será esquecida se o Timão não levantar a taça.
– Se não formos campeões, não vai adiantar nada. No futebol, você precisa ganhar, precisa ter gana de ganhar. Os títulos ficam marcados. Precisamos ter esse pensamento. Esperamos chegar fortes à final – afirmou o autor do gol que colocou o Alvinegro na decisão.
A campanha do Corinthians é quase irretocável desde a fase de grupos, quando passou sem sustos: são sete vitórias, cinco empates e nenhuma derrota. A defesa vem sendo o ponto forte da equipe. Foram apenas três gols sofridos, somente um no Pacaembu, justamente diante do Peixe
– Não perder é estar perto do título, mas o importante é ser campeão. Estamos trabalhando pensando nisso. O torcedor e o clube merecem esse título, que já era para ter sido conquistado. Temos uma grande chance, em um bom momento. Todo mundo feliz e se ajudando.
Danilo entende que o Corinthians não pode mudar sua maneira de jogar por estar na final. Segundo ele, o Timão precisa atacar o próximo adversário fora de casa, como fez contra o Santos. A vitória por 1 a 0, na Vila Belmiro, permitiu que a equipe empatasse no Pacaembu para avançar.
– Precisamos saber jogar fora de casa. É fundamental. Não adianta ficar lá atrás se defendendo. Fomos campeões brasileiros no ano passando jogando assim. Não temos que mudar nada – alertou.

SERIE B

A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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O meia Lucio Flavio brilhou, marcou um gol e deu uma assistência, e o Paraná Clube venceu o Joinville por 2 a 0 na noite desta sexta-feira, na Vila Capanema, pela sétima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O jogador de 33 anos, revelado pelo Tricolor e de volta após 11 anos, foi decisivo. Primeiro, por cobrar escanteio na cabeça do volante Cambará, autor do primeiro gol. Depois, por acertar o canto do goleiro Ivan em chute de fora da área e confirmar a vitória do time mandante.
Com o resultado, o Paraná - que já tinha vencido Guaratinguetá e Barueri em sequência - chega aos 11 pontos, ultrapassa a equipe catarinense e sobe para a sétima posição. O JEC, também com 11 pontos, cai para o oitavo lugar.
Os times voltam a campo no dia 30, sábado, pela oitava rodada. Às 16h20m (horário de Brasília), o Tricolor paranaense visita o São Caetano, no Estádio Anacleto Campanella. Às 21h, o Joinville encara o Boa Esporte no Estádio do Melão.
Na bola parada, Paraná 1 a 0
Os times começaram a partida na mesma formação tática: o 4-4-2, com dois volantes e dois meias. Com duelos individuais equilibrados e forte marcação, só com um lance de bola parada ou com uma jogada individual para alguém abrir o placar. E, nos primeiros 45 minutos, nem o paranista Lucio Flavio, vigiado de perto pelo volante Fabiano Silva, nem o atacante Lima, artilheiro do JEC, isolado na frente, brilhou.
lucio flavio parana x joinville (Foto: Geraldo Bubniak/Footo Arena/Agência Estado)Lucio Flavio celebra seu gol (Foto: Geraldo Bubniak/Footo Arena/Agência Estado)
Com isso, o jogo ficou concentrado no meio-campo, com raras oportunidades de gol. O Tricolor paranaense ameaçou com o atacante Arthur, que bateu por cima do gol adversário após cruzamento do meia Luisinho. O JEC respondeu com o lateral-direito Eduardo, que bateu de longe, por cima do gol de Luis Carlos.
Sem um brilho individual, o Paraná usou a bola parada para sair na frente. Já nos acréscimos, Lucio Flavio cobrou escanteio, e o volante Cambará cabeceou no canto. O camisa 2 do Joinville, Eduardo, ainda tentou tirar, mas o auxiliar confirmou o gol.
- Série B é isso. Um jogo truncado, e a bola parada faz a diferença - comentou o camisa 10 paranista na saída para o vestiário.
Lucio Flavio garante a vitória
Os técnicos Ricardinho e Leandro Campos não mexeram nas equipes para o segundo tempo, mas o jogo mudou. Em apenas três minutos, o Paraná Clube teve duas chances de gol. Porém, o zagueiro Alex Alves cabeceou para fora, e o meia Luisinho chutou em cima do zagueiro Maurício.
O JEC até suportou à pressão inicial, mas tinha dificuldades para chegar ao gol paranista. O treinador, então, fez a primeira substitução: Alex saiu para entrada do também atacante Marcinho. O time visitante quase igualou o marcador aos 20 minutos. O lateral Eduardo bateu cruzado, mas o goleiro Luis Carlos espalmou. No lance seguinte, Luisinho soltou a bomba, para defesa do camisa 1 do Joinville.
O Paraná ampliou em uma jogada individual. Aos 23, Lucio Flavio recebeu na entrada da área e bateu com categoria, no canto baixo, sem chance para Ivan. O Joinvile - com o meia Carlos Alberto no lugar do volante Fabiano Silva - ainda tentou descontar, sem sucesso. Na última chance do jogo, o atacante Lima driblou Alex Alves e, dentro da área, errou o alvo. A noite era mesmo do Paraná. E, claro, do estreante Lucio Flavio.

LIBERTADORES

Capitão do Boca Juniors prefere não entrar em detalhes sobre o próximo rival da Libertadores e foca na decisão do título do Clausura

Por GLOBOESPORTE.COMBuenos Aires, Argentina
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Riquelme e José Rojas, Universidad de Chile x Boca Juniors (Foto: Agência AFP)Riquelme em ação na última quinta ( Agência AFP)
Após empatar em 0 a 0 com a Universidad de Chile e garantir vaga na final da Libertadores para enfrentar o Corinthians, o Boca Juniors desembarcou em Buenos Aires e Riquelmedisse 'não ter ideia' sobre o rival brasileiro.
- Não tenho ideia, não sei se ganhou, se perdeu ou empatou - disse o camisa 10 do Boca Juniors ao ser questionado pelo jornal Olé ao chegar à Argentina.
Na partida diante da La U, Riquelme foi o principal jogador dos xeneizes, como também são conhecidos os rivais do Corinthians. O camisa 10 colocou uma bola na trave e foi o mais acionado pelo time.
O capitão do Boca Juniors também considerou que a partida foi mais fácil do que o jogo contra o Fluminense, nas quartas de final da competição, que terminou em 1 a 1 no Engenhão, com o gol da classificação xeneize nos últimos minutos.
No domingo o Boca Juniors enfrentará o All Boys pela última rodada do Clausura. Em terceiro lugar, o time precisa vencer e torcer por tropeços de Tigre e Arsenal para ser campeão.
- O Fluminense foi mais difícil que La U, sem dúvidas (...) Temos que desfrutar e pensar no All Boys, que vai ser difícil, mas tomara que possamos ganhar e esperar que o Tigre e o Arsenal percam pontos - concluiu Riquelme.

BRASILEIRAO 2012


Raio-X: Vasco leva a melhor sobre o Cruzeiro em nove das 11 disputas

Comparação baseada em estatísticas, notas do Troféu Armando Nogueira e opinião de comentaristas favorece o time carioca, que lidera o Brasileirão

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro e Belo Horizonte
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Vale a liderança do Brasileirão. Com 13 pontos, no topo da tabela, o Vasco recebe o Cruzeiro, vice-líder com 11, na noite deste sábado, em São Januário. Invictos, os times comandados por Cristóvão Borges e Celso Roth fazem um dos jogos mais aguardados da sexta rodada. Mas, se na tabela apenas dois pontos separam os rivais, o Raio-X do confronto aponta uma considerável vantagem para o Vasco.
Na comparação jogador por jogador, os cariocas batem os mineiros em nove das 11 disputas. Pelo lado azul, somente Fábio e Montillo sobressaíram. A análise de cada duelo levou em conta as opiniões dos comentaristas Caio Ribeiro, da TV Globo, André Loffredo e Leonardo Figueiredo, do SporTV, além das médias das notas de cada jogador no Troféu Armando Nogueira e das estatísticas da competição.
Para ser considerado o vencedor de cada duelo, o jogador tem que superar o adversário em dois dos três quesitos em questão - cabe ressaltar que, à exceção dos goleiros, cada posição considera três itens de estatísticas, o que praticamente inviabiliza casos de empate.
Apesar da superioridade do Vasco no resultado geral, alguns confrontos revelaram-se bem equilibrados. Rodolfo, por exemplo, acabou levando a melhor sobre Victorino nas notas do Armandão e nos números, mesmo preterido pelos especialistas. O caso é semelhante à vitória de Nilton sobre Charles.
Raio-X Vasco x Cruzeiro jogadores 4 (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

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BRASILEIRAO 2012

Há quatro anos, treinador levou São Paulo ao título brasileiro em grande recuperação, após ser eliminado no torneio continental

Por Lincoln ChavesSantos, SP
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Muricy Ramalho no treino do Santos (Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)Muricy Ramalho quer Santos igual ao Tricolor de
2008 (Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)
Muricy Ramalho já conquistou quatro vezes o Campeonato Brasileiro. No entanto, um dos títulos é apontado como o mais marcante: o de 2008, quando o treinador conduziu um São Paulo desacreditado e recém-eliminado nas quartas de final da Taça Libertadores da América ao tricampeonato nacional, após uma arrancada impressionante no segundo turno da competição.
Quatro anos depois, o comandante do Peixe tem a oportunidade de repetir, no Santos, o feito atingido com o Tricolor - assim como o rival do Morumbi, o Peixe se despediu mais cedo da Libertadores, ao ser superado pelo Corinthians nas semifinais. Para isso, Muricy terá de tirar o Alvinegro da zona de rebaixamento e buscar o que pode ser o primeiro título brasileiro da geração de Neymar e Paulo Henrique Ganso.
E o próprio técnico admite que o cenário de 2008 no São Paulo, quando a equipe foi superada pelo Fluminense nas quartas de final do torneio continental, tem suas semelhanças com o atual momento santista.
- Está parecido sim, porque também vínhamos de uma eliminação (na Libertadores) que a gente não merecia. Foi um gol no finalzinho (aos 46 minutos do segundo tempo), contra o Fluminense. Apesar disso, saímos da competição fortes, e tivemos uma boa recuperação do elenco. Era até muito mais difícil (do que hoje) porque o São Paulo tinha decidido não investir mais naquele time, porque a distância era grande demais e o Grêmio (líder do Brasileirão na ocasião) estava muito forte - recordou.
Para o comandante santista, nesse momento, a superação dos jogadores é o que deve falar mais alto para que o objetivo seja atingido.
Estamos muito no começo do campeonato para se pensar na matemática. Temos de ganhar jogos e sermos regulares"
Muricy Ramalho
- Só que a gente não desistiu, e aí é aquela coisa da superação, de time que quer vencer. Houve conversa, os jogadores reagiram, o time ficou muito forte e conseguimos aquela virada impressionante. Esperamos que isso também aconteça por aqui. Temos um elenco forte e estamos bem concentrados. Vamos esperar que dê certo mais uma vez - emendou o treinador.
Na ocasião, a reação foi esboçada na 21ª rodada, logo após uma derrota por 1 a 0 para o Grêmio, no Olímpico. Foi o último tropeço tricolor naquele Brasileirão. Daquele jogo em diante, foram 18 jogos de invecibilidade, com 12 vitórias e seis empates - entre a 27ª e a 36ª rodadas, foram nove triunfos e só uma igualdade. A arrancada, aliada aos tropeços do líder Grêmio, levaram o time paulista à liderança. O título foi assegurado na última jornada, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Goiás.
Mas há, afinal, uma receita para que a reação se repita? Na visão de Muricy, não.
- Estamos muito no começo do campeonato para se pensar na matemática. Temos é que ganhar jogos e sermos regulares. É isso - resumiu.

CORINTHIANS

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