domingo, 9 de setembro de 2012

CORINTHIANS


DESTAQUES DO JOGO
  • momento decisivo
    10 do 1º tempo
    Guilherme abre 2 a 0 para o Corinthians – seu primeiro gol pelo Timão. A vantagem deu tranquilidade ao Alvinegro para conquistar a vitória.
  • deu errado
    Zaga gremista
    A defesa do Grêmio prometeu uma retranca para brecar o Timão, mas apenas assistiu aos gols do rival no início do jogo, numa pane que decidiu o duelo.
  • decepção
    Arbitragem
    Marcelo de Lima Henrique ouviu reclamações dos dois times. O Timão ficou na bronca com um pênalti em Romarinho, e o Grêmio, com o número de faltas.
A CRÔNICA
O torcedor do Corinthians lota o Pacaembu, vê uma grande exibição do time contra um dos líderes do Campeonato Brasileiro e fica com um gosto estranho: dava para brigar pelo título nacional? A equipe de Tite parece querer se provar só contra os grandes. Foi isso que ela fez ao vencer o Grêmio por 3 a 1, neste sábado, de forma convincente e até arrasadora nos minutos iniciais - Ralf e Guilherme marcaram com apenas dez minutos de jogo. Parece que o campeão da América usa o Brasileirão só para “brincar” e atrapalhar os postulantes ao título nacional – e se preparar para o Mundial de Clubes, claro.
Mas que o gostinho do título fica, isso fica. Só no returno, diante dos três melhores times do Brasileiro, o Corinthians venceu Atlético-MG e Grêmio em casa e empatou com o Fluminense no Rio de Janeiro - no primeiro turno, tirou pontos do Vasco, outro integrante do G-4, em São Januário. Em compensação, o Timão perdeu para o ex-lanterna Figueirense, foi derrotado nos clássicos para Santos e São Paulo... E se tivesse vencido esses adversários? Como o “se” não entra em campo, os comandados de Tite chegaram aos 31 pontos, em nono lugar. Longe do rebaixamento, longe de brigar pela taça.
Já o Grêmio ficou sem o gostinho da liderança, que poderia ter saboreado por pelo menos uma noite. O Tricolor interrompeu uma série de cinco jogos sem derrotas, estacionou nos 44 pontos e perdeu a chance de alcançar o Fluminense na tabela - levaria vantagem por ter mais vitórias. Está em terceiro lugar.
O Corinthians volta a jogar na próxima quarta-feira, às 19h30m (de Brasília), contra a Ponte Preta, mais uma vez no Pacaembu. Já o Grêmio recebe o Náutico no Olímpico, quinta-feira, às 21h.
Paulinho que se cuide...
O volante Paulinho está no Recife, bem longe do Pacaembu, servindo à seleção brasileira. Mas teve motivos para ficar com uma pulguinha, por menor que seja, atrás de orelha. Ele é titular incontestável do Corinthians, um dos melhores jogadores da equipe, mas viu seus concorrentes brilharem logo nos primeiros dez minutos de jogo. Candidatos a “novos Paulinhos”, Edenílson e Guilherme fizeram jus ao título: apareceram bem no ataque e construíram o placar a favor do Timão.
O Grêmio assustou no início, é verdade. Não está brigando pelo título à toa. O primeiro lance de perigo da partida foi em uma triangulação entre Elano, Kleber e Zé Roberto, que terminou em finalização do último para fora. O Gladiador só fez essa jogada e apagou. Zé foi o mais lúcido, sempre pelo meio e tentando encontrar um companheiro livre. Nada que tirasse a empolgação de cada corintiano que trocou as inúmeras opções da noite paulistana pelo Pacaembu.
Isso porque logo aos cinco minutos, a principal virtude dessa equipe de Tite apareceu: os volantes que entram como surpresa na área. Martínez começou pela direita, e Guilherme exigiu grande defesa de Marcelo Grohe, mas o rebote sobrou para Ralf. Acostumado a destruir jogadas, ele construiu um golaço de pé esquerdo, que nem é o bom, após drible seco em Fernando: 1 a 0 Timão.
A vantagem precoce fez o Corinthians abusar de outra virtude, o contra-ataque. Com os "Paulinhos genéricos" desfilando em campo, o segundo gol veio fácil, fácil, aos dez minutos. Edenílson fez o que quis com a defesa gremista e serviu a Guilherme, objeto de desejo antigo da diretoria alvinegra. O chute na saída de Marcelo Grohe comprovou que sua contratação foi certeira. Primeiro gol do volante pelo seu novo clube, e 2 a 0 no placar.
Vanderlei Luxemburgo se irritou com a apatia do Grêmio, e, aos 20 minutos, sacou o volante Souza para a entrada do meia Marquinhos. Os gaúchos ficaram mais com a bola nos pés, mas o meio-campo se embolou na tentativa de armar jogadas. Melhor para o goleiro Julio Cesar, que trabalhou pouco em sua volta ao time, melhor para Martínez e Romarinho, válvulas de escape corintianas em investidas perigosas. O time da casa só não aumentou o placar porque a dupla falhou na pontaria – algo que Tite já vinha cobrando em jogos anteriores.
Luxa muda jogo, mas não o resultado
Vanderlei Luxemburgo costuma ser ousado em suas mudanças. Quando tem a chance de liderar o campeonato, então, é capaz de se impor ainda mais. Ele deixou o Grêmio sem volantes ao tirar Fernando e lançar Marco Antônio, e injetou velocidade com Leandro na vaga de André Lima, que fez de tudo para ser expulso - perdido entre os zagueiros, fez muitas faltas duras e foi substituído por precaução.
Criativo, o Grêmio empurrou o Corinthians para a defesa e tentou compactar o jogo do meio para frente. O Timão se retraiu e apelou para a velha linha de impedimento. Mais uma vez, ela falhou. Aos 12 minutos, Pará cruzou na área e encontrou Marquinhos sozinho. Enquanto os defensores levantavam os braços pedindo impedimento, o meia encontrou Leandro sozinho na pequena área para completar: 2 a 1.
Muito recuado, o Timão deixou o jogo mais tenso. Acreditando no resultado e sem medo de atacar, o Grêmio continuou rodando a bola para buscar uma brecha na defesa rival. Tite confiou demais nos contra-ataques de Martínez, e ainda reclamou de um pênalti claro sobre Romarinho. O árbitro Marcelo de Lima Henrique nada marcou, e ainda se perdeu em outros lances durante a partida.
O Grêmio chegou a ter nove jogadores no ataque, mas a única chance real foi na bola parada de Elano, que acertou o ângulo esquerdo, mas viu Julio Cesar voar para fazer a defesa. A felicidade corintiana foi assegurada aos 45. Adilson recebeu pela esquerda e cruzou para trás. O garoto Giovanni recebeu, girou e bateu no ângulo, de direita. Um golaço. Mais um postulante ao título atrapalhado pelo Timão. Ao Tricolor, resta apenas tentar a recuperação na próxima rodada e torcer para o Fluminense não se distanciar tanto na liderança.

BRASILEIRAO 2012


DESTAQUES DO JOGO
  • deu certo
    contragolpe
    O expediente de esperar o Flamengo para agir nos contra-ataques funcionou bem para o Coxa, muito mais contundente no jogo e vitorioso no fim.
  • decepção
    defesa do Fla
    A dupla de zaga viveu noite muito ruim. Dois dos gols da partida tiveram falhas feias: no primeiro, de Frauches; no segundo, de Welinton.
  • estatística
    posse de bola
    O Flamengo viveu um dia de Barcelona às avessas. O time teve 63% de posse de bola no jogo, mas pouco criou e acabou derrotado por 3 a 0.
A CRÔNICA
Coritiba e Flamengo fizeram na noite deste sábado um jogo em que ambos precisavam da vitória para iniciar uma reabilitação no Campeonato Brasileiro. Melhor para o Coxa, que aproveitou noite pavorosa da defesa rubro-negra, venceu por 3 a 0 no Couto Pereira e começou com vitória uma nova fase. A partida marcou as estreias do técnico Marquinhos Santos e do atacante Deivid na equipe paranaense. O ex-flamenguista teve boa atuação e deu o passe para um dos gols do Coritiba no jogo. Lincoln, Rafinha e Everton Ribeiro foram os artilheiros da noite.
Com o resultado, o Coritiba manteve uma escrita viva: nos últimos nove jogos que fez contra o Flamengo no Couto Pereira, o Coxa venceu todos. Agora com 25 pontos em 23 rodadas, a equipe alviverde aparece na 15ª posição na tabela do Campeonato Brasileiro. Com 27 pontos, o Flamengo, que não vence há cinco jogos (dois empates e derrotas nas três últimas partidas), segue em 13º.
- Entregamos praticamente os três gols para o Coritiba. Não adianta culpar ninguém, está todo mundo no mesmo barco. Temos mais 16 jogos para sair dessa situação - disse o goleiro Felipe após o apito final.
Na próxima rodada, o Rubro-Negro, que no fim do jogo chegou a ouvir gritos de olé, encara o Santos, na Vila Belmiro. A partida está marcada para quarta-feira. No mesmo dia, o Coxa visita o Atlético-GO, no Serra Dourada.
- Dentro de casa a gente vinha fazendo bons jogos e se dedicando. Hoje o time não sofreu gols e conseguimos uma vitória importante - avaliou Rafinha, autor do segundo gol da partida.
Lincoln gol Coritiba (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado)Lincoln (direita) celebra seu gol, o primeiro do jogo (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado)
Coxa tem menos a bola, mas vai bem nos contragolpes
No Coritiba, o técnico Marquinhos Santos optou por um esquema de cinco homens no meio-campo e Deivid como único atacante. Everton Ribeiro e Rafinha atuaram abertos pelas pontas, enquanto Lincoln trabalhou como homem de ligação. Marquinhos lançou ainda na equipe atletas que não vinham sendo titulares, como o zagueiro Bonfim e o volante Gil.
No lado do Flamengo, Dorival Júnior escalou como titular o zagueiro Frauches, cria das categorias de base, pela primeira vez neste Brasileirão. O time jogou no 4-4-2, como Muralha e Ibson formando uma linha mais atrás e Luiz Antonio e Bottinelli jogando mais à frente. No ataque, Negueba e Love.
O jogo começou com o Rubro-Negro tomando mais a iniciativa. O time teve sua melhor chance do primeiro tempo logo aos dois minutos, quando Negueba recebeu livre na entrada da área, mas o atacante chutou fraquinho, nas mãos do goleiro Vanderlei.
Com mais posse de bola, o Flamengo, porém, não conseguiu ser incisivo. Magal, substituto do suspenso Ramon na lateral esquerda, apresentou-se muito no apoio, mas quase sempre pecava na hora de passar a bola ou de cruzar na área.
O Coritiba, apesar de jogar em casa, optou por esperar o Flamengo para tentar surpreender o rival. E foi assim que o Coxa abriu o placar, aos 16. Rafinha recebeu perto da linha divisória do gramado e fez lançamento para Lincoln, livre do lado direito. O camisa 10 penetrou na área e não teve trabalho para driblar o afoito Frauches, que passou lotado no lance. Cara a cara com Felipe, Lincoln bateu rasteiro e pôs o Coritiba em vantagem.
Se já não ia muito bem antes de levar o gol, o Flamengo tornou-se ainda pior quando ficou atrás no placar. O time teve 63% da posse de bola no primeiro tempo, mas não conseguiu assustar Vanderlei. Negueba pouco acertou o que tentou. Love manteve sua luta inglória entre os defensores do Coxa, sem conseguir grandes resultados.
Os donos da casa, embora até ali não fizessem uma grande partida, aproveitaram jogadas rápidas para assustar o Flamengo. Lincoln chegou a acertar uma bicicleta na trave, mas o lance foi corretamente anulado por impedimento. O Coxa levou perigo também numa falta batida por Ayrton. Felipe se esticou para defender.
Deivid brilha para ajudar a fechar o caixão
Na volta para o segundo tempo, o técnico Dorival Júnior mexeu no time. Adryan entrou no lugar de Luiz Antonio. A equipe, assim, passou a ter o camisa 37 e Negueba abertos pelas pontas e Bottinelli como homem de ligação. No lado do Coritiba, uma troca simples, de um zagueiro pelo outro: Bonfim deu lugar a Luccas Claro.
Wellinton Flamengo e Deivid Coritiba (Foto: Geraldo Bubniak / Ag. Estado)Deivid domina a bola no peito, marcado de perto por Welinton (Foto: Geraldo Bubniak / Ag. Estado)
O etapa final começou com uma engrossada de Welinton. Ao tentar despachar uma bola rente à linha de fundo, acabou carimbando a marcação e dando a posse de presente a Everton Ribeiro. O lance seguiu com um passe para Lincoln, que acabou por encontrar Gil na entrada da área. O volante bateu para o gol e Felipe defendeu.
O panorama para o Flamengo não mudou muito. O time seguiu mais com a bola nos pés, mas sem grande efetividade. O Rubro-Negro ainda conseguiu uma boa chance com Adryan, que arriscou de fora da área. Vanderlei defendeu com dificuldade.
Inoperante na parte ofensiva, o Flamengo viveu noite ainda pior na defesa. Aos 11, Welinton fez um corte com estilo, matando a bola no peito. O zagueiro, porém, não optou por afastar o perigo com um chutão, tentou driblar Rafinha e acabou perdendo a posse da bola, que foi parar nos pés de Lincoln. O camisa 10 passou para Rafinha, livre na área. O coxa-branca bateu na saída de Felipe, que ainda tocou na bola, e escreveu 2 a 0 no placar.
Dorival Júnior tentou uma nova cartada trocando Negueba por Thomás. Pouco depois, aos 18, Marquinhos Santos tratou de aumentar a velocidade de seu time, com a entrada de Robinho na vaga de Lincoln. O panorama ficou melhor para o Coxa. Os visitantes passaram a tentar o ataque de forma desordenada e abriram espaço para contragolpes.
Antes de levar o terceiro gol, Dorival ainda trocou Bottinelli por Camacho, aos 24. Mas a pá de cal aconteceu aos 26. Deivid deu lindo passe em elevação e achou Everton Ribeiro livre na área. O jogador soltou a bomba e estufou a rede de Felipe: 3 a 0.
Daí para o fim, o Flamengo sofreu com os contra-ataques do Coritiba. Uma goleada começou a se desenhar no Couto Pereira, tamanha a facilidade com que seus jogadores respondiam às tentativas de ataque dos rubro-negros, que reclamaram um pênalti de Eltinho, em lance em que a bola carimbou o braço do lateral. A arbitragem nada marcou.
Aos 34, o técnico Marquinhos Santos promoveu a estreia do atacante peruano Ruidíaz, que entrou na vaga do volante Gil. Pouco depois, porém, Rafinha, com muitas dores, não teve condições de seguir na partida. O Coritiba, então, jogou com dez até o apito final. Ainda assim, o Flamengo, a rigor, pouco incomodou. Thomás, numa bola que desviou na zaga, chegou a assustar. Mas a noite era coxa-branca, de cabo a rabo. Ainda deu tempo para a torcida gritar olé antes de a partida ser encerrada.

NOTICIAS



Renata rompe silêncio, nega caso com ex-empresário, critica defesa do jogador e detalha fatídica noite: `Chorei por 20 minutos a morte dele`


Eu fui proibida de falar durante todo esse tempo. Já queria ter falado antes"
Renata Borges, esposa de Breno
Quase um ano depois do fogo que destruiu a casa do zagueiro Brenolevou a Justiça alemã a condenar o ex-atleta de São Paulo e Bayern de Munique a três anos e nove meses de prisão por incêndio proposital, a família do jogador tenta se reconstruir. O filho, Pietro, de apenas três anos, perguntou na última visita à cadeia quando o pai vai voltar do trabalho. Após amargar o silêncio e viver uma espécie de “prisão psicológica”, Renata Borges, a esposa, contou ao GLOBOESPORTE.COM detalhes do incidente, o que tem feito para seguir a vida com as três crianças do casal e como o marido vive a pena.
Proibida de dar entrevistas antes do veredicto, Renata contou que foi instruída pelo advogado que defendeu Breno a ficar calada durante todo o processo. Muitas versões para o problema que condenou o zagueiro foram dadas. Mas ela garante que o relato abaixo tem toda a verdade sobre o episódio.
- Acho que está na hora de as pessoas saberem a verdade – avisou Renata, que diz ter pensado no pior quando viu o incêndio na casa e ter chorado por 20 minutos a morte do marido.
Renata revelou que no dia seguinte ao incidente (19 de setembro de 2011), Breno ia fazer sua quarta cirurgia no joelho e que isso teria deixado o ex-são-paulino muito triste. Em detalhes, lembrou a data. O fato de não estar jogando e não estar recebendo salários (quando o atleta fica mais de 45 dias sem atuar na Alemanha, passa a receber um seguro no valor aproximado de € 10 mil, pouco mais de R$ 25 mil), teria feito com que o zagueiro bebesse algumas cervejas, uma garrafa de vinho do Porto e ainda uma de uísque. Essa mistura, segundo ela, deixou Breno “completamente alucinado”.
- Quando voltou para casa, ele olhou nosso filho, que estava dormindo, e pediu para eu tomar conta dele. Daí ele abriu a janela do quarto para pular. Eu o abracei e orei. Mas ele fez de novo, nessa hora eu já não conseguia mais segurá-lo (...) Ele caiu de uma altura de quatro metros. Daí eu falei: “Pronto, agora acabou o joelho.” Mas ele levantou na mesma hora e saiu correndo – contou Renata ao relembrar os tensos momentos que precederam o incêndio.
Renata esposa Breno Alemanha família (Foto: Clícia Rodrigues / Globoesporte.com)Renata com os filhos: Izabela, Flávio e Pietro (Foto: Clícia Rodrigues / Globoesporte.com)
Mãe de Izabela (11 anos), Flávio (7) e Pietro (3) – somente o mais novo é de Breno -, Renata, que criticou a defesa do advogado, contou como foi perder tudo. Hoje, ela vive em um pequeno apartamento de 50 metros quadrados em Munique e luta para recuperar bens materiais, mas também para provar na Justiça que seu marido é inocente. Abatida, a paulista desmentiu que teria um caso com o ex-empresário do jogador Guilherme Miranda, como consta do processo de defesa do atleta, feita pelo advogado Werner Leitner.

Confira na íntegra a entrevista emocionada de Renata Borges, feita em uma lanchonete de Munique na última quinta-feira:
 GLOBOESPORTE.COM: Pela primeira vez você está falando abertamente sobre o caso. Por que resolveu falar um ano depois do incêndio?
RENATA: Eu fui proibida de falar durante todo esse tempo. Já queria ter falado antes, mas fui instruída pelo Bayern de Munique e pelo advogado Werner Leitner a não dar nenhum tipo de declaração. Mas agora acho que está na hora de as pessoas saberem a verdade.
O que de fato ocorreu na madrugada de 19 de setembro de 2011?
Breno recebeu a noticia de que teria que fazer a quarta cirurgia. Ele teria que fazer uma raspagem no joelho esquerdo. Quando ele chegou em casa, me chamou para almoçar em um restaurante, pois estava muito triste e queria relaxar um pouco. Estava querendo encontrar o Rafinha (lateral-direito do Bayern) e os amigos. O ex-empresário dele Guilherme Miranda estava com a gente, pois ia acompanhar a cirurgia. O Breno começou a beber cerveja e eu saí, pois tinha que buscar meus filhos na escola. Quando foi umas 5h da tarde, eu liguei e eles estavam indo para casa.
Ele bebeu uma garrafa de vinho do Porto em casa. Ele foi acusado de beber todos os dias, mas como uma pessoa pode beber todos os dias e treinar? Ele bebia só nas folgas dele. Depois de beber o vinho, abriu uma garrafa de whisky. O Guilherme não estava bebendo, mas o Breno estava bebendo demais. Lembro que fiquei assustada, ele já estava indo para a terceira bebida diferente.Coloquei as crianças para dormir e falei para ele parar, pois ia operar no dia seguinte. Mas ele não me obedecia mais. Chegou a turma do Rafinha na minha casa e ele foi até o portão, o Breno é muito tímido e eu me assustei , pois ele pulou na frente do carro do Rafinha. Recordo que ele falou para eu fazer um bife para ele. As coisas que ele falava já não tinham mais sentido.
Destruição na casa do Breno, SporTV Repórter 1 (Foto: Reprodução SporTV)Imagens da casa de Breno destruída após o incêndio (Foto: Reprodução SporTV)
O Rafinha se assustou?
O Rafinha se assustou também, pois eles iam para o Oktoberfest. Mas o Breno não foi com eles. Teve uma hora que ele começou a ter alucinações e começou a falar que tinha que ajudar o Rafinha e os amigos dele, que os policiais estavam atrás dele, coisa de bêbado mesmo. Ele começou a subir a rua da nossa casa só de bermuda e começou a rolar no chão da pracinha.
Quando cheguei na porta de casa, foi um desespero. Estava tudo tomado pelo fogo. Gritava para os policiais entrarem e salvarem o meu marido"
Renata Borges
Quando o Guilherme foi lá ver, ele disse que os policiais estavam atrás dele. Nessa hora ele alucinou total. Ele subiu a rua umas dez vezes. Ele gritava que “os caras” estavam querendo pegar o Rafinha. Quando voltou para casa, ele olhou nosso filho, que estava dormindo, e pediu para eu tomar conta dele. Daí ele abriu a janela do quarto para pular. Eu o abracei e orei. Mas ele fez de novo, nessa hora eu já não conseguia mais segurá-lo. Comecei a gritar pelo Guilherme, pedindo ajuda. Eu segurei por um braço e o Guilherme por outro, mas não conseguimos, pois ele é grande, ele caiu de uma altura de quatro metros. Daí eu falei, pronto, agora acabou o joelho. Mas ele levantou na mesma hora e saiu correndo ainda dizendo que precisava ajudar o Rafinha. Nessa hora ele pegou uma faca enorme e foi para a rua. O Guilherme falou para eu sair de casa com as crianças, pois ele estava muito bêbado e algo pior poderia acontecer. Concordei, acordei as crianças e as coloquei dentro do carro - de pijama ainda. Fiquei dando voltas na rua até uma hora e passei duas vezes em frente à minha casa. Nessa hora, já tinha um monte de garrafa quebrada e as bicicletas jogadas no chão. Liguei para o Rafinha e pedi ajuda. Fiquei parada na esquina dentro do carro, era quase meia-noite. Um pouco depois, vi uns 30 carros de polícia dobrando a minha rua. Daí eu falei: “O Breno se matou!.” Quando cheguei na porta de casa, foi um desespero. Já estava tudo tomado pelo fogo. Eu gritava para os policiais entrarem e salvarem o meu marido. Eu me ajoelhava no chão e implorava para os bombeiros entrarem na casa , mas eles falavam que não dava mais. A casa já tinha lambido. Eu chorei por 20 minutos a morte do Breno. Nessa hora, o Rafinha chegou e ele chorava muito também e começou a pedir para os bombeiros entrarem.
E depois disso?
Chegou uma policial e disse que o Breno estava vivo. Ele estava dentro de um dos carros da polícia com a cabeça baixa, mas não me deixaram chegar perto dele. Fui, então, para a casa do Rafinha com a roupa do corpo e minhas crianças de pijama. Nessa hora, o Breno já estava no hospital. Eu estava realmente atordoada com a situação e aí o Breno me ligou perguntando por que eu não estava lá com ele e o que tinha acontecido. Ele não lembrava de absolutamente nada. Fui para o hospital e perguntei se ele se recordava de alguma coisa. Ele disse que quando voltou para casa e não me encontrou e nem as crianças ficou louco, achou que eu tivesse ido embora. Ele não lembrava da cena de acender alguma coisa para provocar o incêndio. Fiquei pensando nas possibilidades, como um curto-circuito. Ele estava fumando narguilê. O Breno não fuma cigarros. O Werner Leitner o orientou a falar que fumava para a defesa dele. Ele também não lembrava de ter entregue os isqueiros para a polícia. Mas, com certeza, ele tinha os isqueiros, pois acendeu o narguilê. Acho sinceramente que ele não lembra mesmo (do que aconteceu).
Incêndio na casa do jogador Breno do Bayer de Munique (Foto: EFE)Segundo Renata, Breno não se lembra de nada do que aconteceu no dia do incêndio (Foto: EFE)
Você teria dito que o Breno estava com o Satanás no corpo. Isso foi verdade?
(Quando disse isso) nossos telefones já estavam grampeados. Escutaram uma ligação de uma hora e quarenta com uma amiga e só pegaram isso que eu falei. Contei a verdade para a minha amiga e em um momento eu realmente falei para ela que parecia que ele estava com o diabo no corpo. O Werner Leitner (advogado) estava tratando a gente como criminoso. Nós não podíamos falar no telefone, postar nada do facebook ou twitter. Eu estava vivendo uma prisão psicológica.
Renata esposa Breno Alemanha (Foto: Reprodução)Renata diz que não foi amante do ex-empresário 
do zagueiro Breno (Foto: Reprodução)
E depois que ele saiu do hospital? Como foi?
Levaram ele direto para depor e logo depois ele foi preso. Foram 12 dias de tortura, pois ainda não sabíamos o que estava acontecendo. Eu tinha que arrumar € 500 mil para liberá-lo da prisão. Nós não tínhamos mais nada. O Breno não jogava há dois anos, estava recebendo um seguro de € 10 mil. O Bayern pagou a fiança e ele foi liberado.
Na defesa do advogado, constava que o Breno ficou muito nervoso depois que descobriu que você era amante do empresário Guilherme Miranda. Fato que teria provocado as crises de depressão e a bebedeira. Teve alguma verdade nessa história?
Nenhuma. Isso tudo é uma grande mentira. O Breno é uma pessoa maravilhosa. Nós sempre vivemos muito bem. O advogado inventou essa história porque achou que seria uma boa defesa. Para colocar a culpa em mim. Nunca fui amante do Guilherme, isso nunca existiu. Achei que a defesa do Leitner não foi correta. Eu não pude depor. Ele simplesmente fez a defesa do jeito que ele quis. Inclusive, ele não está mais com o caso. Trocamos de advogado.
Logo depois do incêndio, ligamos algumas vezes para o Guilherme Miranda, que disse que não era mais empresário do Breno. O que aconteceu?
Nós tínhamos que devolver para o Bayern o valor de € 500 mil pagos pela fiança do Breno. Nós fizemos um empréstimo com o clube. Não tínhamos como pagar aquele valor. O Breno não recebia salário há dois anos e aí eles não me ajudaram. Daí o grupo Sonda disse que ia pagar e no final não pagou. No final, nós mesmos acabamos pagando. Depois disso nós rompemos (com o empresário), mas foi numa boa, sem mágoas.
Breno bayern de munique tribunal julgamento (Foto: Agência Reuters)Breno durante o julgamento em Munique (Foto: Agência Reuters)
Chegou a sair na imprensa que o Breno estaria negociando com o Lazio da Itália. Isso foi verdade?
Sim. Quando estava acabando o contrato com o Bayern nós fizemos um pré -contrato com o Lazio. Ele ia jogar lá. Tínhamos a certeza de que ele não seria preso e que a nossa vida ia mudar. A gente pensava que ele seria condenado sim, mas que tivesse que pagar pelo prejuízo causado para a Alemanha. Muita gente achou que ele fez isso e achou que não ia dar em nada. Que no Brasil tudo acaba em pizza. Mas não foi nada disso. O tempo todo nós respeitamos a Alemanha. Cheguei a mandar coisas para a Itália, roupas e brinquedos das crianças que conseguimos comprar de novo.
Renata esposa Breno Alemanha (Foto: Reprodução)Breno, Renata e filhos em Munique (Foto: Arquivo)
E o Bayern? Ajudou vocês?
Não gostaria de falar do Bayern.
Como foi para você ficar sem nada? Sem roupas, documentos, pertences pessoais...
Engraçado que às vezes a gente acha que algumas coisas são difíceis na vida. Mas tem coisas piores. Eu chorei tanto porque perdi minhas bolsas, mas isso é merda, depois eu pensei: “Meu marido está preso. Eu só pensava nisso. Eu fiquei sem nada, realmente perdi tudo. Ficamos sem roupas,sapatos ,documentos, absolutamente nada. Hoje eu tenho o básico. Descobri que preciso de pouco para viver. Estou agora com problemas na escola das crianças por conta dos documentos.
Não gostaria de falar do Bayern."
Renata Borges
Visita o Breno na prisão? De quanto em quanto tempo?
De 15 em 15 dias eu o visito, durante uma hora. O Breno está sendo bem tratado lá. Ele não teve depressão e eu fico sempre do lado dele dando a maior força. Ele decidiu trabalhar na lavanderia, depois deixam ele correr e fazer bicicleta. Agora eles permitiram visita assim, cara a cara, antes era com um vidro, como se ele fosse um criminoso. Levei as crianças lá, na semana passada, e foi um chororô danado. O Pietro pedia para o Breno ir embora com a gente, que ele já tinha trabalhado bastante, porque nós falamos para ele que o Breno estava trabalhando. Nós choramos muito. Foi uma tristeza só.
Renata esposa de Breno no presídio (Foto: Reprodução / Bild.de)Renata deixa o presídio onde Breno está encarcerado  (Foto: Reprodução / Bild.de / Agosto de 2012)

E como estão vivendo agora? Não deve ser fácil para você tomar conta das três crianças. Como se vira?
As crianças ficaram no Brasil dois meses. Peguei eles na semana passada. Agora que eu estou me organizando nesse apartamento de 50 metros quadrados. É pequeno, mas é tranquilo. Tem dias que eu me pergunto: “Deus, será que eu vou aguentar?”. Mas aí vem uma força lá de dentro, de Deus, e eu consigo fazer tudo. Levar para escola, fazer comida, dar atenção para eles.
Breno e Renata (Foto: Arquivo pessoal)Breno e Renata em fotos antigas. Esposa do
zagueiro diz que casal era feliz (Arquivo pessoal)
E financeiramente?
Eu me organizei um pouco no Brasil. Nós temos algumas coisas lá, imóveis, mas não me desfiz de tudo. Vendi algumas coisas pequenas para sobreviver aqui. Estou vivendo uma vida simples, sem luxo. Estou até vendo um trabalho para mim em um bar português. Assim eu teria os benefícios do país, como seguro-saúde e outras coisas.
Chegou a pedir ajuda para as autoridades brasileiras?
Eu fui no Itamaraty, mas não existe acordo entre Brasil e Alemanha. Então, o Brasil não pode chegar e falar que quer trazer a pessoa para cumprir pena no seu próprio país.
O que espera daqui para frente?
Espero que realmente o processo seja reavaliado. Que vejam o ser humano Breno. Queria que a Justiça percebesse que nós somos uma família linda e meu marido não é um criminoso.
Se tivesse que agradecer agora alguém que tenha te ajudado nessa difícil caminhada, quem seria?
Deus. Eu tenho muita fé.
Renata e filhos, Breno (Foto: Arquivo Pessoal)Renata Borges e os filhos (Foto: Arquivo Pessoal
)

BRASILEIRAO 2012


DESTAQUES DO JOGO
  • arma fatal
    bola aérea
    Os quatro gols do jogo saíram de cruzamentos na área. Três deles foram de cabeça: Giancarlo e Marcinho pela Ponte, e Aloisio para o Figueirense.
  • nome do jogo
    Wilson
    Desta vez, ele levou dois gols, mas evitou a derrota do Figueirense com defesas importantes no fim do segundo tempo.
  • momento decisivo
    33 do 2º tempo
    A pressão da Ponte surte efeito. Após insistir muito, a Macaca consegue o empate graças a bom cruzamento de Nikão e cabeçada precisa de Marcinho.
A CRÔNICA
Ponte Preta e Figueirense fizeram na noite deste sábado um jogo digno do bom momento das equipes no Campeonato Brasileiro. A Macaca saiu na frente, levou a virada do Figueira ainda no primeiro tempo, mas foi buscar a igualdade na segunda etapa. No fim, o empate em 2 a 2 no Moisés Lucarelli, em Campinas, travou o embalo dos campineiros e confirmou a reação dos catarinenses, que lamentaram deixar escapar dois pontos. Giancarlo e Marcinho fizeram os gols dos mandantes, e Aloisio e Caio marcaram para os visitantes.
A Ponte perdeu a oportunidade em casa de conquistar a terceira vitória consecutiva. Por outro lado, completou o quinto jogo de invencibilidade. O Figueirense, por sua vez, chegou à terceira partida sem derrota sob o comando de Márcio Goiano e volta para Florianópolis com um ponto importante na luta contra o rebaixamento.
- Infelizmente, hoje, desconcentramos um pouquinhos e tomamos um gol de bola parada enquanto vínhamos bem - comentou Marcinho, que, na ausência de Edson Bastos, foi o capitão do time e fez seu primeiro gol pela Macaca no Majestoso.
Do lado do Figueirense, o goleiro Wilson lamentou que o time tenha deixado escapar a segunda vitória seguida. Os catarinenses venciam até os 33 minutos do segundo tempo, quando Marcinho deixou tudo igual em uma cabeçada perfeita.
- Mais uma vez deixamos a vitória escapar. Mais uma vez na frente. Na nossa situação, qualquer empate nao é bom resultado. Mas, mais uma vez a equipe aguerrida, mostramos poder de reação, que estamos vivos na competição - disse Wilson.
O resultado deixa a Macaca com 31 pontos, na décima colocação. Na parte de baixo da tabela, o Figueira ocupa a vice-lanterna, com 19 pontos, a cinco do Bahia, o primeiro fora da zona de rebaixamento. Os dois times voltam a campo quarta-feira. A Macaca visita o Corinthians, enquanto o Figueirense recebe o Cruzeiro. Ambas as partidas estão marcadas para as 19h30m (horário de Brasília).
Caio do Figueirense x Ponte Preta (Foto: Denny Cesare / Futura Press)Tiago Alves, da Ponte, disputa lance com Caio, do Figueirense (Foto: Denny Cesare / Futura Press)
Bolas paradas decidem primeiro tempo
O início do primeiro tempo refletiu o bom momento de Ponte Preta e Figueirense, com muita movimentação. O Figueira, porém, perdeu um dos seus principais jogadores logo de cara. Com uma lesão muscular, Fernandes deixou o campo para a entrada de Ronny. O prejuízo dos catarinenses aumentou na sequência.
Após uma cobrança de falta fechada de Marcinho, Giancarlo se antecipou a Wilson e abriu o placar, aos oito minutos. Mas a vantagem campineira durou pouco. Tudo começou num erro de passe de André Luis dentro da área de defesa do Figueirense. Caio dominou no meio, arrancou e só foi parado por Baraka com falta na entrada da área.
Na cobrança, a bola desviou na barreira. Mas no escanteio, Aloisio deixou tudo igual, também de cabeça. Ele apareceu sozinho na segunda trave e, mesmo desequilibrado, mandou no ângulo direito de Roberto, aos 13. Após os gols, no entanto, o ritmo do jogo caiu. A quantidade de passes errados prejudicava as jogadas ofensivas.
Sem conjunto, o jeito era apostar na individualidade. Foi assim que Aloisio levou perigo aos 30 minutos após dominar na linha de fundo, driblar Tiago Alves, ganhar dividida de Baraka e bater cruzado. A bola passou pela pequena área sem ninguém encostar. Nikão tentou responder para a Macaca em chute da entrada da área que passou perto da trave.
No fim, os times voltaram a mostrar o futebol competitivo dos primeiros minutos. Pela Ponte, André Luis obrigou Wilson a fazer difícil defesa após finalização rasteira da entrada da área. Mas o Figueirense foi mais eficiente. No último lance da primeira etapa, Caio colocou os visitantes na frente.
Ele começou e terminou o lance. Depois de sofrer falta dura de Diego Sacoman na ponta esquerda, o atacante foi para a área e aproveitou o bate e rebate para virar. Após cruzamento, a bola sobrou para João Paulo, que pegou mal, mas levou sorte, já que o erro virou um passe. Atento, Caio se antecipou a Roberto e empurrou para a rede.
Ponte Preta x Figueirense  (Foto: Denny Cesare / Futura Press)Jogadas aéreas foram decisivas no duelo em Campinas (Foto: Denny Cesare / Futura Press)
Macaca pressiona e arranca o empate
Para o segundo tempo, Gilson Kleina voltou com Rildo no lugar de André Luis. E foi dele o primeiro lance de perigo da etapa final, aos 12 minutos. Após cobrança de escanteio de Marcinho, o atacante testou no chão, consciente. Wilson só torceu para a bola sair.
Kleina fez nova aposta para buscar o empate e trocou esquema com a entrada do lateral-direito Gerônimo e a saída do zagueiro Tiago Alves. A Macaca foi para cima do Figueira, que esperava um contra-ataque para matar a partida. A estratégia da Ponte surtiu mais efeito. Aos 25, Nikão aproveitou linda jogada de Rildo e soltou a bomba. Wilson espalmou.
No escanteio, uma cabeçada de Ferron parou no travessão, com Wilson já batido. Na sequência, Kleina lançou a Ponte toda para o ataque ao colocar Roger no lugar do volante Baraka. Em um dos seus primeiros lances, Roger deixou Nikão de frente para o gol, na marca do pênalti, mas o meia foi atrapalhado pelo gramado e isolou, desperdiçando boa chance de marcar. Mas Nikão se redimiu aos 33, quando colocou a bola na cabeça do baixinho Marcinho, que subiu com estilo e testou firme: 2 a 2.
A Macaca continuou no ataque após o empate, mas o Figueirense também teve suas oportunidades, em duas bombas de Júlio César defendidas por Roberto. Os minutos finais foram de pressão da Ponte, mas não adiantou. Elsinho garantiu o empate ao salvar em cima da linha uma cabeçada de Giancarlo após cobrança de escanteio.

sábado, 8 de setembro de 2012

SELEÇAO BRASILEIRA



Depois de ser vaiada em São Paulo na vitória sobre a África do Sul, equipe do técnico Mano Menezes é recepcionada por 200 pessoas no Nordeste


A seleção brasileira já está no Recife para o amistoso de segunda-feira, contra a China, às 22h, no estádio Arruda. Depois de quase três horas de voo, a delegação verde e amarela desembarcou na capital pernambucana na madrugada deste sábado. E o clima foi bem diferente do que os jogadores enfrentaram em São Paulo.
Neymar desembarca com a Seleção no Recife (Foto: Altemar Costa / Globoesporte.com)Neymar desembarcou no Recife com a Seleção elogiando a receção da torcida pernambucana
(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
No lugar das vaias recebidas durante a vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul, no estádio do Morumbi, na última sexta-feira, os cerca de 200 torcedores que recepcionaram a seleção brasileira no aeroporto apenas apoiaram os jogadores. Na chegada ao hotel, de frente para o mar, na praia de Boa Viagem, Neymar agradeceu
Damião, Oscar e Paulinho no desembarque da Seleção no Recife (Foto: Leandro Canônico / Globoesporte.com)A delegação chegou de madrugada a Pernambuco
(Foto: Leandro Canônico / Globoesporte.com)
- Ótima recepção - resumiu o craque do Santos, chamado de pipoqueiro e vaiado ao ser substituído no final da partida contra os sul-africanos.

Em menor número (pouco mais de dez), os torcedores também recepcionaram positivamente a seleção brasileira no hotel onde está hospedada. Um dos mais assediados, o meia-atacante Lucas falou em retribuir o carinho com uma boa partida, bem diferente da apresentação mostrada em São Paulo.

- Esperamos poder retribuir esse carinho com um bom jogo e gols. Temos de fazer o nosso melhor - declarou o jogador são-paulino.
Neymar desembarca com a Seleção no Recife (Foto: Altemar Costa / Globoesporte.com)Neymar e Lucas esperam retribir o carinho com uma bela exibição contra a China
(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Neste sábado, os jogadores da seleção brasileira não devem mais treinar no estádio Arruda. A intenção da comissão técnica, devido ao horário de chegada e a longa viagem ao Recife, é que o grupo faça apenas um trabalho físico na academia do próprio hotel. O treino de domingo, às 17h, no local do amistoso, está mantido.
A Seleção volta a campo na próxima segunda, no Recife, contra a China. A partida começa às 22h (de Brasília) no Arruda com transmissão ao vivo da TV Globo, SporTV e GLOBOESPORTE.COM
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CORINTHIANS



Chinês está na lista de jogadores convocados para a partida contra o Tricolor gaúcho, neste sábado, no Pacaembu, e vive expectativa de estrear


Zizao Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)Zizao Corinthians
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)
O técnico Tite levará 19 jogadores do Corinthians para a partida contra o Grêmio, neste sábado, às 21h, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, a expectativa é pelo aproveitamento de Zizao. Com Emerson, Jorge Henrique e Guerrero fora, o treinador convocou o chinês novamente.
O oriental vem aparecendo com certa frequência nos chamados, mas raramente fica no banco de reservas e ainda espera por uma oportunidade de estrear. O meia-atacante tem o nome gritado pela torcida, porém, Tite considera que ele ainda não está pronto para atuar .
O chinês ficou no banco apenas duas vezes desde que foi contratado. A primeira, na última rodada da primeira fase do Paulistão, diante da Ponte Preta, em Campinas. Já a segunda, frente ao Internacional, no Pacaembu, pelo primeiro turno do Brasileirão.
Sem jogadores importantes, Tite foi obrigado a recorrer a atletas das categorias de base e outros pouco aproveitados. Chicão e Douglas estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo, enquanto Cássio e Paulinho servem à seleção brasileira. Jorge Henrique e Emerson fazem tratamento no departamento médico por causa de dores na coxa direita.
Confira a lista de relacionados:
Goleiros: Julio Cesar e Danilo Fernandes
Laterais: Alessandro, Fábio Santos e Guilherme Andrade
Zagueiros: Wallace, Paulo André e Antônio Carlos
Volantes: Ralf, Guilherme, Edenílson e Willian Arão
Meias: Danilo, Giovanni e Chiquinho
Atacantes: Romarinho, Martinez, Adilson e Ziza
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CORINTHIANS

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