sábado, 13 de outubro de 2012

SERIE B



Triunfo em Varginha junto com derrota do Vitória em Curitiba põe Tigre de novo no topo. Mineiros veem zona de rebaixamento se aproximar


Após 12 rodadas na segunda posição atrás do Vitória, o Criciúma retomou a liderança da Série B do Brasileirão 2012 na tarde deste sábado, ao golear o Boa Esporte por 4 a 0 no estádio Dilzon Melo, em Varginha, pela 29ª rodada da competição. Marlon, Giovanni Augusto, França e Eric marcaram os gols do Tigre, que chegou aos 61 pontos e passou o Rubro-Negro baiano (60 pontos), derrotado pelo Paraná por 3 a 1 na Vila Capanema. Os catarinenses chegam à 19ª vitória, alcançam a marca de 63 gols marcados e 70,1% de aproveitamento na Segundona.
O Boa Esporte permanece com 37 pontos, perde uma posição e cai para 13º lugar. Com a vitória do Bragantino (17º colocado) por 2 a 1 sobre o Guarani, na última sexta, a distância dos mineiros para a zona de rebaixamento cai de 12 para dez pontos.
O próximo compromisso do Criciúma é nesta terça-feira, quando acontecem todos jogos da 30ª rodada da Série B. O Tigre recebe o ABC, no Heriberto Hulse, às 21h50m (de Brasília). No mesmo horário, o Boa visita o CRB, no Rei Pelé, em Maceió.
Comemoração do Criciúma contra o Boa esporte (Foto: Pakito Varginha / Futura Press)Jogadores do Criciúma comemoram a retomada da liderança (Foto: Pakito Varginha / Futura Press)
Boa começa bem, mas quem abre é o Tigre
De olho na liderança, o Criciúma começou vendo o anfitrião mineiro tomar as rédeas no primeiro tempo. Aos nove minutos, Marcelo Macedo recebeu uma bola rebatida dentro da área, mas furou na hora de concluir. Outra boa oportunidade para o Boa pintou em seguida, com Neílson arriscando de fora da área uma bola que riscou o travessão do goleiro Michel Alves.
A pressão mineira continuou aos 22, e desta vez o goleiro Michel Alves fez ótima defesa em chute de Vanger, que entrou livre na área pela esquerda. Quatro minutos depois, a torcida da casa pediu pênalti no atacante, que caiu na área após chegada firme do zagueiro do Tigre Ozéia. O árbitro Wagner Reway não marcou nada.
O Tigre começou a mudar a história da partida somente aos 35. Primeiro com Giovanni Augusto, que fez um bom passe para o artilheiro Zé Carlos, aparecendo bem na área, mas depois do goleiro Wilson Junior, que fez a defesa. Logo depois, aos 37, a sorte pela primeira vez ajudou o Criciúma: em cobrança de falta levantada na área por Marlon, o volante do Boa Olívio subiu mais alto que todos e acabou desviando por cobertura, sem chance para o arqueiro anfitrião. Apesar do desvio, Wagner Reway deu o gol para o lateral catarinense, que chegou ao quinto na competição.
Mais três gols e o topo da tabela
A sorte que ajudou o Tigre a abrir o placar no fim da etapa inicial, voltou a aparecer no segundo tempo. Em nova cobrança de falta logo aos sete minutos, Giovanni Augusto cobrou no canto esquerdo de Wilson Junior, mas acertou a trave. Só que a bola bateu nas costas do arqueiro e voltou para o gol, sacramentando o segundo do Criciúma.
O artilheiro da Série B, Zé Carlos, com 22 gols, até que tentou fazer o dele logo em seguida. Após receber livre na área e aplicar belo drible no marcador, ele bateu forte, mas viu o goleiro do Boa defender espetacularmente com o antebraço. Mas no minuto seguinte, aos 12, em cobrança de corner de Lucca, Kléber cabeceou para o meio, e França mandou para a rede para marcar o terceiro do Tigre.
Marlon teve chance de fazer mais um no jogo, aos 23, mas ele acertou o travessão após receber bom passe de Zé Carlos. O Boa até insistiu em bons lances seguidos de Radamés e Francismar, ambos em chutes de longe, mas o goleiro Michel Alves apareceu com defesas seguras, garantindo a retomada da liderança do Tigre. Aos 39, para fechar o belo triunfo, Eric recebeu livre, de frente para o gol e balançou a rede, fechando o placar em Varginha
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SERIE B


Jogadores esquecem problemas, conquistam os três pontos e deixam encaminhada a permanência na Série B. Baianos caem para segundo

Salários atrasados, clima tenso entre diretoria e jogadores, além de pouca motivação na tabela da Série B. Nada disso foi suficiente para que o Paraná jogasse desanimado diante do até então líder Vitória. Pelo contrário, o Tricolor mostrou vontade e qualidade para os 2.239 pagantes na Vila Capanema e venceu por 3 a 1, com dois gols de Arthur e um de Wendell. Elton descontou para a equipe baiana.
O resultado foi péssimo para o Vitória, que permanece com 60 pontos e viu o Criciúma tomar a liderança da Série B do Brasileiro ao vencer o Boa Esporte e ficar com um ponto à frente. O Paraná, que subiu duas posições e chegou ao 11º lugar, encaminhou a permanência no campeonato de 2013, ainda que não matematicamente.
O  próximo jogo do Paraná Clube será contra o América-RN, no estádio do Nazarenão, terça-feira, às 19h30. No mesmo dia e horário, o Vitória recebe o ASA no Barradão.
Comemoração ARthur do paraná contra o Vitória (Foto: Albari Rosa / Agência Estado)Autor dos dois gols, Arthur comemora a vitória do Paraná Clube (Foto: Albari Rosa / Agência Estado)
Paraná ansioso
O técnico Toninho Cecílio montou um esquema ofensivo no 3-5-2 para sufocar o Vitória logo no começo do jogo. Do lado da equipe baiana, a ordem também era atacar e Paulo César Carpegiani colocou o meia Tartá ao lado de Willie e Elton no ataque.
A necessidade do resultado, somada às características táticas, deixaram o Paraná ansioso e correndo muito, mas com problemas de passe e erros infantis. O Vitória tentava cadenciar o jogo e ser ofensivo na hora certa.
A ansiedade paranista se refletiu quando Wendell Borges falhou na hora de matar a bola lançada, que obrigou Thiago Rodrigues a abandonar a área no meio da fogueira. Os erros não vinham só de um lado. A famosa “linha burra” adotada pelo Vitória quase deu o primeiro gol paranista, quando todos pararam e Arthur recebeu sozinho. No entanto, o jogador se atrapalhou e deu chance da recuperação baiana.
A partida somente mudou quando dois jogadores primordiais para o Paraná começaram a jogar: Lucio Flavio e Luisinho. No primeiro gol, Lusinho fez todo o trabalho levando a bola até a entrada da área para Lucio fuzilar na trave. No rebote, com Deola no chão, restou a Arthur empurrar para o gol.
Com um Vitória ainda sem entender o que estava acontecendo, o Paraná aproveitou para ampliar. Lucio Flavio deu lançamento refinado e encontrou Arthur pronto para cabecear. Dois a zero aos 35 minutos e o Vitória via a liderança da Série B ir para as mãos do Criciúma.
Mudanças táticas e gols no finalzinho
A segunda etapa começou com mudanças na formação do Vitória. Paulo César Carpegiani tirou o meia Tartá e colocou o volante Fernando Bob, que entrou com a missão de anular Lucio Flavio. Nos primeiro minutos, a equipe baiana mostrava outra postura em campo e Pedro Ken quase descontou aos quatro minutos com um chute que foi desviado pela zaga paranista.
Ainda antes dos quinze minutos, Carpegiani entendeu que o time melhorou na marcação, mas perdeu a ofensividade. Para tentar mudar a situação, o atacante Marcelo Nicácio entrou no lugar do volante Michel. Quem primeiro assustou, no entanto, foi o Paraná com o cabeceio de Alex Alves, que passou muito perto da área. Deola "tirou" com os olhos.
Aos 27 minutos, Toninho Cecílio viu que era hora povoar o meio e dificultar qualquer avanço do Vitória. Ele sacou o autor dos gols, Arthur, e colocou o meia Wendell. No meio, o volante Vandinho saiu para a entrada do descansado Lucas.
A tarde continuou sendo paranista e, aos 43 minutos, Wendel fez o terceiro. A resposta do Vitória veio no último minuto, com Elton, que finalizou com estilo após jogada rápida. Não houve nem comemoração. Final: 3 a 1
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

BRASILEIRAO 2012



Rodada distancia ocupantes do Z-4 dos concorrentes. Primeiro time fora da zona de rebaixamento soma oito pontos a mais que o primeiro dentro

Ao fim de 29 rodadas da edição 2012, o Campeonato Brasileiro vive uma situação jamais vista desde a implantação, em 2006, do atual formato (20 clubes, por pontos corridos e com quatro rebaixados). A nove jornadas do encerramento, oito pontos separam o primeiro time fora da zona da degola (Bahia, com 35) do primeiro dentro do Z-4 (Sport, com 27). Tendo isto em vista, o número de pontos considerado suficiente para que um time não corra qualquer risco de ser rebaixado caiu. Antes da rodada, os cálculos do matemático Tristão Garcia, idealizador do site Infobola, apontavam 46 pontos. Agora, 45 pontos já vão bastar para a salvação, aponta Tristão.

Dois jogos foram cruciais para a mudança no panorama, ambos na noite desta quinta-feira. O Sport perdeu em casa para o Grêmio, por 3 a 1, enquanto o Palmeiras caiu diante do Coritiba, rival direto na luta pela salvação (1 a 0, em Araraquara).
- Mudou porque os caras (times que estão no Z-4) pararam. Eles praticamente só pontuam quando jogam entre si. A diferença é muito grande. Nos outros anos era sempre de um ponto, dois pontos, agora é de oito - explicou Tristão Garcia.
Nos cálculos de risco de rebaixamento, os percentuais dos membros do Z-4 dão bem uma noção do quão complicada está a situação. O Sport aparece com 90%, seguido por Palmeiras (91%), Figueirense (96%) e Atlético-GO (99%).
info classificação Z4 - 29 (Foto: arte esporte)
Fora da zona da degola, oito equipes ainda aparecem com algum risco de acabar na Série B em 2013. Seus percentuais somados, porém, não chegam a 25%. Três deles têm apenas 1% de risco: Cruzeiro, Santos e Náutico. Depois, Ponte e Portuguesa têm 3%. Coritiba (4%), Flamengo (6%) e Bahia (5%) completam a lista.
Como alento aos ameçados, vale lembrar que já houve casos em que a salvação era improvável, mas acabou acontecendo. Em 2009, ao fim da 29ª rodada, o Fluminense segurava a lanterna do Brasileirão, com 25 pontos. Nove jogos mais tarde, o Tricolor somava 46 pontos e escapou do rebaixamento.
Nos cálculos de Tristão Garcia, além do caminho de cada equipe até o fim do campeonato, são levados em conta o histórico na atual edição da competição. Os jogos mais recentes têm peso maior que os do começo da competição. Isto explica por que alguns clubes estão em posições acima na tabela de classificação, mas aparecem com risco de rebaixamento maior
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

UFC COMBATE



Campeão dos médios nega luta contra Jon Jones, dá respostas frias aos jornalistas e atleta paulista se destaca pelas brincadeiras e boas respostas

Ao contrário da última coletiva da qual participou, quando estava visivelmente alterado pelo clima de animosidade criado por Chael Sonnen, Anderson Silva mostrou nesta quinta-feira, na coletiva oficial do UFC Rio III, um lado mais frio e controlado, mas também burocrático. Sem dar respostas espirituosas, o Spider abriu caminho para que Fábio Maldonado fosse o grande personagem da entrevista. O evento não contou com a participação de Dana White, e foi ancorado pelo diretor de relações internacionais do UFC, Marshall Zelaznik.
Com cara de poucos amigos, Anderson Silva aparentava estar pouco à vontade na entrevista, respondendo perguntas sobre a sua carreira de forma fria e burocrática. Nas únicas vezes em que sorriu, foi em resposta a alguma declaração de Rodrigo Minotauro.
Anderson Silva e Bonnar encarada UFC Rio III (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Anderson e Bonnar se encaram após a coletiva do UFC Rio III (Foto: André Durão / SporTV.com)
- A preparação foi boa, acho que toda a equipe se doou bastante. Meu peso normal é de 100kg, e não tenho a pretensão de lutar pelo título dos meio-pesados. Temos o Rogério Minotouro, Fábio Maldonado e Rafael Feijão nesta categoria. Não tenho a pretensão de baixar de peso para lutar contra o Georges St-Pierre. Se lutarmos será em um peso combinado. Minha obrigação é voltar inteiro pra casa. A luta é injusta, podemos cometer um erro ou tomar uma decisão errada, mas o objetivo é voltar inteiro para casa. Bonnar é um grande atleta, que fez história dentro do UFC. Fico feliz de lutar com ele e de retribuir ao Brasil o carinho que eu recebi. Espero que a luta se mantenha em pé. É um grande teste para mim, já que ele é um cara que nunca foi nocauteado. Acho que é normal você sofrer pressão quando você se torna alguém a ser batido. Derrota e vitória andam lado a lado. Sei que posso ser derrotado, e treino para que isso não aconteça. Para não ser surpreendido por uma suposta técnica que seja melhor que a minha.
anderson silva coletiva ufc rio (Foto: Reprodução)Anderson Silva com cara de poucos amigos durante a
coletiva do UFC Rio III (Foto: André Durão / SporTV.com)
Perguntado se via como uma possibilidade enfrentar Jon Jones em um peso combinado, Anderson Silva foi enfático.
- Há muitas possibilidades de luta, mas uma minha contra o Jon Jones é uma que está fora de cogitação.
Respondendo as perguntas de forma espontânea, sempre sorrindo, o meio-pesado Fábio Maldonado brincou sobre a disputa entre ele e Glover Teixeira, que é cercada de tensão pelas declarações do técnico de Glover, Pedro Rizzo, que teria dito que Maldonado seria uma luta mais tranquila no chão.
fabio maldonado glover teixeira encarada coletiva ufc rio (Foto: André Durão/Globoesporte.com)Fábio Maldonado e Glover Teixeira após a coletiva
do UFC Rio III (Foto: André Durão / SporTV.com)
- O Glover é tudo isso mesmo. Merece esse tipo de atenção, dá duro e é muito experiente na luta de chão. Só não vai lutar contra Jon Jones porque eu vou pará-lo antes. Ele é duro, mas eu sou duro também. Se me bater, eu gosto mais. Não acho que ele seja desrespeitoso. Merecia estar no UFC antes de mim, mas teve alguns problemas pessoais. Ele nunca me desrespeitou. Algumas pessoas me desrespeitaram, mas não ele.
Adversário de Maldonado, Glover Teixeira preferiu não polemizar com o paulista, e criticou lutas entre brasileiros no Brasil.
- Lutar no Brasil contra brasileiros faz parte do esporte. Lá fora nós temos que lutar mesmo, mas aqui eu não gostaria. Respeito o Maldonado e acho que vamos fazer uma grande luta.
Minotauro brinca e garante que está pronto para Herman
Rodrigo Minotauro também foi muito brincalhão com os jornalistas, chegando a fazer graça com uma pergunta sobre a proximidade da sua aposentadoria.
Minotauro coletiva UFC Rio III (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Minotauro brinca durante a coletiva UFC Rio III, na Barra da Tijuca (Foto: André Durão / SporTV.com)
- Não falei nunca que me aposentaria. Você acabou de me aposentar, obrigado (risos). Temos sete parceiros de treino lutando nesse UFC. Eu só me aposento quando o Anderson parar, e pego o estímulo desse pessoal mais novo, e também a experiência do Maldonado e do Anderson Silva para dar mais longevidade à minha carreira. Na minha última luta eu quebrei o meu braço e coloquei vários pinos no meu braço, e só voltar já é uma grande vitória - disse Minotauro.
minotauro encarada coletiva ufc rio (Foto: André Durão/Globoesporte.com)Minotauro e Dave Herman riem na encarada após a
coletiva do UFC Rio III(Foto: André Durão / SporTV.com)
Questionado sobre como espera que a luta contra Dave Herman acontecerá, Minotauro acredita que, seja onde for, está preparado para vencer.
- Essa luta vai ter uma trocação antes, e estou preparado para a luta em pé. Sei que meu adversário é forte nos chutes e joelhadas, e também tem uma mão esquerda forte. Se a luta for para o chão, será bom para mim também.
Sorridente, Dave Herman garantiu que não se influencia pelo barulho e pela pressão da torcida, e brincou ao responder o que faria se acordasse no corpo de Minotauro no dia da luta.
- Eu nem percebo a torcida. Podem gritar ou ficar quietos, não faz diferença. Se eu acordasse no corpo de Minotauro, eu iria a praia, pegaria um solzinho e curtiria o dia.
Bonnar coletiva UFC Rio III (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Stephan Bonnar mostrou descontração na coletiva do UFC Rio III (Foto: André Durão / SporTV.com)
Ao contrário do Spider, o rival de Anderson, Stephan Bonnar brincou com os jornalistas.
- Eu sou meio supersticioso, a luta é no dia 13, tem muita coisa com o número 13. Meu filho vai nascer em breve, e isso significa que eu tenho que fazer algo espetacular. Talvez eu consiga algo aqui na casa dele, isso pode ser uma bela oportunidade. Eu não vou falar para você agora o que eu vou fazer para vencer. Eu acredito que o Anderson está muito focado, como sempre esteve. Nunca fui a pessoa mais confiante, mas sempre dou o máximo de mim, e no sábado não será diferente.
O UFC Rio III será disputado no próximo sábado com transmissão ao vivo do canal Combate a partir de 19h45m. O SPORTV.COM acompanha as lutas em Tempo real. Nesta sexta-feira, o site também transmite a pesagem oficial do evento, às 16h.
UFC 153 (UFC Rio III)
13 de outubro de 2012, no Rio de Janeiro
CARD PRINCIPAL
Anderson Silva x Stephan Bonnar
Rodrigo Minotauro x Dave Herman
Glover Teixeira x Fábio Maldonado
Jon Fitch x Erick Silva
Wagner Caldeirão x Phil Davis
Demian Maia x Rick Story
CARD PRELIMINAR
Rony Jason x Sam Sicilia
Gleison Tibau x Francisco Massaranduba
Diego Brandão x Joey Gambino
Serginho Moraes x Renée Forte
Luiz "Banha" Cané x Chris Camozzi
Cristiano Marcello x Reza Madad
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SELEÇAO BRASILEIRA



Além de boa atuação do meia do Chelsea, apoiador do Real marca uma vez e sai aplaudido pela torcida. Neymar faz um golaço e também se destaca


Se no começo de carreira Oscar era chamado de "novo Kaká", nesta quinta-feira, o meia do Chelsea provou mais uma vez que correspondeu às expectativas e criou identidade própria. Abençoado pelo craque do Real Madrid como camisa 10 da Seleção, o garoto comandou o Brasil na goleada por 6 a 0 sobre o Iraque, no estádio Swedbank, em Malmo, na Suécia. Ele (2), Kaká, HulkNeymar e Lucasmarcaram.
Muito embora tenha tido uma atuação destacada, comprovando seu bom momento com Mano Menezes e também no futebol inglês, Oscar contou com a ajuda do seu mestre. Kaká, de volta à seleção brasileira depois de mais de dois anos, deu suas arrancadas, participou de gol e deixou a sua marca. Aliás, o grupo todo comemorou com o meia do Real Madrid, em abraço coletivo.
-  É bom conviver com jogadores novos, estou muito feliz. Fiz um gol, participei bem do jogo e saio feliz. O jogo vem celebrar essa alegria. O Mano testou uma forma de jogar e, independentemente do adversário, levei da melhor forma possível com a importância de jogar bem. Daqui para frente é só melhorar – disse Kaká, que não marcava pela Seleção desde 7 de junho de 2010, contra a Tanzânia, em amistoso antes da Copa do Mundo.
Oscar e Kaká comemoram gol do Brasil contra o Iraque (Foto: AFP)Kaká e Oscar comemoram um dos gols da seleção brasileira (Foto: AFP)
Ao ser substituído por Lucas no segundo tempo, Kaká teve o que mereceu: aplausos. Os mesmos que foram direcionados a Neymar pouco depois. O craque do Santos fez um golaço. Na partida desta quinta-feira, porém, o atacante teve uma atuação muito mais cerebral, de criar, pensar o jogo, buscar a bola, do que de atacar com veemência, partindo para o drible. Resultado: participou bem como "armador".
O placar da partida, claro, não assustou ninguém. Afinal, o Iraque é apenas o 80º colocado no ranking da Fifa. Nem mesmo Zico, sorridente no primeiro tempo. O ídolo do Flamengo e da Seleção é o atual comandante dos iraquianos. Os torcedores do time asiático, aliás, o adoram. Por vários momentos, os torcedores gritaram seu nome.
Malmo ou Bagdá?
Brasil comemora gol contra o Iraque (Foto: Mowa Press)Jogadores vibram com a boa atuação no duelo
contra o Iraque, em Malmo (Foto: Mowa Press)
Acostumada e calejada pela recente pressão dos próprios brasileiros, a Seleção pouco se importou com o caldeirão formado pelos iraquianos no estádio Swedbank. Maioria, a torcida do Iraque fez Malmo parecer Bagdá. Só que o time de Mano Menezes jogou com a mesma tranquilidade que se estivesse no Maracanã. Nos bons tempos.
Kaká, Oscar, Neymar e cia não se assustaram com a vibração dos rivais em cada lance, fosse um chute, uma ameaça de contra-ataque ou um desarme, e construíram um ambiente ainda mais tranquilo para o Brasil dentro de campo. Antes de sair o primeiro gol, a Seleção cadenciou bem o jogo e não deu espaços para o Iraque.
O Brasil tentou primeiro em jogada ensaiada de escanteio, com David Luiz chegando como surpresa. Algo que foi treinado à exaustão na Polônia. Depois de os jogadores reclamarem duas vezes por a bola estar murcha, a Seleção se encontrou ainda mais em campo. E Oscar começou a brilhar com seu futebol simples e objetivo.
Aos 21 minutos, Neymar deu lindo passe em profundidade para o camisa 10 tocar na saída do goleiro. Com a vantagem no placar, o time verde e amarelo se soltou ainda mais. Foi aí que Kaká apareceu. Aos 27 minutos, o meia do Real Madrid recebeu de Neymar na esquerda, levou até a linha de fundo e cruzou para outro gol de Oscar.
Na comemoração, os três se abraçaram na grande área, uma cena que muitos torcedores esperam ver na Copa do Mundo de 2014. A partir daí, mais do que antes, só deu Brasil. David Luiz, o homem surpresa da bola parada, quase ampliou, Kaká também e Paulinho surgiu aos 45 minutos para acertar o travessão.
Bem-vindo de volta, Kaká!
Kaká no amistoso do Brasil x Iraque (Foto: Mowa Press)Kaká em ação pela seleção brasileira na partida desta quinta-feira, contra o Iraque (Foto: Mowa Press)
A etapa final não poderia começar melhor para a seleção brasileira. Principalmente para Kaká. Aos dois minutos, o meia do Real Madrid avançou em contra-ataque, bem ao seu estilo, entrou na área e chutou de perna esquerda para fazer o terceiro gol do Brasil. Ele estava fora da Seleção desde a Copa do Mundo de 2010, quando o Brasil foi eliminado pela Holanda nas quartas de final.
E como forma de celebrar o seu retorno, todos os jogadores foram comemorar com ele na linha de fundo. Depois, os reservas também o abraçaram. Antes disso, o último gol de Kaká com a camisa do Brasil tinha sido em amistoso pré-Copa, na goleada por 5 a 1 sobre a Tanzânia, no dia 7 de junho de 2010.
Neymar amistoso Brasil x Iraque (Foto: Mowa Press)Neymar também deixou a sua marca na partida
diante da equipe de Zico (Foto: Mowa Press)
Aproveitando o bom momento do time na partida, até David Luiz se arriscou como atacante. E quase fez um belo gol aos cinco minutos, passando por três adversários e batendo rasteiro. O goleiro Noor, no entanto, fez ótima defesa. Ele, aliás, salvou o Iraque por várias vezes, com intervenções muitas vezes complicadas.
Se o zagueiro não conseguiu fazer um gol de atacante, Hulk fez. O jogador do Zenit ampliou aos dez minutos, após ótima jogada individual e chute de esquerda: 4 a 0. A elasticidade no placar, obviamente, fez o time de Mano Menezes diminuir o ritmo. O Iraque ainda quase chegou para marcar, mas se atrapalhou na hora da conclusão.
Mas ainda faltava o gol de Neymar. E ele surgiu em grande estilo. Aos 30, o atacante recebeu dentro da área pelo lado esquerdo e bateu colocado de perna direita. Um golaço. Na comemoração, dedo na boca em homenagem ao filho Davi Lucca. Quatro minutos depois, o camisa 11 deu bom passe para Lucas na entrada da área. O apoiador do São Paulo tirou um adversário do lance e finalizou para fazer o sexto.
BRASIL 6 X 0 IRAQUE
Diego Alves, Adriano, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho (Fernando), Ramires (Sandro), Kaká (Lucas) e Oscar (Giuliano); Neymar e Hulk (Thiago Neves).Noor Sabri, Samal Saeed, Ali Hussein (Ahmed Ibrahim), Salam Shaker e Basem Abbas; Khaldoun Ibrahim, Muthana Khalid (Jalal Hasan), Hamady Ahmad e Nashat Akram (Alaa Abdul Zahra); Ahmed Yasin (Mustafa Karim) e Younis Mahmoud (Amjad Radhi).
Técnico: Mano MenezesTécnico: Zico
Gols: Oscar, aos 21 e 27 minutos do primeiro tempo; Kaká, aos dois minutos do segundo tempo, Hulk, aos dez minutos do segundo tempo, Neymar, aos 30 minutos do segundo tempo, Lucas, aos 34 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos:Al Hussein (Iraque)
Árbitro: Martin Hansson (Suécia)
Auxiliares: Magnus Sjöblom (Suécia) e Per Brogevik (Suécia)
Local: Sweedbank, em Malmo, na Suécia
Público: 14.147 pagantes

SELEÇAO BRASILEIRA



Seleção encara o Iraque nesta quinta-feira, em Malmo, na Suécia. Craque do Real Madrid encontra time remodelado e empresta sua liderança


TV Globo, Sportv e GLOBOESPORTE.COM transmitem a partida ao vivo. O site também acompanha em Tempo Real"
 
De olho na Copa do Mundo de 2014, Kaká está em busca de um recomeço e a seleção brasileira à procura do bom futebol. É claro que as duas coisas estão relacionadas. Melhor ainda que tal reencontro seja na Suécia, local onde o Brasil deu o pontapé inicial em sua caminhada para se tornar o país do futebol, com o título mundial de 1958. É lá, na cidade de Malmo, que o time deMano Menezes faz amistoso contra o Iraque de Zico, no estádio Sweedbank, nesta quinta-feira, às 15h30 (de Brasília).
Muita coisa mudou nesses dois anos e três meses que Kaká ficou afastado da seleção brasileira. Da derrota para a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010 até aqui, Neymar deixou de ser promessa para virar realidade e o craque do time, Ricardo Teixeira deu lugar a José Maria Marin no comando da CBF, Mano Menezes substituiu Dunga... Mas algo que continua intacto é o prestígio do meia do Real Madrid na Seleção.
- Vai ser legal. Espero que ele possa nos ajudar. A experiência que ele tem vai ser muito importante para a seleção brasileira. Pode nos ajudar muito - declarou Neymar, que agora tem a chance de dividir a responsabilidade e as atenções com o 'velho' companheiro.
Kaká e Mano Menezes no treino da seleção brasileira (Foto: Mowa Press)Kaká vai estrear na Seleção sob o comando de Mano Menezes (Foto: Mowa Press)
Kaká sabe disso. Mais velho do atual grupo de Mano Menezes, o meia do Real Madrid que dar à Seleção não só experiência, mas também liderança. Como diz Mano Menezes, jogadores com o status de Kaká se adaptam facilmente a qualquer grupo. Ainda mais ao time nacional, no qual já fez sucesso - o armador já disputou três Copas do Mundo. Foi campeão em 2002, na Coreia do Sul e no Japão, e caiu nas quartas de final nos Mundiais de 2006, na Alemanha, e 2010, na África do Sul.
- Encontrei um grupo jovem, bem diferente e muito promissor. Trago agora muita experiência e vontade. Quero criar muito para aproveitar essa oportunidade. Posso dar um pouco da minha liderança para o elenco - afirmou Kaká.
Realmente, o grupo que o meia integra agora é bem diferente do que ele deixou lá atrás, em 2010. Dos 21 jogadores que participam desses amistosos (na terça-feira o Brasil encara o Japão, na Breslávia, na Polônia), apenas o zagueiro Thiago Silva e o volante Ramires seguem. Além de Daniel Alves, é claro. Mas o lateral-direito do Barcelona foi cortado no início da semana por conta de uma lesão muscular. O fato é que Kaká pretende se firmar nessa reformulação proposta por Mano Menezes.
Kaká e Neymar no treino da seleção brasileira (Foto: Mowa Press)Neymar e Kaká vão atuar pela primeira vez juntos
na seleção brasileira (Foto: Mowa Press)
- Por sua trajetória e por sua capacidade, a situação do Kaká é diferente. Mas a Seleção é familiar para ele. Mais do que para um jogador que chega pela primeira vez. Ainda é cedo para avaliações, temos de ir com calma. Não tem necessidade de exigir dele todas as resoluções do time - opinou Mano Menezes, que vai escalar Kaká e Oscar na armação e improvisar o lateral-esquerdo Adriano na vaga de Daniel Alves.
Se Kaká faz nesta quinta-feira um novo reencontro com a Seleção, do outro lado também tem alguém com ótima relação com o time canarinho: Zico. Técnico do Iraque, o ídolo do Flamengo enfrentará o seu país pela terceira vez. Antes, quando comandava o Japão, o Galinho perdeu duas vezes para o Brasil. Primeiro na Copa das Confederações de 2005 e depois na Copa do Mundo de 2006. Ambas na Alemanha.
A chegada do Iraque à Suécia para o amistoso, aliás, foi surpreendente. Mais de 200 torcedores apareceram para acompanhar o desembarque dos jogadores no hotel. O time asiático, no entanto, está na 80ª colocação do ranking da Fifa. É o adversário teoricamente mais fraco do Brasil na era Mano Menezes. A Seleção, por sinal, aparece na 14ªposição, seu pior momento na história do ranking.
BRASIL X IRAQUE
Diego Alves; Adriano, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Paulinho, Ramires, Oscar e Kaká; Neymar e Hulk.Noor, Samal, Ali, Dalan e Base; Khaldoun, Muthana, Hamad e Nashat; Ahmed Yasin e Younis
Técnico: Mano MenezesTécnico: Zico
Árbitro: Não divulgado
Auxiliares: Não divulgado
Local: Sweedbank, em Malmo, na Suécia
Horário: 15h30m (de Brasília)
Transmissão: A TV Globo, o Sportv e o GLOBOESPORTE.COM transmitem a partida ao vivo. O site também acompanha os lances da partida em Tempo Real.

CORINTHIANS

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