segunda-feira, 15 de outubro de 2012

UFC COMBATE



Após nocautear o americano Stephan Bonnar, campeão dos pesos-médios esbanja bom humor e comanda festa ao lado do amigo Rodrigo Minotauro


Virou tradição. Não foi apenas a vitória histórica sobre Chael Sonnen que rendeu um churrasco com os amigos ao campeão Anderson Silva. Neste domingo, poucas horas depois de nocautear o meio-pesado Stephan Bonnar, no UFC Rio III, o Spider se reuniu com os companheiros mais próximos para uma comemoração dupla.
Além de mais uma vitória diante da torcida carioca, o lutador comemorou seis anos do dia em que conquistou o cinturão dos pesos-médios do Ultimate, na luta diante de Rich Franklin, no dia 14/10/2006. Desde então, Anderson já defendeu 10 vezes o seu título.
Embora o Spider nem lembrasse da data, o amigo Rafael Feijão e o empresário Germano Bodanese, que organizou o evento, prepararam um bolo surpresa para o lutador.
Anderson Silva festa comemoração UFC (Foto: Amanda Kestelman / globoesporte.com)Anderson Silva festeja com Minotauro, Feijão e outros amigos (Foto: Amanda Kestelman / globoesporte.com)
- Que legal! Nem eu sabia disso! Acho que estou ficando velho, vou me aposentar - brincou, ao apagar uma vela ao lado dos amigos. Em seguida, um dos amigos lembrou que quando o lutador vence, automaticamente ganha um churrasco de presente. Bem humorado, o Spider pediu uma comemoração para o amigo Feijão.
- Tem de dar um churrasco para ele também, que venceu a última luta - pediu.
Logo depois, Anderson ouviu um discurso emocionado do parceiro e fisioterapeuta Guto, o parabenizando por mais uma conquista. Impossível, ele não perdeu a oportunidade de brincar.
- Está bem, quanto você quer emprestado? - brincou.
Anderson Silva e Minotauro festa comemoração UFC (Foto: Amanda Kestelman / globoesporte.com)Anderson e Minotauro comemoram vitórias no UFC
Rio (Foto: Amanda Kestelman / globoesporte.com)
O bom humor do Spider sobrou até para a outra fisioterapeuta, Ângela Côrtes. A profissional, que trabalhou na preparação do atleta para as últimas lutas, foi alvo de uma ''propaganda'' criada pelo lutador.
- Se você está com problema no seu joelho, quadril ou costas. Você tem hérnia de disco? Chame ''Mamãe Ângela de Babalaiô'' - brincou, abraçando a fisioterapeuta.
Quem também passou pela comemoração foi o peso-pesado Rodrigo Minotauro, com o irmão Minotouro. O lutador, que finalizou Dave Herman no último sábado, ficou pouco tempo no evento, uma vez que foi visitar o amigo Fábio Maldonado, que operou o nariz. Entretanto, não escapou das brincadeiras do animado Anderson, que o recepcionou com gritos de boas vindas e um caloroso abraço.
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Anderson Silva festa comemoração UFC (Foto: Amanda Kestelman / globoesporte.com)Anderson Silva, Minotauro e amigos na comemoração (Foto: Amanda Kestelman / globoesporte.com
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domingo, 14 de outubro de 2012

FORMULA 1



Outra boa atuação, com direito a calor em Alonso, faz piloto recuperar de vez a confiança do time: 'Se não fosse muito forte, já teríamos tomado outra decisão'

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Depois de encerrar o jejum de pódios no Japão, Felipe Massa emplacou mais uma bela atuação, desta vez na Coreia do Sul. No GP deste domingo, chegou em quarto,com direito a ritmo mais forte que o companheiro de equipe, o badalado Fernando Alonso. O brasileiro só não foi mais longe porque a própria Ferrari pediu para pegar leve e não ameaçar o terceiro lugar do espanhol, que está na briga pelo título com Sebastian Vettel, vencedor da prova e novo líder do campeonato.
Após a quinta exibição consistente seguida, o vice-campeão de 2008 está confiante de que renovará seu contrato com o time de Maranello para a próxima temporada. Perguntado se tem dúvidas se seguirá na equipe em 2013, foi enfático:
- Não, não tenho. Vamos esperar a hora. Quando tiver o OK das duas partes, é quando você tem certeza. Acredito que será muito em breve, para ser honesto – declarou à revista inglesa “Autosport”.
Felipe Massa foi 4º no GP da Coreia: quinta atuação consistente consecutiva (Foto: Getty Images)Felipe Massa foi 4º no GP da Coreia: quinta atuação consistente consecutiva (Foto: Getty Images)

A reação de Felipe na temporada fez a escuderia mais tradicional da Fórmula 1 recuperar a confiança no piloto brasileiro, que é piloto titular do time desde 2003. O chefe da equipe, Stefano Domenicali, antes receoso na manutenção de Massa, em razão do mau início do ano, deu sinais claros de que o acerto acontecerá logo:
- Com certeza, ele está entendendo melhor o carro agora. Ele está entendendo melhor os pneus também. Além disso, Felipe é um piloto muito, muito forte. Porque se fosse o contrário, já teríamos tomado uma decisão diferente. Sinto que agora, Felipe tem sob controle o entendimento dos pneus e do carro e está dirigindo no nível que deveria – reconheceu o chefão.
Felipe massa sebastian vettel kamui kobayashi pódio gp do japão (Foto: Agência Reuters)No GP do Japão, Massa quebrou um jejum de quase dois anos sem pódio (Foto: Reuters)
Nas cinco corridas após as férias da categoria em agosto, Massa é o segundo piloto que mais somou pontos: foram 56, atrás apenas do novo líder, Sebastian Vettel, que marcou 93. Nesse período, o brasileiro fez 11 pontos a mais que o parceiro de time, Alonso.
O crescimento de Massa no ano contribuiu também para a Ferrari tirar a McLaren da vice-liderança do Mundial de Construtores, competição que rende muitas cifras aos times bem posicionados e um dos principais pontos de preocupação da equipe em relação aos poucos pontos somados pelo brasileiro no início do ano.
Longa história com Ferrari
Após nove etapas, Felipe Massa é o 13º colocado, com 23 pontos (Foto: Getty Images)Brasileiro está em sua sétima temporada com o 
time de Maranello (Foto: Getty Images)
A história de Massa com o time de Maranello começou em 2001, quando o brasileiro teve o passe comprado pela escuderia após o título da F-3000 Europeia, uma das principais divisões de acesso da F-1. Cumpriu uma temporada na Sauber em 2002, mas não caiu nas graças de Peter Sauber e passou o ano seguinte como piloto de testes da Ferrari. Voltou ao time suíço em 2004 e estreou com titular da equipe italiana em 2006, com Michael Schumacher como companheiro. Um ano depois, fez parceria com Kimi Raikkonen, campeão daquele ano.
Em 2008, fez sua melhor temporada, sendo vice-campeão. Venceu seis corridas, mas perdeu o título quando Lewis Hamilton superou Timo Glock na última curva do histórico GP do Brasil. Em 2009, sofreu o mais grave acidente da carreira ao ser atingido por uma mola do carro do amigo Rubens Barrichello nos treinos classificatórios do GP da Hungria. De fora do restante da temporada, retornou às pistas no ano seguinte, já com Alonso como parceiro.
Após um campeonato discreto, enfrentou um jejum de pódios que durou do GP da Coreia de 2010 até a corrida de Suzuka. Massa tem 167 GPs disputados,11 vitórias, 34 pódios e 15 pole positions.

UFC COMBATE



Lutador brasileiro volta a descartar combate com Chris Weidman e afirma que o atleta americano ainda tem muito a fazer pelo UFC no futuro


O próximo passo de Anderson Silva ficou claro na coletiva pós-realização do UFC Rio III, quando o brasileiro foi questionado sobre um possível confronto com o canadense Georges St-Pierre, campeão dos meio-médios do UFC. Com três nocautes entre os meio-pesados, incluindo o da noite de sábado diante de Stephan Bonnar, seria a primeira vez que o brasileiro lutaria abaixo dos pesos-médios, mesmo que o confronto fosse marcado em peso combinado, como acontece nas superlutas.
Anderson Silva UFC Rio MMA (Foto: Adriano Albuquerque/SporTV.com)Anderson Silva está animado para enfrentar St-Pierre (Foto: Adriano Albuquerque/SporTV.com)
Tendo lutado com adversários mais fortes e mais pesados do que ele, como Stephan Bonnar e Forrest Griffin, Anderson garante que seria um prazer enfrentar um adversário menor do que ele e que batesse com menos força do que os adversários que já enfrentou no UFC.
- Muitas pessoas cogitam, seria um grande teste pra mim. E ele é um pouco menor, seria mais fácil para mim, eu apanharia menos - brincou Anderson Silva.
Quando perguntado sobre o próximo desafiante ao cinturão dos pesos-médios, do qual ele é o atual detentor, Anderson Silva voltou a descartar a revelação Chris Weidman. Apesar das recentes vitórias sobre Demian Maia e Mark Muñoz, o brasileiro acredita que o americano ainda precisa correr atrás para conseguir sua chance pelo título.
- Acho que todos os atletas que estão na categoria vão ter a oportunidade de lutar pelo título. Não tenho a pretensão de lutar com ele. Ele tem muito a fazer pelo UFC. Eu estou em uma posição confortável, tenho 37 anos. Tenho duas lutas no contrato, a próxima quero que seja com GSP e depois quero fazer mais uma superluta antes de me aposentar - disse Anderson Silva
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sábado, 13 de outubro de 2012

CORINTHIANS



Chinês volta a ficar no banco neste sábado e espera pela estreia no Timão. Técnico confirma intenção de usá-lo, mas o coloca abaixo de Giovanni


Zizao Corintians (Foto: Daniel Augusto Jr / Ag. Corinthians)Zizao durante treino do Corinthians no CT
(Foto: Daniel Augusto Jr / Ag. Corinthians)
O Corinthians está a um ponto de cumprir sua missão no Campeonato Brasileiro para focar apenas no Mundial de Clubes, mas um outro assunto vem agitando o clube nas últimas semanas: a estreia de Zizao. Relacionado pela segunda vez consecutiva para o banco de reservas, o chinês pode, enfim, ter uma chance contra a Portuguesa, neste sábado, às 21h, no Canindé.
Até mesmo o técnico Tite, sempre cauteloso em falar sobre o aproveitamento do Oriental, já reconheceu que quer utilizá-lo. Tudo dependerá de como a partida diante da Lusa se encaminhar. A intenção da comissão é que ele atue por alguns minutos para “quebrar o gelo” da primeira partida.
- Eu quero dar essa oportunidade a ele. Ele conquistou o espaço, eu não dou nada a ninguém. Vai depender do que o jogo mostrar – afirmou Tite.
No esquema 4-2-3-1 utilizado pelo Corinthians, o técnico vê Zizao como uma opção para atuar na linha de três atletas que ficam entre a armação e o ataque. O jogador vem treinando frequentemente aberto pelo lado esquerdo e foi orientado pelo comandante a ser mais competitivo, principalmente no contato físico nos lances - as instruções, em inglês, são passadas pelo auxiliar Geraldo Delamore.
- Por que o Zizao e não o Adilson? Porque treinou melhor. O Giovanni está à frente porque fez gol contra o Grêmio, jogou bem contra o Internacional. O técnico precisa ter coerência. Daqui a pouco, podem ser os dois – ressaltou.
A estreia, aliás, poderia ter acontecido na rodada passada. Tite reconheceu que colocaria Zizao em campo caso o terceiro gol na vitória sobre o Flamengo, quarta-feira, no Pacaembu, tivesse saído antes da última alteração – trocou o meia Douglas pelo zagueiro Anderson Polga. Naquele instante, os torcedores já clamavam pela entrada do chinês.
Contratado em março como parte de um projeto que visa transformar Corinthians e China em parceiros, Zizao ficou três vezes no banco de reservas. Além do Flamengo, ele foi suplente diante da Ponte Preta, na última rodada da primeira fase do Paulistão, e frente ao Internacional, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

 

SERIE B



Triunfo em Varginha junto com derrota do Vitória em Curitiba põe Tigre de novo no topo. Mineiros veem zona de rebaixamento se aproximar


Após 12 rodadas na segunda posição atrás do Vitória, o Criciúma retomou a liderança da Série B do Brasileirão 2012 na tarde deste sábado, ao golear o Boa Esporte por 4 a 0 no estádio Dilzon Melo, em Varginha, pela 29ª rodada da competição. Marlon, Giovanni Augusto, França e Eric marcaram os gols do Tigre, que chegou aos 61 pontos e passou o Rubro-Negro baiano (60 pontos), derrotado pelo Paraná por 3 a 1 na Vila Capanema. Os catarinenses chegam à 19ª vitória, alcançam a marca de 63 gols marcados e 70,1% de aproveitamento na Segundona.
O Boa Esporte permanece com 37 pontos, perde uma posição e cai para 13º lugar. Com a vitória do Bragantino (17º colocado) por 2 a 1 sobre o Guarani, na última sexta, a distância dos mineiros para a zona de rebaixamento cai de 12 para dez pontos.
O próximo compromisso do Criciúma é nesta terça-feira, quando acontecem todos jogos da 30ª rodada da Série B. O Tigre recebe o ABC, no Heriberto Hulse, às 21h50m (de Brasília). No mesmo horário, o Boa visita o CRB, no Rei Pelé, em Maceió.
Comemoração do Criciúma contra o Boa esporte (Foto: Pakito Varginha / Futura Press)Jogadores do Criciúma comemoram a retomada da liderança (Foto: Pakito Varginha / Futura Press)
Boa começa bem, mas quem abre é o Tigre
De olho na liderança, o Criciúma começou vendo o anfitrião mineiro tomar as rédeas no primeiro tempo. Aos nove minutos, Marcelo Macedo recebeu uma bola rebatida dentro da área, mas furou na hora de concluir. Outra boa oportunidade para o Boa pintou em seguida, com Neílson arriscando de fora da área uma bola que riscou o travessão do goleiro Michel Alves.
A pressão mineira continuou aos 22, e desta vez o goleiro Michel Alves fez ótima defesa em chute de Vanger, que entrou livre na área pela esquerda. Quatro minutos depois, a torcida da casa pediu pênalti no atacante, que caiu na área após chegada firme do zagueiro do Tigre Ozéia. O árbitro Wagner Reway não marcou nada.
O Tigre começou a mudar a história da partida somente aos 35. Primeiro com Giovanni Augusto, que fez um bom passe para o artilheiro Zé Carlos, aparecendo bem na área, mas depois do goleiro Wilson Junior, que fez a defesa. Logo depois, aos 37, a sorte pela primeira vez ajudou o Criciúma: em cobrança de falta levantada na área por Marlon, o volante do Boa Olívio subiu mais alto que todos e acabou desviando por cobertura, sem chance para o arqueiro anfitrião. Apesar do desvio, Wagner Reway deu o gol para o lateral catarinense, que chegou ao quinto na competição.
Mais três gols e o topo da tabela
A sorte que ajudou o Tigre a abrir o placar no fim da etapa inicial, voltou a aparecer no segundo tempo. Em nova cobrança de falta logo aos sete minutos, Giovanni Augusto cobrou no canto esquerdo de Wilson Junior, mas acertou a trave. Só que a bola bateu nas costas do arqueiro e voltou para o gol, sacramentando o segundo do Criciúma.
O artilheiro da Série B, Zé Carlos, com 22 gols, até que tentou fazer o dele logo em seguida. Após receber livre na área e aplicar belo drible no marcador, ele bateu forte, mas viu o goleiro do Boa defender espetacularmente com o antebraço. Mas no minuto seguinte, aos 12, em cobrança de corner de Lucca, Kléber cabeceou para o meio, e França mandou para a rede para marcar o terceiro do Tigre.
Marlon teve chance de fazer mais um no jogo, aos 23, mas ele acertou o travessão após receber bom passe de Zé Carlos. O Boa até insistiu em bons lances seguidos de Radamés e Francismar, ambos em chutes de longe, mas o goleiro Michel Alves apareceu com defesas seguras, garantindo a retomada da liderança do Tigre. Aos 39, para fechar o belo triunfo, Eric recebeu livre, de frente para o gol e balançou a rede, fechando o placar em Varginha
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SERIE B


Jogadores esquecem problemas, conquistam os três pontos e deixam encaminhada a permanência na Série B. Baianos caem para segundo

Salários atrasados, clima tenso entre diretoria e jogadores, além de pouca motivação na tabela da Série B. Nada disso foi suficiente para que o Paraná jogasse desanimado diante do até então líder Vitória. Pelo contrário, o Tricolor mostrou vontade e qualidade para os 2.239 pagantes na Vila Capanema e venceu por 3 a 1, com dois gols de Arthur e um de Wendell. Elton descontou para a equipe baiana.
O resultado foi péssimo para o Vitória, que permanece com 60 pontos e viu o Criciúma tomar a liderança da Série B do Brasileiro ao vencer o Boa Esporte e ficar com um ponto à frente. O Paraná, que subiu duas posições e chegou ao 11º lugar, encaminhou a permanência no campeonato de 2013, ainda que não matematicamente.
O  próximo jogo do Paraná Clube será contra o América-RN, no estádio do Nazarenão, terça-feira, às 19h30. No mesmo dia e horário, o Vitória recebe o ASA no Barradão.
Comemoração ARthur do paraná contra o Vitória (Foto: Albari Rosa / Agência Estado)Autor dos dois gols, Arthur comemora a vitória do Paraná Clube (Foto: Albari Rosa / Agência Estado)
Paraná ansioso
O técnico Toninho Cecílio montou um esquema ofensivo no 3-5-2 para sufocar o Vitória logo no começo do jogo. Do lado da equipe baiana, a ordem também era atacar e Paulo César Carpegiani colocou o meia Tartá ao lado de Willie e Elton no ataque.
A necessidade do resultado, somada às características táticas, deixaram o Paraná ansioso e correndo muito, mas com problemas de passe e erros infantis. O Vitória tentava cadenciar o jogo e ser ofensivo na hora certa.
A ansiedade paranista se refletiu quando Wendell Borges falhou na hora de matar a bola lançada, que obrigou Thiago Rodrigues a abandonar a área no meio da fogueira. Os erros não vinham só de um lado. A famosa “linha burra” adotada pelo Vitória quase deu o primeiro gol paranista, quando todos pararam e Arthur recebeu sozinho. No entanto, o jogador se atrapalhou e deu chance da recuperação baiana.
A partida somente mudou quando dois jogadores primordiais para o Paraná começaram a jogar: Lucio Flavio e Luisinho. No primeiro gol, Lusinho fez todo o trabalho levando a bola até a entrada da área para Lucio fuzilar na trave. No rebote, com Deola no chão, restou a Arthur empurrar para o gol.
Com um Vitória ainda sem entender o que estava acontecendo, o Paraná aproveitou para ampliar. Lucio Flavio deu lançamento refinado e encontrou Arthur pronto para cabecear. Dois a zero aos 35 minutos e o Vitória via a liderança da Série B ir para as mãos do Criciúma.
Mudanças táticas e gols no finalzinho
A segunda etapa começou com mudanças na formação do Vitória. Paulo César Carpegiani tirou o meia Tartá e colocou o volante Fernando Bob, que entrou com a missão de anular Lucio Flavio. Nos primeiro minutos, a equipe baiana mostrava outra postura em campo e Pedro Ken quase descontou aos quatro minutos com um chute que foi desviado pela zaga paranista.
Ainda antes dos quinze minutos, Carpegiani entendeu que o time melhorou na marcação, mas perdeu a ofensividade. Para tentar mudar a situação, o atacante Marcelo Nicácio entrou no lugar do volante Michel. Quem primeiro assustou, no entanto, foi o Paraná com o cabeceio de Alex Alves, que passou muito perto da área. Deola "tirou" com os olhos.
Aos 27 minutos, Toninho Cecílio viu que era hora povoar o meio e dificultar qualquer avanço do Vitória. Ele sacou o autor dos gols, Arthur, e colocou o meia Wendell. No meio, o volante Vandinho saiu para a entrada do descansado Lucas.
A tarde continuou sendo paranista e, aos 43 minutos, Wendel fez o terceiro. A resposta do Vitória veio no último minuto, com Elton, que finalizou com estilo após jogada rápida. Não houve nem comemoração. Final: 3 a 1
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

BRASILEIRAO 2012



Rodada distancia ocupantes do Z-4 dos concorrentes. Primeiro time fora da zona de rebaixamento soma oito pontos a mais que o primeiro dentro

Ao fim de 29 rodadas da edição 2012, o Campeonato Brasileiro vive uma situação jamais vista desde a implantação, em 2006, do atual formato (20 clubes, por pontos corridos e com quatro rebaixados). A nove jornadas do encerramento, oito pontos separam o primeiro time fora da zona da degola (Bahia, com 35) do primeiro dentro do Z-4 (Sport, com 27). Tendo isto em vista, o número de pontos considerado suficiente para que um time não corra qualquer risco de ser rebaixado caiu. Antes da rodada, os cálculos do matemático Tristão Garcia, idealizador do site Infobola, apontavam 46 pontos. Agora, 45 pontos já vão bastar para a salvação, aponta Tristão.

Dois jogos foram cruciais para a mudança no panorama, ambos na noite desta quinta-feira. O Sport perdeu em casa para o Grêmio, por 3 a 1, enquanto o Palmeiras caiu diante do Coritiba, rival direto na luta pela salvação (1 a 0, em Araraquara).
- Mudou porque os caras (times que estão no Z-4) pararam. Eles praticamente só pontuam quando jogam entre si. A diferença é muito grande. Nos outros anos era sempre de um ponto, dois pontos, agora é de oito - explicou Tristão Garcia.
Nos cálculos de risco de rebaixamento, os percentuais dos membros do Z-4 dão bem uma noção do quão complicada está a situação. O Sport aparece com 90%, seguido por Palmeiras (91%), Figueirense (96%) e Atlético-GO (99%).
info classificação Z4 - 29 (Foto: arte esporte)
Fora da zona da degola, oito equipes ainda aparecem com algum risco de acabar na Série B em 2013. Seus percentuais somados, porém, não chegam a 25%. Três deles têm apenas 1% de risco: Cruzeiro, Santos e Náutico. Depois, Ponte e Portuguesa têm 3%. Coritiba (4%), Flamengo (6%) e Bahia (5%) completam a lista.
Como alento aos ameçados, vale lembrar que já houve casos em que a salvação era improvável, mas acabou acontecendo. Em 2009, ao fim da 29ª rodada, o Fluminense segurava a lanterna do Brasileirão, com 25 pontos. Nove jogos mais tarde, o Tricolor somava 46 pontos e escapou do rebaixamento.
Nos cálculos de Tristão Garcia, além do caminho de cada equipe até o fim do campeonato, são levados em conta o histórico na atual edição da competição. Os jogos mais recentes têm peso maior que os do começo da competição. Isto explica por que alguns clubes estão em posições acima na tabela de classificação, mas aparecem com risco de rebaixamento maior
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CORINTHIANS

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