terça-feira, 20 de novembro de 2012

NOTICIAS



Craque se iguala a inglês em gols internacionais no ano e a Van Nistelrooy como o segundo maior artilheiro da Champions nos 3 a 0 sobre o Spartak

O Barcelona venceu o Spartak por 3 a 0 e garantiu classificação antecipada às oitavas de final da Liga dos Campeões, nesta terça-feira, no Estádio Luzhniki, mas quem continua roubando a cena é Lionel Messi. O craque argentino marcou mais duas vezes e não só ajudou diretamente o clube catalão a ampliar a liderança no Grupo G e eliminar o time russo, como também a se aproximar de recordes individuais. O brasileiro Daniel Alves, com um bonito chute, abriu o marcador - Rafael Carioca, Ari e Welliton representaram o Brasil do lado russo.
Mesmo fazendo questão de ressaltar que as conquistas pessoais não chegam perto do coletivo, o camisa 10 deve ter deixado o gramado satisfeito com os feitos que acabara de atingir. Messi igualou-se ao inglês Vivian Woordward com 25 gols em jogos internacionais num só ano e precisa apenas de mais um contra o Benfica, no próximo dia 5 de dezembro, pelo fechamento da fase de grupos da Champions, para estabelecer nova marca e acabar com a antiga, de 103 anos de duração.
Messi, Spartak e Barcelona (Foto: Agência Reuters)Lionel Messi marcou mais duas vezes com a camisa do Barcelona (Foto: Agência Reuters)
A caçada ao alemão Gerd Müller também continua. O argentino agora soma 80 gols em 2012, contra 85 do ex-atacante da seleção alemã e Bayern de Munique, que ainda é o maior artilheiro em um só ano na história do futebol mundial. Müller, no entanto, precisou de 61 jogos para atingir a marca em 1972, enquanto Messi já está na casa dos 64. Restam nove jogos para o Barcelona até a chegada de 2013 (dois são da Copa do Rei).
De quebra, Messi também se igualou ao holandês Ruud van Nistelrooy como segundo maior artilheiro da fase moderna da Liga dos Campeões (desde 1992). O argentino tem 56 gols, embora o ex-centroavante de PSV, Manchester United e Real Madrid tivesse apenas 12 gols na sua idade (25 anos). O espanhol Raúl González lidera a lista com 71 gols.
Classificado em primeiro, o Barcelona aguarda agora a definição para descobrir o segundo da chave. Com a vitória do Benfica sobre o Celtic, nesta terça-feira, no Estádio da Luz, os lusos passaram a depender apenas de si mesmos - embora enfrentem a equipe catalã no Camp Nou na rodada final, no dia 5 de dezembro. Os escoceses somam os mesmos sete pontos, mas precisam torcer contra o Benfica, além de derrotar o lanterna e já eliminado Spartak em casa.
Daniel Alves marca gol do Barcelona contra o Spartak (Foto: AP)Daniel Alves acerta bonito chute para abrir o marcador no Estádio Luzhniki (Foto: AP)
Messi, o aniquilador
O estádio estava lotado pela primeira vez em cinco anos. Mas nenhuma das 70 mil vozes no Luzhniki ou mesmo o frio de 1ºC a um mês do ínicio do inverno europeu foram capazes de impedir Lionel Messi de fazer o que melhor sabe. O argentino é mesmo imparável - como se fosse novidade. E desta vez sequer foram necessárias arrancadas ou dribles desconcertantes para definir o triunfo do Barcelona em 45 minutos.
Rafael Carioca na partida do Spartak contra o Barcelona (Foto: Reuters)Rafael Carioca foi um dos três brasileiros em
campo pelo lado do Spartak Moscou (Foto: Reuters)
"Liso", como manda a gíria do boleiro, o camisa 10 adotou um perfil mais frio, de finalizador. Poderia ter até entrado para a estatística também como um garçom, mas o passe para Daniel Alves não saiu com perfeição. O desvio, sim, deixou a bola à feição do lateral-direito brasileiro para abrir o placar, em bonito chute, aos 15 minutos de jogo.
O Spartak, por sua vez, atacava. E quando chegava mostrava que a defesa catalã continua frágil - o capitão Puyol começou no banco de reservas. Aos 8, Källström viu seu chute de fora da área subir demais. O próprio sueco iniciou trama aos 13, mas Kombarov foi quem encerrou a jogada. Aos 22, Suchy concluiu mal ao completar cruzamento do lado direito - a melhor chance ainda viria aos 34, com Emenike.
Se não aproveitava suas oportunidades, o Spartak acabou sendo punido. Logo na sequência, aos 25, Iniesta subiu pelo lado esquerdo e chutou forte. Dykan deu rebote justamente nos pés de Messi. De direita, o argentino completou para as redes e ampliou. Coube ao próprio argentino praticamenta selar a vitória já na etapa inicial: aos 37, Pedro deu bonito passe pelo meio da defesa, Insaurralde não conseguiu cortar e o camisa 10 só teve o trabalho de driblar o goleiro: 3 a 0.
Messi, Spartak e Barcelona (Foto: Agência Reuters)Messi foi vigiado de perto por muitos marcadores, mas deu o seu 'jeitinho' para marcar (Foto: Reuters)
Barça administra vantagem
Do jeito que sabe, o Barcelona se limitou a adminstrar a sua ótima vantagem na etapa final. O jogo tornou-se até certo ponto monótono com um ritmo desacelerado, mas ainda assim os espanhóis se aproximaram mais do quarto gol do que levar o primeiro.
Sergio Busquets e Ari, Spartak e Barcelona, AP (Foto: Agência AP)Ari, ex-Fortaleza, disputa bola com Busquets (AP)
Foi o que aconteceu nos minutos iniciais, quando Fàbregas e Pedro lamentaram não terem deixado suas marcas em Moscou. No primeiro lance, aos nove, o ex-jogador do Arsenal tabelou com Iniesta e saiu livre na cara de Dykan, que praticou boa defesa. Aos 11, o atacante cabeceou fraco, fraco, nas mãos do arqueiro ucraniano.
O Spartak mudou para ensaiar uma reação, mas foi o Barcelona quem seguiu com chances. Aos 33, Dani Alves encontrou Messi em profundidade. O argentino acionou Iniesta, que perdoou com uma fraca finalização. Pouco depois, aos 37, Messi aproveitou recuou mal feito da zaga, se antecipou a Dykan, mas se enrolou ao dominar a bola - fato raro. Seria o terceiro dele. Ficou para domingo. Que o Levante se cuid
e

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

FORMULA 1



Brasileiro admite incômodo por Ferrari mexer em seu carro antes de GP para provocar perda de posições e diz ter feito melhor prova: 'Foi como uma vitória'


felipe massa ferrari gp dos eua (Foto: Agência Reuters)Após decisão polêmica da Ferrari, Massa fez bela
prova e chegou em quarto (Foto: Reuters)
No sábado, Felipe Massa havia feito um ótimo treino classificatório e obtido a sexta posição no grid de largada. Seria a segunda vez no ano que largaria na frente do companheiro de FerrariFernando Alonso. Mas poucas horas antes do GP dos Estados Unidos, o time de Maranello tomou uma decisão polêmica e estratégica: rompeu propositalmente o lacre da caixa de marcha do carro do brasileiro para forçar uma punição de cinco posições no grid, com o objetivo de favorecer o espanhol, que briga pelo título com Sebastian Vettel. O espanhol foi de oitavo para sétimo no grid e, de quebra, passou a largar do lado limpo da pista. Um “jogo de equipe”, mesmo antes do começo da corrida. A artimanha acabou dando certo para Alonso, que ganhou três posições na primeira curva e ainda terminou em terceiro, adiando a decisão do campeonato para o Brasil. A vitória em Austin foi de Lewis Hamilton, seguido por Vettel.
Partindo de 11ª, Massa ainda recuperou o prejuízo com uma de suas melhores atuações na temporada e cruzou a linha de chegada em quarto, logo atrás de Alonso. Na saída da pista, o brasileiro admitiu o incômodo em acatar a decisão, mas reconheceu a importância da medida para a equipe e garantiu que tinha plenas condições de chegar à frente de Alonso, caso largasse na posição original.
- Claro que eu não estava feliz. É impossível ver um piloto feliz abrindo mão de cinco posições apenas para ajudar seu companheiro ou sua equipe. Mas sabemos o quanto isso é importante. Mas acho que foi a coisa certa para a equipe. Acho que precisamos ser francos, e isso eu sou muito. Tudo o que a Ferrari quer é lutar com o Alonso até o final para que ele consiga ser campeão. E pelo bem da equipe, eu aceitei. Talvez seja difícil encontrar outro piloto que faria isso. Com certeza, eu poderia chegar na frente de Alonso nesta corrida, mas dei uma grande, grande ajuda e ainda fiz minha melhor corrida no ano. Para mim, foi como uma vitória – ponderou.
lewis hamilton fernando alonso gp dos EUA (Foto: Agência Getty Images)Artimanha da Ferrari ajudou Alonso a subir na largada e levar decisão para o Brasil (Foto: Getty Images)
Massa fez uma bela corrida de recuperação. Na largada, superou apenas um carro e passou para décimo. Mas na sequência, escalou o pelotão com boas manobras, como as ultrapassagens sobre Michael Schumacher (Mercedes), Kimi Raikkonen (Lotus) e a dupla da Force India, Nico Hulkenberg e Paul di Resta. No fim, ainda conseguiu a quarta posição. O brasileiro considerou a atuação “uma vitória” e acredita ter sido uma boa maneira de rebater possíveis críticas. Massa crê que sacrifícios como o deste domingo fazem parte do jogo, e que ainda será recompensado.
- Acho que a melhor coisa a fazer para as pessoas de casa que gostam de falar, falar e falar sobre nada foi este resultado. Começar em 11º e terminar em quarto ultrapassando vários carros na pista. Foi realmente uma corrida fantástica e o melhor para a equipe e para o Fernando.  Não estava feliz no início, mas estou agora. Deus sabe o que faz e nós apenas temos que acreditar e fazer o melhor que podemos. Esperava ganhar mais posições na largada, mas levei apenas uma. Depois, eu comecei a passar o pessoal. Tive um ritmo incrível durante todo o fim de semana - completou, lembrando dos bons desempenhos nos treinos livres e na classificação em Austin.
O GP do Brasil, última etapa da temporada, definirá quem será o tricampeão: Sebastian Vettel ou Fernando Alonso. A TV Globo transmite ao vivo a corrida de Interlagos no próximo domingo, dia 25 de novembro, a partir das 14h (de Brasília)
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FUTSAL


Aos 35 anos, ala escreve seu último capítulo na maior competição do futsal ajudando o Brasil a levantar mais uma taça. Craque rasga elogios a Vinicius


O dia 18 de novembro de 2012 tornou-se uma data marcante para o futsal mundial. Não só por causa do título do Brasil na Copa do Mundo da Tailândia, mas pelo fato de a final deste domingo ter sido o último ato de Falcão na principal competição do planeta. Aos 35 anos, o craque da camisa 12 já havia anunciado que este seria o seu último Mundial. Campeão em 2008, no Rio de Janeiro, ele se depediu do torneio em grande estilo, marcando um dos gols da vitória do Brasil sobre a Espanha por 3 a 2 na prorrogação, em Bangcoc, e abocanhando mais um título. (assista ao vídeo da entrevista de Falcão)
- Meu maior prêmio foi ter o privilégio de participar de um evento com esse. Estava fora no primeiro dia, quando me machuquei, achei que não estaria mais aqui, mas joguei alguns minutos nas partidas. Isso para mim foi o maior prêmio. Posso dizer que saio daqui realizado - afirmou, em entrevista à TV Globo após a partida.
Falcão comemora gol no jogo do Brasil contra a Espanha no futsal (Foto: FIFA.com via Getty Images)Falcão agradece aos céus gol na final e mais um título mundial (Foto: FIFA.com via Getty Images)
O craque foi do inferno ao céu no Mundial da Tailândia. Depois de sentir uma lesão na panturrilha na primeira rodada, contra o Japão, o jogador chegou a achar que não teria mais condições de continuar na competição. Entretanto, após exame de ressonância magnética, a comissão técnica brasileira decidiu manter o camisa 12 no grupo, iniciando um tratamento intensivo com o craque. Deu no que deu e, nas oitavas de final, o ala já estava atuando na goleada sobre o Panamá. Ao todo, Falcão atuou por 37 minutos na Copa do Mundo de 2012.
- Estou fisicamente esgotado e já pedi dispensa de uma convocação da seleção que vai haver na próxima semana. O Mundial me debilitou muito e agora é o momento de me retirar para cuidar um pouco da saúde - disse ele, que, a partir das quartas de final, jogou com uma paralisia no rosto, fruto do momento estressante, causado pelas constantes lesões.
Demonstrando companheirismo, Falcão admitiu não ter sido protagonista deste Mundial. Depois de elogiar o fixo Neto, destaque da final, ele fez questão de dividir o momento com o capitão da seleção Vinicius, seu colega no Orlândia, e que também esteve na equipe campeã em 2008.
Falcão beija a taça do Mundial de Futsal  (Foto: AFP)Falcão beija a taça do Mundial de Futsal (Foto: AFP)
- A gente tem um cara aqui dentro para quem eu tenho que tirar o chapéu: o Vinicius. O que esse cara representa para a gente, dentro e fora de quadra é uma coisa impressionante. Não tem ninguém melhor no mundo para levantar esse troféu do que ele - destacou.
Emocionado, o camisa 7 fez questão de retribuir os elogios de Falcão.
- O que esse cara aqui decide não existe no esporte. Tenho a sorte de saber me portar bem ao lado de tantos craques. Falcão ganhou um Pan (2007, no Rio) e um Mundial para a gente e sou muito agradecido a ele por isso - comentou Vinicius.
O capitão ainda aproveitou o momento para dedicar o título ao seu irmão Lenísio. Aposentado das quadras, o ex-pivô, agora diretor técnico do Corinthians, comentou a final pelo SporTV e falou ao vivo com o camisa 7, após o jogo.
- O Lenísio poderia estar aqui com a gente, mas as seguidas lesões não deixaram e ele teve que encerrar a carreira. Esse título é para você, que também faz parte disso aqui - concluiu
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SERIE B



Clube tem flashes de bons momentos do passado, mas afunda em erros primários e vê rivais crescendo no período. Novo rebaixamento traz lições


Uma década perdida. Entre 2002 e 2012, o torcedor do Palmeiras sofreu com administrações ruins e alguns poucos bons times que não deram frutos dentro de campo, comemorou apenas três títulos e termina o período chorando o segundo rebaixamento da história do clube.
Nestes dez anos, pouco se aprendeu, muito se errou – principalmente naquilo que era responsabilidade da diretoria. Nem o título da Copa do Brasil apaga o período de estagnação pelo qual vive o Verdão. Enquanto isso, os rivais ficam cada vez mais fortes.
No placar de títulos, o clube mais vitorioso do século passado perde para Corinthians, Santos e São Paulo. Apenas duas conquistas relevantes: o Campeonato Paulista em 2008 e a Copa do Brasil nesta temporada, título que o Palmeiras nem teve tempo de comemorar. A Série B de 2003 também é uma conquista, mas que o torcedor alviverde gostaria de esquecer. Agora, porém, o time vai buscar o bicampeonato para se reerguer mais uma vez.
jogadores do palmeiras desolados no jogo contra o Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogadores do Verdão desolados após empate com o Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Dois números ajudam a entender a década de escassez palmeirense: dois títulos de elite e 21 trocas de técnico em dez temporadas mostram que a direção nunca teve tanta convicção em relação a um nome que poderia levar o clube de volta às glórias. Quando manteve Luiz Felipe Scolari por dois anos, o resultado veio com a Copa do Brasil. Mas foi pouco para um técnico campeão do mundo com a seleção brasileira.
Info_PALMEIRASxRIVAIS_TitulosConquistados (Foto: infoesporte)
Em 2002, a sensação era de que a degola serviria para arrumar a casa, talvez até acabar com a hegemonia do ex-presidente Mustafá Contursi no poder. Ledo engano. Com a desculpa de “consertar o que havia feito”, Mustafá continuou no comando por mais dois anos, viu uma safra de garotos levantar o time na Série B, mas logo se desfez da turma e fez o Palmeiras sofrer com jogadores que, em outros momentos, jamais vestiriam a camisa alviverde.
Desde aquela safra de Vagner Love, Diego Souza e Edmílson, o Palmeiras praticamente não revelou jovens valores. A esperança surge com João Denoni, Patrick Vieira, Bruno Dybal, entre outros. É a esperança de dias melhores, de um clube autossustentável e que utiliza bem os diamantes produzidos em casa. Antes de se consolidar, muita coisa precisa mudar. Em dez anos, diferentes erros fizeram o clube parar no tempo.
Info_TECNICOS-PALMEIRAS_2002-2012 (Foto: infoesporte)
Garotos surgem, mas vão embora
Em 2003, ano seguinte ao rebaixamento, o Verdão viveu vexames no Paulista, eliminado com facilidade pelo Corinthians, e na Copa do Brasil, quando sofreu goleada por 7 a 2 para oVitória, dentro do Palestra Itália. A solução do técnico Jair Picerni foi caseira: a base foi responsável por boa parte do time da Série B. Marcos no gol, Alceu no meio-campo, Diego Souza, Love e Edmílson no ataque.
Eu caí com o time (em 2003), mas depois o coloquei de volta no seu lugar. Fico muito triste pelo que ocorreu. Hoje, o clube se tornou uma bagunça administrativa"
Mustafá Contursi, ex-presidente
A base fez o Palmeiras subir com sobras, mas em 2004 o time foi desfeito. Vagner Love, principal nome, foi vendido ao CSKA, da Rússia, com a justificativa de que o clube precisava de recursos para montar um time forte, algo que não ocorreu. Ao menos, Mustafá deixou o comando com o clube na divisão de elite, e com uma vaga na Taça Libertadores do ano seguinte.
– Eu caí com o time, mas depois o coloquei de volta no seu lugar. Fico muito triste pelo que ocorreu desde então. Hoje, o clube se tornou uma bagunça administrativa – reclamou Mustafá Contursi.
No início de 2005, Affonso Della Monica assumiu a presidência, mas Mustafá nunca deixou de ter influência nos bastidores alviverdes. O atual mandatário, Arnaldo Tirone, só foi eleito graças ao apoio dele.
O embrião da nova casa
Dentro de campo, o Palmeiras sofreu com eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil entre 2005 e 2007. Jogadores de nível duvidoso reforçaram o time nesse período, sob a justificativa de reduzir os gastos. As dívidas, no entanto, só aumentaram: hoje, passam dos R$ 240 milhões.
Por causa disso, Della Monica fechou parceria com a Traffic, empresa de marketing esportivo, para a temporada 2008. O casamento levou jogadores mais conceituados ao Palmeiras. Na época, o pacote de reforços teve nomes como Diego Souza e Henrique, que faz parte do elenco atual. Um ano depois, também chegariam Cleiton Xavier e Keirrison.
A parceria só deu um título ao Palmeiras, o Paulista de 2008. Começou a estremecer quando o técnico Vanderlei Luxemburgo implicou com a Traffic, que fez dinheiro com as vendas dos jogadores, mas rendeu muito pouco ao clube. Luxa acabou demitido, é verdade, mas a relação não seria mais a mesma até a separação total entre as partes, já no fim de 2010. Gilberto Cipullo, homem forte do futebol na época, sustenta que a Traffic era a única alternativa para o Verdão no momento.
– Sem a Traffic, não teríamos conseguido reforços daquele nível. Temos de admitir que nossa situação financeira era caótica, por isso precisávamos de uma solução. Conquistamos um título e uma vaga na Libertadores, então não pode ter sido tão ruim assim como falam – disse o ex-dirigente e ainda conselheiro do clube.
Ao menos, a administração de Della Monica deixou um legado: a aprovação do projeto da nova Arena Palestra, que só sairia do papel em 2010.
Luiz Gonzaga Belluzzo Palmeiras (Foto: Carlos Augusto Ferrari / Globoesporte)Belluzzo comandou o Verdão de 2009 até 2010
(Foto: Carlos Augusto Ferrari / Globoesporte)
Esperança, depois medo
Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu o comando do Palmeiras, em 2009, como o “novo”, aquele que deixaria para trás todas as mazelas da era Mustafá Contursi. No fim, deu na mesma. Mesmo com todas as boas intenções e a montagem de um time fortíssimo para a temporada, o presidente foi “traído” pela queda de produção no fim do Campeonato Brasileiro: do título, passou a ficar fora até da zona de classificação para a Libertadores.
Belluzzo fez o que estava ao seu alcance: contratou o técnico Muricy Ramalho, cobiçado por todos os grandes, e repatriou o ídolo Vagner Love. Com o mau desempenho, o atacante deixou o clube de forma melancólica, após se envolver em briga com torcedores na entrada de um banco. Os "organizados", aliás, foram notícia durante toda a década, envolvendo-se em incontáveis confusões e afastando jogadores do Palmeiras.
Belluzzo se afastou no fim de 2010, com problemas de saúde, mas deixou como legado a contratação do técnico Luiz Felipe Scolari. Salvador Hugo Palaia teve um breve período na presidência até a eleição de Arnaldo Tirone, no início de 2011.
A gestão Tirone foi marcada pela indecisão e incoerência. O vice Roberto Frizzo ajudou a compor um cenário que se tornou quase insustentável nos últimos dois anos, ainda que a conquista da Copa do Brasil tenha amenizado os ânimos. A demissão de Felipão e a chegada de Gilson Kleina foram atitudes tardias e desesperadas. O Palmeiras, em espírito, já estava rebaixado à Série B.
– Tivemos mais acertos do que erros, se eu tiver de sair no início do ano que vem, saio tranquilo. Fiz tudo o que estava ao meu alcance – afirmou Tirone.
Se tivesse feito, o palmeirense, provavelmente, não estaria lamentando mais uma mancha na rica história do Palestra Itália.
Torcida do Palmeiras em Volta Redonda (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Torcida do Palmeiras sofre em Volta Redonda (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com
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sábado, 17 de novembro de 2012

SERIE B



Em 17 de novembro de 2002, time perdia para o Vitória e vivia pior momento de sua história. Neste domingo, contra o Flamengo, história pode se repetir


Dez anos depois, o cenário é o mesmo. Na véspera do jogo que pode determinar a queda do Palmeiras para a Série B, neste domingo, contra o Flamengo, em Volta Redonda, o clube alviverde completa uma década do capítulo mais triste de sua história. Foi em um 17 de novembro, mas em 2002. A campanha ruim no Campeonato Brasileiro daquele ano teve um fim melancólico após a derrota por 4 a 3 para o Vitória, em Salvador. Choro, vergonha e indignação que podem se repetir dez anos e um dia depois, caso os resultados não ajudem o Verdão.
Desta vez, o Palmeiras teve (e ainda tem) aquilo que os principais envolvidos no primeiro rebaixamento lamentam: tempo para tentar se organizar e sair do buraco. Foram apenas 27 rodadas de competição, contra as 38 atuais – foi a última edição antes da adoção dos pontos corridos. A queda foi decretada com seis vitórias, nove empates e dez derrotas. Muito pouco, ainda mais para um time que não se achava tão ruim assim.
No papel, não era mesmo. É só ter atenção à escalação daquele fatídico jogo contra o Vitória: Sergio, Arce, Alexandre, César e Rubens Cardoso; Paulo Assunção, Flávio, Zinho e Juninho; Muñoz e Itamar. Sem contar Léo Moura, Lopes e Nenê, que entraram no segundo tempo -clique aqui e veja a ficha técnica do jogo. No entanto, problemas ao longo da campanha minaram a capacidade do elenco.
Logo após o primeiro jogo da campanha, o time perdeu o técnico Vanderlei Luxemburgo, que aceitou proposta maior do Cruzeiro – onde seria campeão brasileiro no ano seguinte.
Paulo César Gusmão comandou o time por uma rodada, e depois a diretoria contratou Flávio Teixeira, o Murtosa, mais conhecido por ser auxiliar do técnico Luiz Felipe Scolari.
Zinho espacial Palmeiras (Foto: Fernando Pilatos / Futura Press)Zinho era uma das estrelas do Palmeiras que acabou rebaixado (Foto: Fernando Pilatos / Futura Press)
Foram apenas quatro jogos de experiência, com uma vitória e três derrotas. A passagem sem brilho terminou com um 5 a 1 diante do Paraná Clube, em Curitiba. Karmino Colombini comandou um jogo de forma interina, e Levir Culpi encerrou a campanha com 18 jogos: cinco vitórias, seis empates e sete derrotas.
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Onde estão os 14 jogadores rebaixados em Salvador
AposentadosSergio, Arce, César, Flávio, Zinho, Alexandre e Muñoz 
Em atividade (último clube)Rubens Cardoso (Jabaquara), Léo Moura (Flamengo), Paulo Assunção (São Paulo), Nenê
(PSG-FRA), Juninho (Kashima Antlers-JAP), Itamar (Tigres-MEX) e Lopes (Metropolitano-SC) 
 A reportagem do GLOBOESPORTE.COM entrou em contato com quatro jogadores daquela campanha, que detectaram no time atual os mesmos erros do passado. Apenas o atacante Nenê não quis se pronunciar sobre o período difícil no Palmeiras. O lateral-direito Léo Moura acredita que o time de dez anos atrás tinha mais chances de se salvar. O ex-goleiro Sergio e o ex-zagueiro César criticaram o relaxamento pós-conquista da Copa do Brasil.
– O principal erro que cometemos daquela vez é o mesmo de hoje. Empurramos com a barriga, deixamos acontecer, e fomos nos preocupar só no fim. Quando fomos jogar contra o Vitória, a situação já estava muito difícil. Mesmo assim, dependíamos só de nós. Mas a queda foi culpa do que fizemos durante o campeonato todo – relembrou César, hoje dirigente no Monte Azul, do interior de São Paulo.
A situação daquele Palmeiras era mais “confortável”, se é que é possível utilizar um adjetivo tão leve. O time chegou à última rodada na 17ª colocação, com os mesmos 27 pontos de Paraná, Bahia e Portuguesa – sendo que os dois últimos se enfrentavam na rodada final. Uma vitória simples livraria a equipe então treinada por Levir Culpi. Léo Moura reconhece que o time de hoje terá dificuldades bem maiores.
– O clima não era de tranquilidade, mas ao menos era uma situação que dependia mais do próprio Palmeiras que dos outros. Quando você joga dependendo de outras equipes, não é fácil – ressaltou o lateral, hoje no Flamengo.
Dodô 2002 Especial Corinthians (Foto: Junior Lago / Futura Press)A passagem de Dodô pelo Palmeiras, em 2002, foi um fiasco (Foto: Junior Lago / Futura Press)
O drama
Em campo, porém, o Palmeiras ficou nervoso desde o início, ainda mais quando sofreu gol de Allan Dellon, aos três minutos. Flávio empatou na sequência, mas Aristizábal deixou o Vitória à frente no primeiro tempo: 2 a 1. Os alviverdes foram preocupados para o vestiário.
– Estávamos jogando bem, lembro que o Levir falou que devíamos atacar sem medo. Voltamos muito confiantes para o segundo tempo – disse César.
Não deu outra. Logo no início, Nenê empatou novamente para o Palmeiras. O problema é que, a essa altura, o resultado não resolvia a vida de ninguém. O desespero tomou conta, e aí a tragédia tomou forma. Zé Roberto e André Neles abriram vantagem de dois gols para o Vitória, já aos 40 da segunda etapa. Na arquibancada, pequenos palmeirenses já choravam, consolados pelos mais velhos. Arce, de pênalti, ainda diminuiu o placar. Nada que mudasse o fim da triste história.
Arce espacial Palmeiras (Foto: Daniel Augusto Jr. / Futura Press)Arce também estava no time rebaixado em 2002 
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Futura Press)
Em campo, lágrimas generalizadas. César escondeu o rosto com a camisa, Alexandre, perplexo, dizia não ter dimensão real do que estava acontecendo. Cabisbaixos, Muñoz e Rubens Cardoso deram entrevistas que pouco esclareceram. Levir Culpi assumiu total responsabilidade pela queda, mesmo sendo o quinto técnico da campanha. E Sergio, um dos mais identificados com o clube, não conseguiu dormir.
– Foi triste para mim, como se eu tivesse perdido um ente querido. Eu tinha 17 anos de clube e fiquei marcado em uma situação negativa dessas. Fui dormir às 3h, 4h da manhã, pensando no jogo, na torcida... Me coloco no lugar dos jogadores de hoje, sei o que eles estão passando. Tem de tirar lições, aquele rebaixamento serviu como exemplo. Depois daquilo, conseguimos muitas vitórias e conquistas – afirmou Sergio, hoje aposentado.
Quem estava no jogo tem a sensação de que pouca coisa mudou até hoje, principalmente fora de campo. Pressão de diretores, brigas entre conselheiros e a efervescente política alviverde respingaram no futebol. As derrotas começaram a aparecer, e o elenco só foi se preocupar no final.
– Aquele time era melhor que o de hoje, mas não tivemos a oportunidade de poder jogar um segundo turno, foi o rebaixamento direto. Se tivessemos mais um turno para pensar e reestruturar, teríamos saído dessa situação. Hoje o Palmeiras teve isso, mas não aproveitou. Acho que não aprenderam com o erro. Agora só resta torcer – lamentou Sergio.
Torcer é a palavra certa. Não só pelo Palmeiras, que precisa vencer os três jogos restantes do Campeonato Brasileiro se quiser ter alguma esperança de fuga da degola, mas também pelos rivais Sport, Portuguesa e Bahia. Só com os tropeços dos adversários é que o Verdão terá uma mínima chance de repetir o mau momento de dez anos atrás
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NOTICIAS



Após lançar campanha na Internet, clube espanhol arrecada R$ 2,6 milhões, graças, também, à contribuição de fãs do Sporting Gijón

Duas semanas após lançar uma campanha na Internet para se livrar da falência, o Oviedo, tradicional clube espanhol que atualmente está na terceira divisão, conseguiu a salvação. A entidade reuniu o valor necessário para não fechar as portas - € 1 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões), ao contrário dos € 1,9 milhão (R$ 5 milhões) anunciados anteriormente pela diretoria – graças à compra de ações por parte de pessoas do mundo inteiro. E até mesmo com a ajuda de torcedores do maior rival, o Sporting Gijón.
Como era de se esperar, foram poucos os fãs do Sporting que decidiram dar uma ajuda ao Oviedo. Um deles é o professor universitário José García Fanjul. Segundo ele, a compra de ações do maior rival se deu por motivos “sentimentais”.
- O Oviedo é a segunda equipe mais importante das Astúrias (província espanhola). Tenho amigos que são torcedores do clube e, por eles, eu também ficaria chateado caso o time desaparecesse – explicou Fanjul ao GLOBOESPORTE.COM.
torcida oviedo (Foto: Reprodução/Facebook)Torcedores do Oviedo fazem manifestação por ajuda ao clube (Foto: Reprodução/Facebook)
O sportinguista argumentou ainda que a falência do Oviedo prejudicaria também o Gijón. Como um super-herói precisa de um vilão, ambos os clubes necessitam de um rival para crescerem economicamente e também se afirmarem no cenário esportivo. Fanjul ainda lembra dos bons tempos em que ambas as equipes estavam na primeira divisão espanhola.
- A nível esportivo, é sempre bom ter um rival próximo. Quando os dois times estavam na mesma divisão, as partidas entre eles eram sempre as mais esperadas pelos torcedores. Do ponto de vista de um sportinguista, o Oviedo deve continuar existindo para que o Sporting possa voltar a derrotá-lo - completou, garantindo que, se a situação fosse ao contrário, torcedores do Oviedo também ajudariam o rival.
equipe oviedo (Foto: Facebook )Clássico entre Oviedo e Sporting Gijón é o mais
tradicional da região das Astúrias (Foto: Facebook )
Ídolo do Sporting é criticado por comprarações
A atitude de Fanjul, porém, não foi bem recebida por boa parte da torcida do Sporting, que atualmente está na segunda divisão espanhola. Maior ídolo do clube, o ex-jogador Enrique “Quini” Castro também teria comprado ações do Oviedo, mas foi tão criticado que teve de desmentir publicamente a informação.
- Acho que esta é uma decisão pessoal, mas nós, como sportinguistas, não colaboramos com o Oviedo, que é uma empresa e deve se autofinanciar. Não acho que o Sporting seria prejudicado com a ausência do Oviedo, pois estão em divisões diferentes e seus interesses não têm relação atualmente – afirmou Lorenzo Castro, presidente do fã-clube El Rinconin, dedicado ao Sporting.
Do outro lado, o Oviedo recebeu a ajuda dos rivais de bom grado. Para Juan Gonzalez, membro do comitê instalado em julho para tentar salvar o clube da falência, a postura dos sportinguistas mostra que o futebol ainda é uma forma de superar entreveros.
- É uma demonstração de que, por cima da rivalidade necessária, ainda há algo de autêntico no futebol atual, que prevalece contra picuinhas temporárias. O Oviedo sempre vai querer ganhar do Sporting, mas, para isso, precisa primeiro existir.
Sid Lowe oviedo (Foto: Reprodução/Facebook)Jornalista inglês Sid Lowe iniciou a campanha
nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)
Tradicional, Oviedo vira febre na Internet
Por sorte, o Oviedo não precisou muito da ajuda dos torcedores rivais. Em grave crise financeira e longe da primeira divisão desde 2003, o clube iniciou a campanha na Internet no dia 3 de novembro para arrecadar € 1,9 milhão e evitar a falência até este sábado. Na última quinta-feira, porém, o presidente do clube, Toni Fidalgo, anunciou que, após uma auditoria, descobriu que o valor necessário era de € 1 milhão, menos do que os € 1,57 milhão (R$ 4,1 milhões) angariados pelo clube até o momento.
O sucesso da campanha, entretanto, veio graças a pessoas de fora da Espanha. O responsável por iniciar o projeto foi o jornalista inglês Sid Lowe, que cobre o futebol espanhol e se tornou torcedor do Oviedo. Pelo Twitter, ele lançou a hashtag #SOSOviedo. O clube aproveitou e criou um sistema para que estrangeiros pudessem colaborar, pagando um valor mínimo de € 10,75 (R$ 28,30). A partir daí, as compras de ações dispararam. Até o Real Madrid ajudou, investindo cerca de € 100 mil (R$ 624 mil).
Para Lowe, a salvação do Oviedo é importante para o futebol espanhol. Afinal, o clube é um dos mais tradicionais do país, tendo participado da elite nacional em 38 temporadas e revelado jogadores como Juan Mata (atualmente no Chelsea), Santi Cazorla (Arsenal) e Michu (Swansea). Atualmente, está na terceira divisão, mas ainda leva ao estádio Carlos Tartiere um grande público – no último domingo, contra o Real Madrid C, cerca de 20 mil compareceram à partida.
Roberto Losada do Real Oviedo contra Rivaldo do Barcelona em 1999 (Foto: AP)Oviedo já teve bons momentos na primeira divisão da Espanha (Foto: AP)
- A falência do Oviedo teria um grande impacto no futebol espanhol. É um clube historicamente relevante, que já disputou a Copa da Uefa (atual Liga Europa) e está situado numa região que é muito importante para o país. Sua falência poderia significar também o fim para outros clubes – analisou Lowe, lembrando que a crise financeira na Espanha dificulta ainda mais a sobrevivência de equipes menores.
Apesar do alívio inicial, o Oviedo ainda não está completamente livre do risco de desaparecer. De acordo com Juan Gonzalez, é preciso juntar, pelo menos, € 2,5 milhões (R$ 6,6 milhões) até o fim da temporada. No total, é necessário arrecadar € 4 milhões (R$ 10,5 milhões) para, enfim, respirar. Depois, é hora de se reestruturar.
- O mais importante, depois de conseguirmos nos salvar, é montar as bases para uma estrutura mais flexível, que se adapte à situação do clube e não permita que se volte a cometer os erros do passado. Toda esta “tsunami” de colaborações deve ter como compensação uma gestão profissional, transparente e sensata – disse o dirigente.
tatuagem Real Oviedo clube (Foto: Leah Nash / NY Times)Homenagem: após comprar ação, americana tatuou
o escudo do Oviedo  (Foto: Leah Nash / NY Times)
Novos proprietários têm direito a ingresso gratuito
Mesmo com a salvação temporária, a campanha do Oviedo deve continuar até o fim da temporada. Por causa disso, é de se esperar que ainda mais pessoas comprem ações do clube. Como incentivo, a diretoria anunciou que os estrangeiros que investirem terão direito a entrar de graça nos jogos do clube. Politicamente, o grande número de “proprietários”, inclusive alguns torcedores do rival Sporting, não preocupa Juan Gonzalez.
- O programa é muito simples, e desde o início fomos honestos: a pessoa que compra ações do Oviedo não vai receber nada em troca, além de um certificado de propriedade e a satisfação de colaborar com a salvação de um clube histórico. A presença de rivais não preocupa. Tem apenas um valor simbólico. Já temos mais de oito mil colaboradores, de 40 nacionalidades diferentes. É incrível
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