sexta-feira, 29 de março de 2013

COPA 2014



Funcionário sofre traumatismo craniano após caír de uma altura de cinco metros ao tentar passar de uma coluna para o andaime no local da obra


O operário Raimundo Nonato Lima Costa morreu na noite de quinta-feira (28) nas obras da Arena da Amazônia, estádio de Manaus para a Copa do Mundo de 2014. Segundo informações da polícia, o trabalhador teria se desequilibrado e caído de uma altura estimada de cinco metros após tentar passar de uma coluna para o andaime. A morte, segundo o Instituto Médico Legal, foi ocasionada por traumatismo craniano.

Equipes da empresa Andrade Gutierrez, responsável pela construção da arena,  localizada na Zona Centro-Oeste de Manaus, estiveram no local para buscar mais detalhes sobre o fato, assim como integrantes do Corpo de Bombeiros e da Perícia Criminalística da Polícia Civil.

Segundo o coordenador da Unidade Gestora da Copa do Mundo em Manaus (UGP Copa), Miguel Capobiango, o operário, com idade ainda não identificada, trabalhava no setor de concretagem.

- Não entendo o que possa ter havido, já que o grupo de trabalho da vítima costuma atuar sempre em conjunto. No momento do acidente, os colegas dele estariam no período do jantar e ele teria ido realizar o remanejamento de uma bomba do motor - disse.
 
Morte operário Arena da Amazônia Manaus (Foto: Reprodução/TV Amazonas)IML retirou o corpo do operário na madrugada desta sexta-feira (Foto: Reprodução/TV Amazonas)
Capobiango garantiu que a morte nas obras da Arena da Amazônia é um caso atípico, pois, de acordo com ele, todas as condições de segurança são oferecidas aos operários.
- Vamos esperar maiores informações da Perícia Criminalística para estudar futuras mudanças no mecanismo de trabalho dos operários - afirmou.

Quanto à continuidade das obras, o coordenador da UGP Copa informou que os trabalhos serão retomados somente na segunda-feira.

- Pelo país ser bem católico, entendemos que deveríamos dar folga aos trabalhadores de sexta-feira até domingo - disse.

O setor de comunicação da construtora Andrade Gutierrez informou que uma nota seria enviada à imprensa sobre o caso até o fim da manhã desta sexta-feira (28).
Com previsão de entrega para dezembro deste ano, a Arena da Amazônia será o estádio de Manaus para a Copa do Mundo de 2014. Atualmente, as obras estão 56,8% concluídas, segundo dados da UGP Copa.
Arena da Amazônia, Manaus (Foto: Chico Batata/Agecom)Previsão de entrega da Arena da Amazônia é dezembro de 2013 (Foto: Chico Batata/Agecom
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quinta-feira, 28 de março de 2013

CORINTHIANS



Presidente do Corinthians terá conversa com Antônio Patriota, ministro das Relações Exteriores, na quarta. Parlamentar mostra preocupação


sorteio libertadores Mario Gobbi, presidente do Corinthians (Foto: Marcelo Prado/Globoesporte.com)Gobbi agenda reunião com ministro
(Foto: Marcelo Prado/Globoesporte.com)
O presidente Mário Gobbi "abraçou" a causa dos 12 torcedores do Corinthians presos em Oruro, na Bolívia, há mais de um mês. O Itamaraty confirmou uma reunião do mandatário corintiano com Antônio Patriota, ministro das Relações Exteriores, na próxima quarta-feira, em Brasília. A intenção é pedir uma maior participação do Governo Federal na tentativa de libertar os presos, acusados de homicídio na morte do garoto Kevin Beltrán, no jogo entre San José e Corinthians.

De acordo com o Itamaraty, a iniciativa do encontro partiu do Corinthians. O órgão ainda informou que seus representantes na Bolívia estão fazendo o máximo para dar suporte aos presos e também fiscalizar a atuação da Justiça boliviana nas investigações da morte do garoto.
Nesta semana, o senador Ricardo Ferraço esteve em Oruro para conferir de perto as condições da Penitenciária de San Pedro, onde os torcedores estão presos. Na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ferraço voltou "chocado" com o que encontrou, conforme relato de um integrante da Embaixada do Brasil na Bolívia.

- Ele ficou realmente chocado com o que viu em San Pedro. Nós aqui na Bolívia estamos acostumados, então o choque não é tão grande. O Ferraço pediu uma participação maior do Governo Federal no caso, e voltou ao Brasil com a promessa de fazer essa cobrança – afirmou o diplomata.

Em declarações reproduzidas pela Agência Senado, Ricardo Ferraço afirmou que os presos estão sendo usados como "objetos de barganha política" pelo presidente boliviano Evo Morales. Isso porque a Embaixada do Brasil na Bolívia concedeu asilo político ao senador boliviano Roger Pinto Molina, crítico ferrenho do governo de Morales.

Com o impasse, os corintianos continuam presos em Oruro por tempo indeterminado. A investigação deve durar mais cinco meses, no mínimo, e o primeiro pedido de apelação da prisão preventiva foi negado pela Corte Superior de Justiça da cidade. Agora, a defesa prepara um pedido de reconsideração do caso
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ESTADUAIS 2013


DESTAQUES DO JOGO
  • nome do jogo
    Cícero
    O meia fez o primeiro gol do Santos e ainda deu uma assistência para Giva. A boa atuação, porém, não foi suficiente para dar a vitória ao Peixe.
  • lance capital
    34 do 2º tempo
    Wagninho sai do banco, substitui Roni e faz o gol de empate do Mogi Mirim, que define o placar na Vila Belmiro. Garoto natural de Cubatão teve noite especial..
  • pé na forma
    Bruno Peres
    Lateral-direito chegou inúmeras vezes ao fundo, mas não acertou quase nenhum cruzamento. Jogador foi bastante criticado pelos torcedores santistas.
Neymar e Montillo voltaram ao Santos após defenderem suas respectivas seleções, mas nenhum dos dois decidiu o jogo. O camisa 11, aliás, agora soma seis partidas em jejum de gols (dois pela Seleção e quatro pelo Peixe). Sem nada a ver com isso, o bom time do Mogi Mirim deu muito trabalho. E saiu da Vila Belmiro com um empate por 2 a 2, na noite desta quinta-feira, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Paulista.
O astro da Vila bem que tentou de todas as formas marcar, chegando até a acertar a trave. Mas o grande destaque santista foi Cícero, com um gol e uma assistência para Giva. Henrique e Wagninho, cria do São Vicente e que passou pelo futsal do Peixe, saiu do banco para dar números finais ao placar. O garoto, inclusive, tinha até torcida especial na arquibancada.Com o empate, o Santos chega aos 29 pontos, na terceira colocação, enquanto o Sapão vai aos 27, logo atrás, na quarta posição.
Agora, o Peixe vai a Bauru enfrentar o Oeste, neste domingo, às 18h30m, no Estádio Alfredo de Castilho. O Mogi Mirim, por sua vez, enfrenta o São Caetano, no mesmo dia e horário, no Estádio Anacleto Campanella. As duas partidas são válidas pela 16ª rodada do Paulistão.
Neymar jogo Santos Mogi Mirim  (Foto: Lucas Baptista / Futura Press)De volta da Seleção, Neymar foi titular do Santos nesta quinta-feira (Foto: Lucas Baptista / Futura Press)
‘Lateral’ Arouca faz a diferença
Na volta de Neymar e Montillo, o que se esperava do Santos era uma pressão em cima do Mogi Mirim desde o início. E ela aconteceu, principalmente com marcação forte no campo de ataque. O resultado da tática adotada deu mais poder de desarme e criação ao meio, mas mas todos os lances acabaram mal concluídos por Giva e Arouca.
A partir dos 15 minutos, o Mogi Mirim começou a dar suas respostas, ainda que de forma tímida. Sem penetração pelas laterais, o jeito foi arriscar de fora da área. Em três oportunidades o Sapão tentou. Na mais perigosa delas, Val obrigou Rafael a pular para conferir a bola passando perto, mas para fora.
O Santos tentava criar pelas duas laterais, mas as melhores oportunidades saíram pela esquerda, com Léo e Neymar. O time até fez boas jogadas de linha de fundo pela direita, mas Bruno Peres, em péssima noite, errou todos os cruzamentos que tentou, irritando os torcedores santistas.
Justamente quando Arouca caiu pelo setor, o Peixe abriu o placar. Em bom lance de Giva, o garoto abriu para Montillo na direita, que passou para o volante. Consciente, ele cruzou na medida para Neymar ajeitar e Cícero, chegando de trás, fuzilar o goleiro Daniel, aos 42 minutos. Sem a confiança de Bruno Peres, coube a Arouca fazer a diferença.
Chuva e empate
Enquanto os dois times estavam no intervalo, uma forte chuva caiu na Vila Belmiro. A água não provocou poças no gramado, mas mudou o jogo. Logo aos seis minutos, o Sapão conseguiu o empate. E em uma falta desnecessária de Durval, na lateral esquerda da defesa. João Paulo cruzou com perigo para Lucas Fonseca desviar e Henrique, completamente livre, completar para o gol de Rafael. Falha geral da defesa santista.
O gol acendeu os dois times, que partiram em busca da vitória. Mas foi o Santos que novamente ficou à frente. O sonho de Giva virou realidade. O garoto de 20 anos, que atuou pela primeira vez como titular ao lado de Neymar, aproveitou a jogada do ídolo, passando pelos pés de Cícero, para marcar, aos 22 minutos.
Mesmo vencendo, o Santos seguiu martelando em busca do terceiro, principalmente com Neymar. Em três finalizações o astro levou perigo ao gol de Daniel, sendo a mais perigosa delas em uma falta que explodiu no travessão.
Quando tudo já parecia definido, mas o Sapão buscou o empate. Wagninho, cria do São Vicente, time da Série A-3 do Paulistão, substituiu Roni e aproveitou bobeira pelas costas de Guilherme Santos, que entrou no lugar de Léo. Sem dó, o garoto de Cubatão fuzilou Rafael, aos 34 minutos. Na arquibancada de visitante, três faixas o desejavam sorte. Deu certo.
A pressão seguiu intensa dos dois lados, mas o placar não saiu do 2 a 2.

ESTADUAIS 2013



Com gols de Jô e Reinaldo, time de Porto Alegre é o primeiro brasileiro a ganhar na Arena. Welliton descontou ao Tricolor pela Taça Farroupilha


Era um jogo para ganhar, manter o 100% de aproveitamento na Taça Farroupilha e encaminhar a classificação à fase eliminatória do segundo turno do Gauchão. Era um jogo para testar a formação com três atacantes, confirmar a recuperação de Kleber. Pois foi um jogo de surpresa. O Cruzeiro-RS foi melhor do que o Grêmio, ganhou por 2 a 1 e somou pontos importantes na luta contra o rebaixamento. Uma noite de quarta-feira histórica na Arena.
No ano do centenário, o Estrelado voltou a vencer após três derrotas. Ainda é o lanterna do Grupo A, mas deixou a zona do rebaixamento – conta a classificação geral, incluindo o primeiro turno. A primeira derrota no novo estádio para um clube brasileiro fez o Grêmio cair para segundo. Com nove pontos, está atrás do Passo Fundo, com um a mais. Os quatro primeiros passam de fase.
As duas equipes voltam a campo no final de semana. Às 16h de domingo, no Vermelhão da Serra, o Grêmio desafia o Passo Fundo. Um pouco mais tarde, às 19h, o Cruzeiro-RS visita o Pelotas, na Boca do Lobo.
Fernando atuou no Grêmio após defender Seleção (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)Fernando atuou após defender Seleção, mas não impediu derrota tricolor (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Deu sono
O Grêmio começou com uma surpresa – Fernando foi escalado embora tenha admitido cansaço por servir a Seleção por uma semana – e a confirmação do esquema 4-3-3. Porém, a ideia de testar a formação para o confronto com o Fluminense, em 10 de abril, pela Libertadores (Elano está suspenso), curiosamente, criou dificuldades. Bem postado, o Cruzeiro-RS não só anulou os principais destaques tricolores como ameaçou nos contragolpes. Basta ver que teve as melhores oportunidades de abrir o placar.

Mas qual razão para tamanha disparidade se o Tricolor ostentava 100% de aproveitamento no Grupo A, cujo lanterna era o Estrelado? Zé Roberto esteve isolado na armação, Barcos recuou de mais e Kleber e Welliton sucumbiram à marcação além de, ao demorar a recompor o meio-campo, deixaram a defesa exposta. Sem falar nos excessivos erros de passes. Até Fernando e Zé Roberto, que costumam acertar, estavam em noite sem inspiração.
Em ataques rápidos, especialmente pelos lados, ameaçou o gol de Dida. Primeiro, Marcelo Santos cruzou e Jô chutou para fora. Reinaldo, pela direita, serviu o mesmo Jô. Porém, o atacante demorou dando tempo a Cris se recuperar e impedir a finalização. O Grêmio, entretanto, só ameaçou em jogada de bola para, ainda no início da partida, aos oito minutos, após Fernando cobrar falta e Cris cabecear para fora.
Beste contexto, o Cruzeiro-RS marcou bem. Embora tenha abusado de faltas para impedir os ataques. Numa delas, em Kleber, Luxa reclamou da postura ao colega Benhur Pereira.
Marcelo Grohe e Werley não se entedem
Na volta ao segundo tempo, o Grêmio mudou por questão médica. Dida, com dores na coxa esquerda, deu lugar a Marcelo Grohe. O que continuou igual foi a dinâmica do jogo. O Cruzeiro manteve a marcação em duas linhas de quatro. O dono da casa só melhorou na postura: passou a propor o jogo.
Até que... uma lambança aos 14 minutos daria emoção à partida. Grohe segurou a bola, mas esbarrou em Werley e a soltou. A bola se ofereceu a Jô, que livre só completou ao gol: 1 a 0. O Grêmio, então, passou a pressionar. Mesmo que apostando mais em jogadas individuais do que em coletivas.
Kleber, um minuto depois, chutou cruzado e quase empatou. Cris, de cabeça, mandou para fora. Até que, após dois escanteios em sequencia, o Tricolor empatou. Aos 22, Fernando cobrou, Souza desviou na primeira trave e Welliton completou para igualar o placar em 1 a 1.
Quando parecia que iria virar a partida, então, o Cruzeiro-RS voltou a surpreender. Em cobrança de escanteio, aos 28 minutos, Reinaldo aproveitou desatenção de Welliton na marcação, e, de cabeça, colocou o Estrelado na frente: 2 a 1.
O Grêmio não teve forças para buscar o empate. Pior. Quase levou o terceiro após boa tabela entre Jean e Jô. Viu ainda Barcos sair após uma pancada nas costelas e preocupar os torcedores. Definitivamente, não era a noite do Tricolor
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quarta-feira, 27 de março de 2013

ESTADUAIS 2013



Filho do 'Baixinho' entra na segunda etapa e fecha placar de 3 a 0 do Brasiliense sobre o Botafogo-DF. Washington balança a rede duas vezes


 O atacante Romarinho, de 19 anos, filho do ex-jogador e atual deputado federal Romário de Souza Faria, marcou o seu primeiro gol como profissional na tarde desta quarta-feira, durante a vitória do Brasiliense por 3 a 0 sobre o Botafogo-DF, no estádio Boca do Jacaré. Foi a sexta vez que ele entrou em campo, sendo que apenas uma delas foi como titular. O jogo abriu a segunda rodada do segundo turno da Taça Mané Garrincha, o segundo turno do Campeonato Brasiliense. Washington fez os dois primeiros e chegou a sete na competição, ocupando a vice-artilharia, um atrás de Laécio, do Sobradinho.
Romarinho gol Brasiliense (Foto: Site Oficial do Brasiliense)Romarinho abraça Fábio Braz após o gol (Foto: Site Oficial do Brasiliense)
O jovem atacante estava exultante após o apito final e mostrou alívio pelo primeiro gol:
- Eu estava ansioso, querendo fazer logo esse gol. Alguém cruzou lá, e a bola chegou para mim, e eu fiz - disse Romarinho em entrevista à TV Brasiliense, sem saber ainda que a bola tinha sido lançada pelo lateral-direito Thiago Crispin.
Após o jogo, Romarinho dedicou o feito à mãe, Monica Santoro, postando nas redes sociais a foto em que comemora o gol.

O primeiro gol do Brasiliense saiu apenas aos 44 minutos do primeiro tempo. Em uma boa trama de ataque, Baiano lançou Rodrigo Tiuí livre na área, mas o goleiro Roberto derrubou o atacante dentro da área, e o árbitro apitou pênalti. Washington cobrou forte, no ângulo esquerdo do goleiro e fez 1 a 0.
Com o resultado, o Jacaré está 100% no returno, com seis pontos, na liderança do Grupo A. O Bota tem três, mas luta contra o rebaixamento. Somando os dois turnos, tem cinco pontos, acima de Legião (quatro) e Brazlândia (três). Duas equipes caem para a segunda divisão. Os campeões da cada turno decidem o título - o Brasília conquistou a Taça JK, o primeiro turno.
O Jacaré voltou para a segunda etapa mais solto e aumentou o placar logo aos nove minutos, Desta vez, Washington começou a jogada entrando na área e tocando na esquerda para Jeferson, que devolveu na medida para o artilheiro marcar o segundo dele e do jogo.
Com a boa vantagem, o Brasiliense mandou no jogo. E foi aí, que Romarinho entrou em campo na vaga de Tiuí, aos 22 minutos. O garoto teve uma boa chance desperdiçada logo na primeira chance, após receber uma bola de graça da zaga do Botafogo-DF e chutar para ótima defesa do goleiro Roberto. Mas aos 26, em boa descida de Thiago Crispin pela direita, o filho do "Baixinho" recebeu livre na entrada da área e tocou no canto direito do arqueiro, marcando o seu primeiro gol como profissional. Na comemoração, muitos tapas na cabeça do jovem atacante e o abraço do amigo Fábio Braz.
Romarinho gol Brasiliense (Foto: Claudio Bispo / Divulgação Brasiliense)Romarinho comemora o seu primeiro gol como profissional (Foto: Claudio Bispo / Divulgação Brasiliense)
Jogos da 2ª rodada da Taça Mané Garrincha (horários de Brasília):
Quarta, 27/03
Botafogo-DF 0 x 3 Brasiliense
Quinta, 28/03
15h30m Capital x Brazlândia
Sábado, 30/03
15h30m Sobradinho x Legião
18h30m Gama x Ceilândia
Domingo, 31/03
15h30m Unaí x Luziânia
16h Ceilandense x Brasíli
a

ESTADUAIS 2013



Cheio de desfalques, Palmeiras leva goleada histórica no interior

  • lance capital
    39 do 1º tempo

    O placar mostrava 3 a 2. O Verdão pressionava atrás do empate. Foi quando Leomir, de falta, marcou o quarto gol do Mirassol - acabando de vez com o Palmeiras.
  • nome do jogo
    Caion

    O camisa 9 do Mirassol fez o segundo e o terceiro gols, este último com estilo - ganhou na arrancada de Márcio Araújo e encobriu Prass.
  • história
    7 a 0

    Com 6 a 2 no intervalo, muito palmeirense temeu por uma goleada histórica. O maior revés do Verdão, porém, ainda é 7 a 0 para o Santos em 1915.
Eram 11 jogadores de uniforme verde com o escudo da Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas não era o Palmeiras. Havia um goleiro, quatro zagueiros, mas "a defesa que ninguém passa" parecia uma caricatura. A torcida tentava cantar e vibrar - mas o alviverde imponente sofria.  A academia de outrora, o Palmeiras que distribuía goleadas pelo interior, não viajaria 453 quilômetros para receber uma surra de almanaque.  O Mirassol fez o melhor primeiro tempo de sua história. O Palmeiras... talvez o pior. E o placar final cravou mais uma adaga no sacrificado peito palmeirense em 2013: 6 a 2.
Seis gols do Mirassol. Dois gols do Palmeiras. O campeão do Século XX seguiu sua via-crúcis no Século XXI.
O revés do Verdão em Mirassol entra para um grupo de vexames históricos que inclui dois rebaixamentos no Campeonato Brasileiro e derrotas antes inconcebíveis, como os 7 a 2 para o Vitória, na Copa do Brasil de 2003.
Por outro lado, foi a primeira vitória em casa do Mirassol contra um dos quatro grandes de São Paulo na história. Ironicamente, até então, o time do interior só havia vencido uma vez como visitante - o próprio Palmeiras, ano passado, no Pacaembu.
A goleada alivia a barra do Mirassol, que entrou na rodada com apenas dois pontos à frente da zona do rebaixamento. Já o Verdão permanece em sétimo, longe de ter garantida a vaga no mata-mata. Outra ironia: o time de Kleina não perdia no Paulistão havia 11 rodadas.

Dos oito desfalques do Palmeiras em Mirassol, só Vilson e Maurício Ramos deverão estar em campo. Valdivia, Leandro Amaro, Souza, Kleber, Maikon Leite e Henrique seguem no departamento médico. O técnico Gilson Kleina, muito contestado por parte da torcida, segue prestigiado pela diretoria.
Onze jogadores com o uniforme da Sociedade Esportiva Palmeiras voltarão a campo no sábado, contra o Linense, às 18h30, no Pacaembu. Já o Mirassol recebe o Penapolense, também no sábado, no mesmo horário.
Léo Gago jogo Palmeiras Mirassol (Foto: José Luis Silva / Futura Press)Léo Gago, contra dois jogadores do Mirassol (Foto: José Luis Silva / Futura Press)
Defesa fraca, time entregue
O treinador do Palmeiras, Gilson Kleina, queria repetir a escalação do último fim de semana, mas não conseguiu. Com Maurício Ramos cortado no vestiário por conta de um desconforto estomacal, o técnico foi obrigado a promover a estreia de Marcos Vinícius, que, até janeiro, integrava o elenco da equipe B – Kleina já não tinha Henrique e Vilson, titulares, que estão lesionados. E o garoto de 21 anos deu um azar incrível - em seu primeiro toque na bola como jogador do time profissional do Palmeiras, fez gol contra, ao tentar cortar um cruzamento de André Luis, da direita. O cronômetro mostrava apenas 40 segundos de jogo.
O Palmeiras, desnorteado por ter sido vazado tão precocemente, tentava se acertar em campo. Mas não teve tempo para isso. O Mirassol chegou outras duas vezes ao ataque e ampliou o placar para 3 a 0. No primeiro, Caion recebeu na entrada da área – Marcos Vinícius dava condição – e marcou, com tranquilidade. Dois minutos depois, Caion ganhou na corrida de Márcio Araújo e "matou" Prass com um leve toque por cima.
Com 3 a 0 adverso no placar, Gilson Kleina mexeu no time - trocou o volante Charles pelo meia-atacante Ronny. E a mudança, a princípio, surtiu resultado - o Palmeiras conseguiu dois gols rapidamente, com Caio, aos 22, e depois com o próprio Ronny, aos 30.
Mas qualquer tentativa de reação acabou aos 39 minutos, quando Leomir acertou um chutaço de falta, fazendo 4 a 2. E tal qual um boxeador que "sente o golpe" e fica encurralado no córner, sem conseguir sair, o Palmeiras seguiu apanhando. Levou o quinto (aos 43, de Medina), o sexto (aos 46, de Tiago Luís), e só não tomou o sétimo porque foi "salvo pelo gongo" - o árbitro Vinícius Gonçalves de Araújo encerrou o primeiro tempo aos 48.
Mirassol comemoração jogo Palmeiras (Foto: Célio Messias / Ag. estado)Jogadores do Mirassol comemoram um dos seis gols sobre o Verdão (Foto: Célio Messias / Ag. Estado)
Jogando pela dignidade no segundo tempo
Os jogadores do Palmeiras voltaram do intervalo com uma única coisa em mente: honrar a camisa e evitar um vexame maior. Estavam claramente abatidos, é verdade, mas não deixaram de correr. Caio, um dos jovens da base, chegou a marcar de cabeça - gol anulado, por suposta falta no zagueiro adversário.
O Mirassol, por sua vez, já não parecia o Brasil de 1970, a Holanda de 1974, o Barcelona de 2011. O Mirassol voltou a ser o Mirassol - encolhido em seu campo de defesa, esperando o erro do time grande para tentar um contra-ataque. Conseguiu dois. Mas, já sem a sorte e a competência do primeiro tempo, não marcou.
Nem precisava. Os 6 a 2 já eram mais do que suficientes para entrar na história do Campeonato Paulista - como a maior glória de um time de uma cidade de 53 mil habitantes, e mais um vexame de um gigante que parece adormecido num sono cada vez mais profundo.
Gilson Kleina jogo Palmeiras Mirassol derrota (Foto: José Luis Silva / Agência Estado)Gilson Kleina, no jogo do Palmeiras contra o Mirassol (Foto: José Luis Silva / Agência Estado
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ESTADUAIS 2013



Tudo se encaminhava para que o garoto Michael fosse o único destaque da noite. Com três gols em 21 minutos, virou o jogo sobre o Macaé (3 a 1), nesta quarta-feira, em São Januário, e fez o Fluminense assumir a liderança provisória do Grupo B da Taça Rio. Mas o jogo morno, com pouquíssimo público (703 pagantes e 1793 presentes), foi apimentado pelo drama folclórico de Rhayner. O meia-atacante perdeu um pênalti na parte final do segundo tempo e ampliou sua sina de não marcar um gol há nada menos do que 81 partidas.
O resultado colocou o Tricolor com sete pontos, um à frente do Resende, que enfrenta o Duque de Caxias na quinta-feira. O próximo duelo é com o Boavista, sábado, em Moça Bonita. Já o Alvianil recebe o Duque de Caxias, domingo. O clube estacionou nos três pontos na quarta posição, mas pode ser ultrapassado por até dois rivais nas próximas horas.
Michael iluminado resolve para o Flu
Sem a motivação do público, a partida começou em ritmo cadenciado, fazendo jus à falta de interesse da torcida, que não se esforçou para ir a São Januário em meio ao mau tempo no Rio de Janeiro e o momento sem brilho do time do Fluminense na temporada. Os erros de passe aconteceram em sequência nos primeiros lances. Exceção à regra foi a participação de Rhayner, o mais lúcido em campo, atraindo as jogadas para o lado direito.
Com espaço, o Macaé encaixou duas trocas de bolas perigosas, mas, aos 14 minutos, chegou ao gol após erro de passe de Jean no meio de campo. O zagueiro Douglas Assis recebeu de Michel e arriscou de chapa de pé direito, da intermediária, batendo Diego Cavalieri, que tocou na bola, mas ela morreu no ângulo esquerdo. A reação, porém, seria quase imediata.
Mesmo com a garotada em ação, o Tricolor ergueu a cabeça, foi à luta e melhorou. Aos 23, Michael roubou a bola, avançou e tocou na saída do goleiro para empatar. Logo depois, sem dar tempo de o Macaé respirar, Jean se redimiu da falha que custou um gol, deu belíssimo toque em profundidade para Wagner, que achou Michael na área. O atacante só escorou: 2 a 1.
O nível ainda era baixo, e o time de Abel Braga jamais empolgou. Mas demonstrou segurança defensiva e anulou o adversário a partir daí. Com paciência, aguardou nova brecha na defesa, que aconteceu aos 44, com o insaciável Michael em chute firme da entrada da área, aproveitando passe de letra de Marcos Junior. Ele passou Fred em gols no Carioca.
Rhayner perde pênalti e amplia sina
Na segunda etapa, a bola rolou arrastada. As únicas emoções seriam as oportunidades perdidas por Marcos Junior, no susto, após defesa de Luís Henrique em arremate de Rhayner e de Diego Macedo, cuja cabeçada parou em Diego Cavalieri em cima da linha. Sem fazer força, o Alvianil não incomodou o Flu, que trocava passes com tranquilidade, e pareceu aceitar a derrota. As alterações do técnico Toninho Andrade não surtiram efeito.
Mas eis que um pênalti polêmico aos 30 minutos encerrou o clima sonolento e voltou as atenções para o gramado. Rhayner o sofreu. Confiante, o meia-atacante, que caminhava para completar 81 jogos sem balançar as redes, tirou os companheiros da frente, pegou a bola e se preparou para cobrar. Abel sorria no banco de reservas, com receio de que um novo erro pudesse piorar a situação. E Rhayner errou, a exemplo do duelo contra o Volta Redonda, na Taça Guanabara, ampliando sua sina. E fim de papo.

CORINTHIANS

  Empresário admite propostas e revela que Corinthians recusou R$ 186 milhões por Yuri Alber to André Cury diz que atacante escolheu jogar n...