segunda-feira, 13 de maio de 2013

CORINTHIANS



Chileno de 33 anos vinha aprimorando a forma física no próprio Timão; último clube dele foi o Flamengo, entre 2009 e 2012


O Corinthians está muito próximo de um acerto com o volante chileno Maldonado. A diretoria tem negociações avançadas com o marcador e deve finalizar as conversas com o jogador na próxima semana, logo após a segunda partida da decisão do Campeonato Paulista.
– Estamos conversando. Está bastante adiantado, mas vamos esperar a próxima semana para resolver. Pode ser que dê certo – afirmou o diretor de futebol Roberto de Andrade.
Maldonado vinha fazendo tratamento médico no Timão, e a possibilidade de acerto agradou ao técnico Tite, principalmente pelo grupo não muitas opções para o setor de marcação. Ralf é titular absoluto, enquanto Guilherme Andrade lesionou o joelho esquerdo e só volta em outubro.
O chileno deixou o Flamengo no fim do ano passado e passou por uma cirurgia de joelho em janeiro, quando iniciou a fisioterapia no Timão.
Maldonado treino Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Maldonado, em treino no Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

 

ESTADUAIS 2013



Britânia (1918-23), o próprio Coxa (1971-76) e o Paraná (1993-97) já chegaram na sequência de quatro conquistas no Paranaense


Alex comemora, Coritiba x Atlético-PR (Foto: Heuler Andrey/Agência Estado)Alex foi o nome do jogo e fez dois gols no novo tetra
(Foto: Heuler Andrey/Agência Estado)
O elenco do Coritiba de 2013 conseguiu fazer história neste domingo, ao superar o Atlético-PR. Pela quarta vez seguida o time do Alto da Glória levantou a taça do Campeonato Paranaense, sendo o quarto elenco (terceiro time diferente) a conseguir o feito. O Verdão também foi o único clube a repetir a sequência, pois a própria equipe na década de 70 chegou a acumular seis conquistas.
Além do feito duplo do Coxa, o Britânia foi o primeiro clube a ter a hegemonia estadual por quatro vezes, em 1919, feito que também terminou com um hexa em 1923. Em 1996, o Paraná Clube pode gritar "é tetracampeão", com um feito do então jovem time que terminou na próxima temporada com o penta.
A comemoração mais efusiva e provocadora dos torcedores coxas-brancas é que o Coritiba de 2013 foi o único clube paranaense a conquistar quatro título seguidos sobre o mesmo adversário. Para completar, o vice em todas as ocasiões foi o maior rival Atlético-PR.
No elenco alviverde, cinco jogadores são, na prática, são tetracampeões. O goleiro Vanderlei, o zagueiro Pereira, o volante Willian, o meia Rafinha, além do meia-atacante Geraldo participaram de todas as campanhas. Os atletas seguem o mesmo caminho do meia Dirceu Krüger, que na década de 70 foi hexacampeão pelo Coxa - e se tornou ídolo.
O desafio continua no ano que vem, quando o Coritiba tentará o quinto título seguido, para seguir fazendo história no futebol paranaense.
No geral, o Coritiba aumenta a vantagem de ser o maior detentor de títulos paranaenses, desde que a competição começou a ser disputada em 1915. O Verdão do Alto da Glória já conseguiu 37 títulos, enquanto o segundo colocado Atlético-PR só está com 22 taças na sala de troféus
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ESTADUAIS 2013



Sem dar chances ao adversário, Atlético-MG, sob o comando do craque Ronaldinho, faz 3 a 0 no Independência e encerra invencibilidade celeste

  • o nome do jogo
    Ronaldinho
    Como quase sempre acontece, o meia foi o maestro em campo. Com ótimos passes, deixou os companheiros na cara do gol e contribuiu para o placar.
  • deu errado
    marcação
    A defesa cruzeirense não conseguiu conter os avanços do ataque atleticano. Perdidos, os volantes e zagueiros sucumbiram ao time alvinegro.
  • como fica
    vantagem
    Com o resultado, o Galo pode até perder por dois gols de diferença para ganhar o título mineiro, o segundo consecutivo, sob o comando de Cuca.
Um estava invicto no Independência havia 33 jogos. O outro mantinha a sua invencibilidade na temporada, com 14 vitórias e um empate. Os retrospectos indicavam um jogo equilibrado, repleto de grandes lances e gols para os dois lados, mas não foi o que aconteceu. A primeira partida da decisão do Campeonato Mineiro, neste domingo, teve o Atlético-MG dominando o Cruzeiro e vencendo por 3 a 0 - placar que poderia ser ainda maior, dadas as chances incríveis perdidas.
Após a vitória sobre o São Paulo por 4 a 1, pela Taça Libertadores, o Galo ratificou a grande fase vivida na temporada e não tomou conhecimento do adversário. Jô, no primeiro tempo, e Tardelli e Marcos Rocha, no segundo, marcaram os gols da vitória. O Cruzeiro teve Bruno Rodrigo expulso e atuou quase todo o segundo tempo com um jogador a menos.
O Atlético-MG poderá até perder por dois gols de diferença na segunda partida e ainda assim garantirá o título mineiro, o segundo consecutivo. As equipes voltarão a se encontrar no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Mineirão. A torcida do Cruzeiro será maioria no estádio, com direito a 90% dos ingressos. Aos torcedores do Galo restarão 10%.
Jô e Tardeli comemoram, Altético-MG x Cruzeiro (Foto: Cristiane Mattos/Agência Estado)Jô e Tardeli comemoram gol sobre o Cruzeiro (Foto: Cristiane Mattos / Agência Estado)
Ronaldinho Gaúcho, mais uma vez, comandou o Galo. Antes do jogo, esteve com a mãe, Dona Miguelina, e, assim que o juiz apitou o início da partida, com passes precisos, colocou os companheiros na cara do gol e se tornou o pesadelo dos zagueiros celestes. Os dois primeiros gols partiram dos pés dele. A torcida atleticana, em grande maioria no estádio, já que apenas 10% dos ingressos foram destinados aos cruzeirenses, vibrou muito, empurrou o time e soltou o grito de "é campeão". O público foi de 19.442 pagantes, com R$ 704.210 de renda.

A arbitragem foi um capítulo à parte. Os atleticanos reclamaram muito de Luiz Flávio Oliveira, que não teria marcado três pênaltis para o Galo, no primeiro tempo. No segundo, expulsou Bruno Rodrigo, aos oito minutos. Com cãimbras, na segunda etapa, teve que deixar o campo e foi substituído por Pablo Santos, que conduziu a partida nos últimos 15 minutos.
- Temos que continuar respeitando o adversário. Mas melhoramos. Não fizemos como na Libertadores, quando deixamos para o segundo jogo. Estou muito feliz pela atuação da equipe e pela minha própria atuação - afirmou Ronaldinho Gaúcho.
Ficou barato
Mesmo no Independência, o Cruzeiro começou melhor e pressionou bastante. Porém, foi uma falsa impressão, por apenas cinco minutos. A partir daí, só deu Atlético-MG. O time passou a se impor, criou inúmeras chances e somente não goleou por falhas nas finalizações. Foram pelo menos seis oportunidades claríssimas de marcar. Fábio, feito um louco, cobrava mais empenho da defesa cruzeirense, completamente perdida em campo. Ronaldinho, com extrema liberdade, conduzia o Atlético-MG sobre o rival.
O primeiro gol do Galo saiu aos 14 minutos. Everton, pela esquerda, tinha a bola dominada, mas bobeou e perdeu-a para Marcos Rocha. Com a defesa desarrumada, o Atlético-MG aproveitou. O lateral tocou para Ronaldinho, que, de primeira, encontrou Jô dentro da área. O atacante dominou com a direita e tocou com a esquerda, para o fundo das redes de Fábio.
Os atleticanos ainda reclamaram de três penalidades não marcadas pelo árbitro Luiz Flávio Oliveira. Em pelo menos dois lances, tinham razão. No primeiro, Ronaldinho foi agarrado por Ceará, mas levou vantagem e finalizou. No segundo, Bruno Rodrigo segurou a camisa de Réver, em uma cobrança de escanteio.
Título garantido?
Insatisfeito, Marcelo Oliveira fez duas alterações no intervalo. Punidos com cartões amarelos, Everton e Éverton Ribeiro deixaram o campo, para a entrada de Egídio e Ricardo Goulart. A intenção também era corrigir os problemas do primeiro tempo, já que os dois foram muito mal. O Cruzeiro até tentou, mas o Galo continuava melhor.
Aos oito minutos, em um contra-ataque puxado pelo goleiro Victor, Ronaldinho Gaúcho dominou de costas para o gol, girou sobre Bruno Rodrigo e foi derrubado. O zagueiro, que já havia sido advertido no primeiro tempo, foi expulso. O treinador celeste tirou Dagoberto para a entrada de Paulão, que recompôs a zaga.
Mesmo em inferioridade, o Cruzeiro assustou. Aos 14 minutos, Diego Souza, da intermediária, soltou uma bomba. A bola explodiu na trave esquerda de Victor, que já estava batido. Mas foi um lance isolado. O Galo continuou soberano em campo e mais próximo do segundo gol. E ele veio aos 26 minutos. Ronaldinho Gaúcho, de novo, pela direita, cruzou para a área. Jô ganhou a disputa com Paulão, e a bola sobrou para Diego Tardelli, que concluiu: 2 a 0.
Aos 33 minutos, o Galo chegou ao terceiro. Tardelli cobrou da direita, Jô cabeceou na trave, e, no rebote, Marcos Rocha - o mesmo que havia feito um gol contra na estreia das duas equipes na temporada - estufou as redes celestes
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CORINTHIANS



Em grande atuação do volante, Corinthians abre vantagem, mas Peixe reage após mudanças de Muricy, e gol de Durval apimenta decisão na Vila


O dia da primeira final do Campeonato Paulista foi dia dos filhos demonstrarem seu amor pelas mães. Elas foram homenageadas com fotos no Instagram, Facebook, palavras bonitas, presentes... E dona Erica, além de tudo, ganhou uma atuação daquelas para sair de casa com a camisa 8 do filho, toda orgulhosa, cheia de si. O gol, os desarmes, os chutes, as jogadas e o sorriso de Paulinho fizeram dela a mais feliz das mães envolvidas na decisão. E fizeram dos corintianos os alvinegros mais felizes do Pacaembu.
A vitória por 2 a 1 sobre o Santos deixa o Timão a um empate da conquista - e a equipe de Tite está prestes a acertar com mais um reforço. O Peixe precisa de um triunfo simples para levar a decisão aos pênaltis na Vila Belmiro. Vale lembrar que a equipe da Baixada bateu Palmeiras e Mogi Mirim dessa forma antes de chegar à final. Se ganhar por dois gols de diferença, o time de Muricy Ramalho será tetracampeão, feito até hoje alcançado somente pelo Paulistano, de 1916 a 19, e que coroaria a passagem de Neymar, cada vez mais perto de ser negociado com um clube espanhol.
Paulinho comemora, Corinthians x Santos (Foto: Rodrigo Coca/Agência Estado)Paulinho se emociona com gol sobre o Santos (Foto: Rodrigo Coca/Agência Estado)
Paulinho fez o primeiro gol da vitória. Brigou no segundo, marcado por Paulo André. Fez de tudo um pouco. Se o Paulistão do jogador da seleção brasileira até então não era dos melhores, ele apareceu na hora mais importante. Fez valer o esforço de dona Erica, que o criou sem o pai, e pedia dinheiro ao borracheiro para que o filho pudesse treinar, como mostrou reportagem do Esporte Espetacular neste domingo.

Com 2 a 0 no placar, o passo do Timão rumo ao troféu era enorme, mas houve tempo para que o predestinado Durval,
 em busca de seu 11º título estadual consecutivo, diminuísse de cabeça e colocasse ainda mais fogo na segunda partida.Resultado justo numa decisão que, por muito tempo, teve apenas um time em campo. A primeira jogada razoável de Neymar ocorreu aos cinco minutos do segundo tempo. Vejam bem, razoável! O primeiro escanteio surgiu aos 18, quando o Corinthians já havia batido nove. A estratégia de escalar Marcos Assunção fracassou e foi abandonada no intervalo. Já o Timão esteve quase sempre num ritmo superior. Disputava uma final mesmo, enquanto os visitantes demoraram para engrenar. Antes, pareciam estar numa oitava rodada de Paulistão.
Se o placar é favorável ao Corinthians, a semana dará ao Santos mais descanso. O Timão recebe o Boca Juniors na quarta-feira, e precisa vencer por dois gols de diferença para avançar às quartas de final da Libertadores. Já o Peixe, que só volta a campo pela Copa do Brasil no dia 22, contra o Joinville, na Vila, terá a semana inteira para pensar só no Corinthians.
Danilo e Marcos Assunção, Corinthians x Santos (Foto: Marcos Ribolli)Marcos Assunção ganha no alto disputa com Danilo (Foto: Marcos Ribolli)
Corinthians x Ninguém
Se o texto referente ao primeiro tempo não tivesse o nome de nenhum jogador do Santos, não seria absurdo algum. É preciso esforço para destacar uma linha ao time comandado por Muricy Ramalho, que escalou Marcos Assunção no meio sob o pretexto de liberar Arouca e Cícero para armarem o time, e respaldado na ideia de que todos sabem jogar. Podem até saber, mas não estavam muito a fim. Totalmente entregues à marcação corintiana, os santistas abusaram dos chutões, não conseguiram trocar três passes consecutivos, e fizeram com que até Neymar se integrasse à mediocridade da equipe. O craque reclamou demais de Miralles, em duas oportunidades, e Arouca na sequência.
Quem mereceu elogios por alguns minutos foi Léo, que cortava insistentes cruzamentos do lado esquerdo corintiano. Com Bruno Peres de volta ao time após longo período afastado por lesão, Fábio Santos, Danilo e Emerson armaram triangulações e deram trabalho. A distância entre as linhas de zaga e meio-campo do Santos era um abismo onde Danilo deitava e rolava. Em uma das chegadas em velocidade, Sheik ajeitou o corpo e parecia que soltaria um chute tão fulminante quanto aquele de um ano atrás, da semifinal da Libertadores, na Vila Belmiro. Mas a bola saiu rasteira e Rafael, desta vez, espalmou.
Neymar, Corinthians x Santos (Foto: Marcos Ribolli)Isolado, Neymar foi encurralado pela marcação do Corinthians (Foto: Marcos Ribolli)
Apesar do domínio, poucas chances eram criadas. Foi aí que o filho da dona Erica resolveu desequilibrar. Nome certo na convocação de Luiz Felipe Scolari para a Copa das Confederações, nesta terça-feira, Paulinho deitou e rolou. Considerado volante nas convenções do futebol, foi meia e atacante. Mexeu-se pelos dois lados, ajudou o meio a subir a marcação e quase fez três gols. Quase!
Primeiro, cabeceou livre para fora. No fim do primeiro tempo, acertou um chute sensacional no travessão, e ainda viu Guerrero, sozinho, chutar para fora no rebote. Entre um lance e outro, foi oportunista após cobrança de falta de Romarinho e desvio de Danilo. Bateu com firmeza, e fez justiça a 45 minutos de um time só.
Paulo André comemora, Corinthians x Santos (Foto: Marcos Ribolli)Paulo André comemora, enquanto Durval se lamenta, no chão (Foto: Marcos Ribolli)
De um lado Paulinho. Do outro, a reação
Qualquer mãe festejada em seu dia, que estivesse assistindo ao jogo em sua casa, sabia que Marcos Assunção tinha de sair. Muricy também sabia. No primeiro tempo, ele bateu uma falta (de forma péssima) com menos de um minuto de jogo, e depois foi espectador de uma final que acontecia em sua volta. Felipe Anderson voltou do intervalo em seu lugar, e André no de Miralles. Mas Paulinho também voltou, para desespero santista.
O Peixe melhorou, até porque piorar era impossível, mas os lances de maior perigo ainda foram corintianos. Foram de Paulinho. Primeiro, ele desarmou Neymar e armou contra-ataque, que passou por Guerrero e chegou a Emerson. Rafael saiu corajosamente nos pés do atacante. Depois, arrancou do campo de defesa, passou por Durval como se o zagueiro fosse um cone, fez nova finta, mas bateu para fora. Ovacionado pela torcida.
Só que o segundo tempo tinha duas equipes. As substituições de Muricy surtiram efeito. Felipe Anderson e o recuo de Arouca aproximaram os setores do Santos, e o time conseguiu trocar mais passes. Quando André pegou rebote de Cássio e não teve equilíbrio para finalizar, o técnico ficou tão louco que ao jogar o boné no chão nem percebeu que o impedimento já havia sido marcado. Cícero ainda acertou a trave após arrancada de Neymar, que teve de segurar a bola até que o companheiro se aproximasse.
Mas o Timão tinha cartas na manga. Tinha Alexandre Pato e o grito da torcida, que resolveu voltar a jogar. E tinha Paulinho. Após cobrança de escanteio, ele, deitado, brigou pela bola com Durval e Renê Júnior, e fez com que ela sobrasse para um chutaço de Paulo André. Não foi lá uma pintura para sua galeria de quadros, mas um belo gol. E delírio de Tite, e da maioria dos 38.505 presentes no Pacaembu.
Delírio com uma vantagem de dois gols de diferença, que durou pouquíssimo. O gol do Santos foi um claro recado a Muricy. Felipe Anderson, que substituiu Marcos Assunção, cobrou falta na cabeça de Durval. Jogador que joga com bola rolando, e com bola parada.
Até o próximo domingo, mães e filhos podem sonhar com o título paulista.
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Corinthians comemora, Corinthians x Santos (Foto: Marcos Ribolli)Corinthians foi muito superior e poderia ter saído com vitória mais folgada (Foto: Marcos Ribolli)

 

sábado, 11 de maio de 2013

CORINTHIANS



Ineficiente nas cobranças, Timão tenta melhorar desempenho antes de enfrentar o Santos. Tite ensaia jogadas trabalhadas para a decisão


Pato treino Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)Pato ficará na reserva no primeiro jogo da final contra
o Santos (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)
O técnico Tite comandou na manhã deste sábado, no CT Joaquim Grava, o último treino do Corinthians antes do primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, contra o Santos, domingo, às 16h (horário de Brasília), no estádio do Pacaembu. O Timão dedicou a maior parte do seu tempo às bolas paradas e às jogadas ensaiadas e atuou com a mesma equipe que já havia sido confirmada pelo treinador na sexta-feira
Sem mistério. O Corinthians começará o jogo com Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Danilo, Romarinho e Emerson; Paolo Guerrero. A formação, que mantémAlexandre Pato no banco de reservas, vem sendo utilizada desde a goleada por 4 a 0 sobre a Ponte Preta, pelas quartas de final do Paulistão. Tite descartou qualquer espécie de teste nessa fase decisiva.
Ineficiente nas cobranças de falta, o Timão continua sem um batedor definido. Na véspera da primeira partida da final do estadual, Fábio Santos e Romarinho se arriscaram nas cobranças, mas não levaram muito perigo. O volante Paulinho também costuma trabalhar o fundamento. O último gol de falta marcado pela equipe foi em julho do ano passado, por Douglas, contra a Portuguesa.
Além da bola parada, Tite também trabalhou jogadas ensaiadas, especialmente nos cruzamentos. A principal atividade comandada pelo técnico incluía cruzamento aberto, bola escorada para o meio da área, com um atacante chegando para finalizar à queima-roupa. Afiado, Paolo Guerrero, artilheiro do Corinthians na temporada, com 12 gols marcados, balançou as redes na maioria das chances que teve.
Os pênaltis, constantemente treinados pelos corintianos, ficaram de lado desta vez. Como a final do Paulistão será decidida em dois jogos, o Timão poderá enfrentar duas decisões nas penalidades máximas na sequência. Primeiro, caso vença o Boca Juniors por 1 a 0 no estádio do Pacaembu, devolvendo o resultado sofrido em Buenos Aires. Depois, se acumular dois empates ou resultados iguais (um contra e um a favor) diante do Santos.
O foco do Corinthians no último treinamento antes da final foi o setor ofensivo, mas o destaque da equipe no Campeonato Paulista é a defesa. Com 16 gols sofridos em 21 jogos, o Timão foi o que teve suas redes balançadas menos vezes no estadual. No ano passado, o time já havia se destacado com uma das melhores defesas da história da Libertadores, com apenas quatro gols sofridos em 14 jogos
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NOTICIAS



Time de Mourinho fica no 1 a 1 e não consegue adiar festa do maior rival, que pega o Atlético domingo. Varane pode ficar fora de final da Copa do Rei


O Barcelona secou o Real Madrid neste sábado, contou com a ajuda do vizinho Espanyol e comemorou a conquista do Campeonato Espanhol mesmo sem entrar em campo. Com o empate de 1 a 1 do time merengue com a equipe treinada por Javier Aguirre, no estádio Cornellá-El Prat, pela 35ª rodada, Lionel Messi & cia. vibraram sem precisar suar a camisa para ter o título antecipado.
O resultado na Catalunha deixou o Real com 81 pontos em 36 partidas disputadas. O Barça, que no domingo visita o Atlético de Madri, tem 88 em 34 jogos e não pode ser mais alcançado na ponta da tabela, já que o rival de Madri só terá mais dois confrontos pela frente. O empate em casa deixou o Espanyol na 11ª posição, com 44.
Espanyol x Real Madrid (Foto: Reuters)Jogadores do Espanyol comemoram o gol: empate dá o título ao vizinho Barcelona (Foto: Reuters)
Este é o 22º título nacional do Barça, que foi tricampeão com Pep Guardiola no comando entre 2008/2009, 2009/2010 e 2010/2011 e agora conquista o primeiro com Tito Vilanova como treinador. Na temporada passada, o Real de José Mourinho conquistou a 32ª taça de sua história e viu Guardiola deixar o cargo para ser substituído pelo ex-auxiliar no clube catalão.
Com fracassos no Espanhol e na Liga dos Campeões, o time de Madri tem mais uma chance de taça para evitar passar o ano em branco: na próxima sexta, a equipe merengue faz clássico com o Atlético de Madri, no Santiago Bernabéu, pela final da Copa do Rei. O Barça chega ao título espanhol com uma campanha impressionante até o momento: 28 vitórias, dois empates, apenas duas derrotas, 105 gols marcados e 37 sofridos.
No Cornellá-El Prat, Mourinho deixou Cristiano Ronaldo no banco e escalou a equipe titular com Diego López; Albiol, Ricardo Carvalho, Varane, Nacho; Essien, Modric; Di María, Kaká; Higuaín e Morata. Mas o técnico fez questão de levar todos os atletas para a Catalunha, mesmo os que não foram relacionados, como os brasileiros Marcelo e Casemiro.
Cristiano Ronaldo Casillas banco Real Madrid (Foto: AFP)Mourinho deixou Casillas e Cristiano Ronaldo no banco: camisa 7 entra no segundo tempo (Foto: AFP)
O primeiro gol do jogo foi marcado por Stuani, aos 22 minutos da etapa inicial. O argentino Higuaín empatou para o Real aos 13 do segundo tempo, de cabeça. Ainda antes do intervalo, o árbitro Ignacio Iglesias Villanueva anulou um gol legal de Hector Moreno, aos 27, alegando falta em Xabi Alonso.
OS 22 TÍTULOS DO BARCELONA:
1928-1929, 1944-1945, 1947-1948, 1948-1949, 1951-1952, 1952-1953, 1958-1959, 1959-1960, 1973-1974, 1984-1985, 1990-1991, 1991-1992, 1992-1993, 1993-1994, 1997-1998, 1998-1999, 2004-2005, 2005-2006, 2008-2009, 2009-2010, 2010-2011 e 2012-2013
Além de ver o Barcelona campeão, Mourinho ganhou um problema para a final da Copa do Rei. Aos 20 do primeiro tempo, o zagueiro Varane saiu machucado após dividida com Wakaso. As primeiras informações do departamento médico apontam que o problema é no joelho direito, mas o francês passará por exames no domingo para saber a gravidade.Após o jogo, Mourinho afirmou que o zagueiro está fora da partida contra o Atlético de Madri.
Pouco depois da lesão de Varane, a partida teve um lance curioso. Em uma disputa de bola com Xabi Alonso, Lopez caiu e derrubou um dos auxiliares na lateral do campo. A bandeirinha acabou quebrando na queda e teve que ser substituída para o restante da partida.
Cristiano Ronaldo só entrou em campo aos 10 do segundo tempo, substituindo Kaká, que teve atuação sem brilho. O português não foi perdoado pela torcida catalã, que o vaiou bastante. Coincidência ou não, três minutos depois Higuaín empatou para o Real, de cabeça, após cruzamento de Modric. Nos acréscimos, Sanchez ainda foi expulso por falta feia em Higuaín. Mas não deu para adiar a festa do Barcelona.
Varane machucado, Espanyol x Real Madrid (Foto: Reuters)Varane deixa o campo com dores no joelho direito e não deve jogar a final da Copa do Rei (Foto: Reuters)

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Cruz-Maltino mostra organização tática e vence amistoso por 5 a 1 em Juiz de Fora. Também debutante, Alisson estreia bem, mas desperdiça pênalti


O Vasco encontrou no apoio da torcida de Juiz de Fora, em Minas Gerais, uma injeção de ânimo após um Campeonato Carioca frustrante - onde caiu na final do primeiro turno e foi eliminado na fase de grupos do returno. O amistoso que fechou a temporada de treinos na cidade mineira serviu para levantar a autoestima do grupo. O time comandado por Paulo Autuori não precisou de muito esforço para vencer o Tupi por 5 a 1, na tarde deste sábado, no Estádio Municipal de Juiz de Fora. Destaque da partida, Tenorio marcou dois gols pela primeira vez num só jogo desde que chegou ao Cruz-Maltino. Estreante, Edmílson também deixou sua marca no primeiro contato com a torcida. Renato Silva e Dakson completaram a goleada diante de um público de 7.790 pagantes (8.213 presentes). A renda do duelo foi de R$ 117.820.
Tupi x Vasco (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)Titulares, Tenorio, Dakson e Fellipe Bastos comemoram primeiro gol (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)
Com dois gols, Tenorio comanda blitz
Justiça seja feita, o desempenho da equipe considerada titular, que atuou no primeiro tempo, deve ter animado o técnico do Vasco. O time correu de forma correta, pressionou o adversário em seu campo defensivo e saiu para o ataque com velocidade. Em alguns momentos, foi visível a necessidade de entrosamento, mas foi possível observar resultados positivos após 20 dias só de treinamentos - incluindo uma semana de férias antecipadas. Empurrado pela torcida, que foi maioria contra o time local, o Cruz-Maltino não demorou a abrir o placar: aos 12 minutos, Tenorio tabelou bonito com Eder Luis e chutou fraco, mas a bola desviou no meio do caminho e enganou o goleiro Douglas Borges.
A missão vascaína, que já se mostrava tranquila, tornou-se ainda mais fácil. O time manteve o pé no acelerador e, na velocidade, chegou ao segundo gol. Num contra-ataque aos 28, Tenorio disparou, recebeu de Dakson na área, driblou o goleiro e chutou forte para ampliar. O Tupi poucas vezes ameaçou, e quando o fez, não levou perigo a Michel Alves. Antes do intervalo, ainda deu tempo de sair o terceiro gol, em nova contribuição de Eder Luis: o atacante deu na medida para Elsinho, que cruzou na cabeça de Dakson, aos 46 minutos.
Tupi x Vasco (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)Dakson usou a cabeça e também deixou sua marca contra o Tupi (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)
Estreantes, Edmílson marca, e Alisson perde pênalti
O Vasco voltou para o segundo tempo com apenas três jogadores em relação aos que começaram a partida. Foi a vez de o goleiro Diogo Silva, o meia Alisson e o atacante Edmilson estrearem pelo clube. De forma natural, o ritmo da equipe foi outro, embora ainda houvesse alguma facilidade para chegar ao ataque. Mas a sorte sorriu diferente para os debutantes. Alisson mostrou boa movimentação e habilidade com a bola nos pés, mas perdeu um pênalti aos 29, defendido por Victor Souza. Edmílson, por sua vez, substituiu Tenorio, mas não fez o papel de centroavante. A não ser no quesito oportunismo: o atacante, que buscou o jogo pelos lados, foi rápido numa bola rebatida na área e ampliou.
Já Diogo Silva não foi bem. Aos 13 minutos, o goleiro falhou numa saída de bola, num lance em que a zaga do Vasco também bobeou. Cassiano foi esperto e fez o único gol do time da casa. Mas nada que preocupasse. Aos 33, Renato Silva aproveitou o cruzamento de Fillipe Soutto para fechar a goleada em 5 a 1. Isso porque Victor Souza, com duas grandes defesas no fim, evitou que a derrota fosse ainda maior
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CORINTHIANS

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