quinta-feira, 27 de junho de 2013

CORINTHIANS


Teste será realizado na tarde desta sexta-feira, no CT Joaquim Grava


Tite treino Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)Danilo, Tite e Maldonado participam de treino no
Timão (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)
O jogo-treino entre Corinthians e Audax mudou de data novamente. A partida no CT Joaquim Grava, único teste do técnico Tite antes do jogo de ida da Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo, havia sido marcada para esta sexta-feira. Foi transferida para sábado e agora recuou para sexta novamente. O confronto está agendado para 15h30.
Assim, ao contrário do que costuma fazer, o Corinthians treinará com portões fechados para a imprensa no sábado. O mesmo acontecerá no domingo, quando os jogadores não terão folga – todos, sem exceção, trabalharão normalmente. O técnico Tite tem evitado ensaiar a equipe nos treinos abertos, e o time titular para encarar o São Paulo segue como incógnita.
O único jogo-treino do Corinthians até aqui nesta temporada foi contra o Flamengo de Guarulhos, pouco antes da estreia do atacante Alexandre Pato. Na oportunidade, a equipe ainda voltava de férias após conquistar o Mundial de Clubes, no Japão, e se preparava para o longo Campeonato Paulista.
A última semana foi de preparação intensa para o Timão. Com o treinador mais reservado, passando a maioria do tempo em sua sala no centro de treinamento, os holofotes se voltaram para o preparador físico Fábio Mahseredjian, que comandou o elenco em dois períodos praticamente todos os dias. A intenção é ter o elenco inteiro com 100% das condições para o confronto com o São Paulo
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NOTICIAS

Top 60 da Europa – Messi é avaliado em quase 700 milhões

qui, 27/06/13
por Emerson Gonçalves |



Respondendo antecipadamente às inevitáveis perguntas, Neymar não aparece nessa lista. Porque ele ainda não jogou na Europa, foi apenas contratado, por enquanto, e a lista foi feita durante a temporada 2012/2013, encerrada no mês passado para os clubes.
Messi desponta soberano nessa lista dos 60 jogadores mais valiosos da Europa, de acordo com avaliação do CIES-Football Observatory. E o valor estimado por ele assombra: entre 217 e 253 milhões de euros. Digamos, na média, 235 milhões de euros. Em reais, a bagatela de 671 milhões.
Seu valor é mais que o dobro do segundo colocado, Cristiano Ronaldo, avaliado em 110,5 milhões de euros (valor médio) e quase quatro vezes maior que o valor de Cavani, terceiro colocado: 63,1 milhões de euros (valor médio).
O mais barato é Lukaku, do Chelsea, com valor estimado entre 22,5 e 26,1 milhões de euros, valor médio de 24,3 milhões de euros. A lista é interessante, vale uma boa observação.
 
Procurou pelos brasileiros? Ao contrário de outros anos, e que já não são tão recentes, temos que “andar” um bocado até encontrarmos o primeiro patrício: Lucas, do Paris Saint-Germain, na 26ª posição, valendo entre 30,5 e 35,5 milhões de euros. Um pouco mais atrás, na 30ª posição, Thiago Silva, também do PSG. Oscar é 42º e… E mais ninguém. Para espanto de muitos, somente três jogadores brasileiros entre os 60 mais valiosos da Europa na avaliação do CIES-Football Observatory. Cinco são argentinos, dois uruguaios (Cavani, 5º colocado, e Suárez, 20º), um colombiano, um chileno e um mexicano completam o grupo latinoamericano, num total de apenas 13 jogadores. Se considerarmos que o número 1 da lista, falando estritamente em futebol, é muito mais espanhol (ou catalão) do que argentino, temos uma participação muito baixa, michuruca mesmo.
Sem grandes surpresas, o Barcelona lidera a lista dos clubes com maior valor de jogadores Top, mas empatando com o Real Madrid e Manchester United no número de atletas sob contrato: sete para cada um. Na sequência, Manchester City e Bayern Munique com cinco jogadores cada um. Portanto, dos vinte clubes que têm em seus elencos jogadores valendo acima de 22,5 milhões de euros, apenas cinco deles concentram a metade mais um dos 60 jogadores mais valiosos.
Esses números são um sinal inequívoco de concentração de poder econômico, um dos alvos do Financial Fair Play da UEFA. Pessoalmente, acredito que poderemos ter diferenças significativas num levantamento realizado, por exemplo, em junho de 2016.
Torço por isso. Aguardemos.

SELEÇAO BRASILEIRA


Camisa 12 acredita ter tirado foco do uruguaio, que riu antes da cobrança. Eleito melhor em campo, goleiro comenta que Paulinho merecia 'metade'


Eleito o melhor em campo na vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai, na Copa das Confederações, Julio César recebeu o troféu da Fifa após a partida. Um prêmio que, segundo o próprio goleiro, só foi possível pela frieza no momento mais tenso da partida, quando David Luiz segurou Lugano na área. Decisiva para a vaga na final, a defesa do pênalti começou a nascer antes mesmo da cobrança. Nesta quinta-feira, Julio César revelou que provocou Forlán, seu companheiro nos tempos de futebol italiano.
- Joguei com ele no Inter de Milão por um ano. Fiz uma brincadeira. Falei: “você vai bater forte no meio”. Ele olhou para mim e riu. Acabou se entregando. Tirei uma opção dele. Não sei se ele iria cobrar no meio, mas acho que ele acabou se desequilibrando - analisou o goleiro.
Ainda radiante pela defesa, Julio César revelou ter se sentido como Fred ou Neymar na hora de um gol.
- Tenho certeza absoluta (que foi como um gol). Para o goleiro, é o auge. Acaba se sentindo como um Neymar, um Fred. A explosão foi nítida no Mineirão. Os  jogadores estavam com caras tristes. No pênalti, existe 90% de chances de a bola entrar. O Mineirão estava calado, tenso. Quando você pega um pênalti, é como um gol. A torcida explode, os jogadores explodem. Todos vieram me abraçar. Isso renova a energia do time. A tensão acaba se tornando alegria e dá mais força - analisou.
Pelo feito, Julio certamente foi um dos heróis no Mineirão. Mas não o único. Autor do gol da vitória aos 40 minutos da etapa final, outro jogador que se acostumou com "momentos de atacante" recebeu elogios do goleiro.
- Em relação ao prêmio, o pênalti me ajudou muito. Mas, se eu pudesse, cortaria o troféu no meio e daria metade ao Paulinho. Como não posso fazer isso, já que iria ficar feio, espero que ele ganhe na final. O Paulinho tem feito um ótimo trabalho. É um meio-campo artilheiro. É incrível a presença de área dele - ressaltou o goleiro brasileiro.
A seleção brasileira embarca na tarde desta quinta-feira para o Rio de Janeiro. No domingo, o Brasil decide a Copa das Confederações, no Maracanã, contra o vencedor do duelo entre Espanha e Itália, que se enfrentam às 16h desta quinta, com transmissão ao vivo da TV Globo e do GLOBOESPORTE.COM
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NOTICIAS

A CRÔNICA
por Alexandre Alliatti, Carlos Augusto Ferrari, Roberto Leite e Victor Canedo
O pacto entre a Espanha e a bola é de uma firmeza que nem a Itália, com tanta tradição, tanta camisa, tanta bravura, consegue romper. Foi com um sofrimento ao qual não está acostumada que a Roja alcançou classificação para a final da Copa das Confederações nesta quinta-feira, no Castelão, em Fortaleza. A vitória não saiu no tempo normal, tampouco na prorrogação. Os campeões do mundo tiveram que recorrer aos pênaltis para não perder um pedaço de seu reinado. Venceram por 7 a 6. Agora, caberá ao Brasil desafiar o talento espanhol. A final é domingo, no Maracanã.
Espanha Itália Castelão (Foto: Andre Durão)Festa espanhola no Castelão: classificação com o sofrimento dos pênaltis (Foto: Andre Durão)
A Itália encarou a Espanha de frente. Em alguns momentos, foi superior – em quase todo o primeiro tempo, por exemplo. Teve repetidas chances de gol e até uma bola na trave antes de perder a força, perder as pernas. Mas são tempos de sinergia entre a Roja e os deuses que mandam no futebol. Se o gol não saiu nos minutos finais da prorrogação, e era justo que saísse, ficou guardado para as cobranças finais.

Os primeiros cinco batedores de cada equipe acertaram: Candreva, Aquilani, De Rossi, Giovinco e Pirlo para a Itália. Xavi, Iniesta, Piqué, Sergio Ramos e Mata para a Espanha. Na série alternada, mais precisão: Montolivo para a Azzurra, Busquets para a Roja. E aí Bonucci errou para a Itália. Coube a Navas fazer o gol da classificação. Foi um golpe duro para os italianos, que já haviam sido eliminados pela Espanha nos pênaltis nas quartas de final da Eurocopa de 2008.
Maggio, onipresente em uma Itália superior
Casillas, Espanha x Itália (Foto: AP)Maggio dá peixinho, e Casillas salva (Foto: AP)
Antes que se caia no mais do mesmo, na armadilha de simplesmente esparramar os dados de posse de bola (uma tentação em jogos da Espanha), vale o alerta: a Itália arriscou nove vezes a gol no primeiro tempo; sua adversária, apenas duas. O número avisa que os 62% de controle da Roja na etapa final não significaram soberania. A Azzurra foi mais aguda. Foi mais vertical. Otimizou o pouco tempo em que teve a bola. Relativizou os espaços do campo com jogadas longas, com inversões. E com a onipresença de Maggio.
O ala do Napoli engoliu seu marcador, o lateral-esquerdo Jordi Alba. Ele participou ativamente de cinco chances de gol dos italianos. Foram todas desperdiçadas, uma depois da outra – ora por mérito de Casillas, ora por imperícia na conclusão. A torcida, amplamente favorável aos italianos, quase teve um surto coletivo no Castelão.
A Espanha começou melhor. Pedro teve duas chances sequenciais, em batidas cruzadas da direita. Mas a Itália logo avisou que seria um péssimo osso para se roer. E quase sempre com Maggio. Ele cabeceou para fora, em cruzamento de Pirlo; ele apareceu livre na direita e alçou para Gilardino completar para fora; ele recebeu lançamento em profundidade e foi abafado por Casillas; ele, de cabeça, acionou Marchisio, que mandou de peixinho para fora; e ele mesmo (incrível!), também de peixinho, perdeu gol feito. O goleiro salvou mais uma.
Pirlo e Xavi, Espanha x Itália (Foto: AFP)Duelo de maestros: observado por Xavi, Pirlo faz o passe (Foto: AFP)
A Espanha pareceu mais estática do que o normal, e acusar o forte calor cearense pode ser injustiça – afinal, a Itália também padeceu com os mais de 30 graus em Fortaleza. A consequência da menor mobilidade foi a pobreza ofensiva de um time acostumado a encantar. Chance de gol mesmo, daquelas claras, a Roja só teve uma no primeiro tempo, quando Fernando Torres girou sobre a marcação e mandou para fora.
Segundo tempo
Piqué, Espanha x Itália (Foto: André Durão)Piqué perde gol claro: emoção em Fortaleza
(Foto: André Durão)
As duas equipes deram à luz um segundo tempo diferente. A Itália se tornou menos agressiva. A Espanha ficou mais compacta, melhor fechada, mas sem a capacidade costumeira de tontear o adversário. Ficou um jogo mais estudado, um jogo de centímetros.
Chances de gol se tornaram mais raras. E passaram a pender para o lado espanhol. Navas, em campo no lugar de David Silva, bateu cruzado ao receber recuo de Fernando Torres. Buffon pegou. Iniesta fez fila pouco depois e bateu cruzado. Mas nada muito assustador.
O domínio espanhol, porém, durou pouco. A Itália reagiu. Passou a perambular pelo campo de ataque. Mas, a exemplo do rival, sem grandes ameaças. O jogo ficou com ares de prorrogação, como se só algum lance excepcional pudesse mudar seu rumo. Aos 38, quase aconteceu. Fernando Torres envolveu a zaga italiana e acionou Piqué. O zagueiro apareceu como centroavante e mandou por cima.
Prorrogação e pênaltis
Veio a prorrogação, e os nervos ficaram novamente à flor da pele. Os dois times, exaustos, cederam espaços. Giaccherini acertou a trave de Casillas. A Espanha logo reagiu. Piqué e Sergio Ramos, dentro da área rival, tiveram tudo para marcar. De Rossi salvou.
Chiellini e Gilardino prorrogação, Espanha x Itália (Foto: Getty Images)Chiellini é atendido no gramado: zagueiro sofre com cãibras na prorrogação (Foto: Getty Images)
Com o passar do tempo, com o aumento do desgaste italiano, a Espanha cresceu. Os jogadores, tirando forças sabe-se lá de onde, ainda conseguiram tramar jogadas, chegar ao ataque. Mas não tinha jeito. O gol não saía. E se não saiu quando Xavi mandou uma bomba e Buffon espalmou na direção da trave, é porque não entraria mais.
Restaram os pênaltis. E aí deu Espanha. Os goleiros não tiveram vez nas 12 primeiras cobranças. Foram todas impecáveis. Mas Bonucci mandou por cima a sétima batida italiana. Navas marcou. Em meio a vaias, a Espanha fez festa no gramado do Castelão. Festa de finalista, não de campeão. Porque tem jogo domingo. E é no Maracanã. E é contra o Brasil.
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Bonucci perde penalti, Espanha x Itália (Foto: Reuters)Bonucci isola a bola na única cobrança desperdiçada na série de pênaltis (Foto: Reuters)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

CORINTHIANS


Clube divulga comunicado assinado pelo presidente, que garante um time reciclado e competitivo em busca de mais títulos em 2013


Mario Gobbi treino Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Gobbi admite saída de Paulinho, mas diz que novo
Corinthians continuará forte (Foto: Marcos Ribolli)
O torcedor do Corinthians já pode se preparar para ver um novo time em campo no retorno do Campeonato Brasileiro. Pelo menos é o que diz o presidente Mário Gobbi. No fim da manhã desta quarta-feira, o dirigente emitiu um comunicado através do site oficial do clube falando sobre o processo de reformulação que o elenco está passando.
O mandatário do Timão admitiu a saída do volante Paulinho - ele foi negociado com o Tottenham, da Inglaterra -, mas apostou na qualidade de Guilheme e Edenílson para substituir o ídolo da Fiel, recordando processo semelhante ao adotado pelo clube na negociação que levou Elias para o futebol português e deu a oportunidade para o até então desconhecido Jucilei.
Mário Gobbi enalteceu os reforços contratados pelo Corinthians em 2013 e garantiu que o objetivo da equipe comandada pelo técnico Tite continua o mesmo: brigar de igual para igual com os principais rivais nas disputas do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Recopa Sul-Americana.
Além de Paulinho, o Corinthians corre o risco de perder o atacante Emerson, que interessa ao Flamengo. O lateral-direito Alessandro e o zagueiro Chicão ainda discutem renovação de contratos que vencem no fim do ano. Por outro lado, o Timão está perto de fechar a contratação do zagueiro Cleber, da Ponte Preta.
Confira a íntegra do comunicado assinado pelo presidente Mário Gobbi:
Torcedor corinthiano,
Após as conquistas inesquecíveis do Bi Mundial de Clubes da FIFA e do 27º Campeonato Paulista, estamos próximos ao encerramento de mais um ciclo. Aqui no Corinthians, o ciclo planejado vai de agosto a agosto e um novo ajuste está em fase de conclusão para o recomeço que é casado com o término da disputa da Copa Libertadores e a grande janela de transferências do mercado internacional.
Desde o início da temporada, o Corinthians vem se reforçando e, consequentemente, se preparando para o início do novo ciclo. Contratamos Alexandre Pato, Gil, Ibson, Jocinei, Maldonado, Renato Augusto e Walter, e estamos de olho em novas oportunidades que possam aparecer para enriquecer ainda mais o nosso elenco de futebol profissional.
Além das contratações, também sofremos assédio dos principais clubes do mundo sobre alguns de nossos principais jogadores. Fazemos todo o esforço para mantê-los, mas temos que avaliar as boas propostas e entender os objetivos e anseios de vida de cada um de nossos atletas.
Com a saída iminente de Paulinho, confiamos no futebol dos outros volantes que estão sendo preparados há algum tempo, como Guilherme e Edenílson, ou mesmo no recém-contratado Ibson. Acreditamos que eles possam assumir a posição, assim como aconteceu com o próprio Paulinho no lugar do Jucilei. Ou mesmo com o Jucilei na vaga do Elias.
Com a certeza de que brigaremos de igual para igual com todos os outros clubes nas competições que serão disputadas após a Copa das Confederações – Recopa, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro –, vamos trabalhar ao máximo para conquistar novos títulos neste novo ciclo que será iniciado.
Mário Gobbi Filho
Presidente do Sport Club Corinthians Paulist
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A CRÔNICA
Beijinho, beijinho, tchau, tchau! Quando era baixinho, Neymar deve ter curtido o bordão de Xuxa. Agora, criança grande, moleque arteiro, não o esqueceu. Beijinho pra você, Alvaro González! E tchau pra vocês, Uruguai! Foram duas cobranças de escanteio nos minutos finais. Na primeira, o beijo serviu como resposta à provocação do uruguaio. Na segunda, o passe perfeito para o craque Paulinho serviu para aliviar o peito de milhões de brasileiros: vitória por 2 a 1 sobre a Celeste no Mineirão, na semifinal da Copa das Confederações.

Mais coração! Quem achou que seria fácil bater o Uruguai se enganou. Muito mais do que a pressão colocada por Lugano no árbitro Enrique Osses, a Celeste jogou no seu limite. Merece aplausos. Os últimos minutos, com goleiro Muslera na área, tensão nas 57.483 pessoas que foram ao Mineirão, provaram que este duelo é, sim, um dos maiores clássicos do planeta.
O Brasil está na decisão. Superou a velocidade asiática do Japão, a resistência latina do México, a disciplina tática europeia da Itália, e agora passou por um Uruguai que tem tudo isso e mais um pouco. Tem raça, história, respeito, Cavani, Suárez, Lugano... Mas o Brasil foi mais. Talvez tenha sido menos time, mas foi maior nos braços de Julio César, mais decisivo no lançamento e na cabeçada de Paulinho, mais oportunista na inteligência de Fred, mais genial em Neymar.
Paulinho gol Brasil Uruguai (Foto: AFP)Herói da partida, Paulinho comemora seu gol, decisivo para a vitória brasileira (Foto: AFP)
Mas o Brasil está na final. Que nos perdoem os jogadores que terão pela frente craques como Iniesta, Xavi e companhia, mas o mundo clama por um duelo contra a Espanha. A Seleção jogará a final no próximo domingo, às 19h, no Maracanã, contra o vencedor do duelo entre La Roja e a Itália, que se enfrentam na quinta-feira em Fortaleza. O Uruguai vai a Salvador tentar o terceiro lugar diante de quem perder o clássico europeu.
Entretanto, se o Mineirão lotado comemorou a vitória sobre o Uruguai, do lado de fora do estádio milhares de pessoas fizeram mais um dia de protestos pelas principais vias de Belo Horizonte. Com as ruas no entorno do Mineirão fechadas, manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar de Minas Gerais. A cobertura completa você acompanha no G1.
Verde, amarelo e vermelho
Poucas cores são tão tradicionais no futebol mundial quanto a amarelinha do Brasil e a Celeste uruguaia. Mas quis o destino que o vermelho brilhasse no primeiro tempo. A cor da roupa, do coração e do sangue que corre nas veias de Julio César, inflamado desde que a torcida mais uma vez assumiu para si o hino nacional. Enquanto o Mineirão cantava, ele balançava os companheiros. Era quase um aviso: "Hoje é comigo!"
Quando David Luiz puxou Lugano dentro da área e o árbitro chileno Enrique Osses deu pênalti, aos 12 minutos, o estádio silenciou. Coube ao goleiro, que tanto gosta do barulho dos torcedores, levá-los ao delírio ao defender no canto esquerdo. Julio deu seus passinhos à frente, saiu antes. Forlán foi mal. Olhou só para a bola. Se levantasse a cabeça, tocaria no outro canto e faria o gol.
Fred gol Brasil jogo Uruguai (Foto: Getty Images)De canela, Fred completa para o gol e abre o placar para o Brasil (Foto: Getty Images)
O Brasil levou mais de 20 minutos para chegar à área celeste. E quando conseguiu pouco fez. O Uruguai ficou menos com a bola, mas foi mais perigoso, como no belo chute de Forlán que passou ao lado do gol. O “1” e o “9” estavam fora do jogo. Julio orientava e pedia concentração. Fred se esforçava para compor a marcação e rezava por uma bolinha. Uma só...
E bastou que ela passasse pelos pés de quem a trata melhor para chegar ao centroavante. O lançamento de Paulinho, o domínio e o chute de Neymar entortaram a firme marcação dos bicampeões mundiais. Muslera defendeu a primeira tentativa, mas ela sobrou para Fred. Quietinho, mineirinho, no lugar certo como sempre. Certeiro como sempre: 1 a 0.
Como todo bom Brasil x Uruguai, o primeiro tempo teve um chute de Luiz Gustavo no estômago de Rodríguez, a camisa esgarçada de Lugano e o nariz de Paulinho sangrando. O segundo tempo prometia.
Neymar beijo Brasil Uruguai 2 (Foto: Reprodução SporTV)Neymar manda beijo para González antes de
cobrar escanteio (Foto: Reprodução SporTV)
O beijo, o passe e o gol
Prometia mesmo! Quem resolveu comer o famoso tropeiro no intervalo pode ter perdido o gol de Cavani. Até então, ele brilhara mais na marcação do que no ataque. Mas, aos dois minutos da etapa final, ele não perdoou o vacilo coletivo da defesa, em que David Luiz errou o chutão, Thiago Silva tentou sair jogando em lugar errado e Marcelo perdeu a bola. Nem o homem de vermelho seria capaz de impedir. Tudo igual no Mineirão: 1 a 1.
O Monstro se redimiu logo em seguida ao evitar que a bola de Suárez chegasse à cabeça de Forlán. A cor do jogo no momento era celeste. O som do Mineirão era um bom termômetro. E ele saiu do silêncio para ir quase abaixo quando Felipão chamou Bernard, xodó do Atlético. Hulk saiu vaiado pela primeira vez na Copa das Confederações.
Entre um sufoco e outro, um quase gol contra de Thiago Silva, e bolas e mais bolas levantadas por Forlán, o melhor jogador da última Copa do Mundo, Bernard achou Fred. Ele, que sempre espera por uma chance, dessa vez não aproveitou e chutou por cima. Absolutamente tudo poderia acontecer.
A entrada do pupilo de Felipão melhorou a Seleção. Até surgiu uma tabela, raríssima até então. A boa jogada de Neymar e Oscar parou nas mãos de Muslera.
Cavani gol Uruguai Brasil Mineirão (Foto: Reuters)Cavani festeja: artilheiro empatou o jogo para o Uruguaio no início do segundo tempo (Foto: Reuters)
Os minutos passavam cada vez mais rapidamente e a vontade de ganhar se tornou medo de perder. Principalmente depois que um chute desviado de Cavani passou rente à trave de Julio César. Mas Neymar ainda precisava retribuir o lançamento de Paulinho. Aquele, perfeito, que originou o gol no primeiro tempo.
Foram duas cobranças de escanteio. Na primeira, Neymar foi provocado por Alvaro González e mandou beijinhos ao uruguaio. Na segunda, aos 40 minutos, mandou um golpe no peito de toda Celeste, uma bola na cabeça de Paulinho. A cabeça, que tantas alegrias já deu ao Corinthians, dessa vez alegrou o Brasil. E o camisa 10, com a "dívida" paga, deixou o gramado nos acréscimos, aplaudido no mesmo estádio que o vaiou no amistoso contra o Chile, há dois meses.
Agora, só falta um jogo! E que venha a Espanha...
Paulinho gol Brasil Uruguai (Foto: Reuters)Jogadores vibram com a torcida após a classificação (Foto: Reuters)

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Técnico fica a maior parte do tempo em pé, acompanha lance a lance de perto e transforma um Brasil antes duvidoso em, mais uma vez, vencedor


O jogador da seleção brasileira que olhasse de dentro do campo para o banco de reservas durante o duelo entre Brasil e Uruguai nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, não pensaria duas vezes para dividir uma bola. A vibração e a participação de Felipão contaminavam. Tal como um maestro, o técnico regeu, à beira do campo, o tom dos 90 minutos no Mineirão, na semifinal da Copa das Confederações.
- A minha participação é a que sempre tive. Eu vibro, participo, eu gosto. Recebi agora pouco um elogio do Marco Aurélio Cunha (ex-dirigente do São Paulo). Ele me disse que a vibração da comissão técnica e dos jogadores faz com que ele sinta orgulho da Seleção. Isso é um elogio - disse o técnico.
Felipão entrou em campo sorrindo, depois de cumprimentar o técnico do Uruguai, Óscar Tabárez. Mas não foi tão fácil ver os dentes do treinador da seleção brasileira durante o primeiro tempo. A forte marcação do adversário incomodou quem estava em campo e também àqueles que olhavam do banco de reservas.

Chateado, o pentacampeão se escorou no teto do banco de reservas, abriu os braços, lamentou. Mas a defesa de Julio César na cobrança de Forlán foi comemorada por Scolari como se fosse um gol. Segundos depois, ele se dirigiu ao quarto árbitro e reclamou. Algo que o treinador fez esporadicamente no jogo.
Não à toa, Felipão levantou com apenas cinco minutos de bola rolando e foi para a área técnica. De braços cruzados e olhando no relógio o tempo todo, o técnico da Seleção esperava um ataque do Brasil. Demorou. Antes disso, surgiu um pênalti para o Uruguai – David Luiz puxou Diego Lugano na grande área.
Felipão comemoração Brasil Uruguai (Foto: Getty Images)Perto de Neymar, a euforia do 'maestro' Felipão com gol brasileiro: vitória chega com suor (Foto: Getty Images)
Participativo, Felipão andou de um lado para o outro na área técnica. Como se tivesse pedindo a bola, acompanhando lance a lance. Voltou para o banco aos 23 minutos. Sentou e ficou calado. Mas durou pouco. Um minuto depois, o comandante verde e amarelo estava de novo dando instruções.
Aliás, irritou-se com a falta de entendimento dos jogadores e voltou novamente ao banco, reclamando. Ficou lá por cinco minutos. E quando voltou, teve a chance de ver, de pé, com ótima visão, o gol marcado por Fred. Na comemoração, punhos cerrados para cima e um olhar para a torcida mineira.
Felipão, no entanto, teve motivos de sobra para se irritar logo no início do segundo tempo. Principalmente depois do passe errado de Thiago Silva, dentro da área, que originou o gol de empate do Uruguai. "Dá um bico!", reclamou. Intercalando as mãos nos bolsos com os braços cruzados, o técnico andou para lá e para cá pensando numa alternativa.
Mosaico Felipão jogo Brasil Uruguai (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)Tenso no início, Felipão, depois já de pé, orienta Neymar e Hulk. Tal como um maestro, vibra com a harmonia da equipe que termina em gols e vai abraçar Paulinho, o herói da partida (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)
Pediu insistentemente para a seleção brasileira avançar e acionar mais Neymar. Resolveu, então, atender a um pedido recorrente da torcida mineira: Bernard. Ao fazer o sinal para o atacante do Atlético-MG deixar o aquecimento e partir para o campo, Felipão levou os torcedores à loucura.
Felipão comemoração Brasil Uruguai (Foto: Reuters)Felipão com punhos cerrados da vitória (Foto: Reuters)
Com Bernard em campo, o técnico da Seleção viu o time mais adiante, como queria. O garoto abriu mais espaços e acelerou a partida. Mas a agitação de Felipão à beira do campo era o reflexo da dificuldade que o Brasil enfrentava. Ele não conseguia mais sentar no banco de reservas. Estava agitado.
E também não sentaria mais. Não depois de Neymar bater escanteio com perfeição e a bola encontrar a cabeça de Paulinho, o volante-artilheiro: 2 a 1. Como um guerreiro, Felipão cerrou novamente os punhos, levantou os braços para cima e gritou. Gritou como quem está na final da Copa das Confederações. Depois, reconheceu ter vivido uma das partidas mais tensas e emocionantes de sua carreira. E fez questão de aumentar a família Scolari na hora de dividir os méritos do triunfo.
- Nos últimos dez anos, depois da Copa do Mundo, acho que foi o jogo mais emocionante. Posso me lembrar de um Coritiba e Palmeiras, na Copa do Brasil, mas hoje os jogadores fizeram pela torcida. Ela foi fundamental, fez com que a gente superasse as dificuldades. Foram os torcedores que carregaram o time. É bom saber que Belo Horizonte também nos recebe de forma calorosa
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