quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SERIE B

RESUMÃO

  • O JOGO
    Foi um empate com gosto amargo tanto para o Macaé como para o Náutico. Assim que o juiz apitou, o resultado deixou os cariocas fora da zona de rebaixamento e os alvirrubros no G-4. Mas o complemento da rodada deve fazer com que eles sejam ultrapassados pelos concorrentes tanto na parte de baixo como na parte de cima da tabela. Douglas Assis marcou para o Macaé e Ronaldo Alves descontou para o Timbu. Ninguém ficou satisfeito.

  • DESTAQUEMÃO BOBA!
    Aos 30 minutos do segundo tempo, o Macaé teve um pênalti a seu favor, mas poucos viram. Douglas, do Náutico, acabou colocando a mão na bola dentro da área e foi flagrado pelas câmeras. Um ou outro jogador do time carioca que estava mais perto reclamou de forma acintosa, mas a arbitragem fez pouco caso.
  • DESTAQUERONALDO ALVES
    Se as coisas não caminharam bem para o Náutico ante o Macaé, vão muito bem pelo menos individualmente para Ronaldo Alves. Na mesma semana que completou 100 partidas pelo clube - na vitória de 2 a 0 sobre o Paraná - ele marcou o gol de empate no seu jogo de número 101. 
  • DESTAQUEPRIMEIRO GOL
    Douglas Assis marcou o seu primeiro gol na Série B e abriu o placar para o Macaé na partida. Mas acabou não dando certo depois. O Náutico empatou o jogo e a noite poderia ter sido melhor para o zagueiro.

SERIE B

CRB vence o Paraná Clube por 2 a 0 em noite do artilheiro Zé Carlos

Com gol do artilheiro da Série B e de Clebinho, time alagoano faz dever de casa e bate o Tricolor paranaense, que segue com risco de rebaixamento na competição

Por Maceió
Em jogo com várias chances de gol dos dois lados, o CRB levou a melhor sobre o Paraná Clube e bateu o time paranaense por 2 a 0, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. Quem brilhou mais uma vez foi o atacante Zé Carlos, que deixou a sua marca no duelo e se isolou ainda mais na artilharia da Série B. 

Com o resultado, o time alagoano chegou aos 50 pontos ganhos e ocupa a 11ª posição. Enquanto o Tricolor, com 43 pontos, na 13ª colocação, ainda precisa de uma vitória nos próximos três jogos para eliminar qualquer risco de rebaixamento.

Na próxima rodada, o Paraná Clube encara o América-MG, neste sábado, às 21h (horário de Brasília), na Vila Capanema. No mesmo dia, o CRB enfrenta o Náutico, às 17h30, na Arena Pernambuco.
Zé Carlos, CRB x Paraná (Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas)Zé Carlos abre o placar para o CRB  (Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas)

O jogo

 A partida começou com o Paraná Clube dominando a posse de bola, mas com dificuldades de chegar a meta do time alagoano. Enquanto isso, o time da casa assustava o goleiro Marcos com o centroavante Zé Carlos. E foi justamente ele que abriu o placar da partidas. Aos 38 minutos, após excelente troca de passes do ataque do CRB, o artilheiro da Série B invadiu a área e chutou cruzado para a festa da torcida no Estádio Rei Pelé.

No segundo tempo, o time da casa tentava controlar a partida, enquanto o Paraná, modificado pelo técnico Fernando Miguel, tentava permanecer no campo de ataque em busca do gol de empate. No entanto, sem poder ofensivo, o Tricolor não conseguia reverter a posse de bola e chances reais de gol. Já nos acréscimos da partida, aos 46 minutos, Maxwell puxou contra-ataque, chutou cruzado, Marcão espalmou e a bola sobrou nos pés de Clebinho, que com calma, só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes e definir o placar em Maceió.





NOTICIAS

Mika Hakkinen acelera protótipo pelas ruas de São Paulo durante filmagem

Bicampeão guiou misto de F-1 com "Batmóvel" pelas ruas da Zona Sul paulista em gravação de vídeo com surfista brasileira Silvana Lima para famosa marca de uísque

Por São Paulo
Mika Hakkinen acelera em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Mika Hakkinen acelera em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)

Às vésperas do GP do Brasil deste fim de semana, um ronco alto de motor atraía quem passava pela esquina das ruas Atílio Innocenti e Juscelino Kubitschek, na Zona de Sul de São Paulo, na madrugada de terça para quarta-feira. E os curiosos que pararam para ver o que o que se tratava se depararam com uma grata surpresa. Das sombras surgia nada menos que o bicampeão mundial Mika Hakkinen acelerando um protótipo semelhante a um Fórmula 1, com cara de F-E, e que lembrava também um "batmóvel" pelas ruas da capital paulista durante filmagens de um vídeo publicitário da famosa marca de uísque da qual é embaixador. A surfista Silvana Lima, representante brasileira na elite do surfe mundial, também participou da gravação. 
Mika Hakkinen em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Mika Hakkinen em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)

Diversas pessoas acompanharam a gravação de Mika Hakkinen (Foto: Marcos Ribolli)Diversas pessoas acompanharam a gravação de Mika Hakkinen (Foto: Marcos Ribolli)
Diversos curiosos pararam para ver a gravação. "Que potente esse motor!", disse um espantado taxista que passava no local. A filmagem faz parte da campanha #HojeNãoDirijo, da Johnnie Walker, que tem como objetivo estimular o consumo responsável de bebidas alcoólicas pagando corridas de táxi para quem participa da ação nas noites de sábado para domingo. O vídeo, com imagens feitas ao redor do mundo, será lançado em dezembro, no estádio de Wembley, em Londres. 
Mika Hakkinen em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Mika Hakkinen em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Simpático e muito menos tímido que na época da Fórmula 1, Mika falou brevemente com os jornalistas presentes, mas apenas sobre a campanha, e não pôde dar entrevistas. 
- É um prazer estar de volta a São Paulo. É um dia muito especial. Estamos fazendo essa campanha há muitos anos, com muito sucesso - falou o finlandês que tem duas vitórias em Interlagos, em 1998 e 1999, ano de seus dois títulos mundiais.
Surfista Silvana Lima participou da gravação de vídeo com Mika Hakkinen (Foto: Marcos Ribolli)Surfista Silvana Lima participou da gravação de vídeo com Mika Hakkinen (Foto: Marcos Ribolli)
Na cena filmada nesta madrugada, Hakkinen chegava com seu potente carro em frente a um bar, para surpresa dos clientes. Dentre as pessoas que se aglomeravam para receber o bicampeão, Silvana Lima surgia com um capacete e entregava para um “felizardo” que pegava uma carona no bólido, adaptado para dois lugares. Ao final da gravação, sobrou até uma carona para o repórter que vos escreve. Por poucos metros. Mas o suficiente para sentir uma pitada da adrenalina que os pilotos sentem sempre que pisam fundo com o pé do acelerador.
- Deve ser como andar em uma montanha-russa. Deixa quieto! - brincou Silvana Lima, que não quis pedir uma carona com Hakkinen - Recebemos um convite para participar, achamos até que era trote. Eles gostaram do meu sorriso! Gostei bastante de participar. Só de ver o Mika de perto é sensacional. E o barulho do carro? Fora do normal. Uma velocidade alucinante em poucos metros. Maravilhoso! Me sinto honrada em fazer parte desse time, com nomes como Mika e Button (também embaixador da marca) - disse a surfista.
O GP do Brasil de Fórmula 1 será realizado de 13 a 15 de novembro, em Interlagos.
Mika Hakkinen em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Mika Hakkinen em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Mika Hakkinen em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Raphael Castello/AgNews)Mika Hakkinen em filmagem nas ruas de São Paulo (Foto: Raphael Castello/AgNews)
Horários Circuito corrida GP Brasil (Foto: Globoesporte.com)
Horários corrida GP Brasil (Foto: Globoesporte.com)

SERIE B

Pode comemorar, torcedor! Botafogo vence o Luverdense e está na Série A

Em jogo sem brilho, Ronaldo marca o único gol no Estádio Passo das Emas, com assistência de D. Carvalho. Alvinegro garante acesso com 3 rodadas de antecedência

Por Lucas do Rio Verde, MT
Foram quatro horas e meia de voo. Mais duas horas de ônibus. Mais de 2,2 mil quilômetros de distância da cidade natal do Botafogo a Lucas do Rio Verde, no interior do Mato Grosso. O caminho foi longo. Ele começou lá em 2014, em 30 de novembro, quando Leandro Damião marcou dois gols na Vila Belmiro e decretou: o ano alvinegro será na Série B. Foram 345 dias esperando. Finalmente, é possível respirar aliviado. Ufa. E gritar: "Estamos de volta!". Com gol de Ronaldo contra o Luverdense, o Botafogo está na Série A do Campeonato Brasileiro 2016. Para nunca mais sair, esperam os torcedores.
Ronaldo Botafogo x Luverdense (Foto: Vitor Silva / SSPress)Ronaldo marcou o único gol da partida. O suficiente para garantir o retorno à Série A (Foto: Vitor Silva / SSPress)

O Botafogo é o primeiro time a garantir vaga à Série A. É líder da Série B, com 68 pontos. No sábado, às 17h30 (de Brasília), enfrenta o Santa Cruz no Nilton Santos, partida que pode sacramentar também o título da competição. O Luverdense, por sua vez, está em 10º, com 51 pontos. Na sexta, encara o Paysandu no Mangueirão às 21h.
O acesso não veio com a atuação de gala que a torcida queria. Longe disso. Foi uma partida fraca tecnicamente. O Luverdense foi a campo bem encaixado, marcando bem e desarmando, impedindo o prosseguimento das jogadas alvinegras. Daniel Carvalho, truncado, pouco conseguiu fazer. Quando conseguiu, deu a assistência para o gol de Ronaldo. Já nos acréscimos da partida, Neilton sofreu pênalti e pediu para converter. Mas errou, desperdiçou a chance de ampliar o resultado. Para o torcedor que marcou presença no Estádio Passo das Emas, nada disso importa. Bom mesmo é festejar! O gol de Ronaldo foi mais do que o suficiente, 1 a 0 no placar e a vaga na Série A.
Comemoração Botafogo x Luverdense (Foto: Vitor Silva / SSPress)Festa dos jogadores reservas junto de Ronaldo no primeiro gol do Botafogo contra o Luverdense (Foto: Vitor Silva / SSPress)
O nome do acesso
O Botafogo esperava a classificação contra o Criciúma, no último sábado. Ronaldo acertou a trave em três oportunidades - sendo duas no mesmo lance. O capricho implicou com o alvinegro. E Maurinho chegou para estragar a festa. Três dias depois, Ronaldo deixou a trave para lá. Viu só a rede. E colocou a bola onde ela deve estar. 

Campanha consistente
Se a torcida cobrou melhores atuações em campo, a campanha do Botafogo em números não há do que se queixar. O time nunca esteve fora do G-4, e liderou 27 das 35 rodadas até aqui. O Bota conquista o acesso com três rodadas de antecedência, é a equipe que mais venceu - 20 jogos - e é a que menos perdeu - apenas sete partidas.

SERIE B

Santa Cruz mostra força, derrota o Oeste e se firma no G-4 da Série B

Tricolor joga bem, vence o Rubrão por 3 a 1 e ganha força na luta pelo acesso à Série A do Brasileiro. Derrota faz o Rubro-negro ficar mais ameaçado pelo rebaixamento

Por Recife


O Santa Cruz continua forte na briga pelo acesso. Diante do Oeste, nesta terça-feira, no Arruda, a Cobra Coral jogou o suficiente para bater o adversário com facilidade por 3 a 1, gols de Daniel Costa, Danny Morais e Luisinho para os donos da casa. Rafael Martins descontou. O resultado é bom para o Tricolor e péssimo para o time paulista. Com o resultado, o time de Marcelo Martelotte se manteve na quarta posição, mas aumentou a distância para o quinto colocado: antes estava empatado com o Náutico com 55 pontos. Agora, está um ponto na frente do Sampaio Corrêa, que tem 57. O Oeste, por outro lado, caiu para 15º, com 42. Três a mais que o Macaé, que abre a zona de rebaixamento.
Na próxima rodada, o Tricolor viaja para encarar o Botafogo, no Rio de Janeiro. O duelo está marcado para as 17h30 (horário de Brasília) deste sábado, no Engenhão. Um dia antes, o Oeste recebe o Criciúma, no estádio José Liberatti. A partida acontece às 21h. 
Santa Cruz x Oeste (Foto: Aldo Costa / Pernambuco Press)Daniel Costa comandou a vitória coral sobre o Oeste (Foto: Aldo Costa / Pernambuco Press)

Cercado de expectativa, o duelo entre Santa Cruz e Oeste não empolgou nos primeiros minutos. Sem Grafite e Vítor, a equipe de Marcelo Martelotte sentiu o desgaste físico do duelo diante do Bahia, no sábado. Os visitantes também não fizeram uma bela atuação, é verdade, mas se aproveitaram do visível nervosismo dos mandantes para incomodar no início do jogo. O problema é que não souberam aproveitar o momento de superioridade. Falta de pontaria que não faz parte do vocabulário de Daniel Costa, que precisou apenas de uma falta aos 22 minutos para abrir o placar. A partir dali, o Tricolor se soltou e passou a controlar as ações. Chegou a ampliar o placar com Danny Morais antes do intervalo e desceu aos vestiários com boa vantagem no marcador.
Em desvantagem no placar,o técnico Renan Freitas não teve alternativa senão mandar sua equipe para frente. Ao Santa Cruz, coube "cozinhar" o duelo e administrar o resultado. A equipe do Arruda sofreu alguns sustos - dois lances de perigo com Renan Mota. Mas não teve muito trabalho para segurar o pouco inspirado Oeste. E ainda ampliou, com Luisinho, e fechou o placar. O terceiro gol tranquilizou os tricolores. Trocando passes e sem qualquer tipo de preocupação com o fraco rendimento do adversário, o time de Marcelo Martelotte fez o tempo correr. A passividade coral abriu espaço para o Rubrão, que acabou descontando com Rafael Martins, aos 42 minutos. A partida se encaminhava para o final, quando o zagueiro Daniel Gigante não gostou de uma provocação do meio-campo Lelê, que fez malabarismo com a bola, e acabou expulso. Após o cartão vermelho, o defensor ainda tentou agredir o atleta coral, mas foi contido pelos companheiros

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SERIE B

Empate na Fonte Nova complica Bahia e decreta o rebaixamento do ABC

Tricolor vacila outra vez em casa e desperdiça chance de colar nos quatro primeiros colocados da Série B. ABC mostra valentia, mas vai disputar a Série C em 2016

Por Salvador
Frustração é apenas umas das palavras que podem ser usadas para definir o sentimento de Bahia e ABC após o empate em 2 a 2, na Arena Fonte Nova. Basta olhar a tabela e executar contas simples para entender o motivo. O resultado da partida, disputada na noite desta terça-feira, deixa o Tricolor ainda mais longe do acesso e rebaixa o Mais Querido para a terceira divisão do futebol nacional. Uma noite melancólica, para ser esquecida por baianos e potiguares. 
A três rodadas do fim da Série B, o Bahia é o sétimo colocado e está distante três pontos do quarto colocado, o Santa Cruz. Vencer na próxima rodada, contudo, não é o suficiente para voltar ao G-4, já que o Tricolor baiano tem número de triunfos inferior ao dos pernambucanos. O ABC, que ocupa a 18ª posição, tem 29 pontos, 11 a menos do que o Ceará, primeira equipe fora da zona do rebaixamento. Restam apenas nove pontos em disputa. 
O ABC volta a campo na sexta-feira. A equipe encara o Mogi Mirim, às 21h (horário de Brasília), no Frasqueirão. Depois de dois jogos em casa, o Bahia sai para encarar o Boa Esporte no sábado, às 17h30, no Municipal de Varginha.
Bahia x ABC Série B (Foto: Estadão Conteúdo)Bahia e ABC ficaram no empate na Arena Fonte Nova (Foto: Estadão Conteúdo)

Gols, insatisfação e vaias na Fonte 
O Bahia entrou em campo “mordido”, como se diz na gíria. Era nítido que a derrota diante do Santa Cruz, nessa mesma Arena Fonte Nova, ainda mexia com o brio dos jogadores. Para não dar nova chance ao azar, os donos da casa partiram para cima. Com um minuto, Roger já perdia grande chance de abrir o placar. Convivendo com o fantasma de um rebaixamento dado como certo, o ABC não se intimidou com a pressão e tentou chegar pelo lado esquerdo de ataque, aproveitando espaços entre o lateral Cicinho e Gabriel Valongo. Mas foi mesmo o Tricolor que balançou as redes. Kieza, sempre ele, aproveitou boa jogada de Eduardo e abriu o marcador. O gol deu uma acalmada no ânimo dos baianos, que praticamente pararam de jogar. Melhor para a equipe potiguar que, com cada vez mais espaço, passou a incomodar. O empate veio com Pingo, que acertou um belo chute de fora da área.  
O gol do ABC dividiu os torcedores. Enquanto alguns tentavam apoiar, outros não poupavam nas vaias. O principal alvo das queixas foi o lateral Cicinho, que não gostou e fez um gesto com as mãos como quem diz: “Podem vaiar mais”. A atitude enfureceu a torcida, que continuou pegando no pé do atleta. Até o técnico Charles, que tentou defendê-lo, foi vaiado. Dentro de campo, o Bahia não fazia por merecer outro gol, mas acabou marcando com Roger, aproveitando outra assistência de Eduardo. A alegria do torcedor do Bahia durou pouco. Valente, o Mais Querido chegou novamente ao empate com Bismark, que recebeu de Ronaldo Mendes, driblou o goleiro e mandou para as redes, isso aos 41 minutos. Ao final da primeira etapa, vaias. Muitas vaias. 
Fim de jogo melancólico na Fonte 
A alegria do torcedor do Bahia começou antes de a bola rolar, quando o placar anunciou a troca de Cicinho por Railan. Embalados pelos gritos de “Eu acredito!”, o time da casa tentou pressionar, porém sem o mesmo ímpeto do primeiro tempo. Ainda assim, o Tricolor criou ótimas oportunidades. A primeira em uma cabeçada de Roger que Saulo fez grande defesa. A segunda, uma chance de tirar o fôlego da torcida. Tiago Real puxou contra-ataque e passou para Maxi. O argentino, sozinho, invadiu a área e deu um toque por cima do goleiro. A bola saiu caprichosa pela linha de fundo. O desespero ofensivo do Bahia, que muitas vezes atacava sem organização, deixava espaços. E o ABC mantinha o contra-ataque engatilhado. O que faltava era um pouco de capricho no momento de definir a jogada. Reginaldo desperdiçou ótima chance de virar o placar após passe de Romarinho. A tônica do jogo não mudou. O Bahia atacava desordenadamente. O ABC não tinha pernas para aproveitar os espaços e matar o jogo. E assim foi até o apito final de Heber Roberto Lopes. Um fim de jogo melancólico para baianos e potiguares.

CORINTHIANS

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