segunda-feira, 16 de novembro de 2015

NOTICIAS

Em alta: Gabigol vira vice-artilheiro, 
e Felipe Anderson se firma no meio

Após amistosos contra os EUA, dupla cresce na seleção olímpica. Rodrigo Ely é elogiado e Rodrigo Caio recupera espaço. Kenedy, Dória e Gabriel Jesus descem

Por Belém, Pará
Gabriel gol Brasil Estados Unidos (Foto: Felipe Schmidt / GloboEsporte.com)Gabriel abraça Rodrigo Caio após marcar sobre EUA (Foto: Felipe Schmidt / GloboEsporte.com)
Bastaram quatro jogos para Gabriel virar o vice-artilheiro da seleção olímpica desde o início da preparação, em setembro do ano passado. O atacante do Santos, que marcou mais duas vezes na goleada por 5 a 1 sobre os Estados Unidos, chegou a seis gols pela equipe, contra sete de Vinícius Araújo, e manteve-se em alta na equipe brasileira após mais uma data Fifa. 
- Acho que isso é natural. Não busco ser o artilheiro. Quero ajudar o time. Consegui fazer mais dois gols, mas o importante é criar entrosamento e buscar espaço dentro de campo para um ajudar o outro – disse o atacante após a partida. 
Além de Gabriel, outro que volta para seu clube em alta é Felipe Anderson. Consolidado como o armador centralizado no esquema de Rogério Micale, o meia do Lazio teve boas atuações nos dois jogos contra os Estados Unidos. Na segunda partida, foi decisivo ao marcar dois gols. 
- É um momento bom. Estou conseguindo me firmar bem, manter a regularidade com boas atuações. O entrosamento com a equipe é muito importante, e a vitória foi para fechar um ano muito bom – analisou o jogador. 
Felipe Anderson gol Brasil Estados Unidos (Foto: Felipe Schmidt / GloboEsporte.com)Felipe Anderson festeja seu gol sobre os Estados Unidos (Foto: Felipe Schmidt / GloboEsporte.com)
Outros nomes deixaram boa impressão nos amistosos contra os Estados Unidos. O zagueiro Rodrigo Ely, que chegou a ser capitão no primeiro jogo, após a expulsão de Dória, agradou a comissão técnica pela seriedade. Rodrigo Caio, que perdeu a vaga de titular, foi um dos melhores em campo na segunda partida e ainda jogou como zagueiro na reta final – um teste que Micale buscava fazer. 
Kenedy joga pouco, e Dória ganha apoio após erro
Por outro lado, alguns jogadores não conseguiram aproveitar bem os amistosos. O principal deles foi o atacante Kenedy, mais por azar do que por questão técnica. Reserva no primeiro jogo, no qual atuou poucos minutos, o atleta do Chelsea seria titular na segunda partida, mas sofreu uma indisposição estomacal e sequer foi relacionado. 
Kenedy Brasil sub-23 seleção olímpica (Foto: Felipe Schmidt)Kenedy durante treino: atacante jogou pouco e teve indisposição estomacal (Foto: Felipe Schmidt)
Dória também voltará para seu clube podendo ter feito mais. Capitão da seleção olímpica, ele falhou no primeiro jogo, ao perder a bola na defesa, cometer pênalti e ser expulso. O técnico Rogério Micale defendeu o atleta após o jogo, e os próprios companheiros o apoiaram, ainda no vestiário, quando o defensor ensaiou um pedido de desculpas. 
Gabriel Jesus também não esteve tão bem. Após marcar duas vezes nos amistosos em Manaus, o garoto passou em branco contra os Estados Unidos e teve atuação apagada quando foi titular no primeiro jogo. 

SÃO PAULO

Com Milton Cruz, São Paulo deve priorizar formação mais cautelosa

Nos jogos em que comandou a equipe no ano, após a saída de Muricy Ramalho, interino apostou em formações de mais marcação em vez de mandar time ao ataque

Por São Paulo
Milton Cruz São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Milton Cruz deverá optar por reforçar o meio-campo do Tricolor (Foto: Marcos Ribolli)
Nas mãos de Juan Carlos Osorio, o São Paulo foi um time extremamente ofensivo, sempre atuando com três atacantes. A situação se manteve com Doriva, mas deve mudar agora com Milton Cruz, que pretende apostar numa formação mais cautelosa, com mais força no meio-campo. Nos primeiros treinos, ficou nítido que dois jogadores poderão ganhar nova vida dentro da equipe.
O primeiro é Hudson, que viveu seu melhor momento na temporada sob comando de Milton Cruz no primeiro semestre. A melhor partida da equipe com o atual interino foi diante do Corinthians, pela Taça Libertadores. Naquele jogo, Hudson fez dupla com Bruno e atuou bem aberto pela direita para ajudar na marcação e ser uma peça a mais no apoio para o ataque.
Outro que pode aparecer é Carlinhos, que sequer chegou a ser utilizado por Doriva, já que se recuperava de um estiramento na panturrilha esquerda. No treino da última sexta, o lateral-esquerdo foi utilizado como um terceiro homem de meio-campo, como chegou a ser usado por Juan Carlos Osorio. 
Nos 17 jogos em que foi técnico na temporada, após a saída de Muricy Ramalho, Milton Cruz utilizou dois esquemas táticos: o 4-5-1, com três volantes e apenas um atacante, e o 4-4-2. Na primeira formação, Ganso e Michel Bastos tinham a liberdade de encostar no homem de referência. 
– Ainda estou observando muita coisa. Só a partir de segunda-feira é que começaremos a trabalhar mais voltado para o Atlético-MG – afirmou Milton Cruz, quando questionado sobre a postura da equipe.
Vale lembrar que, além do Atlético-MG, adversário na próxima quinta-feira, no Morumbi, a equipe terá mais três partidas pelo Campeonato Brasileiro: Corinthians (dia 22, em Itaquera), Figueirense (29, no estádio do Morumbi) e Goiás (Serra Dourada, no dia 6 de dezembro).

BRASILEIRÃO

Pacotão do Cruzeiro: solidariedade, torcedor ilustre e três gritos de gol

Jogadores se solidarizam com tragédias em Minas e na França, vencem por 3 a 0 com torcida especial do atacante Marcelo Moreno, que foi para o meio da galera

Por Belo Horizonte
Três gritos de gol. Quer coisa melhor para festejar a 11ª partida sem perder no Campeonato Brasileiro? Sim, poderia ter sido melhor se o atacante Leandro Damião não tivesse perdido uma chance, sozinho, de frente para o gol, aos 43 minutos do segundo tempo. Ah! Esquece isso. O negócio é comemorar a boa atuação do Cruzeiro, especialmente no segundo tempo, e a vitória que mantém a esperança da conquista de uma vaga na Libertadores do ano que vem. Segue o sonho, torcedor cruzeirense!

SOLIDARIEDADE
Os jogadores de Cruzeiro e Sport mostraram solidariedade às vítimas das duas tragédias que foram notícia, no Brasil e no mundo, nos últimos dias. Os dois times entraram em campo carregando bandeiras da França - a capital Paris foi local de uma carnificina, na última sexta-feira - e de Minas Gerais, onde distritos da histórica cidade de Mariana foram soterrados por lama que estourou de uma barragem. As crianças que acompanharam os jogadores carregavam balões com as cores das duas bandeiras.
É CAMPEÃO!
Time sub-20 do Cruzeiro posa com a taça de campeão mineiro sub-20 (Foto: Reprodução/ Premiere)Time sub-20 do Cruzeiro posa com a taça de campeão mineiro da categoria (Foto: Reprodução/ Premiere)
Antes de a bola rolar para o jogo da 35ª rodada do Brasileiro, quem jogou foi o time sub-20 do Cruzeiro. Foi só para constar, pois a garotada treinada por Marcos Valadares venceu o Villa por 3 a 0. Festa com direito a volta olímpica, troféu, medalhas no peito e gritos de "É campeão" da torcida. Merecido!
TORCEDOR ILUSTRE
De convidado vip em um dos camarotes do Mineirão a torcedor "comum" nas cadeiras do estádio, no meio da galera. O atacante Marcelo Moreno, um dos destaques do Cruzeiro na campanha do bicampeonato brasileiro do ano passado, foi assistir ao jogo com o Sport. Acompanhado da mulher, acabou deixando de lado o conforto do camarote para ficar ao lado de quem muito já gritou o nome dele.
UM GOL E MEIO
Um gol de pênalti e outro dividido com o zagueiro Durval. O volante Willians comemorou, com propriedade, a vitória do Cruzeiro em cima do Sport por 3 a 0. Ele abriu o placar cobrando pênalti - foi o escolhido pelo técnico Mano Menezes para ser o batedor do jogo - e foi fundamental no segundo: a bola que cruzou para a área bateu no jogador adversário e acabou entrando. Quando o dia é de sorte... né, Willians?
VELOZ E FURIOSO
Considerado um jogador reserva no Cruzeiro, o jovem meia Marcos Vinícius ganhou uma das duas vagas que surgiram no time para o jogo de domingo - com Arrascaeta na seleção uruguaia e Allano machucado. Quis o destino que ele agradecesse a oportunidade dada pelo técnico Mano Menezes com um golaço. Ele recebeu lançamento no campo de defesa, avançou pelo meio do campo, driblou a marcação de Ronaldo e seguiu em direção ao gol. Sem parar, tocou na saída de Danilo Fernandes para marcar o terceiro gol da vitória celeste no Mineirão.

PERDEU!!
A boa vitória do Cruzeiro em cima do concorrente Sport poderia ter sido de goleada. Mas o atacante Leandro Damião perdeu uma chance incrível na cara do gol. A zaga do Sport vacilou, Willian roubou a bola e deu passe para Leandro Damião. O atacante se enrolou, demorou muito e acabou chutando em cima da defesa.

NOTICIAS

Voluntário em teste do tênis de mesa, avô de Calderano sonha com Rio 2016

Antônio Borges morou dois anos com o neto em São Caetano e espera trabalhar nos Jogos. Coruja, fica nervoso nas partidas do atleta: "Vou pedir para não me escalarem"

Por Rio de Janeiro
Avô acompanha um dos treinos do neto Hugo Calderano no Fluminense (Foto: Arquivo Pessoal)Avô acompanha um dos treinos do neto Hugo Calderano no Fluminense (Foto: Arquivo Pessoal)
Avô materno do Hugo Calderano, atual campeão pan-americano e medalhista de bronze nos Jogos da Juventude de 2014, na China, Antônio Borges será um dos voluntários do evento-teste de tênis de mesa para o Rio 2016. O torneio, que será disputado desta quarta-feira a sábado, terá a presença de alguns dos principais atletas do Brasil e estrangeiros de Argentina e Chile. Em recuperação de uma lesão na mão, sofrida no mês passado, Hugo será o grande desfalque e segue o tratamento na Alemanha, onde defende o Liebherr Ochsenhausen. O sonho de trabalhar ao lado do neto, no entanto, continua vivo e poderá ser concretizado por Seu Antônio nas Olimpíadas. 
Formado em educação física, o aposentado de 71 anos sempre fez do esporte o seu habitat natural. Deu os primeiros passos no futebol, passou para o vôlei e foi o responsável por estimular a prática esportiva na família. A mãe de Hugo, Elisa Borges, também escolheu o mesmo curso na faculdade, assim como o pai do mesatenista, Marcos Marinho. Ao longo dos anos de trabalho em escolas e na Associação de Cristã de Moços, Seu Antônio passou a trabalhar também com projetos sociais. A experiência com o voluntariado começou com iniciativas em comunidades carentes, asilos e orfanatos do Rio de Janeiro.
Avô de Hugo Calderano tem um quarto para o neto em sua casa no Rio de Janeiro (Foto: Carol Fontes)Avô de Hugo Calderano tem um quarto para o neto em sua casa no Rio de Janeiro (Foto: Carol Fontes)
- O esporte está no sangue da família. Sempre trabalhei na área de educação física, e a família deu a maior força quando surgiu a ideia de ser voluntário. Na hora de escolher os esportes, era evidente que eu escolheria o tênis de mesa (risos). Espero que tudo corra bem para que eu possa trabalhar nas Olimpíadas de 2016. Este evento que vou participar é também um teste para os voluntários. Vou trabalhar na área de estatística. Tive um treinamento no Riocentro e achei a estrutura da competição fantástica. Fico imaginando, se no evento-teste já tem tudo isso, imagina nas Olimpíadas... Vai ser uma coisa impressionante - disse Antônio. 
Fã número um de Hugo, o avô-coruja conta que o desafio de trabalhar nas primeiras Olimpíadas do neto seria um teste de fogo para o seu coração. O nervosismo o acompanha sempre que vê o mesatenista em ação, seja pela televisão ou em transmissões em tempo real na internet. 
Antônio Borges com o neto, Hugo Calderano, ainda criança (Foto: Arquivo Pessoal)Antônio Borges com o neto, Hugo Calderano, ainda criança (Foto: Arquivo Pessoal)
- Eu fico muito nervoso vendo ele jogar, não sei se fico mais nervoso ao vivo ou vendo aquele placarzinho na internet. Com ele eu torço até vendo replay dos jogos. Agora no Pan então, nossa... Sou o torcedor número um. Vai ser complicado nas Olimpíadas. Como a minha função no evento-teste é estatística, vou ficar muito perto da mesa de jogo. Vou pedir para não me escalarem no jogo dele, porque não vou conseguir trabalhar, ver o jogo e torcer ao mesmo tempo (risos) - brincou o patriarca, bem-humorado. 
Antônio Borges é um dos maiores incentivadores da carreira de Hugo Calderano (Foto: Arquivo Pessoal)Antônio Borges é um dos maiores incentivadores da carreira de Calderano (Foto: Arquivo Pessoal)
Seu Antônio sempre foi um dos maiores incentivadores da carreira do neto. Quando Hugo, aos 14 anos, recebeu um convite para se mudar para São Caetano em busca de melhores condições de treinamento, ele deixou tudo no Rio e mudou-se com o mesatenista para auxiliar na fase de adaptação. Durante um ano, o avô teve uma série de papéis no ABC Paulista, desde ajudá-lo nos momentos de de dificuldade, como nas tarefas do dia a dia. Era ele quem cuidava de sua alimentação e preparava o seu prato preferido, medalhão com arroz à piemontese e batata palha. Arroz e feijão também nunca faltavam no cardápio do atleta.
- Até hoje, quando o Hugo chega de viagem, ele me liga e pede: "Vô, quero meu medalhão com arroz à piamontese!" É o prato predileto dele. Mas ele sabe se virar na cozinha, aprendeu com a mãe - contou o avô, relembrando ainda o momento em que decidiu largar tudo pelo neto: 
- A decisão não foi difícil, foi uma coisa muito pensada e trabalhada. Não tínhamos nenhuma dúvida de que este era o caminho. Ele tinha terminado o ensino fundamental e ia para o médio. Era uma época que dava para fazer a transição. Achavam que ele não tinha mais espaço para crescer no Rio, mesmo com 14 anos, porque já ganhava dos adultos. E foi uma experiência fantástica para mim também. Eu já tinha minhas filhas criadas, aí ganhei um filho adolescente. Ele não podia ir sozinho, e o único disponível era o avô aposentado. A avó deixou, então, fomos e passamos quase dois anos lá. O foco dele sempre foi o tênis de mesa, ele se dedica muito. Era da casa para o treino, do treino para a escola, à noite, em Santo André. Eu era o dono de casa. Ele tinha que se concentrar só em jogar. Mas, como ele viajava muito, eu ficava naquela ponte Rio-São Caetano. Quando ele ia para o exterior, eu ia para casa. É uma rotina muito puxada. 
Antônio Borges mudou-se com Hugo Calderano para São Caetano, para ajudar o neto na fase de adaptação longe de casa (Foto: Arquivo Pessoal)Antônio Borges mudou-se com Hugo Calderano para São Caetano, para ajudá-lo a se adaptar (Foto: Arquivo Pessoal)
Desde setembro do ano passado, Hugo mora na pequena cidade de Ochsenhausen, de apenas 10 mil habitantes. Lá, ele encontra uma boa estrutura para treinar e pode viajar com mais facilidade para campeonatos e locais onde pode enfrentar rivais de alto nível. O apartamento em que vive é bancado pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM). Adaptado ao novo estilo de vida, o mesatenista que está sendo preparado para se tornar um dos melhores do mundo receberá no ano que vem uma visita do seu segundo pai. 
- Pretendo visitá-lo em abril. O Hugo já me chamou e eu quero passar um tempinho com ele. A mãe, o pai e a irmã já foram, falta eu. É um frio lá...
Em sua casa, no bairro carioca do Flamengo, Antônio tem um quarto reservado para o neto, com mais de 300 medalhas e troféus que o menino-prodígio conquistou na carreira. Atualmente, Hugo ocupa a 71ª posição do ranking mundial. Logo em sua primeira partida pela liga local da Alemanha, a Bundesliga, Hugo venceu a lenda Timo Boll, ex-número um e atual oitavo colocado do mundo. No início deste ano, ele foi vice nas duplas do Aberto do Qatar, no melhor resultado das Américas em uma etapa da série Super, a mais importante do Circuito Mundial, comparável a um Grand Slam do tênis. Em julho, aos 19, tornou-se o mais jovem campeão individual da história no Pan de Toronto, no Canadá, garantindo vaga no Rio 2016. 
Antônio Borges no quarto de Hugo, com mais de 300 medalhas e troféus (Foto: Carol Fontes)Antônio Borges no quarto de Hugo, com mais de 300 medalhas e troféus (Foto: Carol Fontes)
Antônio Borges sempre foi adepto de esportes e influenciou a família a fazer o mesmo (Foto: Arquivo Pessoal)Na época em que viveu com o neto em São Caetano, Antônio era "dono de casa" (Foto: Arquivo Pessoal)
Antônio Borges sempre foi adepto de esportes e influenciou a família a fazer o mesmo. Ele será voluntário no evento-teste de tênis de mesa para as Olimpíadas do Rio 2016 (Foto: Arquivo Pessoal)Antônio Borges sempre foi adepto de esportes e influenciou a família a fazer o mesmo. Ele será voluntário no evento-teste de tênis de mesa para as Olimpíadas do Rio 2016 (Foto: Arquivo Pessoal)
Antônio Borges, avô de Hugo Calderano, em casa com medalha conquistada pelo neto no Japão (Foto: Carol Fontes)Antônio Borges, avô de Hugo Calderano, em casa com medalha conquistada pelo neto no Japão (Foto: Carol Fontes)
Antônio Borges, avô materno de Hugo Calderano, posa no quarto com relíqueas da carreira do neto (Foto: Carol Fontes )Antônio Borges, avô materno de Hugo Calderano, posa no quarto com relíqueas da carreira do neto (Foto: Carol Fontes )

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