segunda-feira, 16 de novembro de 2015

UFC

Cris Cyborg: "Já sabia que a Ronda não aguenta soco de verdade na cara"

Brasileira afirma que Holly Holm mostrou a Rousey a realidade do esporte, mas ainda quer enfrentar a ex-campeã do UFC: "Acredito que os fãs ainda queiram ver essa luta"

Por Las Vegas, EUA
Cris Cyborg (Foto: Adriano Albuquerque)Cris Cyborg ainda tem interesse em enfrentar Ronda Rousey (Foto: Adriano Albuquerque)
Campeã peso-pena do Invicta FC, a brasileira Cris Cyborg não se surpreendeu com o nocaute sofridopor Ronda Rousey no segundo round do duelo contra Holly Holm, pelo UFC 193, na Austrália.
- Eu já sabia qual o caminho, já sabia que a Ronda não aguenta soco. Eu já tinha falado antes que ela nunca tinha levado um soco de verdade na cara. Se você ver os sparrings que ela fazia, só a Ronda que batia, ninguém batia nela e a gente sabe qual é a realidade do esporte. A realidade da luta é essa e ela nunca tinha enfrentado uma adversária que pudesse trocar e que tivesse poder de nocaute. A maioria das meninas que ela enfrentou até hoje eram da categoria de 56,7 kg e subiram para 61,2 kg. E a Holly Holm não. Ela é do meu tamanho e com certeza isso pesou um pouco. Acredito que era por isso que a Ronda falava que só iria me enfrentar se eu baixasse para o peso-galo, porque ela sabe da minha força física, do meu tamanho, e sabe que isso a prejudicaria. Só que a Holly Holm tem a mesma altura que eu, é a mesma coisa e não precisou ser alguém de um peso a mais, ela veio do peso dela mesmo e conseguiu mostrar para a Ronda a realidade - declarou em entrevista exclusiva ao Combate.com.
Apesar da derrota de Rousey, Cris garantiu que ainda tem interesse em enfrentar a ex-judoca, mas que tudo depende dos planos do Ultimate para o futuro. Vale lembrar que, em um "perguntas e respostas" com fãs antes do UFC 193, Dana White havia dito que ela seria a próxima a enfrentar Ronda, caso batesse o peso-galo (61,2 kg).
Cris Cyborg festeja a vitória sobre Faith van Duin no Invicta FC 13 (Foto: Evelyn Rodrigues)Cris acha que Ronda "passou dos limites" ao desrespeitar Holly Holm após a pesagem do UFC 193 (Foto: Evelyn Rodrigues)
- Eu acredito que os fãs ainda queiram ver essa luta, mas agora os planos mudaram. Na verdade, a Ronda evitava essa luta porque ela queria ser invencível, queria ficar invicta e agora vamos ver o que vai acontecer e como a Ronda vai lidar com essa derrota. Foi uma coisa que surpreendeu, não só a ela, mas a todos que estavam ali. Mas, a minha vida não mudou, vou continuar treinando e me preparando para as minhas lutas, com certeza eu quero lutar. Depois da luta da Holly Holm, seria eu com ela (Rousey), como o Dana White falou. Agora não sei o que vai acontecer, mas com certeza eu estou preparada e, no dia que pintar essa luta, estarei preparada, pois, pelo menos da minha parte, é um duelo que já deveria ter acontecido.
Durante o bate-papo, Cyborg também falou sobre o interesse em enfrentar a nova campeã peso-galo do UFC, Holly Holm, revelou que sua próxima luta pelo Invicta FC foi adiada para janeiro e desabafou sobre toda a pressão para baixar de peso.
Confira, na íntegra:
Como você viu o duelo entre a Ronda Rousey e a Holly Holm? O desfecho te surpreendeu?
Eu acredito que a Holly Holm é uma grande adversária e acho que antes da luta todo mundo meio que a subestimou. Até o Dana White tinha dito que, depois dessa luta, a Ronda iria me enfrentar, então acho que, antes mesmo da luta acontecer, ele já estava prevendo quem seria a próxima adversária da Ronda, ele meio que menosprezou a Holly. Logo depois da pesagem, quando a Ronda foi para cima da Holly, ela escreveu no Instagram: “Filha do Pastor é a minha b****" e acho que ela passou do limite ali. O apelido da Holly Holm é “Filha do Pastor” e a Ronda passou do limite quando foi tirar sarro da Holly pela religião da família dela. Acho que a gente tem que falar menos e agir mais. A vitória foi toda da Holly Holm, Deus a abençoou ali, foi uma luta incrível e chocou muitas pessoas.
Holly Holm Ronda Rousey MMA UFC 193 (Foto: Paul Crock/AFP/Getty Images)Holly Holm acabou com a invencibilidade de Ronda Rousey na luta principal do UFC 193 (Foto: Paul Crock/AFP/Getty Images)
Muita gente dizia que você seria aquela que poderia encerrar o reinado da Ronda, justamente pelo seu poder de nocaute e trocação. Acha que a Holly expôs as falhas na trocação da Ronda?
Muita gente já sabia disso, mas os fãs novos do MMA achavam que ela fosse inatingível. Na realidade, quem conhece de luta sabe que não é bem assim, que a Ronda nunca tinha passado por uma adversária à altura da Holly Holm. Como o Dana White falou, a Holly seria o teste da Ronda e realmente foi. Eu já sabia qual o caminho, já sabia que a Ronda não aguenta soco. Eu já tinha falado antes que ela nunca tinha levado um soco de verdade na cara. Se você ver os sparrings que ela fazia, só a Ronda que batia, ninguém batia nela e a gente sabe qual é a realidade do esporte. A realidade da luta é essa e ela nunca tinha enfrentado uma adversária que pudesse trocar e que tivesse poder de nocaute. A maioria das meninas que ela enfrentou até hoje eram da categoria de 56,7 kg e subiram para 61,2 kg. E a Holly Holm não. Ela é do meu tamanho e com certeza isso pesou um pouco. Acredito que era por isso que a Ronda falava que só iria me enfrentar se eu baixasse para o peso-galo, porque ela sabe da minha força física, do meu tamanho, e sabe que isso a prejudicaria. Só que a Holly Holm tem a mesma altura que eu, é a mesma coisa e não precisou ser alguém de um peso a mais, ela veio do peso dela mesmo e conseguiu mostrar para a Ronda a realidade.

Ainda tem interesse em enfrentar a Ronda ou o foco mundou agora que a Holly Holm está com o cinturão?

Eu acredito que os fãs ainda queiram ver essa luta, mas agora os planos mudaram. Na verdade, a Ronda evitava essa luta porque ela queria ser invencível, queria ficar invicta e agora vamos ver o que vai acontecer e como a Ronda vai lidar com essa derrota. Foi uma coisa que surpreendeu, não só a ela, mas a todos que estavam ali. Mas, a minha vida não mudou, vou continuar treinando e me preparando para as minhas lutas, com certeza eu quero lutar. Depois da luta da Holly Holm, seria eu com ela (Rousey), como o Dana White falou. Agora não sei o que vai acontecer, mas com certeza eu estou preparada e, no dia que pintar essa luta, estarei preparada, pois, pelo menos da minha parte, é um duelo que já deveria ter acontecido.
Cris Cyborg, Miesha Tate e Holly Holm (Foto: Reprodução/Instagram)Cris Cyborg e Holly Holm nos bastidores da gravação do filme "Fight Valley" (Foto: Reprodução/Instagram)
Mas se você pudesse escolher, lutaria contra a Ronda ou contra a Holly pelo cinturão?

Na verdade, o meu foco nunca foi lutar pelo cinturão, eu já tenho o meu cinturão e já sou a campeã da minha categoria. Eu estava em busca de um desafio maior do que o cinturão, de uma luta mais desafiadora, de uma experiência a mais, por isso até que eu abri essa oportunidade de lutar em 63,5 kg, porque é mais uma oportunidade de eu lutar com outras meninas, não só na minha categoria, e ter mais experiência. Certamente, se surgir a oportunidade de lutar contra a Holly Holm, eu lutaria, porque nunca escolhi adversária, mas não com a intenção de tomar o cinturão e de ser campeã, mas sim de vencer esse desafio.

A sua próxima luta, pelo Invicta FC, estava marcada agora para novembro nos 63,5 kg. Como está esse processo de baixar de peso?

Eu lutei em julho e, logo após a minha luta, falei que o meu próximo duelo seria em 63,5 kg. Disse isso, até porque a Ronda ficava falando que só lutaria comigo no peso-galo, que eu teria que ir até a campeã e, independente disso eu também sou campeã da minha divisão, só que do Invicta. O meu salário é pago pelo UFC, mas eu luto pelo Invicta. Então, eu estava me esforçando, e ainda estou, desde o momento que anunciei que minha luta seria nesse peso. Vi que ninguém divulgou nada sobre esse peso combinado, que para mim já seria um grande desafio. A luta inicialmente seria em setembro, mudou para novembro, mudou para dezembro e agora será em janeiro. Ainda não tem data, mas já mudou quatro vezes. Fiquei até chateada, achei uma falta de respeito, porque eu estou treinando há quase oito meses direto, fazendo dieta para bater 63,5 kg e a luta fica mudando de data. Nesse momento, eu não sei o que vai acontecer, mas acredito que uma luta justa seria no peso-casado, porque eu sou campeã da minha categoria, a Holly é campeã da categoria dela, então o justo seria a gente se encontrar no meio. Mas não sei o que vai acontecer. Acho que a Ronda queria me debilitar para bater o peso-galo, sendo que todo mundo sabe que eu sofro muito para bater o peso-pena. Ainda mais agora, que não se pode mais reidratar com soro, acredito que esse corte de peso iria me debilitar ainda mais. Então, para mim, o justo seria lutar nos 63,5 kg. É o que eu posso fazer, é o que eu vou fazer e agora só tenho que esperar quem tiver à disposição para lutar comigo no peso-casado, não precisa vir até a campeã, eu me esforço para bater os 63,5 kg.
Cris Cyborg comemora vitória no Invicta FC 13 (Foto: Evelyn Rodrigues)Cyborg se disse aberta a lutar contra Holly Holm ou Ronda Rousey no peso-casado de 63,5 kg (Foto: Evelyn Rodrigues)

Você já sabe a data da sua luta pelo Invicta em janeiro? Já tem adversária confirmada?

O Invicta me deu alguns nomes, já tenho oponente em vista, mas ainda não está confirmado.
Desde que você anunciou que lutaria no peso-casado em seu próximo duelo, alguma vez já bateu os 63,5 kg?
Eu já lutei no 63,5 kg uma vez, na minha luta contra a Shayna Baszler, mas como não era uma categoria, eu subi para o peso-pena. Na verdade, estou caminhando mais leve do que antes, pois não tenho como bater 63,5 kg andando no meu peso normal. O peso mesmo, eu bateria no processo de finalização ali já para a pesagem, mas eu já estou andando quatro ou cinco quilos mais leve do que antes. Antes eu andava por aí com 77 kg, agora já estou com 72 kg, 73 kg.

FORMULA 1

Top 10: zoeira de Alonso, comoção por Paris, invasão e "grid team" no Brasil

Tá certo que a corrida não foi tão boa, mas a semana em Interlagos foi movimentada. E o GloboEsporte.com lista fatos marcantes de mais uma passagem da F-1 por aqui

Por São Paulo

Tá certo que a corrida deste domingo não foi das mais animadas da temporada. No entanto, Interlagos teve uma semana movimentada com a presença dos melhores pilotos do mundo para o GP do Brasil de Fórmula 1. Fora da pista, não faltou assunto. Teve atraso polêmico de Lewis Hamilton, grid girls e grid boys juntos pela primeira vez na história, tributos aos atentados de Paris, show de bola (de meia) de Felipinho, filho de Felipe Massa… Dentro da pista, teveFernando Alonso demonstrando bom humor após mais uma quebra, brilho do vencedor Nico Rosberg e calvário de Massa, desclassificado por irregularidades no pneu. O GloboEsporte.com enumerou os 10 acontecimentos que marcaram a semana da etapa brasileira da F-1. Confira!
ATRASO DE HAMILTON
O campeão mundial antecipado da temporada 2015 foi o grande assunto no começo da semana sem mesmo estar no Brasil. Aliás, o motivo foi justamente esse. O astro da Mercedes cancelou todos seus compromissos de quarta-feira por “motivos pessoais”, causando um rebuliço e até boatos de que não viria ao GP. Pelas redes sociais, revelou ter se envolvido em um acidente de trânsito no começo da semana (bateu um Zonda Pagani de R$ 8 milhões em Mônaco). Na quinta-feira, apareceu no paddock e disse também que ficou doente por ter trabalhado muito ebebido todas na festa da mãe: “Aquilo me matou”.
Lewis Hamilton em voo para GP do Brasil (Foto: Divulgação)Lewis Hamilton em voo para GP do Brasil. Piloto era para chegar quarta, mas chegou quinta (Foto: Divulgação)

ALONSO ZOEIRO

Cansado de sofrer com os seguidos problemas dos motores Honda durante todo ano, Fernando Alonso resolveu, digamos, levar a vida menos a sério. Depois de abandonar o treino classificatório sem completar ao menos uma volta, o espanhol arranjou uma cadeirinha, sentou, confortou os pés em cima do capacete e aproveitou para tomar um banho de sol. O show do espanhol teve direito até a piscadinha para a câmera de TV! Antes disso, ele e seu companheiro de McLaren Jenson Button "ultrapassaram os limites da zoeira" e foram tirar foto no pódio, algo que não chegaram perto de subir em nenhum momento ao longo do ano. A internet agradeceu com um mar de memes. 
Memes de Fernando Alonso (Foto: Reprodução)Memes de Fernando Alonso (Foto: Reprodução)


TRIBUTO ÀS VÍTIMAS DE PARIS
Os pilotos receberam com pesar e preocupação as notícias sobre os atentados terroristas que chocaram Paris e deixaram mais de 120 mortos. Único francês do grid, Romain Grosjean fez uma singela homenagem às vítimas ao exibir uma braçadeira com as cores do país. A FIA organizou um tributo durante a tradicional parada dos pilotos que antecede a largada, com a exibição de uma bandeira francesa decorada com o sinal de luto. Os competidores também se reuniram para prestar um minuto de silêncio aos mortos e feridos pelos ataques. Nico Rosberg e Sebastian Vettel afirmaram que a disputa na pista ficava em segundo plano diante da magnitude da tragédia.
Fórmula 1 e Romain Grosjean prestaram homenagens às vítimas da tragédia em Paris (Foto: Montagem sobre fotos de Getty e Divulgação)Fórmula 1 e Romain Grosjean prestaram homenagens às vítimas da tragédia em Paris (Foto: Montagem sobre fotos de Getty e Divulgação)


GRID GIRLS E GRID BOYS
A organização do GP do Brasil inovou este ano. Pela primeira vez na história da Fórmula 1, homens e mulheres formaram juntos o time de modelos que ficam no grid. Os grid boys e grid girls ainda usaram roupas personalizadas com a marca do café recém-lançado de Bernie Ecclestone com a esposa brasileira Fabiana. O produto é cultivado em uma fazenda em São Paulo. A novidade igualitária foi batizada de “grid team”.
Grid girls e grid boys se preparam para entrar no grid do GP do Brasil (Foto: Divulgação)Grid girls e grid boys se preparam para entrar no grid do GP do Brasil (Foto: Divulgação)




LENDAS NO PADDOCK
O GP do Brasil é a oportunidade ideal para enaltecer a história do país na Fórmula 1. E os campeões Nelson Piquet , Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna foram os nomes mais celebrados ao longo da semana na capital paulista. O tricampeão Nelson foi o principal homenageado no “Capacete de Ouro”, o “Oscar” do automobilismo brasileiro, e ainda foi citado como uma dasgrandes referências do tetracampeão Sebastian Vettel. Já Fittipaldi foi exaltado pelos 40 anos da primeira dobradinha brasileira na categoria, no GP do Brasil de 1975, com vitória de José Carlos Pace, que morreria dois anos depois em um acidente aéreo. Além deles, Ayrton Senna, mesmo não estando mais presente em vida, foi, novamente, mais uma vez lembrado. Desde um painel gigante em um prédio de São Paulo até as cores no capacete de Lewis Hamilton.
Homenagens aos campeões brasileiros durante GP do Brasil 2015 (Foto: Montagem sobre fotos de Getty e Divulgação)Homenagens aos campeões brasileiros durante GP do Brasil 2015 (Foto: Montagem sobre fotos de Getty e Divulgação)




A SEGUNDA VEZ DE ROSBERG
Não foi desta vez que Lewis Hamilton realizou o sonho de vencer o GP do Brasil, onde o ídolo Ayrton Senna conquistou alguns dos triunfos mais marcantes de sua carreira. Assim como no ano passado, a corrida foi completamente dominada por Nico Rosberg, que foi pole position e precisou apenas administrar a vantagem para garantir o lugar mais alto do pódio. Sem chances de brigar pelo título mundial, assegurado por antecipação por Hamilton, o alemão pôde ao menos garantir o vice-campeonato, afastando de vez as ameaças do compatriota Sebastian Vettel, da Ferrari. Com um desempenho implacável na pista de Interlagos, Nico foi ovacionado pelo público brasileiro e arrancou elogios até mesmo do companheiro de equipe e grande rival.
Nico Rosberg, GP do Brasil, Fórmula 1 (Foto: Getty Images)Nico Rosberg, vencedor do GP do Brasil (Foto: Getty Images)



MASSA DESCLASSIFICADO
No ano passado, quando subiu no pódio em terceiro, Felipe Massa recebeu dos torcedores de Interlagos um tratamento digno de vencedor da corrida. Na edição 2015, no entanto, o brasileiro viveu uma situação completamente diferente. Sem condições de acompanhar os rivais de Mercedes e Ferrari, e também atrás do companheiro Valtteri Bottas, o anfitrião largou apenas em oitavo e cruzou a linha de chegada na mesma posição. Para piorar, ele acabou desclassificado pela direção de prova, que identificou uma irregularidade na temperatura e pressão do pneu direito traseiro direito de sua Williams. Vencedor em 2006 e 2008, pela Ferrari, Massa acabou vivendo um domingo para se esquecer em sua corrida em casa e se viu ainda mais isolado no sexto lugar do Mundial de Pilotos, 14 pontos atrás de Kimi Raikkonen.
Felipe Massa no domingo de GP do Brasil (Foto: Getty Images)Felipe Massa no domingo de GP do Brasil (Foto: Getty Images)



A PRIMEIRA VEZ DE NASR
O domingo foi mesmo difícil para os pilotos brasileiros. Em sua primeira corrida em casa na condição de titular da Fórmula 1, Felipe Nasr largou em 13º, de olho nas chances de conquistar uma vaga na zona de pontuação. O jovem piloto da Sauber até conseguiu alguns momentos de inspiração em Interlagos, chegando a aparecer em quarto lugar, por causa da estratégia de atrasar o primeiro pit stop. No entanto, as limitações do modesto carro e problemas nos pneus não permitiram que o brasiliense mantivesse a ofensiva. A solução foi se contentar com a mesma posição da largada, sem pontuar. Como consolo, o brasileiro ao menos pode celebrar o fato de ter ficado à frente do companheiro Marcus Ericsson, 16º colocado na corrida.
Felipe Nasr GP do Brasil Fórmula 1 (Foto: David Abramvezt)Felipe Nasr após seu primeiro GP do Brasil pela Fórmula 1 (Foto: David Abramvezt)



FELIPINHO SENSAÇÃO
Se na pista Felipe Massa e Felipe Nasr tiveram corrida discretas, fora da pista um outro Felipe, oFelipinho, filho de Massa, roubou a cena. Xodó do paddock da F-1, o pequeno garoto de 5 anos aprontou poucas e boas. Correu para lá e para cá, brincou com os amigos e até jogou bola de meia com o atacante Nenê, do Vasco. Durante entrevista do pai para o Esporte Espetacular, Felipinho não parou. Fazia caras e bocas, apontava para o monitor de apoio sempre que via alguém conhecido e ainda ficou chateado quando o pai são-paulino disse que o Corinthians “já é campeão brasileiro”.
Vascaíno, Nenê joga futebol no paddock com Felipinho Massa (Foto: David Abramvezt)Vascaíno, Nenê joga futebol no paddock com Felipinho Massa (Foto: David Abramvezt)



INVASÃO DE PISTA
A marcante invasão de pista pelo público no GP do Brasil de 2014 se repetiu na edição deste ano em Interlagos, só que em menor proporção. Aos gritos de “olê, olê, olê, olá. Senna, Senna!”,centenas de pessoas entraram no circuito através de uma fenda nas grades da reta principal. Ciente da possibilidade, a organização do autódromo se mostrou mais preparada que no ano passado, fez um cordão de isolamento e conteve o tumulto, dispersando rapidamente os ousados torcedores.
Centenas de torcedores invadiram a pista após o GP do Brasil de Fórmula 1 (Foto: EFE)Centenas de torcedores invadiram a pista após o GP do Brasil de Fórmula 1 (Foto: EFE)

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