quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

FLUMINENSE

Gum revela dificuldades e insatisfação com críticas: "Me sinto injustiçado"

Zagueiro conta detalhes do drama vivido no início de 2015, relembra pênalti perdido contra o Palmeiras e projeta 2016 como sua melhor temporada no Fluminense

Por Rio de Janeiro

Desde 2009 no Fluminense, Gum viveu em 2015 uma de suas temporadas mais difíceis no clube. No início do ano, uma cirurgia de apendicite mal sucedida, feita nos Estados Unidos, quase mudou o rumo da vida do zagueiro, que correu sério risco e precisou refazer o procedimento no Brasil. Depois de muito custo para se recuperar, período no qual a impossibilidade de dirigir o forçou a contratar um motorista, reconquistou a posição de titular. As cobranças da torcida, no entanto, andaram lado a lado. Sem dar trégua.

Gum, bicampeão brasileiro e carioca pelo Tricolor, ouviu muitas vaias, e sua cobrança errada de pênalti na disputa com o Palmeiras, na semifinal da Copa do Brasil, acabou se tornando simbólica para os torcedores pegarem ainda mais no pé. O zagueiro ficou incomodado. Mesmo tendo atingido a marca de 300 jogos diante do Avaí, confronto no qual marcou gol - tem 22 bolas na rede no total.
Me sinto injustiçado. Muito. Às vezes, a foto do erro que sai é a minha, mas muitas vezes acontecem outros erros que as pessoas não lembram".
Gum, zagueiro do Fluminense
- Me sinto injustiçado. Muito. Às vezes, a foto do erro que sai é a minha, mas muitas vezes acontecem outros erros que as pessoas não lembram - afirmou em uma espécie de autoavaliação.

Em sua análise própria, considera que por poucas vezes teve um desempenho ruim nas competições deste ano. Agora, livre dos problemas físicos, o zagueiro espera fazer da temporada 2016, sua oitava pelo clube, a melhor nas Laranjeiras:

- Fiz bons jogos. Ruins foram poucos. Vou me preparar bem e quero fazer meu melhor ano, depois de tantas dificuldades. Foram quatro cirurgias em cinco meses. Sei que o melhor está guardado.

Apesar do ano de muitos altos e baixos, Gum despertou interesse de outros clubes. Santos e Corinthians foram apontados como possíveis candidatos. O zagueiro, no entanto, tem contrato com o Flu até dezembro de 2018 e, por enquanto, deve permanecer.
gum, zagueiro, fluminense (Foto: Pedro Veríssimo/GloboEsporte.com)Gum entende que a temporada de 2016 será a melhor dele pelo Fluminense (Foto: Pedro Veríssimo/GloboEsporte.com)

Confira a entrevista com Gum:

GloboEsporte.com: O ano de 2015 foi de reestruturação após a saída do principal patrocinador. Qual o saldo que esta temporada tem para o Fluminense?

Gum: Houve a perda do patrocínio, a saída de muitos jogadores importantes, o clube se reestruturando... O que foi criado fora, as pessoas dizendo que o Fluminense ia cair, ia acabar por conta da saída do patrocínio forte. Se lembrarem disso, acho que o clube teve um grande ano. Fez boas campanhas. Chegou a ficar em segundo no Brasileiro, mas depois perdeu a constância. Poderia ter seguido. Chegou na semifinal da Copa do Brasil e, se fosse por justiça, deveria ter passado para final. Mas não passamos por erros e porque nem sempre o melhor avança. Se olharmos desta forma, tivemos altos e baixos, mas não sofremos o que imaginavam. Pela visão do torcedor, o Fluminense teve a chance de chegar na liderança e depois caiu de rendimento. Fica o sentimento de que não conquistou algo nas duas competições.     

E individualmente, acredita que foi um ano proveitoso?

Iniciei o ano com uma cirurgia muito séria, muito debilitado fisicamente. Para mim não foi fácil voltar a jogar, tive que ter muita força e me cuidar muito. Precisei recuperar o espaço que eu tinha perdido. O 2015 foi de superação para o clube e para mim. Reconquistei minha parte física, técnica e pude ajudar o Fluminense nessa transição. Como um dos mais experientes, tive que ajudar neste momento. Teve esse lado positivo para mim. Sei que em 2016 vou poder me preparar bem, fazer uma pré-temporada e ter um grande ano. Espero jogar em um nível muito alto e corresponder.
Para voltar a jogar, contratei até um motorista. Eu estava tão debilitado que precisava usar todas as minhas forças para me condicionar. Não me cansaria no trânsito nem para ir nem para voltar, só para se ter uma ideia".
Gum, zagueiro do Fluminense
Em uma entrevista no início do ano, você disse que ainda chegaria o momento de falar com detalhes sobre o risco de passou na cirurgia. Essa hora chegou?

É uma coisa que ainda me incomoda um pouquinho, porque é muito particular. Só as pessoas mais próximas que sabem realmente o que aconteceu. Foi muito difícil. Quem sabe diz que fui guerreiro mesmo. Para voltar a jogar, contratei até um motorista, que hoje em dia se tornou um amigo. Eu estava tão debilitado que precisava usar todas as minhas forças para me condicionar. Não me cansaria no trânsito nem para ir nem para voltar, só para se ter uma ideia. Vou abrir só esse detalhe (risos). Foi uma coisa que julguei necessária, e se eu não tivesse feito ia ter demorado mais para voltar. Eu voltava para casa dormindo de tão cansado que eu ficava. Mais para frente vou poder contar com mais tranquilidade.

Qual foi o momento em que você começou a sentir que estava ficando pronto para voltar e jogar normalmente?

Difícil dizer. São muitos jogos, e quando o intervalo entre um e outro era menor, me sentia mais cansado. Nas primeiras partidas que fiz, se eu pudesse escolher, teria esperado um pouco mais. Mas a vontade e a necessidade eram grandes naquela época. A defesa estava passando por uma fase difícil, e os torcedores me pediam para voltar. Voltei. Voltei bem, mas a parte física ainda não era a ideal, aí tinha uma queda física. Eu sabia que estava um pouco abaixo. Agora posso dizer que estou terminando o ano muito bem, zerado na parte física. Por isso que digo que sei que vou ter um grande 2016. Sei da minha qualidade, do meu potencial, de tudo que aconteceu durante o ano... Fiz bons jogos. Ruins foram poucos. Jogar bem e jogar mal acontece, sou ser humano como qualquer um. Acho que fiz um bom ano. Tem pessoas que acham que não, mas eu sei da minha luta. Vou me preparar bem e quero fazer meu melhor ano, depois de tantas dificuldades. Foram quatro cirurgias em cinco meses. Sei que o melhor está guardado.
gum árbitro cobrança pênalti fluminense x palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / GloboEsporte.com)Depois de receber a bola de Anderson Daronco, Gum desperdiçou pênalti contra o Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / GloboEsporte.com)
Acredita que as suas falhas ganham mais destaque? A memória no futebol é curta?

No pênalti (contra o Palmeiras), fiquei chateado porque peguei um pouquinho mais embaixo da bola do que eu queria. Ninguém lembrou dos outros três pênaltis que eu fiz. Esse foi o quarto que bati. Fiz contra o Flamengo, Vasco e Botafogo. Contra o Palmeiras, perdi. Pressão sempre vai existir. As pessoas dão mais ênfase ao negativo do que ao positivo. Infelizmente essa é a cultura do Brasil.

Se sente injustiçado?

Sim. Me sinto injustiçado. Muito. Não só no pênalti, mas em outras coisas. Às vezes a foto do erro que sai é a minha, mas muitas vezes acontecem outros erros que as pessoas não lembram, mas na foto sou eu quem saio. E sempre vou sair, porque nunca vou me esconder. Se algum companheiro errar, vou sempre tentar corrigir. Erros meus vão acontecer também, claro. Mas a nossa foto lá atrás é sempre a que aparece e as pessoas não lembram como a jogada foi construída. Mas tem que ter as costas largas, personalidade e essa disposição de ajudar. Isso me traz paz, tranquilidade e força para continuar trabalhando, ajudando. Tenho o reconhecimento dos companheiros e das pessoas que trabalham comigo, porque eles sabem que podem contar comigo dentro de campo.

O que ocasionou a queda de rendimento do time no segundo turno do Brasileiro?

São vários fatores. Os times de futebol são divididos em setores, a parte defensiva, a de meio de campo e a ofensiva. Chegou um momento que todos estávamos muito bem e quase fomos líderes do campeonato, mas aí um setor desencaixou um pouco. Depois, o outro desencaixou também. Chegou um momento em que ficamos 11 jogos sem vencer e ninguém mais estava jogando bem. O time inteiro caiu de produção. Então, não tem só uma resposta. São várias coisas. Todos ficam chateados. Isso vemos em todos os clubes. Acontece alguma coisa, que causa outras e equipe não consegue voltar ao bom nível. Oscilamos, mas mesmo assim chegamos na semifinal da Copa do Brasil.
 Quase sete anos, 300 jogos... isso é uma grande história. Uma hora vou sair, vou parar. Quando isso isso acontecer, vou me emocionar. Vai passar um filme na cabeça. Os momentos vão ficar guardados com carinho".
Gum, zagueiro do Fluminense
Você recentemente completou 300 jogos pelo Fluminense (contra o Avaí). O que representa esta marca?

Para mim é um prazer enorme vestir a camisa do Fluminense desde que cheguei, em 2009, quando a realidade era muito difícil. Todos davam como certo o rebaixamento, mas eu vi uma oportunidade. Familiares, amigos... ninguém queria que eu viesse. Vim. Não foi fácil, porque o ambiente era complicado. Trabalhamos muito com o Cuca, que fez algumas mudanças e conseguimos salvar. Foi marcante. Mantivemos uma base e fomos campeões com o Muricy no ano seguinte. Resgatou a alegria e autoestima da torcida. Em 2011, ficamos em terceiro, e em 2012 fomos campeões novamente. Isso foi muito prazeroso, ficar marcado no clube. Quase sete anos, 300 jogos... isso é uma grande história. Uma hora vou sair, vou parar. Quando isso isso acontecer, vou me emocionar. Vai passar um filme na cabeça. Os momentos vão ficar guardados com carinho.
gum, fluminense, gol, avaí (Foto: Bruno Haddad/Fluminense FC)Na vitória sobre o Avaí, pelo Brasileirão, Gum completou 300 jogos pelo Fluminense (Foto: Bruno Haddad/Fluminense FC)



Você vai para a oitava temporada com a camisa do Fluminense. O que esperar de 2016?

Vou me preparar para ser o meu melhor ano. Já tive temporadas com conquistas, completei 300 jogos, uma marca muito especial... estava comentando com Fred, Jean e Cavalieri que nós que estamos há muitos anos no clube somos os mais cobrados. Se a defesa erra, eu sou o culpado. Sempre sou mais cobrado. Se o ataque não faz gol, a culpa é do Fred. Se o meio de campo não funciona, a culpa é do Jean. Criamos uma história com títulos. Em 2016, permanecendo estes jogadores, sabemos que temos que conquistar títulos. A pressão é muito grande. Para ter tranquilidade, só com títulos. A torcida cobra porque sabem que podemos dar o retorno.

E você já vai iniciar 2016 com uma boa notícia, a chegada do segundo filho...

Momento especial, porque eu e minha esposa queríamos muito. Há algum tempo já estávamos pensando nisso. Chega em uma hora especial, depois de tanta dificuldade. Por isso que vou me capacitar muito para o ano que vem, tanto fisicamente como mentalmente. Sei que vou ser muito cobrado e que vou dar retorno. Com uma base e um time amadurecido, podemos ter um ano muito bom. Esse ano passamos perto.

O que te fez recusar as propostas que recebeu nestes anos que está no Fluminense?

O carinho pelo clube, pela torcida, pelo ambiente... Sou feliz aqui. Muito feliz. Hoje torço pelo clube, minha família também. Todos têm camisa do Fluminense. Isso que me fez querer permanecer, construir uma história no clube cada vez mais rica. Sou muito grato, porque são sete anos de história. O Fluminense me proporcionou muitas coisas. Fiquei porque queria participar dos projetos, do crescimento do clube. Fico muito feliz de atingir a marca de 300 jogos porque entrei para o grupo dos 30 jogadores que mais vestiram a camisa do Fluminense. Em um clube centenário, com a quantidade de atletas que já passaram por aqui, imagina o que é estar entre os 30. O carinho só tende a aumentar.

Em 2011 foram 11 propostas recebidas?

Sim. Muitas vezes temos que esquecer tudo isso e trabalhar, deixar isso somente com o empresário. Em 2011 foram muitas. O clube que o Conca foi, na China, fez proposta antes mesmo dele. Teve França, Japão, Espanha... muitos países. Mas fiquei feliz de permanecer e de ter alcançado essa história com o Fluminense. Se tivesse ido, não teria essas conquistas. Eu e minha família estamos muito felizes aqui.

SÃO PAULO

Com dificuldades, São Paulo admite que pode começar ano sem técnico

Vice-presidente de futebol do clube explica não ter certeza se vai conseguir contratar treinador até o início da pré-temporada: "As coisas são difíceis"

Por São Paulo
Ataide Gil Guerreiro São Paulo (Foto: Marcelo Hazan)Ataíde diz que busca por técnicos está difícil
(Foto: Marcelo Hazan)
Atrás de um técnico para assumir a equipe em janeiro, a diretoria do São Paulo vem encontrando dificuldades nas negociações. Tanto que o vice-presidente de futebol do clube, Ataíde Gil Guerreiro, admite que o clube poderá começar a pré-temporada sem um treinador definido. 
– Não tenho certeza. É lógico que seria legal começar com técnico, mas depende de várias coisas – afirmou o dirigente nesta terça, durante premiação aos melhores do Brasileirão promovida pela TV Gazeta.
No meio do ano, após a saída de Muricy Ramalho, havia preferência por técnicos estrangeiros. O clube acabou acertando com o colombiano Juan Carlos Osorio, que não conseguiu ter sequência. Agora, a única exigência que a diretoria faz é que o profissional seja competente. Nacionalidade não importa.
– Não interessa se é brasileiro ou estrangeiro. Tenho preferência por técnico com competência. Só isso – afirmou Ataíde.
O dirigente explica que não há nenhuma negociação sequer perto de ser fechada. Após demitir Doriva, no dia 9 de novembro, o clube tinha alguns alvos, mas aos poucos foi perdendo opções.Diego Aguirre acertou com o Atlético-MGCuca decidiu que vai parar em 2016 para cuidar de assuntos familiares. Assim, Levir Culpi, que se desligou do Galo, fica como a principal alternativa
– Queremos fazer o mais rápido possível, mas as coisas são difíceis. Não tem nada fechado por enquanto – disse o dirigente. 

CORINTHIANS

Elias diz que não sai para clube médio; só Champions seduz Renato Augusto

Destaques do Corinthians na conquista do hexacampeonato brasileiro, volante e meia afirmam que não deixarão o clube por qualquer proposta

Por São Paulo
Renato Augusto Elias Corinthians (Foto: Ricardo Taves/Ag. Corinthians)Renato Augusto e Elias não saem por qualquer proposta (Foto: Ricardo Taves/Ag. Corinthians)
O volante Elias e o meia Renato Augusto, destaques do Corinthians na campanha do hexacampeonato brasileiro, afirmam que dificilmente deixarão o clube em 2016. Com a Taça Libertadores pela frente, eles dizem que apenas ofertas de grandes clubes da Europa poderiam fazê-los repensar a permanência.
Após deixar o Corinthians em 2010, Elias atuou por Atlético de Madrid, da Espanha, e Sporting, de Portugal. Com contrato até dezembro de 2017, ele afirma que só aceita conversa com clubes de ponta. 

– Não vou trocar mais o Corinthians por um clube médio – disse nesta terça-feira, durante premiação promovida pela TV Gazeta.

Eleito melhor jogador do Brasileirão em pesquisa promovida pela CBF, Renato Augusto disse que só aceitaria deixar o Timão se fosse para disputar a Liga dos Campeões da Europa.

– Se realmente viesse uma proposta legal de um time que está na Champions League, jogaria porque é um grande campeonato. Só que a minha intenção é ficar no Corinthians e buscar a Libertadores, que é um sonho antigo meu – afirmou.

Na última semana, em entrevista ao "Sport Bild", da Alemanha, Renato Augusto disse que atuar pelo Schalke 04 "seria uma boa ideia". Nesta terça, o corintiano explicou o que quis dizer com isso.

– A entrevista realmente aconteceu, mas falei de uma outra forma. Estou muito feliz no Corinthians, mas se chegasse uma proposta, eu ouviria, porque é um grande time da Alemanha, que joga internacionalmente e tem chance de jogar a Champions League no ano que vem. Se chegasse, eu sentaria para conversar, mas só se fosse algo muito bom para mim e para o clube – disse.

Com contrato até dezembro de 2016, Renato Augusto já negocia a sua renovação contratual. O Corinthians quer oferecer um contrato de mais três temporadas.

BOTAFOGO

Um gringo por outro: Botafogo pensa em Ortega para lugar de Navarro

Com renovação de uruguaio quase descartada, Alvinegro inicia conversas para contratar atacante paraguaio do Sportivo Luqueño

Por Rio de Janeiro
Inicialmente tratada como uma das prioridades, a renovação de Navarro já é dada como improvável no Botafogo. Mas ao mesmo tempo, o clube articula a contratação de outro estrangeiro para substituí-lo. O nome da vez é o paraguaio Jorge Ortega, semifinalista da Copa Sul-Americana pelo Sportivo Luqueño.
A permanência de Navarro começou a ser tratada algumas semanas antes do fim do Campeonato Brasileiro e, por isso, o clima entre os dirigentes era de confiança. Mas o tempo foi passando, e os contatos cada vez mais escassos com o empresário do uruguaio, Gerardo Cano, fizeram o Botafogo buscar alternativas.
Jorge Ortega Sportivo Luqueño (Foto: Guillermo Legaria/AFP/Getty Images)Jorge Ortega em jogo do Sportivo Luqueño, pela Copa Sul-Americana de 2015 (Foto: Guillermo Legaria/AFP/Getty Images)

Segundo alguns integrantes da diretoria do Botafogo, que acompanham a negociação de perto, os valores pedidos pelo empresário de Navarro aumentaram, e até hoje não foi dada uma resposta clara à última proposta oficial formulada pelo clube. Em princípio, há uma reunião marcada para estar quinta-feira com o agente no Rio de Janeiro. Mas o Alvinegro já não leva muita fé.
- Ele diz que vem - ironizou um integrante da diretoria, referindo-se a Gerardo Cano.
Assim, as atenções estão voltadas a outros jogadores do Mercosul. Um deles é Jorge Ortega. Atacante rápido, com faro de gol, ele agrada ao Botafogo justamente por exercer duas funções no ataque. Aos 24 anos, ele teve neste ano sua melhor temporada: além de 11 gols no Campeonato Paraguaio, Ortega foi vice artilheiro da Copa Sul-Americana, com quatro gols. O mais bonito, contra o Atlético-PR, quando deu um chapéu em Vilches e encobriu o goleiro Weverton. 

O Botafogo acena com dois anos de contrato ao jogador. Além de uma quantia em dinheiro, o clube carioca aposta na vitrine do futebol brasileiro. Em caso de uma futura negociação, o Sportivo Luqueño ficaria com 20% do valor da venda. 



Com a saída de Neilton e a dificuldade para renovar com Navarro, o Botafogo conta, no momento, apenas com Luís Henrique, Ronaldo e Vinícius Tanque para o setor. Sassá está machucado e só deve retornar em maio, já durante o Campeonato Brasileiro. O clube chegou a fazer uma sondagem por Alecsandro, do Palmeiras, mas a conversa não evoluiu.

NOTICIAS

Para se dedicar à família, Cuca recusa trabalho para o início de 2016

Treinador, que rescindiu seu contrato na China, deseja ficar próximo dos familiares, estudar o futebol nacional e assistir a jogos na Europa. Dois clubes o procuraram

Por Rio de Janeiro
Cuca treinador Shandong Luneng (Foto: Reprodução Sina.com)Cuca dirigiu o Atlético-MG até o fim de 2013 (Foto: Reprodução Sina.com)
Não será no começo da próxima temporada que o torcedor voltará a ver Cuca dirigindo um time brasileiro. Embora tenha rescindido seu contrato com o Shandong Luneng, da China, e ter recebido sondagens para retornar ao futebol brasileiro, o treinador dará um tempo na carreira. Com problemas de saúde na família, o técnico optou por não aceitar nenhum convite.
De acordo com seu agente, Eduardo Uram, dois grandes clubes do Brasil o procuraram, mas Cuca estaria sem cabeça para iniciar um trabalho visando 2016. Cuca ficou quase dois anos na China.
- Nós fizemos no sábado a rescisão dele no Shandong. Nos reunimos e o Cuca conversou com os familiares. Ele está com problemas de saúde na família, são duas situações de recuperação e que causam preocupação nele. Uma é com o Cuquinha, que é seu auxiliar. Ele recebeu até duas consultas de clubes que sempre teve o interesse em trabalhar - explicou o empresário do treinador, que preferiu não expor os nomes dos clubes pelas conversar não terem evoluído.
Não há prazo estipulado para o retorno do treinador, mas é possível que ainda no primeiro semestre do ano que vem, caso receba uma proposta, Cuca volte a trabalhar. A preferência é pelo futebol brasileiro.
- Quero deixar claro que a recusa dele em relação às sondagens não se dá pela condição relação financeira, mas pelas razões próprias dele. O Cuca planeja voltar revigorado e inteiro, sem nenhum tipo de problema, e atualizado com o futebol brasileiro. 
O São Paulo, que está sem treinador, via em Cuca uma possibilidade para assumir o time em 2016. O treinador dirigiu a equipe em 2004. Seu último trabalho no Brasil foi no Atlético-MG, equipe que comandou até o fim de 2013.

SURF

Fanning cita tubarão, mas não se vê o maior merecedor do título: "Briga boa"

Cinco meses após sobreviver a ataque na África, australiano luta por tetra mundial contra trio brasileiro e faz questão de encher a bola de Toledo, Mineirinho e Medina

Por Direto de Oahu, Havaí
Mick Fanning em Pipeline, no Havaí (Foto: WSL / Kirstin Scholtz)Mick Fanning posa ao lado da taça de campeão mundial em Pipeline (Foto: WSL / Kirstin Scholtz)
Ter sobrevivido a um ataque de tubarão, em julho, durante a final da etapa da África do Suldo Circuito Mundial já poderia ser considerado o grande título de Mick Fanning neste ano. Mas o australiano de 33 anos é um dos principais surfistas do mundo e superou o grande susto para chegar na havaiana Pipeline na liderança do ranking e em bela posição para brigar pelo seu tetracampeonato mundial. Maior rival dos brasileiros Filipe Toledo, Adriano de Souza e Gabriel Medina na luta pelo caneco, Mick não acredita que o grave incidente em Jeffreys Bays o faça ser mais merecedor dos que os adversários. Fã dos membros do Brazilian Storm, o aussie enche a bola do trio e prevê uma empolgante batalha pelo troféu de melhor da temporada de 2015. De olho no futuro, Fanning também fez questão de deixar claro que não achou ruim a manutenção da etapa de J-Bay no calendário do Circuito Mundial de 2016. Ele está doido para voltar lá, de preferência, com quatro títulos mundiais no currículo. 
- Todo ano é especial, todo título mundial é especial e diferente por razões especiais. Se não acontecer de eu ser campeão neste ano, eu não vou achar que eu merecia mais do que os outros pelo que aconteceu comigo em Jeffreys Bay. Vai ser uma briga boa, mas seria muito especial eu ser o campeão. Foi ano um maluco e aprendi muito sobre mim mesmo. Estou feliz por estar aqui, tendo a chance de ter uma segunda chance, fazendo o que eu amo - disse Mick, nesta terça-feira, na abertura da janela para a realização de Pipeline.
Momento em que tubarão se aproxima de Mick Fanning durante final da etapa de Jeffreys Bay (Foto: Divulgação / WSL)Momento em que tubarão se aproxima de Mick Fanning durante final da etapa de Jeffreys Bay (Foto: Divulgação / WSL)
Fanning e todos os outros 32 competidores já garantidos na chave principal da última etapa do ano deverão ter de esperar pelo menos até quinta-feira para estrearem na competição. Isso porque, após não haver competição nesta terça, o dia inaugural da janela, a Liga Mundial de Surfe (WSL) anunciou que nesta quarta, com chamada às 16h (de Brasília), deverá ser realizada apenas a triagem, disputa que classificará os dois melhores para o campeonato. Quando o campeonato de fato começar, Mick sabe que precisará secar os brasileiros, adversários que ele elogiou bastante. O GloboEsporte.com vai acompanhar tudo em Tempo Real.
- Os garotos brasileiros estão indo muito bem. O Adriano impulsionou esses caras durante muito tempo, daí apareceu o Gabriel sendo campeão e agora o Filipe. É muito bom ver esse crescimento de caras de diferentes estilos. É fantástico para o Brasil e também para o surfe. Sei que não vai ser fácil, mas estou preparado para ir melhor do que eles.
Mick Fanning, Filipe Toledo e Gabriel Medina em entrevista no Havaí (Foto: David Abramvezt)Mick Fanning, Filipe Toledo e Gabriel Medina em entrevista no Havaí (Foto: David Abramvezt)

Campeão do QS 10.000 de Sunset Beach, encerrado na semana passada, também no Havaí, Mick acredita que chegará muito embalado para a briga.
- Não era o meu foco ser campeão, que queria mesmo era me preparar para Pipeline. Então foi algo muito bom ir longe no campeonato e ganhar um título importante nessa preparação. Eu chego muito bem em Pipeline.
Questionado se concorda com a manutenção de Jeffreys Bay no calendário do Circuito Mundial para a temporada de 2016, Mick Fanning disse que a etapa é muito boa e que ataques de tubarão podem acontecer em outros eventos do Tour. 
- Por que não manter J-Bay? É uma ótima onda. É perigoso por causa dos tubarões e a WSL vai fazer um trabalho de prevenção para afastar os tubarões. Com certeza, eu estarei lá. Tem outros lugares que também são perigosos e têm etapas, como Margaret River (AUS). Lá tem bastante tubarão, assim como Jeffreys Bays. Pipeline e Fiji também têm chance de aparecer tubarão.  Esse é o nosso esporte e precisamos tomar decisões, sempre da melhor forma possível. 
Mick Fanning campeão QS Sunset Beach (Foto: Reprodução WSL)Mick Fanning é levantado após ser campeão do QS 10.000 de Sunset, na semana passada (Foto: Reprodução WSL)
BATERIAS DA 1ª FASE
1. Italo Ferreira (BRA) X Adrian Buchan (AUS) X Glenn Hall (IRL)
2. Owen Wright (AUS)X Jadson André (BRA) X Dusty Payne (HAV)
3. Gabriel Medina (BRA) X Keanu Asing (HAV) X a definir
4. Adriano de Souza (BRA) X Michel Bourez (TAI) X a definir
5. Filipe Toledo (BRA) X Kolohe Andino (EUA) X a definir
6. Mick Fanning (AUS) X Sebastian Zietz (HAV) X definir
7. Julian Wilson (AUS) X Kai Otton (AUS) X Ricardo Christie (NZL)
8. Jeremy Flores (FRA) X Matt Wilkinson (AUS) X Jordy Smith (AFS)
9. Kelly Slater (EUA) X Taj Burrow (AUS) X CJ Hobgood (EUA)
10. Nat Young (EUA) X John John Florence (HAV) X Brett Simpson (EUA)
11. Bede Durbidge (AUS) X Wiggolly Dantas (BRA) X Adam Melling (AUS)
12. Josh Kerr (AUS) X Joel Parkinson (AUS) X Miguel Pupo (BRA)
AS CHANCES DE CADA UM SER CAMPEÃO
Mick Fanning é campeão mundial se:
- vencer a etapa
- chegar em 2º e Toledo e Mineirinho não vencerem
- chegar até a semifinal, Toledo não passar das quartas e Mineirinho da semifinal
- chegar até as quartas, Toledo não passar da 5ª fase e Mineirinho das quartas
- chegar até a 5ª fase, Toledo não passar da 3ª fase, Mineirinho da 5ª fase, e Medina não vencer
- chegar até a 3ª fase, Toledo não passar da 2ª fase, Mineirinho da 3ª fase, Medina das quartas, e Owen não vencer a etapa
- parar na 2ª fase, Toledo não passar da 2ª fase, Mineirinho da 3ª fase, Medina das quartas, e Owen não vencer a etapa

Filipe Toledo é campeão mundial se:
- vencer a etapa
- chegar em 2º e Fanning e Mineirinho não vencerem
- chegar até a semifinal e Fanning e Mineirinho não passarem da semifinal (caso Mineirinho seja 2º haverá bateria de desempate)
- chegar até as quartas, Fanning não passar das quartas e Mineirinho da semifinal
- chegar até a 5ª fase, Fanning não passar da 5ª fase, Mineirinho das quartas, e Medina não vencer a etapa
- chegar até a 3ª fase, Fanning e Mineirinho não passarem da 3ª fase, Medina das semifinais e Owen e Julian não vencerem a etapa (se Julian vencer a etapa, haverá bateria desempate)

Adriano de Souza é campeão mundial se:

- vencer a etapa
​​- chegar em 2º, Toledo não passar das quartas e Fanning da semifinal (caso Toledo pare na semifinal, haverá bateria de desempate)
- chegar até a semifinal, Toledo não passar da 5ª fase e Fanning das quartas
- chegar até as quartas, Toledo não passar da 3ª fase, Fanning da 5ª fase e Medina não vencer a etapa
- chegar até a 5ª fase, Toledo e Fanning não passarem da 3ª fase e Medina e Owen não vencerem a etapa

Gabriel Medina é campeão mundial se:
- vencer a etapa, Toledo não passar da 5ª fase e Fanning e Mineirinho não passarem das quartas
- chegar em 2º, Toledo, Fanning e Mineirinho não passarem da 3ª fase e Owen não vencer a etapa
- chegar até a semifinal, Toledo não passar da 2ª fase, Fanning e Mineirinho não passarem da 3ª fase, e Owen e Julian não vencerem a etapa

Owen Wright é campeão mundial se:
- vencer a etapa, Toledo e Fanning não passarem da 3ª fase, e Mineirinho da 5ª fase

Julian Wilson é campeão mundial se:
- vencer a etapa, Toledo não passar da 2ª fase, Fanning e Mineirinho da 3ª fase, e Medina da semifinal (caso Toledo pare na 3ª fase haverá bateria de desempate)
OBS.: Em caso de empate em pontos de dois ou mais surfistas na classificação final do Mundial, haverá o "surf off". Trata-se de uma ou mais baterias extras, homem a homem, que decide um único vencedor. Fica a cargo da comissão de prova decidir o número de baterias.

CORINTHIANS

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