segunda-feira, 10 de setembro de 2012

NOTICIAS



Na Copa do Mundo, torcedores chegarão de trem à estação de Itaquera e de metrô à Artur Alvim, para facilitar fluxo de público na entrada do estádio


A Arena Corinthians recebeu na manhã desta segunda-feira a vistoria semestral da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local), rotina no acompanhamento dos estádios que vão sediar a Copa do Mundo de 2014. Na reunião, que também contou com membros dos governos municipal e estadual, foi debatido, entre outros assuntos, o acesso de torcedores, delegações, autoridades e jornalistas ao estádio.
COL/Fifa às obras da Arena Corinthians. (Foto: Alexandre Lozetti / Globoesporte.com)Membros do COL e da Fifa visitam obras da Arena Corinthians. (Foto: Alexandre Lozetti / Globoesporte.com)
O secretário especial da Copa, Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, esclareceu que a estação de metrô Corinthians-Itaquera, a mais próxima da Arena, não será fechada nos dias de jogos, mas provavelmente receberá somente passageiros dos trens da CPTM. Quem for ao estádio de metrô terá de usar a Artur Alvim, estação anterior. O intuito é dividir o público para evitar um fluxo muito grande nas catracas, o que ocorreria caso um número muito grande de pessoas desembarcasse no mesmo local.
- Haverá passarelas das estações ao estádio, de no máximo 800 metros. Para isso, podemos até alongar um pouco o percurso da estação de Itaquera, porque as pessoas precisam caminhar antes de chegar ao estádio, para que haja fluidez - explicou o secretário.
Para auxiliar no fluxo, as obras viárias no entorno da Arena Corinthians terão início nesta quarta-feira. Ribeiro comemorou a ordem de serviço, o que, segundo ele, era a "bola da vez" do projeto paulista para receber a Copa. Além das passarelas de acesso das estações, serão feitos o alargamento da Radial Leste, uma nova avenida ligando os setores Norte-Sul, por cima da Radial, além de acessos à avenidas como a Jacu-Pêssego. O valor divulgado das obras é de R$ 450 milhões, em parceria da prefeitura com o Governo do Estado, e o prazo de término é de 18 meses (março de 2014).
Nesta quarta, o governador Geraldo Alckmin estará presente na região para celebrar o início das obras. A maior facilidade de se chegar e sair da Zona Leste foi apontada pelos políticos como um dos legados da Copa do Mundo para a cidade.
Nos seis jogos do Mundial no estádio, haverá uma interdição no raio de um quilômetro em seu entorno, a partir de onde apenas veículos autorizados poderão passar, casos de jornalistas credenciados e autoridades, por exemplo. As vagas de estacionamento da Arena Corinthians ficarão todas reservadas aos VIPs e caminhões de transmissão. O torcedor terá de parar seu carro em locais alternativos. Um deles será o Shopping Metrô Itaquera, que já fez um acordo para abrigar 600 vagas direcionadas às partidas
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VASCO



Cristóvão deixa o comando do Vasco



Treinador pede demissão um dia depois da derrota por 4 a 0 para o Bahia, em São Januário. Dinamite confirma que Gaúcho assume interinamente


Cristóvão Borges não é mais o técnico do Vasco. O treinador anunciou seu pedido de demissão um dia depois da derrota por 4 a 0 para o Bahia, em São Januário. A decisão foi comunicada em entrevista coletiva no início da noite desta segunda-feira ao lado do presidente Roberto Dinamite e do diretor de futebol Daniel Freitas. O auxiliar Gaúcho vai dirigir o time interinamente na partida contra o Palmeiras, nesta quarta-feira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Pressionado pela torcida frequentemente - e ainda mais por conta dos últimos resultados -, Cristóvão deixa o clube pouco depois de completar um ano no cargo. Assumiu o comando da equipe em 28 de agosto de 2011, quando Ricardo Gomes sofreu um AVC durante o clássico contra o Flamengo. Desde então, saltou do posto de auxiliar para o de técnico titular.
Cristóvão e Dinamite, Vasco da gama (Foto: André Casado / Globoesporte.com)Cristóvão e Dinamite no momento do anúncio da saída (Foto: André Casado / Globoesporte.com)
De acordo com Cristóvão, a opção já vinha sendo amadurecida em outros momentos, mas foi definida da noite de domingo para esta segunda-feira. Nos últimos oito jogos, o time conquistou apenas uma vitória. Ele revelou que chegou a telefonar para Gomes, que não aprovou a atitude, assim como sua família. Mas foi irredutível em sua posição.
- Tomei essa decisão sozinho, não tive ninguém que me apoiasse. Nem a minha família, nem o Ricardo (Gomes), e a diretoria não esperava. Mas sou eu que estou vivendo esse momento, achei que essa fosse a hora. Como qualquer quebra de relação, é dolorida, machuca. Sei o quanto estou perdendo, mas é a melhor decisão para mim e para o crescimento do Vasco nesse momento - disse Cristóvão, que manteve seu ar sereno.
Em pouco mais de um ano, Cristóvão dirigiu o Vasco em 78 partidas, com 41 vitórias, 18 empates e 19 derrotas, com 60,2% de aproveitamento. Foram três vice-campeonatos no período
A diretoria também descartou a volta de Ricardo Gomes. O treinador, que ainda se recupera do AVC sofrido há pouco mais de um ano, projeta sua volta ao trabalho apenas em 2013 e não tem contrato com o clube. A busca imediata será por um profissional disponível no mercado.
Sob o comando de Cristóvão, o Vasco fechou o Campeonato Brasileiro do ano passado em segundo lugar, chegou à semifinal da Copa Sul-Americana e foi vice-campeão também da Taça Guanabara e Taça Rio. Além disso, quebrou um recorde ao se manter no G-4 por 48 rodadas consecutivas. Ele dirigiu a equipe em 78 partidas, com 41 vitórias,18 empates e 19 derrotas, com aproveitamento de 60,2% dos pontos disputados.
Cristóvão fez questão de agradecer o apoio de todos no clube, inclusive da torcida, lembrando que teve grandes momentos. Mas ressaltou as dificuldades de relacionamento.
- Na conversa que tive com o presidente, coloquei essa necessidade de dar uma mexida e uma sacudida que se fazia necessária. Minha saída é mais valiosa do que meu prosseguimento à frente da equipe. Por isso, tomei essa decisão. Espero estar contribuindo para uma melhora. Me dá orgulho ter feito essa campanha. Agradeço ao Vasco, ao presidente, ao vice de futebol, seu Mandarino, ao Daniel (Freitas, diretor de futebol) pela oportunidade de ter feito parte de um clube desse porte. Deixo um agradecimento especial, apesar das discordâncias, à torcida. Tivemos grandes momentos aqui, e é isso que fica. E um agradecimento especial ao grupo de jogadores, que me manteve aqui por tanto tempo com toda a exigência e pressão. Acredito neles, vão dar a volta por cima. Esse agradecimento é de coração, porque sem eles nada disso de maravilhoso teria acontecido. Peço desculpas a vocês (jornalistas) por alguma coisa, mas acho que a relação sempre foi boa. É vida que segue. Nos encontraremos em outras ocasiões ainda - projetou Cristóvão, antes de se levantar e dar um forte abraço em Dinamite, com um sorriso no rosto. 
Sentado ao lado de Cristóvão na entrevista coletiva, Roberto Dinamite agradeceu o trabalho do treinador e reforçou que a ideia da diretoria não era a de encerrar a parceria neste momento.
- Agradecemos a contribuição que ele deu na continuidade do trabalho do Ricardo. Não era aquilo que desejamos para o clube, mas o futebol vive de momentos. Levou o Vasco a uma condição de vice-campeonato brasileiro, está no G-4 há mais de 40 rodadas (48 no total). As pessoas às vezes enxergam que isso que não é suficiente. Num conversa franca e verdadeira, ele colocou a nós a posição que é muito mais dele. Interpelamos, mas é uma decisão pessoal. E vamos dar sequência ao trabalho no dia a dia.
Por meio do Twitter, Dedé se manifestou com palavras de carinho e agradecimento ao seu ex-treinador.
- Cristóvão Borges, gostaria muito de te agradecer pessoalmente tudo que aprendi como atleta e como pessoa! Você foi um cara que me tratou como um filho, por isso te respeito muito. Deus te abençoe muito! Muito, mas muito obrigado, de todo o coração! - escreveu o zagueiro, que está em Recife, onde nesta segunda-feira defende a Seleção Brasileira no amistoso contra a China.
O Vasco é o nono clube a trocar de treinador neste Brasileiro, sucedendo Atlético-GO, São Paulo, Inter, Bahia, Figueirense, Flamengo, Sport e Coritiba
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domingo, 9 de setembro de 2012

CORINTHIANS



Venda internacional pela internet começou neste domingo e durou poucas horas no site Fifa. Preços variavam de R$ 181 a R$ 777 para cada partida


ingressos corinthians mundial (Foto: Reprodução da internet)Página da Fifa informa que os ingressos foram
todos vendidos (Foto: Reprodução da internet)
A torcida do Corinthians está eufórica para o Mundial de Clubes-2012, que será realizado no Japão, entre os dias 6 e 16 de dezembro. Neste domingo, no início das vendas on-line, os corintianos esgotaram o primeiro lote de ingressos disponíveis na internet, para os dois dias de jogos da equipe na competição - dia 12 na cidade de Toyota, e dia 16, em Yokohama.
A comercialização internacional começou no site oficial da Fifa (www.fifa.com), ainda na madrugada (no horário de Brasília). Após poucas horas de venda e com a página na internet funcionando de maneira bastante lenta, as primeiras entradas chegaram ao fim.
Neste domingo pela manhã, toda vez que um cliente do Brasil tentava simular a compra pelo site da entidade, como venda internacional, aparecia o aviso de "ingressos esgotados" (reprodução na foto acima). No entanto, a aquisição era possível para os torcedores que moram no Japão e selecionavam a opção "venda doméstica".
O site oficial do Corinthians (www.corinthians.com.br) divulgou uma nota confirmando que as entradas chegaram ao fim. Já no site da Fifa, a venda deste domingo foi chamada de "fase 1", deixando a entender que novas "fases" podem aparecer nas próximas semanas.
Para as outras datas do Mundial de Clubes, exceto na decisão, os bilhetes ainda estão à disposição para venda on-line internacional. Os preços, para os quatro setores do estádio, variavam de R$ 181 (setor 4) a R$ 466 (setor 1) na semifinal, no estádio na cidade de Toyota, e R$ 233 (setor 4) até R$ 777 (setor 1) para a decisão, em Yokohama
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BRASILEIRAO 2012


DESTAQUES DO JOGO
  • estatística
    76
    Este é o número de passes errados no clássico. Santos e São Paulo abusaram dos equívocos e travaram o jogo no meio de campo. Cada time errou 38 vezes.
  • decepção
    Substitutos
    Osvaldo ficou com a vaga de Lucas. Patito Rodríguez entrou no lugar de Neymar. E ambos não conseguiram criar nada importante na partida
  • arbitragem
    Marcelo Souza
    Errou em alguns momentos, mas acertou nas principais jogadas: de forma correta, não marcou pênalti em dois lances polêmicos em cima de Luis Fabiano.
A CRÔNICA
O Santos não tinha Neymar, Paulo Henrique Ganso e Arouca, além de outros desfalques. O São Paulo não teve Lucas. E o clássico na Vila Belmiro praticamente não teve futebol. Os 6.379 torcedores que decidiram ir ao estádio para fechar o fim de semana prolongado pelo feriado do Dia da Independência sofreram com um empate ruim e sem gols, pela 23ª rodada do Brasileirão.
Peixe e Tricolor abusaram dos erros. Ao todo foram 76 passes errados, sendo 38 para cada lado. Empate até nos equívocos. Mesmo tendo Denilson expulso no fim do jogo e sofrendo pressão do Peixe, que ficou com um a mais a partir dos 37 minutos do segundo tempo, a impressão que ficou é de que o Tricolor poderia ter vencido fora de casa. Luis Fabiano, que costuma ser carrasco do Santos, teve quatro chances, mas não conseguiu marcar em nenhuma.
Com o empate, o Peixe foi a 27 pontos e manteve-se na 14ª colocação, enquanto o São Paulo chegou aos 36 pontos e caiu para a sexta posição, se afastando do G-4.
Agora, o Peixe recebe o Flamengo na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília), também na Vila Belmiro, enquanto o Tricolor vai a Minas Gerais enfrentar o Atlético-MG, no Estádio Independência , no mesmo dia e horário.
Surpresas e muitos erros
Muricy Ramalho e Ney Franco surpreenderam na formação dos dois times. O Santos não teve grandes novidades na escalação, mas o posicionamento da equipe em campo foi diferente: três zagueiros, com o volante Ewerton Páscoa recuado, formando linha defensiva com David Braz e Durval. O São paulo usou a mesma formação. Ney optou por Paulo Miranda no lugar de Paulo Assunção, e escolheu Casemiro para substituir o suspenso Maicon. A opção também serviu para dar mais proteção aos ofensivos laterais Douglas e Cortez.
Luis Fabiano São Paulo x Santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Luis Fabiano e Rafael protagonizaram duelo. Melhor para o goleiro (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Na prática, as mudanças representaram um visitante mais atuante no início. Em campo e nas arquibancadas. Minoria, a torcida do São Paulo fazia mais barulho. No gramado, o Tricolor assumiu postura de mandante e tomou conta da posse de bola, mas não criou boas chances, exceção feita a um ou outro susto protagonizado pela defesa santista. Susto que também ocorreu do lado são-paulino, quando Rafael Toloi bobeou na frente de André, mas o centroavante não conseguiu aproveitar, aos nove minutos.
Chance real de gol mesmo só aos 13. André, um dos melhores do Peixe, fez bom trabalho de pivô e achou Gerson Magrão. Com a 10 normalmente usada por Paulo Henrique Ganso, lesionado, ele deu belo drible em Casemiro e soltou uma bomba de fora da área, por cima do gol de Rogério Ceni.
O problema é que os dois times erravam passes demais, travando a sequência das jogadas. Ao todo, foram 49 trocas de bola equivocadas na primeira etapa, sendo 25 do Santos e 24 do São Paulo. O argentino Pato Rodriguez, por exemplo, não conseguia acertar quase nenhuma jogada. Só ele errou seis passes, enquanto o líder no quesito do Tricolor foi Douglas, com quatro toques errados para companheiros.
A emoção só voltou ao clássico quando Luis Fabiano resolveu aparecer. Em duas chances, ele quase abriu o placar. Primeiro aproveitou sobra da zaga santista e emendou de primeira, mas parou em Rafael, aos 31. Seis minutos depois, recebeu ótimo passe de Jadson, driblou Rafael, mas ficou sem ângulo e finalizou para fora. E ao menos no primeiro tempo, Neymar e Lucas, astros convocados pela Seleção, fizeram muita falta.
Mais erros e castigo para os torcedores
Muricy se irritou com os erros de Pato Rodriguez e deixou o argentino no vestiário no intervalo. Na saída do primeiro tempo, aliás, o goleiro Rafael mostrou irritação com a postura do time e classificou a equipe como “perdida”. Victor Andrade, atacante de 16 anos, entrou no time, mas quem novamente chegou com perigo foi Luis Fabiano, pela terceira vez no clássico. O centroavante recebeu bom passe de Casemiro e finalizou de esquerda, mas Rafael evitou o gol, logo aos dois minutos.
O Santos, por sua vez, tinha dificuldade na saída de bola. Claramente a equipe sentiu falta de Arouca na transição das jogadas - o volante foi convocado por defender a Seleção. Assim como no primeiro tempo, os dois times seguiam abusando dos erros de passe. Em diversas oportunidades, os jogadores escolhiam o companheiro mais marcado para continuar os lances.
Quando o Tricolor acertava o pé, o alvo dos passes era sempre o mesmo: Luis Fabiano. Após escanteio cobrado pela direita, Jadson achou o camisa 9, que cabeceou para nova defesa de Rafael, aos 15. Àquela altura, atacante e goleiro já travavam um bom duelo pessoal. Foi a quarta chance perdida pelo goleador.

A resposta santista foi tão rápida quanto contundente. No contra-ataque, Felipe Anderson enfiou para Bruno Peres, que, com muita velocidade, foi até o fundo pela direita. No cruzamento em direção a André, a bola encontrou os pés de Rafael Toloi. Por muito pouco o defensor tricolor não faz contra, aos 16.
Ney Franco, então, teve de mexer no time, pois Rhodolfo sentiu lesão muscular e deu lugar ao atacante Ademilson. A mudança forçada fez o Tricolor crescer ainda mais na partida e aumentar o volume de jogo. Ao ponto de criar três boas chances seguidas, com Jadson, duas vezes parado por Rafael, e Osvaldo, pela esquerda finalizando à direita do goleiro santista.
Muricy também mudou: substituiu Gerson Magrão por Bernardo, mas o meia não conseguiu produzir como se esperava. Ainda assim, em jogada bastante confusa e truncada, o Peixe ameaçou com André, que aproveitou sobra da zaga são-paulina e finalizou de esquerda para fora.
Ainda houve tempo para lance polêmico envolvendo Luis Fabiano e David Braz. Os dois se chocaram dentro da área. Os tricolores reclamaram pênalti, mas o árbitro Marcelo Aparecido de Souza não marcou nada. O volante Denilson chegou a ser expulso, depois de fazer falta em Bruno Peres e receber o segundo amarelo na partida. Ele foi o atleta mais violento do jogo, com cinco faltas.
Na sequência, o que se viu foram mais erros dos dois lados, e o placar seguiu inalterado. Clássico sem o brilho dos craques e que foi um castigo para os pouco mais de seis mil torcedores que foram à Vila Belmiro.

BRASILEIRAO 2012


DESTAQUES DO JOGO
  • o nome do jogo
    Andrezinho
    O meia do Botafogo participou dos três gols do Botafogo: deu bela assistência para os dois de Elkeson e marcou o seu já nos acréscimos.
  • deu certo
    pontas
    O Náutico cresceu de produção no segundo tempo, quando resolveu explorar os lados do campo. Lúcio foi o maior exemplo disso, com boa atuação.
  • estatística
    passes
    Botafogo e Náutico erraram muitos passes. Foram 84, sendo 52 de cariocas e 32 de pernambucanos. Andrezinho foi quem mais errou: 11.
A CRÔNICA
Da concentração para o campo do Engenhão. O entrosamento e a afinidade de dois jogadores foram decisivos para o Botafogo neste domingo. Parceiros de quarto, Andrezinho e Elkeson asseguraram a terceira vitória seguida do Alvinegro no Brasileirão. Depois de superar Coritiba e Cruzeiro, o time bateu o Náutico por 3 a 1, pela 23ª rodada, com duas assistências e um gol do meia e dois gols do camisa 9 - agora, ambos têm oito no campeonato.
É a primeira vez que a equipe de Oswaldo de Oliveira consegue uma trinca nesta edição. E não foi fácil. Pelo contrário. Depois de um primeiro tempo sob controle e com dois gols, sendo o primeiro de letra, aos 54 segundos de bola rolando, a etapa final foi de sufoco e rendimento ruim dos donos da casa, inclusive do craque Seedorf. O Timbu se lançou ao ataque de forma aguda e aguerrida, conseguiu diminuir em pênalti cobrado por Araújo, fez pressão, mas parou no goleiro Renan e na falta de pontaria dos homens de frente. O gol de Andrezinho, aos 46 do segundo tempo, trouxe alívio aos alvinegros no campo e nas arquibancadas. Foram 14.612 pagantes (18.348 presentes), com renda de R$ 308.140. A pedido dos jogadores, a diretoria do Botafogo fez uma promoção de ingressos.
Com o resultado, o Botafogo chega a 37 pontos e ocupa o quinto lugar, dois a menos que o Vasco, que ainda enfrenta o Bahia. O Timbu continua caminhando pelo meio da tabela, com 28, na 11ª posição.
- Se a gente passar sufoco desse jeito todo jogo e sair com a vitória, é válido. O time teve problemas de lesão, acabamos agora no fim do segundo tempo com a zaga toda de garotos. Foi uma pressão danada. Nossa conversa é essa, o espírito tem que ser esse, ganhando ou não. A bola dos caras começa a não entrar e a nossa entra - disse o meia Andrezinho.
O lateral-esquerdo Lúcio lamentou as oportunidades desperdiçadas, sobretudo no segundo tempo, quando o Náutico apertou o adversário e esteve perto de empatar. O time foi superior na posse de bola (57% a 43%), nas finalizações (17 a 12) e nas chances reais de gol (oito a cinco).
- A frase para resumir o que vimos aqui hoje não poderia ser outra: quem não faz leva. Foi o que aconteceu. Não quero tirar o mérito do Botafogo, mas (o justo) aqui, no mínimo, seria um empate - avaliou Lúcio.
Na próxima rodada, as duas equipes jogam na quinta-feira, às 21h (de Brasília). O Botafogo recebe o Inter, no Engenhão, e o Náutico visita o Grêmio, no Olímpico.
Elkeson e Andrezinho gol Botafogo (Foto: Wagner Meier / AGIF)Decisivos: Elkeson e Andrezinho são os destaques do Botafogo contra o Náutico  (Foto: Wagner Meier / AGIF)
De Andrezinho para Elkeson: 2 a 0 Botafogo
De Andrezinho para Elkeson. Duas vezes. Dois gols do Botafogo contra o Náutico. Foi com jogadas da dupla que o Alvinegro pulou na frente no primeiro tempo do jogo no Engenhão. Uma vantagem que começou a ser construída cedinho, cedinho. A bola levou cinquenta e quatro segundos para sair do círculo central no apito inicial e viajar até o fundo do gol de Gideão. Foi o tempo que Andrezinho precisou para receber passe de Fellype Gabriel na direita, olhar duas vezes para a área e cruzar no pé de Elkeson. O camisa 9, meia que virou o principal atacante na equipe de Oswaldo de Oliveira, não finalizou de qualquer maneira. Teve o capricho de concluir de letra. É o segundo gol mais rápido deste Brasileirão. Na segunda rodada, Lincoln, do Coritiba, marcou aos 29 segundos da etapa inicial na derrota por 3 a 2 para o próprio Botafogo.
Ficar em vantagem logo de cara fez o Botafogo abrir mão da posse de bola. O Timbu passou a comandar as ações, mas insistiu em jogadas pelo meio. Os laterais Lúcio e Patric não foram à linha de fundo uma vez sequer. Souza, Rhayner, Araújo e Dimba buscaram as infiltrações, mas sem sucesso. O Alvirrubro rondava, rondava, só que não chegava à área em condições de concluir.
Apesar de uma saída de bola lenta, o Botafogo conseguia chegar com força ao ataque. Organizado por Seedorf, Andrezinho e Fellype Gabriel, o time teve paciência para criar as oportunidades. Aos 19, Elkeson e Andrezinho trocaram passes, e a bola chegou até Seedorf na direita. O camisa 10 bateu forte, mas a bola subiu demais e foi para fora.
A primeira etapa foi de muitos erros de passe, 61 ao todo. Andrezinho, por exemplo, errou 11 de 21 que tentou. Mas foi de nova assistência do camisa 17 para Elkeson que o Botafogo conseguiu ampliar, aos 33. Andrezinho partiu em velocidade até a entrada da área e passou a Elkeson. Corte rápido para se livrar do zagueiro Ronaldo Alves, e chute colocado e rasteiro para o segundo gol dele, o oitavo no Brasileirão: 2 a 0.
O Timbu respondeu um minuto depois. Após cobrança de falta, o zagueiro Ronaldo Alves subiu bem para cabecear, mas parou no travessão. Na última tentativa pernambucana, Rhayner chegou bem ao ataque, mas pegou mal na bola em chute da entrada da área.
Araújo náutico x botafogo (Foto: Dhavid Normando / Ag. Estado)Araújo domina a bola: atacante fez seu sétimo gol no Brasileiro (Foto: Dhavid Normando / Ag. Estado)

Náutico aperta, erra muito, e Bota se segura
Alexandre Gallo trocou um volante por outro no intervalo. Dadá deu lugar a Josa. O Timbu adiantou a marcação e passou a tentar explorar um pouco mais as jogadas pelas pontas. Lúcio subiu bem no primeiro ataque da equipe, cruzou rasteiro, mas Souza chegou atrasado para concluir. O Náutico conseguiu diminuir a vantagem alvinegra cedo. Aos sete, Andrezinho se enrolou com os zagueiros na área, foi puxado pela camisa e caiu. O jogador pediu pênalti, Seedorf tentou aproveitar o rebote, mas a arbitragem mandou seguir. No contra-ataque, quem conseguiu o pênalti foi o Náutico. Souza invadiu a área pela esquerda, driblou Gabriel e foi derrubado. Na cobrança, Araújo bateu no canto direito do goleiro Renan, que caiu para o lado oposto: 2 a 1. 
O sétimo gol de Araújo no campeonato trouxe alguns momentos de instabilidade ao Botafogo, que passou a ser mais atacado. Oswaldo foi forçado a fazer uma mudança na zaga antes dos 20 minutos. Brinner sentiu cãibras e deu lugar a Vinícius. Pouco depois, Lucas sentiu cansaço e foi substituído por Gilberto. Sorte do Alvinegro que o ritmo do Náutico caiu pouco a pouco, e o time conseguiu ter mais posse de bola e presença ofensiva, apesar de desorganizado. Elkeson, Andrezinho e Seedorf tentaram algumas finalizações, mas o gol que daria tranquilidade não saía.

O Náutico foi para o abafa nos dez minutos finais e teve duas ótimas chances. Na primeira, Rogério recebeu cruzamento de Elicarlos, apareceu para bater colocado na segunda trave, e Renan salvou com a mão esquerda. Em seguida, Rogério serviu Araújo na área, o camisa 10 tirou do goleiro com um toque de primeira, mas a bola saiu por muito pouco, à direita de Renan.

A placa de quatro minutos de acréscimos deixou os alvinegros desesperados no Engenhão. Naquele momento, o Botafogo não conseguia atacar. Mas o alívio chegou antes do apito final, aos 46. Em contragolpe, Seedorf partiu com a bola dominada, viu Andrezinho passar pela esquerda e rolou. O meia bateu colocado, e o goleiro Gideão aceitou. O Náutico até poderia ter tido melhor sorte no confronto, mas pecou na hora decidir, algo que o time de Elkeson, Andrezinho e Seedorf soube fazer com competência.

BRASILEIRAO 2012


DESTAQUES DO JOGO
  • o nome do jogo
    Nem
    O atacante deu uma arrancada no lance do gol de Fred e atormentou a defesa colorada durante o jogo. Foi o mais caçado: seis faltas.
  • não deu certo
    Cassiano
    Em sua estreia como titular, o jogador de 23 anos não se entendeu com Dagoberto e deixou o campo no segundo tempo sem uma finalização.
  • arbitragem
    expulsões
    Wilton Pereira Sampaio (GO) teve atuação confusa e expulsou Nei, Leandro Euzébio e Fabrício - este, depois do apito final, por reclamação.
A CRÔNICA
Cinquenta e três metros. Foi por essa distância que Wellington Nem conduziu a bola, evitou duas tentativas de falta e deu o passe preciso para Fred manter o Fluminense na liderança do Brasileirão por mais uma rodada - a segunda consecutiva. Mais uma vez, o Tricolor fez uso da eficiência da sua dupla de ataque e da força defensiva e venceu o Inter foi por 1 a 0 na tarde deste domingo, no Beira-Rio.
O time carioca chegou aos 50 pontos e não pode ser alcançado nesta rodada pelo Atlético-MG, que recebe o Palmeiras às 18h30m - os mineiros têm 45 pontos e dois jogos a menos. Depois de dez dias de ausência, Fred retornou e assumiu a artilharia isolada do campeonato, com 11 gols.
Mas o grande destaque da partida foi Wellington Nem. Elétrico e revezando entre as pontas, o atacante não deu descanso aos defensores do Inter. Além da jogada do gol da vitória, ele foi o responsável pelas melhores chances do time e responsável direto pela expulsão de Nei. Leandro Euzébio, após desentendimento com Índio, e Fabrício, por reclamação depois do apito final, também receberam cartão vermelho.
Apesar dos três pontos, o técnico Abel Braga pisou no freio.

- Ainda estamos longe do título. Foi um jogo muito complicado, mas fizemos o resultado. Acho que estivemos mais perto do segundo gol do que eles do primeiro, porque levantar bola na área... - afirmou Abel, referindo-se à principal jogada do Inter, que recorreu 25 vezes à bola aérea e teve três chances reais de gol, contra quatro do Flu.
Os mandantes sentiram bastante os desfalques. A longa lista de ausências tinha como expoentes Guiñazu, D’Alessandro, Forlán e Leandro Damião. Até reservas que seriam importantes, como Rafael Moura, ficaram ausentes. Esfacelado, o time teve dificuldades para se organizar e não furou a melhor defesa do campeonato (15 gols sofridos em 23 jogos). A derrota em casa, a terceira na competição, deixa o time em sétimo, com 35 pontos, e mais longe do G-4.

- Perder é sempre ruim. Complicou, mas precisamos levantar a cabeça e seguir buscando a Libertadores - analisou o meia Fred, do Colorado. 
Este foi o quinto confronto entre os times em menos de cinco meses, com vantagem dos tricolores, que ganharam duas vezes e empataram três.
Na 24ª rodada, o Inter visita o Botafogo, quinta-feira, no Engenhão. Na véspera, o Fluminense joga contra a Portuguesa, no Canindé.
Fred gol Fluminense (Foto: Alexandre Euller / Photocâmera)Fred manda beijo após seu 11º gol: atacante é artilheiro isolado (Foto: Alexandre Euller / Photocâmera)
Persistência e talento de Wellington Nem
Enquanto o Inter teve de se equilibrar com os desfalques da dupla de ataque titular, Forlán e Leandro Damião, o Fluminense celebrou o retorno de Fred após dois jogos. O atacante se recuperou de um edema ósseo na bacia. Porém, antes dos dez minutos, o time visitante perdeu Wagner. O apoiador teve uma torção no tornozelo e pediu para sair. Diguinho o substituiu.
A configuração com três volantes do técnico Abel Braga atraiu o Inter e deu espaços para a velocidade de Thiago Neves e Wellington Nem. Em um desses lances, Thiago Neves arriscou, e Muriel espalmou.
O Inter reclamou - muito - de um pênalti de Leandro Euzébio em Fred, aos 13 minutos. O meia do Colorado alegou que foi derrubado ao driblar o zagueiro.
- Não houve absolutamente nada. O juiz Wilton Pereira Sampaio estava a três metros do lance e foi correto. As reclamações não procedem - analisou o comentarista de arbitragem da TV Globo, Renato Marsiglia.
O Flu também ensaiou uma reclamação em lance de Fred na área. Ele alegou que foi calçado por Rodrigo Moledo. Marsiglia também descartou a penalidade máxima:
- Também não houve nada.
O artilheiro se redimiu da encenação aos 28. Wellington Nem arrancou do meio de campo, driblou dois adversários, fugiu da falta e rolou para Fred dominar e bater. A bola tocou na perna esquerda de Muriel e entrou mansamente: 1 a 0.
Driblado no lance do gol, Elton foi escolhido como alvo da torcida e passou a ser vaiado. Os colorados pediram a entrada do argentino Bolatti.
Em campo, o time dirigido por Fernandão não se encontrou. Sentindo falta das referências ofensivas e do articulador D’Alessandro, suspenso, o time viu em Dagoberto o único ponto de desafogo. Pouco, muito pouco. Fora uma cabeçada perigosa de Rodrigo Moledo por cima do travessão, o time foi para o intervalo sem ter o que comemorar.
Times com dez e placar inalterado
Wellington Nem começou o segundo tempo pedalando e driblando. Ele dividiu com Muriel, pediu pênalti, mas o árbitro ignorou. O Inter enfim ameaçou aos três minutos. Fabrício cruzou rasteiro, dois zagueiros não alcançaram, e Dagoberto chutou firme na segunda trave. Leandro Euzébio desviou de cabeça e evitou o empate.
Sem conseguir neutralizar Nem, o time do Inter recorreu às faltas. Em uma delas, aos 13, Nei agarrou o atacante tricolor e recebeu o cartão vermelho. A situação dos mandantes só não piorou porque o árbitro Hilton Sampaio expulsou Leandro Euzébio no lance seguinte. Fora da jogada, Índio empurrou o rosto do tricolor e recebeu um chute nas costas.
A dinâmica da partida permaneceu inalterada. Inter à frente sem organização, e Fluminense recorrendo a perigosos contragolpes. Um deles gerou um escanteio, aos 19. Fred subiu na primeira trave e desviou para fora, com bastante perigo.
Debaixo de chuva forte, o Inter teve a principal chance para empatar aos 36. A bola sobrou para Elton na entrada da grande área, mas o atacante chutou mal e isolou. Depois do apito final, o lateral-esquerdo Fabrício ofendeu o árbitro e também recebeu cartão vermelho.

CORINTHIANS


DESTAQUES DO JOGO
  • momento decisivo
    10 do 1º tempo
    Guilherme abre 2 a 0 para o Corinthians – seu primeiro gol pelo Timão. A vantagem deu tranquilidade ao Alvinegro para conquistar a vitória.
  • deu errado
    Zaga gremista
    A defesa do Grêmio prometeu uma retranca para brecar o Timão, mas apenas assistiu aos gols do rival no início do jogo, numa pane que decidiu o duelo.
  • decepção
    Arbitragem
    Marcelo de Lima Henrique ouviu reclamações dos dois times. O Timão ficou na bronca com um pênalti em Romarinho, e o Grêmio, com o número de faltas.
A CRÔNICA
O torcedor do Corinthians lota o Pacaembu, vê uma grande exibição do time contra um dos líderes do Campeonato Brasileiro e fica com um gosto estranho: dava para brigar pelo título nacional? A equipe de Tite parece querer se provar só contra os grandes. Foi isso que ela fez ao vencer o Grêmio por 3 a 1, neste sábado, de forma convincente e até arrasadora nos minutos iniciais - Ralf e Guilherme marcaram com apenas dez minutos de jogo. Parece que o campeão da América usa o Brasileirão só para “brincar” e atrapalhar os postulantes ao título nacional – e se preparar para o Mundial de Clubes, claro.
Mas que o gostinho do título fica, isso fica. Só no returno, diante dos três melhores times do Brasileiro, o Corinthians venceu Atlético-MG e Grêmio em casa e empatou com o Fluminense no Rio de Janeiro - no primeiro turno, tirou pontos do Vasco, outro integrante do G-4, em São Januário. Em compensação, o Timão perdeu para o ex-lanterna Figueirense, foi derrotado nos clássicos para Santos e São Paulo... E se tivesse vencido esses adversários? Como o “se” não entra em campo, os comandados de Tite chegaram aos 31 pontos, em nono lugar. Longe do rebaixamento, longe de brigar pela taça.
Já o Grêmio ficou sem o gostinho da liderança, que poderia ter saboreado por pelo menos uma noite. O Tricolor interrompeu uma série de cinco jogos sem derrotas, estacionou nos 44 pontos e perdeu a chance de alcançar o Fluminense na tabela - levaria vantagem por ter mais vitórias. Está em terceiro lugar.
O Corinthians volta a jogar na próxima quarta-feira, às 19h30m (de Brasília), contra a Ponte Preta, mais uma vez no Pacaembu. Já o Grêmio recebe o Náutico no Olímpico, quinta-feira, às 21h.
Paulinho que se cuide...
O volante Paulinho está no Recife, bem longe do Pacaembu, servindo à seleção brasileira. Mas teve motivos para ficar com uma pulguinha, por menor que seja, atrás de orelha. Ele é titular incontestável do Corinthians, um dos melhores jogadores da equipe, mas viu seus concorrentes brilharem logo nos primeiros dez minutos de jogo. Candidatos a “novos Paulinhos”, Edenílson e Guilherme fizeram jus ao título: apareceram bem no ataque e construíram o placar a favor do Timão.
O Grêmio assustou no início, é verdade. Não está brigando pelo título à toa. O primeiro lance de perigo da partida foi em uma triangulação entre Elano, Kleber e Zé Roberto, que terminou em finalização do último para fora. O Gladiador só fez essa jogada e apagou. Zé foi o mais lúcido, sempre pelo meio e tentando encontrar um companheiro livre. Nada que tirasse a empolgação de cada corintiano que trocou as inúmeras opções da noite paulistana pelo Pacaembu.
Isso porque logo aos cinco minutos, a principal virtude dessa equipe de Tite apareceu: os volantes que entram como surpresa na área. Martínez começou pela direita, e Guilherme exigiu grande defesa de Marcelo Grohe, mas o rebote sobrou para Ralf. Acostumado a destruir jogadas, ele construiu um golaço de pé esquerdo, que nem é o bom, após drible seco em Fernando: 1 a 0 Timão.
A vantagem precoce fez o Corinthians abusar de outra virtude, o contra-ataque. Com os "Paulinhos genéricos" desfilando em campo, o segundo gol veio fácil, fácil, aos dez minutos. Edenílson fez o que quis com a defesa gremista e serviu a Guilherme, objeto de desejo antigo da diretoria alvinegra. O chute na saída de Marcelo Grohe comprovou que sua contratação foi certeira. Primeiro gol do volante pelo seu novo clube, e 2 a 0 no placar.
Vanderlei Luxemburgo se irritou com a apatia do Grêmio, e, aos 20 minutos, sacou o volante Souza para a entrada do meia Marquinhos. Os gaúchos ficaram mais com a bola nos pés, mas o meio-campo se embolou na tentativa de armar jogadas. Melhor para o goleiro Julio Cesar, que trabalhou pouco em sua volta ao time, melhor para Martínez e Romarinho, válvulas de escape corintianas em investidas perigosas. O time da casa só não aumentou o placar porque a dupla falhou na pontaria – algo que Tite já vinha cobrando em jogos anteriores.
Luxa muda jogo, mas não o resultado
Vanderlei Luxemburgo costuma ser ousado em suas mudanças. Quando tem a chance de liderar o campeonato, então, é capaz de se impor ainda mais. Ele deixou o Grêmio sem volantes ao tirar Fernando e lançar Marco Antônio, e injetou velocidade com Leandro na vaga de André Lima, que fez de tudo para ser expulso - perdido entre os zagueiros, fez muitas faltas duras e foi substituído por precaução.
Criativo, o Grêmio empurrou o Corinthians para a defesa e tentou compactar o jogo do meio para frente. O Timão se retraiu e apelou para a velha linha de impedimento. Mais uma vez, ela falhou. Aos 12 minutos, Pará cruzou na área e encontrou Marquinhos sozinho. Enquanto os defensores levantavam os braços pedindo impedimento, o meia encontrou Leandro sozinho na pequena área para completar: 2 a 1.
Muito recuado, o Timão deixou o jogo mais tenso. Acreditando no resultado e sem medo de atacar, o Grêmio continuou rodando a bola para buscar uma brecha na defesa rival. Tite confiou demais nos contra-ataques de Martínez, e ainda reclamou de um pênalti claro sobre Romarinho. O árbitro Marcelo de Lima Henrique nada marcou, e ainda se perdeu em outros lances durante a partida.
O Grêmio chegou a ter nove jogadores no ataque, mas a única chance real foi na bola parada de Elano, que acertou o ângulo esquerdo, mas viu Julio Cesar voar para fazer a defesa. A felicidade corintiana foi assegurada aos 45. Adilson recebeu pela esquerda e cruzou para trás. O garoto Giovanni recebeu, girou e bateu no ângulo, de direita. Um golaço. Mais um postulante ao título atrapalhado pelo Timão. Ao Tricolor, resta apenas tentar a recuperação na próxima rodada e torcer para o Fluminense não se distanciar tanto na liderança.

CORINTHIANS

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