quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CORINTHIANS



Zagueiro havia pedido postura mais atuante da entidade após ameaças a jogadores do Palmeiras. Carta avisa: problema é de segurança pública


Paulo André (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)Paulo André ouviu resposta rápida do Sindicato
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)
As críticas do zagueiro Paulo André ao Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo não demoraram a repercutir junto à entidade. Após cobrar postura mais atuante da instituição, devido às recentes ameaças do Palmeiras, o jogador do Corinthians teve uma nota oficial endereçada a ele, esclarecendo cada ponto explorado em sua entrevista. O defensor foi chamado de “pseudo-politizado”.
De acordo com a carta, que destaca diversos benefícios proporcionados pela entidade aos jogadores profissionais, Paulo André não conhece o papel do Sindicato dos Atletas por “não atuar no campo do sindicalismo”. O zagueiro foi convidado a comparecer à sede da instituição para “se informar melhor das ações tomadas pela entidade na defesa da categoria”.
No início da noite, o corintiano respondeu através de sua página oficial no Facebook, ironizando as citações: "Hahaha... Obrigado pela carta! Em 17 anos só tem isso pra contar e ainda acha bom? Como pseudo-politizado não devo ter o direito de falar sobre o assunto.
E seguindo a linha de pensamento, percebo que tem gente que resolveu defender uma classe não politizada para não precisar discutir com ela, é isso mesmo?", escreveu o camisa 13.   
Leia abaixo, na íntegra, a carta publicada pelo Sindicato:
Com o propósito de esclarecer junto aos meios de comunicação as declarações desastrosas do atleta Paulo André Cren Benini, do S.C Corinthians Paulista, em coletiva de imprensa, o Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo esclarece:
1. A situação de risco vivenciada pelos atletas profissionais da Sociedade Esportiva Palmeiras é de responsabilidade do clube, da polícia e da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Mesmo assim, logo após o episódio envolvendo o atleta João Vitor, da S.E Palmeiras, o Sindicato de Atletas reuniu-se com o secretário de segurança de São Paulo, Dr. Antônio Ferreira Pinto, solicitando providências à respeito.
2. Uma reunião também foi realizada junto aos elencos de Santos F.C, S. C Corinthians Paulista e Sociedade Esportiva Palmeiras, onde ficou definido que em qualquer outro episódio envolvendo agressões a atletas, em represália nenhum dos elencos entraria em campo na rodada seguinte. O São Paulo F.C se absteve.
3. Lamentavelmente, o atleta Paulo André Cren Benini mostrou desconhecer profundamente otrabalho realizado pelo Sindicato de Atletas nos últimos anos, talvez por viver fora do país e não acompanhar os serviços prestados pela entidade aos atletas profissionais em todas as divisões do futebol paulista. O episódio envolvendo os atletas da S.E Palmeiras é problema de SEGURANÇA PÚBLICA. A manifestação do atleta Paulo André Cren Benini é característica dos pseudo-politizados, que não conhecem definitivamente qual é o papel do Sindicato de Atletas. Mais uma vez o tema vem à tona e mais uma vez a questão é entendida de forma totalmente equivocada.
4. Por atuar em um clube de alto poder financeiro, o atleta Paulo André Cren Benini desconhece também as diversas intervenções sindicais do SAPESP contra clubes inadimplentes do interior do estado, defendendo os profissionais que atuam nas divisões inferiores de SP.
4. Garantia aos 30 dias de férias para atletas, mudança dos jogos em horário de verão para as 17h, garantia do recebimento do direito de arena nos campeonatos com cotas televisivas, elaboração e participação na criação da Lei Pelé, inclusão no regulamento a perda de pontos para clubes inadimplentes nas competições da F.P.F, fim do afastamento de atletas do grupo de trabalho, entre outras tantas, são algumas das ações que ajudam diariamente os atletas profissionais de São Paulo, mesmo a informação sendo de conhecimento ou não do atleta Paulo André Cren Benini.
5. Concordamos plenamente com o atleta Paulo André Cren Benini, quanto à união da categoria, mas com ressalva. Trata-se de uma ação contínua e que depende única e exclusivamente dos atletas. A participação nas questões sindicais vai muito além da destacada por Paulo André Cren Benini, talvez assuntos que ele desconheça por não atuar no campo do sindicalismo.

6. Por fim, e, afim de evitarmos maiores constrangimentos, convidamos o atleta Paulo André Cren Benini a comparecer à sede do Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo para que possa se informar melhor das ações tomadas pela entidade na defesa da categoria. Não somente ele, mas qualquer outro atleta que, de alguma forma, tenha a intenção de colaborar com a sua classe
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PALMEIRAS



Auditores negam pedido de impugnação da vitória colorada por 2 a 1 em julgamento de duas horas. Verdão continua sob sério risco de rebaixamento


Depois de uma sessão cansativa e que durou mais de duas horas, o STJD decidiu manter a vitória do Internacional por 2 a 1 sobre o Palmeiras, dia 27 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro. O Verdão entrou com pedido de impugnação da partida com a alegação de que um gol de mão de Barcos teria sido anulado com ajuda de recursos externos – algo proibido pela Fifa (assista ao vídeo). Por nove votos a zero, os auditores e o presidente Flávio Zveiter negaram o pedido dos palmeirenses.

A decisão tomada nesta quinta-feira não é passível de recurso, e por isso o clube paulista terá de acatar a definição dos tribunais. Dessa forma, a CBF vai retirar o asterisco que consta na tabela do Brasileirão. O Inter continua com 51 pontos, na sexta posição, enquanto o Palmeiras fica com 33, a sete de sair da zona de rebaixamento, faltando quatro rodadas para o término da disputa por pontos corridos. 
Apesar de todos os esforços do Palmeiras, os auditores do STJD consideraram que não houve provas suficientes que mostrassem a interferência do delegado Gerson Baluta na anulação do gol. O clube paulista se baseava no depoimento de uma repórter, que teria sido interpelada por Baluta para falar se o gol tinha ou não sido irregular. Além disso, o Tribunal rejeitou todo o material reunido pelos advogados alviverdes - recortes de jornais e um vídeo com leitura labial do árbitro após o lance - alegando que tais provas foram apresentadas apenas nesta quinta-feira, o que poderia significar uma vantagem ao Verdão.
– Se essa partida for remarcada, quem vai apitar? Vai ser portão fechado? Porque vai dar morte. Anular a partida é um absurdo – afirmou o procurador Paulo Schmitt.
O árbitro Francisco Carlos Nascimento comemorou o desfecho da história.
– Feliz com o resultado. Agradeço a quem me deu apoio, como a Comissão de Arbitragem e meus familiares. Agradecer aos que não duvidaram da minha palavra. 

O Verdão enviou uma comitiva ao Rio de Janeiro para acompanhar o julgamento. Além de Barcos, que deu seu depoimento sobre o lance, estavam presentes o presidente Arnaldo Tirone e o gerente de futebol César Sampaio. O Inter foi representado pelo advogado Daniel Cravo, que estava satisfeito com a manutenção do placar do jogo.
– É um resultado que já esperávamos, não trabalhávamos com outra hipótese. Acho que a presença dos árbitros foi determinante também. Não houve divergências. Não havia nenhuma prova para o que o Palmeiras alegava. Diziam que uma repórter havia falado com o delegado, e que isto, em efeito cascata, teria influenciado na decisão de anular o gol. Isso não foi provado.  

O julgamento
Às 11h12m, o presidente Flávio Zveiter declarou aberta a sessão do Tribunal Pleno do STJD. Logo de cara, um baque para o Palmeiras: o relator Ronaldo Botelho indeferiu documentos apresentados de "última hora" como evidências alviverdes para tentar anular o jogo. Entre as provas indeferidas, está a leitura labial contratada pelo clube para desvendar o diálogo entre os árbitros. Sendo assim, apenas as testemunhas e os vídeos puderam ser usados.

O julgamento começou com os depoimentos das testemunhas. O advogado José Mauro do Couto, do Palmeiras, apresentou o vídeo com o lance polêmico, com imagens da TV Bandeirantes. Na transmissão, a repórter Taynah Espinoza disse que o delegado do jogo, Gerson Baluta, perguntou aos repórteres se o gol de Barcos foi ou não com a mão. O lance foi repetido à exaustão, também com imagens da TV Globo.
barcos julgamento palmeiras (Foto: Ralff Santos / Futura Press / Agência Estado)Barcos no julgamento, acompanhado de César Sampaio (Foto: Ralff Santos / Futura Press / Agência Estado)
Às 11h47m, Barcos foi chamado para dar seu depoimento. Ele admitiu que tocou com a mão na bola, mas só o fez porque foi puxado pelo zagueiro Índio e teria sofrido pênalti. Indagado pelo procurador Paulo Schmitt, o Pirata disse que não ouviu em campo qualquer comentário sobre a possível interferência externa para anular o gol – e ainda disse que comemorou o gol como sendo dele próprio, e não de Maurício Ramos, que também estava na jogada.
barcos julgamento palmeiras (Foto: Fred Huber/Globoesporte.com)Arbitragem também presente no STJD
(Foto: Fred Huber/Globoesporte.com)
Logo depois, foi a vez de o árbitro Francisco Carlos Nascimento falar, em argumentação que já era esperada. Ele disse que realmente validou o gol de Barcos por achar que tinha sido de cabeça, mas que logo recebeu a comunicação do quarto árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima. E disse ter consciência de que os árbitros não podem receber informações externas. O longo tempo de paralisação, segundo ele, foi por causa das reclamações dos dois times.
– Acho que não demorou mais do que 12 segundos (o chamado do quarto árbitro). Acho que a partida ficou uns cinco minutos parada. Houve tumulto por causa da reclamação dos jogadores – disse Francisco Carlos Nascimento.

O juiz ainda sustentou que não deu cartão amarelo para Barcos porque o quarto árbitro não conseguiu ver com clareza quem havia tocado com a mão na bola. Nascimento questionou Jean Pierre sobre o autor da infração, mas ele não soube responder. Sobre a súmula, que relatou que "nada houve de anormal", os árbitros afirmaram que os lances técnicos não são registrados no documento, só casos disciplinares.
 
Na sequência, Jean Pierre e o delegado Gerson Baluta também deram depoimentos sustentando a tese de que o gol anulado não teve qualquer interferência externa . Baluta, inclusive, citou que jamais permitiu que um monitor de TV ficasse perto do campo – ele diz já ter retirado um aparelho em um jogo do Vasco, em São Januário. Já o quarto árbitro afirmou que viu um "jogador de branco" tocando com a mão na bola, e que a decisão da anulação foi exclusivamente dele (veja vídeo ao lado publicado pelo Esporte Espetacular do último domingo que simula a visão dos árbitros em campo).
Mais de uma hora após o início da sessão, às 12h35m, os advogados dos dois clubes fizeram suas defesas. Cada um teve 15 minutos de explanação – José Mauro do Couto, pelo Palmeiras, e Daniel Cravo, pelo Inter. Por fim, o procurador Paulo Schmitt deu seu depoimento com contundência. Para ele, anular o jogo seria um absurdo, já que o Palmeiras estaria pedindo a impugnação só por estar em situação complicada no Brasileirão.

– Se isso acontecer, tem de pegar o boné e ir embora – disse.

Passadas duas horas de julgamento, a votação começou. O relator Ronaldo Botelho disse que não havia como provar que o delegado teve interferência na anulação do gol, apesar de depoimentos sugerirem o contrário. Todos os outros auditores acompanharam o voto de Ronaldo, acabando com as esperanças palmeirenses. Flávio Zveiter deu o voto final, construindo o placar de nove a zero pela manutenção do resultado
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NOTICIAS



Fifa confirma categoria especial para brasileiros com direito a valor pela metade para estudantes, idosos e cadastrados no Bolsa Família


Os preços dos ingressos da Copa das Confederações de 2013 vão variar de R$ 28,50 a R$ 418, segundo as informações divulgadas pela Fifa nesta quinta-feira durante evento no Museu do Futebol, em São Paulo, para confirmar as seis sedes do torneio: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Salvador e Recife.
O valor de R$ 28,50 será o preço pago pela meia-entrada por idosos (mais de 60 anos), estudantes e pessoas com direito à Bolsa Família. Estes ingressos fazem parte da "categoria 4", que é a mais barata e destinada apenas a brasileiros. O ingresso mais caro da Copa das Confederações será o da "categoria 1" na final da Copa das Confederações, que será comercializado por R$ 418. Todo o processo de compra será feito no site da Fifa (www.fifa.com).
fifa evento copa das confederações são paulo (Foto: Leandro Canônico/Globoesporte.com)Membros de Fifa, COL e governo no anúncio das sedes (Foto: Leandro Canônico/Globoesporte.com)
A pré-venda das entradas começa no dia 21 de novembro, exclusiva para clientes da operadora de cartões de crédito que patrocina a entidade. A segunda fase terá início em 3 de dezembro, dois dias após o sorteio dos grupos da competição, aberta para todos os torcedores. Segundo Thierry Weil, diretor de marketing da Fifa, a compra é "quase uma loteria", já que a pessoa fará o cadastro e terá que ser sorteado para poder realmente levar o ingresso para casa. Esta fase acaba em 15 de janeiro.
Após a "loteria", a Fifa fará uma última fase de venda em bilheterias com as entradas que sobrarem, dando nova chance àqueles que não conseguiram nas primeiras tentativas. Um total de 485.541 ingressos serão destinado diretamente aos torcedores, sendo que 50 mil apenas para os brasileiros (categoria 4).
Os estudantes terão que ter carteirias da UNE ou UBES para terem direito à meia-entrada, enquanto a regra dos idosos vale para quem completar 60 anos até o dia da final da competição (30 de junho de 2013). Os beneficiários do Bolsa Família precisam mostrar o documento de inscrição no programa do governo federal.
Confira todos os preços dos ingressos:
JOGOSCATEGORIA 1CATEGORIA 2CATEGORIA 3CATEGORIA 4PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (2 LUGARES)MEIA-ENTRADA
ABERTURAR$ 266R$ 190R$ 152R$ 76R$ 152R$ 38
FASE DE GRUPOSR$ 228R$ 143R$ 114R$ 57R$ 114R$ 28,50
SEMIFINAISR$ 266R$ 190R$ 152R$ 76R$ 152R$ 38
DISPUTA DO 3º LUGARR$ 228R$ 143R$ 114R$ 57R$ 114R$ 28,50
FINALR$ 418R$ 266R$ 190R$ 95R$ 190R$ 47,50

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

CORINTHIANS



Zagueiro do Corinthians repudia as ameaças de torcedores aos jogadores do rival, que pode ser rebaixado. Ele espera alguma reação da entidade


Paulo André Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)P. André: Timão já sofreu ameaças semelhantes
às sofridas pelo Verdão (Foto: Agência Corinthians)
Ameaçados pelo rebaixamento no Campeonato Brasileiro, os jogadores do Palmeiras têm sofrido também com a pressão dos torcedores. De maneira até violenta. A situação é tão delicada que até no rival Corinthians há solidariedade com o momento vivido pelo Verdão. Paulo Andrélidera o coro.
Inconformado com as ameaças que os jogadores do Palmeiras estão sofrendo, o zagueiro do Timão cobra uma posição do sindicato dos atletas.
– É indiferente para mim se o Palmeiras vai cair ou não, mas eu gostaria que o nosso sindicato fosse mais atuante, porque estamos vendo muitos episódios de agressão, ameaça, falta de respeito. Eles poderiam ser mais atuantes nesses casos, que já se tornaram corriqueiros – declarou o alvinegro.
Paulo André, porém, ressaltou que a classe dos jogadores também precisa ser mais unida para cobrar alguma reação do sindicato dos atletas.
– A relação é distante com o sindicato. É um pouco de falta de interesse dos atletas também – acrescentou o zagueiro do Timão.
No clube do Parque São Jorge há quase quatro anos, Paulo André sabe bem como é o clima de pressão em maus momentos. Mas não quer ver isso como algo normal.
– Todo mundo já foi ameaçado e pressionado um dia. Aqui no Corinthians já aconteceu isso. Mas o pior é que temos uma inversão de valores e achamos normal, tudo bem acontecer isso. É preciso mudar – finalizou o zagueiro.
O Corinthians volta a campo pelo Campeonato Brasileiro neste sábado, às 21h (horário de Brasília), no estádio do Pacaembu, contra o Coritiba. O Timão tem 50 pontos e está em oitavo
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PALMEIRAS



Pirata lamenta cobranças excessivas dos palmeirenses, diz que pensaria duas vezes na permanência e revela drama na passagem pelo Equador


Craque da Galera - Barcos Votação Largo Tudo 2012, 480 (Foto: Divulgação)Barcos conta que passou por situação semelhante
no Equador (Foto: Divulgação)
O atacante Hernán Barcos não se tornou um dos líderes do elenco do Palmeiras por acaso. Com 27 gols dentro de campo e uma postura firme fora dele, o Pirata não deixa de se posicionar em relação aos assuntos que têm tomado conta do cotidiano alviverde nas últimas semanas. Nesta quarta-feira, o argentino repudiou qualquer forma de violência e ameaça a jogadores. Por causa das fortes cobranças, alguns nomes passaram a circular com seguranças particulares.
Barcos não sofreu qualquer cobrança nos últimos dias, até por ser uma das principais esperanças do Palmeiras para fugir do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, disse que pensaria em deixar o Brasil se começasse a se sentir inseguro.
Se é para viver assim, vou embora. Imagine viver fora do meu país, andando em carro blindado, com arma na mão? É melhor ir para casa"
Barcos
– Se é para viver assim, vou embora. Imagine viver fora do meu país, andando em carro blindado, com arma na mão? É melhor ir para casa – disparou o Pirata.
Pouco depois, ele revelou que já teve problemas graves no Equador, no período em que jogava pela LDU – eram ameaças anônimas de sequestro da filha do jogador. Lá, ele conseguiu contornar a situação e continuar jogando.
– Depende de muitas coisas, não é assim também, ser ameaçado e sair. Teve um momento no Equador em que sofri, disseram que iriam sequestrar minha filha. Acabei fazendo algumas coisas por segurança, mudei de bairro e solucionei o problema. Se me ameaçam ou algo do tipo, vou me cuidar um pouco, mas não andar com segurança ou carro blindado. Agora, se eu ficar com medo, é muito difícil – explicou o atacante.
Para evitar novos problemas, Barcos tentou passar uma mensagem à torcida. A quatro jogos do fim do Brasileirão, ele espera que os alviverdes apóiem o time e acreditem na salvação.
– Uma ameaça não faz o jogador correr mais, pelo contrário, ele fica com uma pressão extra. Ameaçar não é a solução, até porque temos família. É um trabalho como qualquer outro. Deixamos tudo pela camisa do Palmeiras, mas fora de campo somos normais, nossas famílias sofrem – disse o Pirata.
Com Barcos em campo, o Palmeiras enfrenta o Fluminense neste domingo, às 17h (horário de Brasília), em Presidente Prudente. Com 33 pontos, o time está a sete de distância para o Bahia, primeiro fora da zona de rebaixamento
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

FLAMENGO



Em entrevista que não contou com a presença do jogador, diretor mostra alívio com desfecho do caso: 'É bom para ele e para o Flamengo'


Adriano chegou ao Flamengo para iniciar a terceira passagem pelo clube em 22 de agosto. Fora de forma, visivelmente acima do peso e ainda em recuperação da segunda cirurgia no tendão de Aquiles do pé esquerdo, adotou um discurso otimista em sua apresentação na sala de imprensa do Ninho do Urubu. Esperava voltar a ser o Imperador e previa a reestreia com a camisa 10 rubro-negra em um mês. Nada feito. Setenta e cinco dias depois, ele termina a sua terceira passagem pelo clube ainda como ídolo, mas pela porta dos fundos. Em má forma, sai sem ter sequer ficado no banco de reservas em uma partida oficial. O jogador nem compareceu ao Ninho do Urubu nesta terça-feira. Coube ao diretor de futebol Zinho explicar a saída do atacante (assista no vídeo acima).
- Ele já divulgou que é uma decisão dele, partiu dele se desvincular, então realmente acho que fica inviável a permanência para este ano. É bom para ele e para o Flamengo. Encerra isso, o Flamengo está com a consciência limpa de que fez de tudo pelo Adriano - disse o diretor.
Ao ser perguntado se deixaria as portas abertas para um retorno do atacante ao Flamengo em 2013, Zinho deixou claro que o clube não conta com Adriano. O dirigente promete se empenhar na recuperação do atacante, mas apenas no lado pessoal.
- Eu não vou desistir do Adriano, mas de recuperar o ser humano, é uma missão minha, particular. Sem os holofotes, sem essa vida que ele leva que não condiz com a de um atleta profissional, talvez eu possa ter sucesso para recuperar esse ser humano. Mas, profissionalmente, chegou no limite. O Adriano realmente não tem o meu apoio como profissional. O ser humano tem escolhas. Ele está escolhendo errado. A parte profissional não progride porque ele erra em outras coisas: as companhias, o encontro com Deus. Hoje é muito difícil (a volta de Adriano em 2013).
Na minha opinião, ele precisa se cuidar pessoalmente para que não tome essas atitudes que a gente viu, como aquele vídeo na casa de shows, algo que não é de um atleta profissional"
Zinho
O diretor de futebol do Flamengo reafirmou que enxerga a necessidade de acompanhamento psicológico para o atacante. No dia 1º de outubro, ele havia condicionado a permanência de Adriano no clube à ida ao consultório de um profissional, o que não aconteceu.
- Eu acho que precisa de um acompanhamento, isso não foi cumprido, em momento algum ele fez isso. Ele falou que faria o tratamento, foram dados número e endereço. O empresário dele disse que foi marcada uma consulta, mas em cima da hora ele não foi. Na minha opinião, ele precisa se cuidar pessoalmente para que não tome essas atitudes que a gente viu, como aquele vídeo na casa de shows, algo que não é de um atleta profissional.
Zinho, Flamengo (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)Zinho falou sozinho, já que Adriano não apareceu
(Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)
Zinho admitiu que ficou incomodado com a ausência do atacante, cuja presença era esperada na entrevista coletiva desta terça, no Ninho do Urubu. O diretor espera que Adriano ainda apareça no centro de treinamento do clube ao longo desta semana para se despedir dos companheiros e explicar os motivos de sua saída.
- O clube é a casa dele, ele é ídolo. O torcedor do Flamengo, conversei com os chefes de torcida, adora o Adriano. Ele mesmo tem que gostar dele. Acho importante ele vir aqui, bater um papo com os amigos. As portas estão abertas para ele nos visitar, e acho legal ele fazer um comunicado para vocês (jornalistas), se despedindo do torcedor. Ele está jogando fora um grande momento da vida dele, o que dá mais alegria a ele. O Flamengo vai sobreviver a todos nós. O Zico parou de jogar e o Flamengo seguiu. O Flamengo seria a grande oportunidade para o Adriano se recuperar, então eu fico triste com isso. Um clube como o Flamengo motiva qualquer ser humano. Infelizmente, o Adriano não conseguiu ter essa motivação para se recuperar completamente.
Consenso na época da contratação
O dirigente aproveitou para explicar o processo da contratação de Adriano, em agosto. Ele reconheceu que desde o início temeu recaídas do atacante, por causa do histórico de indisciplinas dele em sua carreira.
- Não foi uma decisão só minha (a contratação). Houve diferentes estágios. Quem o operou foi nosso médico. O próprio atleta queria ter vínculo com o clube para ter uma motivação. Mediante o consenso da diretoria, chegou-se a esse estágio de fazer um contrato. Nós fizemos um contrato para proteger o Flamengo caso o Adriano voltasse a cometer indisciplinas.
O contrato de produtividade, que terminaria em 22 de dezembro, foi rescindido, algo que o Flamengo já poderia ter feito antes. Conforme previsto no acordo, três advertências por indisciplina dariam ao clube o direito de demitir o atacante. Adriano ultrapassou o limite, foi multado, teve o contrato de imagem suspenso, mas contou com a paciência do diretor de futebol Zinho, que insistiu na tentativa de recuperação. Não conseguiu. As sucessivas faltas demoliram a confiança e a persistência do dirigente em ver Adriano novamente em campo, como um atleta de alto nível. Com o caso no limite e a falta de compromisso do jogador, foi preciso recuar.
O golpe que fez Zinho deixar de acreditar no renascimento do Imperador aconteceu no fim do mês passado, quando Adriano não apareceu na atividade marcada para as 9h30m de sábado, na Gávea, e comunicou sua ausência através de SMS, com algumas mensagens desconexas. O clube definiu a escolha de um psicólogo, chegou a marcar consulta, mas o atacante não apareceu. A paciência do diretor chegou ao fim, e o problema foi debatido com a presidente Patricia Amorim. Diante de novo sumiço na semana passada, o clube decidiu, na última sexta-feira, desligar Adriano do clube. A nota oficial divulgada pela assessoria do jogador na segunda-feira precipitou o anúncio do que estava decidido pela diretoria.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CORINTHIANS


05/11/2012 18h29 - Atualizado e

Cartilha de comportamento do Consulado-geral orienta corintianos a não batucar nos metrôs e a não dormir nas ruas durante o Mundial


Capa do manual que será distribuído aos torcedores do Corinthians no Japão (Foto: reprodução)Manual que será distribuído à Fiel no Japão tem
araras e Cristo Redentor na capa(Foto: reprodução)
Os torcedores do Corinthians que forem ao Japão para o Mundial de Clubes precisarão se adaptar à cultura local para não ter problemas. O consulado-geral do Brasil em Tóquio disponibilizou em seu site um guia contendo diversas informações – várias delas bem curiosas – de como se comportar no Oriente durante a competição. 
A primeira orientação é bastante clara: Não existe o “jeitinho brasileiro” no Japão. O texto diz que “o japonês é avesso a mal-entendidos, não tem atitudes violentas e não lança mão de artifícios para resolver problemas”. É proibido fumar nas ruas. Quem descumprir a lei pode ser multado.
Como poucos japoneses falam inglês, o consulado fez também uma lista de palavras e expressões que podem ser usadas no dia a dia.
Para pedir uma cerveja, basta dizer "bíru". Cuidado na maneira de pronunciar ou então você pode pedir um edifício (biru, em japonês). Se o desejo for por comprar algo, basta dizer "Ikúra desuká?" (quanto custa?). Se a situação apertar, recorra ao "Tsuyáku hoshíi" (quero um tradutor). 
Outro ponto de destaque é sobre a pontualidade e a maneira de se comportar no transporte público. A Fiel, aliás, pode ter dificuldade para conter a euforia antes ou depois das partidas. O guia pede para que seja evitado falar alto, batucar ou tocar qualquer instrumento dentro do metrô sob o risco de ser retirado. 
Como os trens trafegam lotados, os homens devem viajar segurando as argolas para evitar algum mal-entendido. É recomendado não falar ao celular. Há dicas até para a escada rolante: as pessoas devem se posicionar do lado esquerdo dela. A direita fica livre para a passagem de quem está com pressa. Se for ao banheiro, não procure o cesto de lixo. O papel deve ser jogado no vaso.
Manual que será distribuído aos torcedores do Corinthians no Japão (Foto: reprodução)Manual que será distribuído aos torcedores no Japão (reprodução)
Os torcedores que viajarem ao Japão sem um roteiro determinado também poderão ter problemas. As reservas precisam ser feitas com 24h de antecedência.
Para quem não tem muitodinheiro a gastar, há internet-cafés que alugam cadeiras reclináveis para passar a noite. Dormir na rua é proibido e pode render um outro "abrigo", a cadeia, por até dez dias.
Para quem está acostumado ao clima do Pacaembu, os estádios japoneses podem parecer bucólicos. O consulado fez uma lista de atitudes proibidas nesses locais, como sentar fora ou pular sobre as cadeiras, pendurar-se ou pular alambrados e sentar em muretas. As faixas das torcidas só serão permitidas atrás dos gols. Mesmo assim, elas não poderão ser colocadas nas cadeiras.
Algumas instruções são vetadas lá e no mundo todo, como brigar ou incentivar brigas e invadir o campo. O mesmo acontece com o que pode ou não entrar no estádio com o torcedor. Até rolos de papel e apitos serão barrados, assim como armas, drogas, objetos cortantes, fogos de artifício, bandeiras ofensivas e escadas.
As dicas não são apenas para evitar confusões no país. Há orientações também para quem pretende fazer compras, sobretudo de eletrônicos, ou conhecer lugares históricos. A cartilha apresenta também uma relação de churrascarias brasileiras disponíveis em algumas cidades por onde o Corinthians passará.
Você pode baixar o guia clicando aqui. 
Manual que será distribuído aos torcedores do Corinthians no Japão (Foto: reprodução)Manual que será distribuído aos torcedores do Corinthians no Japão (Foto: reprodução
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CORINTHIANS

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