quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CORINTHIANS



Em 1984, Corinthians embarcou para série de amistosos na Ásia. Frio, saudade de casa e até a língua atrapalharam o delegação alvinegra


Casagrande Corinthians 1984 (Foto: Agência Estado)Casagrande, em 1984, disse que não queria viajar
para o Japão com o Timão (Foto: Agência Estado)
O Corinthians faz sua estreia no Mundial de Clubes em dezembro, mas essa não será a primeira partida do clube em solo japonês. No início da década de 1980, época em que o futebol asiático ainda era um mistério para o resto do mundo, o Timão embarcou rumo ao Japão para uma série de três amistosos contra a seleção local. Frio, língua, má alimentação e saudade de casa foram só alguns dos problemas enfrentados pelos jogadores alvinegros que, mesmo 28 anos depois da aventura, ainda não esqueceram das histórias da estreia corintiana no país.
Bicampeão paulista, o elenco do Timão voltou de férias no início de janeiro e se reapresentou no próprio aeroporto de Congonhas para a temporada de 1984. A série de amistosos pela Ásia começaria pelo Japão, mas a equipe ainda passaria por Hong Kong, na China, Tailândia e Indonésia em um período de 15 dias de pré-temporada no exterior. Por pouco, no entanto, Casagrande não embarcou. Apaixonado pela namorada que havia acabado de conhecer nas férias, o ex-atacante teve que ser arrastado para o aeroporto.
– Foi uma tortura para mim, eu não queria ir para o Japão. Eu tinha passado as férias em Santos e conhecido minha ex-mulher lá. Comecei a namorar em dezembro, estava super apaixonado na praia, não queria voltar. Cheguei em casa às 16h no dia da viagem, e o avião partia às 20h. Tinham três peruas do Corinthians me esperando na porta, e a minha mãe ficava falando: “Fica do lado dele, que se não ele ficar não vai!”. Foi uma luta... – recordou Casagrande.
Foi uma tortura para mim, eu não queria ir para o Japão. Eu tinha passado as férias em Santos e conhecido minha ex-mulher lá. Não queria voltar"
Casagrande
Recém-contratado da Ponte Preta, o ex-goleiro Carlos foi recepcionado pelos companheiros e integrado ao grupo na própria sala de embarque, ainda em São Paulo. Após diversas escalas e uma viagem que durou cerca de um dia e meio, o Timão desembarcou no Japão. Mas a cabeça de Casagrande ainda estava no Brasil. Como o Corinthians vivia a época da democracia e todos no clube opinavam nas decisões internas do clube, a delegação convocou reuniões para decidir se o atacante voltaria ao país.
– Desci do avião e falei para o Adilson (então diretor de futebol) que queria voltar. Ele perguntou se eu estava louco: “acabamos de chegar e você quer voltar?”. Como era democracia, tivemos umas quatro reuniões sobre se eu voltaria ou não. Na última reunião, o Eduardo (ex-atacante) disse que fez essa mesma excursão com o Cruzeiro no dia seguinte da morte do pai. Aí eu fiquei, não teve jeito. Mas eles pagavam a diária e eu gastava tudo em telefone – completou Casagrande.
– O Casagrande estava invocado. Chegou lá muito triste, dava até umas cabeçadas na parede do quarto (risos). Eu zoava ele o tempo todo, ficava falando “você vai quebrar a cabeça assim!” – brincou o ex-volante Biro-Biro, outro jogador que entrou em campo nas três partidas disputadas no Japão naquele ano.
Casagrande, Sócrates, Carlos, Eduardo, Ataliba e Zenon, Mauro, Juninho, Edson, Biro Biro e Wladimir (Foto: Agência Estado)Time do Corinthians em 1984: em pé, Casagrande, Sócrates, Carlos, Eduardo Amorim, Ataliba e Zenon.
Agachados: Mauro, Juninho Fonseca, Edson, Biro-Biro e Wladimir (Foto: Agência Estado)
Neve e conhaque ‘para esquentar’
Sem treinar e completamente fora de ritmo, o Corinthians não foi bem no Japão. Dos três amistosos contra a seleção japonesa, perdeu dois e venceu somente um. O desempenho ruim, segundo os jogadores, teve um grande culpado: o frio. O Corinthians entrou em campo com neve e temperatura de sete graus negativos para a primeira partida, no Estádio Memorial, em Kobe, e acabou derrotado por 2 a 1 – gol de Sócrates. Biro-Biro entregou o segredo para conseguir superar condições tão adversas: um gole de café com conhaque.
– Estava frio para caramba, com gelo no campo, o pé ficava duro, congelado. Para correr estava complicado, tinha que tomar um café quente, pra ver se melhorava. Café com um pouquinho de conhaque... Tomava um gole e dava uma esquentada. O campo cheio de gelo dava dor no pé. Para correr foi duro, tinha que jogar de luva. No começo do jogo, até uns 20 minutos, foi complicado. Queríamos abrir a boca, mas eu não conseguia nem falar – disse.
A comida era mais doce que a nossa. Até o bife era doce. Tinha gente que levou latinha de feijão, umas misturas pra comer"
Biro-Biro
A alimentação também foi um problema, e alguns jogadores chegaram a levar comida do Brasil escondida na mala. Não deu nem para trazer muitas compras para casa, já que a língua impedia a comunicação. Os corintianos só conseguiram comprar quando estavam com o tradutor que acompanhava a delegação. No segundo amistoso, em Nagoia, o Timão venceu por 2 a 1 (gols de Casagrande e Jorginho), mas no terceiro despediu-se com derrota por 3 a 2 (gols de Sócrates e Biro-Biro), em Tóquio.
– A comida era mais doce que a nossa, até o bife. Tinha gente que levou latinha de feijão, umas misturas para comer. Era duro chegar e se comunicar no hotel. A gente usava sempre uma palavra que o tradutor nos falou, mas na hora esquecíamos, explicávamos com o dedo, mostrando que queríamos comer. Para comprar alguma coisa era duro pagar, enrolava tudo. Perguntávamos quanto custava, mas os japoneses não entendiam nada e nós também não. Tinha coisa que nem dava para comprar, só quando tinha o japonês. Tinha que levar ele junto – disse Biro-Biro.
– O Casagrande foi o cara da delegação. Ele fazia umas sacanagens, vestia umas máscaras japonesas e ficava assuntando quem tinha medo. Tirava sarro e assustava todo mundo. O time estava se formando, foi uma experiência legal. É um futebol diferente, muita correria por parte dos japoneses. Eu nunca tinha jogado na neve, é muito estranho. Você congela, os seus movimentos ficam limitados, é impressionante o quanto te afeta. Não tem adaptação – afirmou Zenon, ex-meia do Timão
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

CORINTHIANS



Na quadra da principal torcida organizada do Timão, torcedores alvinegros fazem minuto de silêncio, rezam e cantam parabéns para o Verdão


Torcedores Corinthians velório Palmeiras (Foto: Daniel Romeu / Globoesporte.com)Torcedores 'velam' o Palmeiras
(Foto: Daniel Romeu / Globoesporte.com)
Depois de marcar o "velório" do Palmeiras para a manhã desta segunda-feira, a principal torcida organizada do Corinthians atrasou o evento para a parte da tarde e iniciou as comemorações pela queda do rival para a Série B. Por volta das 15h, os corintianos começaram a chegar na quadra da Gaviões da Fiel, no bairro Bom Retiro, zona central de São Paulo, para o churrasco do "enterro" palmeirense, que contou com reza, minuto de silêncio e até parabéns. Um caixão verde de papelão simbolizava o rival e foi pendurado no bico do gavião gigante que decora a sede. Este ritual já havia sido feito em 2002, quando o Verdão caiu pela primeira vez.
torcida Corinthians comemoração rebaixamento Palmeiras (Foto: Nelson Antoine / Ag. Estado)'Caixão' do Palmeiras é pendurado novamente no bico do gavião (Foto: Nelson Antoine / Ag. Estado)
Cerca de cem pessoas começaram a festa soltando fogos de artifício e até parando o trânsito na Avenida Castelo Branco. Ao som do samba, uma churrasqueira assava carne de porco e "carne de segunda", segundo os próprios organizadores. Mas o pessoal estava mesmo na espera pelo porco no rolete, que chegou no fim da tarde e animou a comemoração.
Corinthians churrasco (Foto: Daniel Romeu / Globoesporte.com)Corinthians faz churrasco com carne de porco
(Foto: Daniel Romeu / Globoesporte.com)
As comemorações corintianas se intensificaram quando os ônibus com torcedores que estavam no Beira-Rio para o duelo com o Internacional, no último domingo, chegaram ao local. Algumas crianças também corriam e bricavam pela quadra, e se assustavam a cada estouro de fogos.

Além deles, outros corintianos souberam da festa por um convite oficial pelas redes sociais e também seguiram para o evento. Eles rezaram, cantaram parabéns para o Palmeiras, fizeram um minuto de silêncio e depois seguiram o churrasco.
Na noite de domingo, após a confirmação do rebaixamento, alguns corintianos que estavam na quadra da Gaviões também soltaram fogos de artifício e celebraram muito, inclusive no meio da rua.
Corinthians porco (Foto: Daniel Romeu / Globoesporte.com)Porco e 'caixão' decoram entrada da quadra (Foto: Daniel Romeu / Globoesporte.com
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SERIE B



Em entrevista emocionada, presidente diz que não teme ameaças, não se sente culpado e garante que Palmeiras subirá em campo: ‘Não como outros’


Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras (Foto: Anderson Rodrigues / globoesporte.com)Arnaldo Tirone diz que não vai se esconder
(Foto: Anderson Rodrigues / globoesporte.com)
Em entrevista que durou mais de uma hora nesta terça-feira, na Academia de Futebol, o presidente Arnaldo Tirone foi a voz oficial do Palmeiras dois dias depois do rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro. Em discurso emocionado, Tirone mostrou que está pressionado de todos os lados, mas avisou que não vai desistir, nem se esconder. O mandatário relatou ameaças sofridas por telefone e até registrou Boletim de Ocorrência em uma delegacia de São Paulo.
Mesmo assim, ele assegurou que vai continuar tendo uma vida normal, e ainda revelou que tem o aval de bancos para empréstimos relativos à próxima temporada.
– Não estou me escondendo, estou colocando a cara para bater, caso contrário não teria ido à praia ontem (segunda-feira, no Rio de Janeiro). Assinei avais de R$ 10 milhões, só no Bradesco foram R$ 6 milhões. Tenho brigado com amigos antigos, com meus filhos, tenho sofrido perseguição e ameaças, já checaram todos os números do meu telefone que ameaçaram, está com a Polícia. Mas nada disso vai me abater, não vou me esconder dentro do armário ou debaixo da cama – desabafou o presidente.
Por várias vezes, Arnaldo Tirone repetiu que tentou fazer o melhor pelo Palmeiras, mas faltou sorte, frases que já havia proferido em entrevistas anteriores. Ao mesmo tempo, assegurou que o Palmeiras vai montar um elenco forte em 2013, pensando na Taça Libertadores e na própria Série B – esse time seria formado só por jogadores “comprometidos com o clube”.
Durante o período de conversa com os jornalistas, o presidente também falou dos rivais. Para ele, o Corinthians tem um elenco mais robusto, e “um time” precisa pagar a dívida de um acesso direto da Série C para a A.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista:
Tirone Palmeiras praia (Foto: Pedro Fogaça/Veja.com)Tirone aproveitou estadia no Rio para ir à praia, na
segunda-feira (Foto: Pedro Fogaça/Veja.com)
Pressão após ida à praia
Se eu estivesse num restaurante, numa boate... Tenho sofrido muita pressão, briguei com filhos, família, amigos, mas tenho frequentado o clube diariamente. Estive todos os dias no clube, fui no feriado e tudo. Podem ver que 95% das assinaturas de documentos são minhas, não delego funções a ninguém. Fui para o Rio de Janeiro porque o time jogou próximo e eu precisava colocar minha cabeça no lugar. Há 15 dias, fui tomar um banho de mar no Guarujá e voltei. Sou ser humano, quero colocar a cabeça no lugar. Não sou bandido. Vocês viram a foto, eu estava triste e no telefone, conversando com vocês da imprensa, conselheiros, torcedores. Palmeirenses na praia vieram dar uma palavra de apoio. Mas nunca vou me abater.
Erros na gestão
Acho que eu tentei acertar em tudo. Mas quando você tenta acertar, acaba errando em muita coisa. Não sei qual foi o erro. Não deixamos de pagar salário, organizar o clube, frequentar o clube, a diretoria trabalhou. Eu assumi um clube com 75% das receitas comprometidas e sem dinheiro em caixa. O ano passado foi difícil. Eu não me sinto culpado, porque eu não fiz nada de propósito, nem nada grave, cumpri as obrigações, assim como faço há 57 anos, tempo que sou sócio do Palmeiras. Tenho feito de tudo para acertar.
Time para 2013
O Palmeiras tem de ter um time para disputar tudo, o técnico (Gilson Kleina) tem capacidade para montar um time competitivo, comprometido com o Palmeiras, é o que o Marcos Assunção é, Henrique, Barcos... Muitos vão embora, mas foram campeões da Copa do Brasil, colocaram o Palmeiras na Libertadores. Estão indo embora por uma circunstância de planejamento. Não quer dizer que eles não têm condição de jogar aqui. Então, o que queremos? Vamos ter um time competitivo, mais forte do que esse, para disputar todos os campeonatos.
Comparação com o Corinthians
Eu acho que o elenco do Corinthians é mais robusto, o Palmeiras tem um bom elenco. Mas o Palmeiras sofreu mais que o Corinthians, o Corinthians teve mais sorte em relação a contusões e ao rendimento do time, encontrou um caminho de jogar. Teve uma fase em que o Corinthians estava igualado ao Palmeiras, também estava preocupado com o rebaixamento, mas o Palmeiras não teve a sorte que eles tiveram.
Dignidade na Série B
O Palmeiras vai voltar jogando futebol. Teve um time que foi campeão da Série C e voltou por um convite da CBF (Fluminense, em 2000). O Palmeiras foi para a Série B e vai voltar jogando com um time forte. O Palmeiras vai jogar com um time forte.
Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras (Foto: Anderson Rodrigues / globoesporte.com)Tirone concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol (Foto: Anderson Rodrigues / Globoesporte.com
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NOTICIAS



Craque se iguala a inglês em gols internacionais no ano e a Van Nistelrooy como o segundo maior artilheiro da Champions nos 3 a 0 sobre o Spartak

O Barcelona venceu o Spartak por 3 a 0 e garantiu classificação antecipada às oitavas de final da Liga dos Campeões, nesta terça-feira, no Estádio Luzhniki, mas quem continua roubando a cena é Lionel Messi. O craque argentino marcou mais duas vezes e não só ajudou diretamente o clube catalão a ampliar a liderança no Grupo G e eliminar o time russo, como também a se aproximar de recordes individuais. O brasileiro Daniel Alves, com um bonito chute, abriu o marcador - Rafael Carioca, Ari e Welliton representaram o Brasil do lado russo.
Mesmo fazendo questão de ressaltar que as conquistas pessoais não chegam perto do coletivo, o camisa 10 deve ter deixado o gramado satisfeito com os feitos que acabara de atingir. Messi igualou-se ao inglês Vivian Woordward com 25 gols em jogos internacionais num só ano e precisa apenas de mais um contra o Benfica, no próximo dia 5 de dezembro, pelo fechamento da fase de grupos da Champions, para estabelecer nova marca e acabar com a antiga, de 103 anos de duração.
Messi, Spartak e Barcelona (Foto: Agência Reuters)Lionel Messi marcou mais duas vezes com a camisa do Barcelona (Foto: Agência Reuters)
A caçada ao alemão Gerd Müller também continua. O argentino agora soma 80 gols em 2012, contra 85 do ex-atacante da seleção alemã e Bayern de Munique, que ainda é o maior artilheiro em um só ano na história do futebol mundial. Müller, no entanto, precisou de 61 jogos para atingir a marca em 1972, enquanto Messi já está na casa dos 64. Restam nove jogos para o Barcelona até a chegada de 2013 (dois são da Copa do Rei).
De quebra, Messi também se igualou ao holandês Ruud van Nistelrooy como segundo maior artilheiro da fase moderna da Liga dos Campeões (desde 1992). O argentino tem 56 gols, embora o ex-centroavante de PSV, Manchester United e Real Madrid tivesse apenas 12 gols na sua idade (25 anos). O espanhol Raúl González lidera a lista com 71 gols.
Classificado em primeiro, o Barcelona aguarda agora a definição para descobrir o segundo da chave. Com a vitória do Benfica sobre o Celtic, nesta terça-feira, no Estádio da Luz, os lusos passaram a depender apenas de si mesmos - embora enfrentem a equipe catalã no Camp Nou na rodada final, no dia 5 de dezembro. Os escoceses somam os mesmos sete pontos, mas precisam torcer contra o Benfica, além de derrotar o lanterna e já eliminado Spartak em casa.
Daniel Alves marca gol do Barcelona contra o Spartak (Foto: AP)Daniel Alves acerta bonito chute para abrir o marcador no Estádio Luzhniki (Foto: AP)
Messi, o aniquilador
O estádio estava lotado pela primeira vez em cinco anos. Mas nenhuma das 70 mil vozes no Luzhniki ou mesmo o frio de 1ºC a um mês do ínicio do inverno europeu foram capazes de impedir Lionel Messi de fazer o que melhor sabe. O argentino é mesmo imparável - como se fosse novidade. E desta vez sequer foram necessárias arrancadas ou dribles desconcertantes para definir o triunfo do Barcelona em 45 minutos.
Rafael Carioca na partida do Spartak contra o Barcelona (Foto: Reuters)Rafael Carioca foi um dos três brasileiros em
campo pelo lado do Spartak Moscou (Foto: Reuters)
"Liso", como manda a gíria do boleiro, o camisa 10 adotou um perfil mais frio, de finalizador. Poderia ter até entrado para a estatística também como um garçom, mas o passe para Daniel Alves não saiu com perfeição. O desvio, sim, deixou a bola à feição do lateral-direito brasileiro para abrir o placar, em bonito chute, aos 15 minutos de jogo.
O Spartak, por sua vez, atacava. E quando chegava mostrava que a defesa catalã continua frágil - o capitão Puyol começou no banco de reservas. Aos 8, Källström viu seu chute de fora da área subir demais. O próprio sueco iniciou trama aos 13, mas Kombarov foi quem encerrou a jogada. Aos 22, Suchy concluiu mal ao completar cruzamento do lado direito - a melhor chance ainda viria aos 34, com Emenike.
Se não aproveitava suas oportunidades, o Spartak acabou sendo punido. Logo na sequência, aos 25, Iniesta subiu pelo lado esquerdo e chutou forte. Dykan deu rebote justamente nos pés de Messi. De direita, o argentino completou para as redes e ampliou. Coube ao próprio argentino praticamenta selar a vitória já na etapa inicial: aos 37, Pedro deu bonito passe pelo meio da defesa, Insaurralde não conseguiu cortar e o camisa 10 só teve o trabalho de driblar o goleiro: 3 a 0.
Messi, Spartak e Barcelona (Foto: Agência Reuters)Messi foi vigiado de perto por muitos marcadores, mas deu o seu 'jeitinho' para marcar (Foto: Reuters)
Barça administra vantagem
Do jeito que sabe, o Barcelona se limitou a adminstrar a sua ótima vantagem na etapa final. O jogo tornou-se até certo ponto monótono com um ritmo desacelerado, mas ainda assim os espanhóis se aproximaram mais do quarto gol do que levar o primeiro.
Sergio Busquets e Ari, Spartak e Barcelona, AP (Foto: Agência AP)Ari, ex-Fortaleza, disputa bola com Busquets (AP)
Foi o que aconteceu nos minutos iniciais, quando Fàbregas e Pedro lamentaram não terem deixado suas marcas em Moscou. No primeiro lance, aos nove, o ex-jogador do Arsenal tabelou com Iniesta e saiu livre na cara de Dykan, que praticou boa defesa. Aos 11, o atacante cabeceou fraco, fraco, nas mãos do arqueiro ucraniano.
O Spartak mudou para ensaiar uma reação, mas foi o Barcelona quem seguiu com chances. Aos 33, Dani Alves encontrou Messi em profundidade. O argentino acionou Iniesta, que perdoou com uma fraca finalização. Pouco depois, aos 37, Messi aproveitou recuou mal feito da zaga, se antecipou a Dykan, mas se enrolou ao dominar a bola - fato raro. Seria o terceiro dele. Ficou para domingo. Que o Levante se cuid
e

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

FORMULA 1



Brasileiro admite incômodo por Ferrari mexer em seu carro antes de GP para provocar perda de posições e diz ter feito melhor prova: 'Foi como uma vitória'


felipe massa ferrari gp dos eua (Foto: Agência Reuters)Após decisão polêmica da Ferrari, Massa fez bela
prova e chegou em quarto (Foto: Reuters)
No sábado, Felipe Massa havia feito um ótimo treino classificatório e obtido a sexta posição no grid de largada. Seria a segunda vez no ano que largaria na frente do companheiro de Ferrari, Fernando Alonso. Mas poucas horas antes do GP dos Estados Unidos, o time de Maranello tomou uma decisão polêmica e estratégica: rompeu propositalmente o lacre da caixa de marcha do carro do brasileiro para forçar uma punição de cinco posições no grid, com o objetivo de favorecer o espanhol, que briga pelo título com Sebastian Vettel. O espanhol foi de oitavo para sétimo no grid e, de quebra, passou a largar do lado limpo da pista. Um “jogo de equipe”, mesmo antes do começo da corrida. A artimanha acabou dando certo para Alonso, que ganhou três posições na primeira curva e ainda terminou em terceiro, adiando a decisão do campeonato para o Brasil. A vitória em Austin foi de Lewis Hamilton, seguido por Vettel.
Partindo de 11ª, Massa ainda recuperou o prejuízo com uma de suas melhores atuações na temporada e cruzou a linha de chegada em quarto, logo atrás de Alonso. Na saída da pista, o brasileiro admitiu o incômodo em acatar a decisão, mas reconheceu a importância da medida para a equipe e garantiu que tinha plenas condições de chegar à frente de Alonso, caso largasse na posição original.
- Claro que eu não estava feliz. É impossível ver um piloto feliz abrindo mão de cinco posições apenas para ajudar seu companheiro ou sua equipe. Mas sabemos o quanto isso é importante. Mas acho que foi a coisa certa para a equipe. Acho que precisamos ser francos, e isso eu sou muito. Tudo o que a Ferrari quer é lutar com o Alonso até o final para que ele consiga ser campeão. E pelo bem da equipe, eu aceitei. Talvez seja difícil encontrar outro piloto que faria isso. Com certeza, eu poderia chegar na frente de Alonso nesta corrida, mas dei uma grande, grande ajuda e ainda fiz minha melhor corrida no ano. Para mim, foi como uma vitória – ponderou.
lewis hamilton fernando alonso gp dos EUA (Foto: Agência Getty Images)Artimanha da Ferrari ajudou Alonso a subir na largada e levar decisão para o Brasil (Foto: Getty Images)
Massa fez uma bela corrida de recuperação. Na largada, superou apenas um carro e passou para décimo. Mas na sequência, escalou o pelotão com boas manobras, como as ultrapassagens sobre Michael Schumacher (Mercedes), Kimi Raikkonen (Lotus) e a dupla da Force India, Nico Hulkenberg e Paul di Resta. No fim, ainda conseguiu a quarta posição. O brasileiro considerou a atuação “uma vitória” e acredita ter sido uma boa maneira de rebater possíveis críticas. Massa crê que sacrifícios como o deste domingo fazem parte do jogo, e que ainda será recompensado.
- Acho que a melhor coisa a fazer para as pessoas de casa que gostam de falar, falar e falar sobre nada foi este resultado. Começar em 11º e terminar em quarto ultrapassando vários carros na pista. Foi realmente uma corrida fantástica e o melhor para a equipe e para o Fernando.  Não estava feliz no início, mas estou agora. Deus sabe o que faz e nós apenas temos que acreditar e fazer o melhor que podemos. Esperava ganhar mais posições na largada, mas levei apenas uma. Depois, eu comecei a passar o pessoal. Tive um ritmo incrível durante todo o fim de semana - completou, lembrando dos bons desempenhos nos treinos livres e na classificação em Austin.
O GP do Brasil, última etapa da temporada, definirá quem será o tricampeão: Sebastian Vettel ou Fernando Alonso. A TV Globo transmite ao vivo a corrida de Interlagos no próximo domingo, dia 25 de novembro, a partir das 14h (de Brasília)
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FUTSAL


Aos 35 anos, ala escreve seu último capítulo na maior competição do futsal ajudando o Brasil a levantar mais uma taça. Craque rasga elogios a Vinicius


O dia 18 de novembro de 2012 tornou-se uma data marcante para o futsal mundial. Não só por causa do título do Brasil na Copa do Mundo da Tailândia, mas pelo fato de a final deste domingo ter sido o último ato de Falcão na principal competição do planeta. Aos 35 anos, o craque da camisa 12 já havia anunciado que este seria o seu último Mundial. Campeão em 2008, no Rio de Janeiro, ele se depediu do torneio em grande estilo, marcando um dos gols da vitória do Brasil sobre a Espanha por 3 a 2 na prorrogação, em Bangcoc, e abocanhando mais um título. (assista ao vídeo da entrevista de Falcão)
- Meu maior prêmio foi ter o privilégio de participar de um evento com esse. Estava fora no primeiro dia, quando me machuquei, achei que não estaria mais aqui, mas joguei alguns minutos nas partidas. Isso para mim foi o maior prêmio. Posso dizer que saio daqui realizado - afirmou, em entrevista à TV Globo após a partida.
Falcão comemora gol no jogo do Brasil contra a Espanha no futsal (Foto: FIFA.com via Getty Images)Falcão agradece aos céus gol na final e mais um título mundial (Foto: FIFA.com via Getty Images)
O craque foi do inferno ao céu no Mundial da Tailândia. Depois de sentir uma lesão na panturrilha na primeira rodada, contra o Japão, o jogador chegou a achar que não teria mais condições de continuar na competição. Entretanto, após exame de ressonância magnética, a comissão técnica brasileira decidiu manter o camisa 12 no grupo, iniciando um tratamento intensivo com o craque. Deu no que deu e, nas oitavas de final, o ala já estava atuando na goleada sobre o Panamá. Ao todo, Falcão atuou por 37 minutos na Copa do Mundo de 2012.
- Estou fisicamente esgotado e já pedi dispensa de uma convocação da seleção que vai haver na próxima semana. O Mundial me debilitou muito e agora é o momento de me retirar para cuidar um pouco da saúde - disse ele, que, a partir das quartas de final, jogou com uma paralisia no rosto, fruto do momento estressante, causado pelas constantes lesões.
Demonstrando companheirismo, Falcão admitiu não ter sido protagonista deste Mundial. Depois de elogiar o fixo Neto, destaque da final, ele fez questão de dividir o momento com o capitão da seleção Vinicius, seu colega no Orlândia, e que também esteve na equipe campeã em 2008.
Falcão beija a taça do Mundial de Futsal  (Foto: AFP)Falcão beija a taça do Mundial de Futsal (Foto: AFP)
- A gente tem um cara aqui dentro para quem eu tenho que tirar o chapéu: o Vinicius. O que esse cara representa para a gente, dentro e fora de quadra é uma coisa impressionante. Não tem ninguém melhor no mundo para levantar esse troféu do que ele - destacou.
Emocionado, o camisa 7 fez questão de retribuir os elogios de Falcão.
- O que esse cara aqui decide não existe no esporte. Tenho a sorte de saber me portar bem ao lado de tantos craques. Falcão ganhou um Pan (2007, no Rio) e um Mundial para a gente e sou muito agradecido a ele por isso - comentou Vinicius.
O capitão ainda aproveitou o momento para dedicar o título ao seu irmão Lenísio. Aposentado das quadras, o ex-pivô, agora diretor técnico do Corinthians, comentou a final pelo SporTV e falou ao vivo com o camisa 7, após o jogo.
- O Lenísio poderia estar aqui com a gente, mas as seguidas lesões não deixaram e ele teve que encerrar a carreira. Esse título é para você, que também faz parte disso aqui - concluiu
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SERIE B



Clube tem flashes de bons momentos do passado, mas afunda em erros primários e vê rivais crescendo no período. Novo rebaixamento traz lições


Uma década perdida. Entre 2002 e 2012, o torcedor do Palmeiras sofreu com administrações ruins e alguns poucos bons times que não deram frutos dentro de campo, comemorou apenas três títulos e termina o período chorando o segundo rebaixamento da história do clube.
Nestes dez anos, pouco se aprendeu, muito se errou – principalmente naquilo que era responsabilidade da diretoria. Nem o título da Copa do Brasil apaga o período de estagnação pelo qual vive o Verdão. Enquanto isso, os rivais ficam cada vez mais fortes.
No placar de títulos, o clube mais vitorioso do século passado perde para Corinthians, Santos e São Paulo. Apenas duas conquistas relevantes: o Campeonato Paulista em 2008 e a Copa do Brasil nesta temporada, título que o Palmeiras nem teve tempo de comemorar. A Série B de 2003 também é uma conquista, mas que o torcedor alviverde gostaria de esquecer. Agora, porém, o time vai buscar o bicampeonato para se reerguer mais uma vez.
jogadores do palmeiras desolados no jogo contra o Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogadores do Verdão desolados após empate com o Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Dois números ajudam a entender a década de escassez palmeirense: dois títulos de elite e 21 trocas de técnico em dez temporadas mostram que a direção nunca teve tanta convicção em relação a um nome que poderia levar o clube de volta às glórias. Quando manteve Luiz Felipe Scolari por dois anos, o resultado veio com a Copa do Brasil. Mas foi pouco para um técnico campeão do mundo com a seleção brasileira.
Info_PALMEIRASxRIVAIS_TitulosConquistados (Foto: infoesporte)
Em 2002, a sensação era de que a degola serviria para arrumar a casa, talvez até acabar com a hegemonia do ex-presidente Mustafá Contursi no poder. Ledo engano. Com a desculpa de “consertar o que havia feito”, Mustafá continuou no comando por mais dois anos, viu uma safra de garotos levantar o time na Série B, mas logo se desfez da turma e fez o Palmeiras sofrer com jogadores que, em outros momentos, jamais vestiriam a camisa alviverde.
Desde aquela safra de Vagner Love, Diego Souza e Edmílson, o Palmeiras praticamente não revelou jovens valores. A esperança surge com João Denoni, Patrick Vieira, Bruno Dybal, entre outros. É a esperança de dias melhores, de um clube autossustentável e que utiliza bem os diamantes produzidos em casa. Antes de se consolidar, muita coisa precisa mudar. Em dez anos, diferentes erros fizeram o clube parar no tempo.
Info_TECNICOS-PALMEIRAS_2002-2012 (Foto: infoesporte)
Garotos surgem, mas vão embora
Em 2003, ano seguinte ao rebaixamento, o Verdão viveu vexames no Paulista, eliminado com facilidade pelo Corinthians, e na Copa do Brasil, quando sofreu goleada por 7 a 2 para oVitória, dentro do Palestra Itália. A solução do técnico Jair Picerni foi caseira: a base foi responsável por boa parte do time da Série B. Marcos no gol, Alceu no meio-campo, Diego Souza, Love e Edmílson no ataque.
Eu caí com o time (em 2003), mas depois o coloquei de volta no seu lugar. Fico muito triste pelo que ocorreu. Hoje, o clube se tornou uma bagunça administrativa"
Mustafá Contursi, ex-presidente
A base fez o Palmeiras subir com sobras, mas em 2004 o time foi desfeito. Vagner Love, principal nome, foi vendido ao CSKA, da Rússia, com a justificativa de que o clube precisava de recursos para montar um time forte, algo que não ocorreu. Ao menos, Mustafá deixou o comando com o clube na divisão de elite, e com uma vaga na Taça Libertadores do ano seguinte.
– Eu caí com o time, mas depois o coloquei de volta no seu lugar. Fico muito triste pelo que ocorreu desde então. Hoje, o clube se tornou uma bagunça administrativa – reclamou Mustafá Contursi.
No início de 2005, Affonso Della Monica assumiu a presidência, mas Mustafá nunca deixou de ter influência nos bastidores alviverdes. O atual mandatário, Arnaldo Tirone, só foi eleito graças ao apoio dele.
O embrião da nova casa
Dentro de campo, o Palmeiras sofreu com eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil entre 2005 e 2007. Jogadores de nível duvidoso reforçaram o time nesse período, sob a justificativa de reduzir os gastos. As dívidas, no entanto, só aumentaram: hoje, passam dos R$ 240 milhões.
Por causa disso, Della Monica fechou parceria com a Traffic, empresa de marketing esportivo, para a temporada 2008. O casamento levou jogadores mais conceituados ao Palmeiras. Na época, o pacote de reforços teve nomes como Diego Souza e Henrique, que faz parte do elenco atual. Um ano depois, também chegariam Cleiton Xavier e Keirrison.
A parceria só deu um título ao Palmeiras, o Paulista de 2008. Começou a estremecer quando o técnico Vanderlei Luxemburgo implicou com a Traffic, que fez dinheiro com as vendas dos jogadores, mas rendeu muito pouco ao clube. Luxa acabou demitido, é verdade, mas a relação não seria mais a mesma até a separação total entre as partes, já no fim de 2010. Gilberto Cipullo, homem forte do futebol na época, sustenta que a Traffic era a única alternativa para o Verdão no momento.
– Sem a Traffic, não teríamos conseguido reforços daquele nível. Temos de admitir que nossa situação financeira era caótica, por isso precisávamos de uma solução. Conquistamos um título e uma vaga na Libertadores, então não pode ter sido tão ruim assim como falam – disse o ex-dirigente e ainda conselheiro do clube.
Ao menos, a administração de Della Monica deixou um legado: a aprovação do projeto da nova Arena Palestra, que só sairia do papel em 2010.
Luiz Gonzaga Belluzzo Palmeiras (Foto: Carlos Augusto Ferrari / Globoesporte)Belluzzo comandou o Verdão de 2009 até 2010
(Foto: Carlos Augusto Ferrari / Globoesporte)
Esperança, depois medo
Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu o comando do Palmeiras, em 2009, como o “novo”, aquele que deixaria para trás todas as mazelas da era Mustafá Contursi. No fim, deu na mesma. Mesmo com todas as boas intenções e a montagem de um time fortíssimo para a temporada, o presidente foi “traído” pela queda de produção no fim do Campeonato Brasileiro: do título, passou a ficar fora até da zona de classificação para a Libertadores.
Belluzzo fez o que estava ao seu alcance: contratou o técnico Muricy Ramalho, cobiçado por todos os grandes, e repatriou o ídolo Vagner Love. Com o mau desempenho, o atacante deixou o clube de forma melancólica, após se envolver em briga com torcedores na entrada de um banco. Os "organizados", aliás, foram notícia durante toda a década, envolvendo-se em incontáveis confusões e afastando jogadores do Palmeiras.
Belluzzo se afastou no fim de 2010, com problemas de saúde, mas deixou como legado a contratação do técnico Luiz Felipe Scolari. Salvador Hugo Palaia teve um breve período na presidência até a eleição de Arnaldo Tirone, no início de 2011.
A gestão Tirone foi marcada pela indecisão e incoerência. O vice Roberto Frizzo ajudou a compor um cenário que se tornou quase insustentável nos últimos dois anos, ainda que a conquista da Copa do Brasil tenha amenizado os ânimos. A demissão de Felipão e a chegada de Gilson Kleina foram atitudes tardias e desesperadas. O Palmeiras, em espírito, já estava rebaixado à Série B.
– Tivemos mais acertos do que erros, se eu tiver de sair no início do ano que vem, saio tranquilo. Fiz tudo o que estava ao meu alcance – afirmou Tirone.
Se tivesse feito, o palmeirense, provavelmente, não estaria lamentando mais uma mancha na rica história do Palestra Itália.
Torcida do Palmeiras em Volta Redonda (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Torcida do Palmeiras sofre em Volta Redonda (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com
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