terça-feira, 27 de novembro de 2012

CORINTHIANS



Surpresa da relação é a ausência do peruano Ramírez. Dúvida é a inscrição de Guilherme, questionada pela Fifa. Willian Arão está de sobreaviso


Guilherme Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)Guilherme, volante do Corinthians, em treino no CT 
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)
O Corinthians anunciou nesta segunda-feira a lista dos 23 jogadores que disputarão o Mundial de Clubes, a partir do dia 12 de dezembro, no Japão. A surpresa da relação é a ausência do peruano Ramírez. O zagueiro Felipe e o meia Giovanni, pouco aproveitados ao longo da temporada, estão inscritos.
A lista enviada pelo clube ainda pode sofrer uma modificação nas próximas horas. A Fifa questiona a inscrição do volante Guilherme. O jogador chegou ao Corinthians em 15 de agosto, depois do fechamento janela de transferências internacionais, o que, de acordo com a entidade, inviabiliza a participação dele no Mundial.
A defesa do clube está em cima de a transação ter sido feita no Brasil, já que Guilherme foi contratado junto à Portuguesa. O clube enviou à Suíça um ofício explicando que a CBF autoriza as negociações entre clubes do país e, por isso, ele poderia viajar com a delegação. Caso o argumento não seja aceito, Willian Arão fica com a vaga. 
O peruano Ramírez perdeu muito espaço no elenco ao longo do segundo semestre e sequer ficou no banco diante do Peixe, aumentando a especulação de que não seria levado ao Oriente. Ele dificilmente continuará no clube no próximo ano e já deu declarações à imprensa de seu país de que pretende sair para jogar com mais frequência. O destino deve ser o Universitario, do Peru. Também pesou contra ele uma lesão muscular na coxa esquerda.
Com Giovanni aconteceu o contrário. O garoto de 18 anos, campeão da última edição da Copa São Paulo de Juniores, passou a ter mais chances depois da Libertadores e agradou a Tite. O meio-campista chegou a ser liberado pelo treinador para se apresentar à seleção brasileira sub-20 que disputará o Sul-Americano em janeiro. No entanto, Giovanni pediu para permanecer e se juntar ao grupo alvinegro – tem dez jogos e um gol pelo Timão.
Já Felipe, de 23 anos, viveu uma situação curiosa. O defensor era a última opção para a posição, quase foi emprestado ao Flamengo durante o Brasileirão e deixaria o clube em 2013 para ganhar experiência. A situação mudou depois que precisou entrar no lugar de Wallace, lesionado, contra o Bahia, no Pacaembu. Tite gostou tanto que optou por segurá-lo no elenco e dar uma chance de leva-lo ao Mundial. Ele fez apenas quatro partidas pelo clube.
Outro fator que colaborou para a presença dele é a ausência de um volante reserva com as mesmas características de Ralf. Tite foi obrigado a recorrer ao zagueiro Anderson Polga na função – enfrentou o Santos assim. Com isso, abriu uma vaga para Felipe na defesa.
A delegação corintiana embarca para o Oriente na madrugada do dia 4 de dezembro, fazendo uma escala de 24h em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Confira a lista de jogadores do Corinthians no Mundial
Goleiros: Cássio, Julio Cesar e Danilo Fernandes
Laterais: Alessandro, Fábio Santos e Guilherme Andrade
Zagueiros: Chicão, Paulo André, Wallace, Anderson Polga e Felipe
Volantes: Ralf, Paulinho, Guilherme* (ou Willian Arão) e Edenílson
Meias: Douglas, Danilo e Giovanni
Atacantes: Emerson, Paolo Guerrero, Jorge Henrique, Martinez e Romarinho 
Giovanni Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)Giovanni é a novidade do Corinthians na lista (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians
)

LIBERTADORES



As dez vagas restantes serão preenchidas ainda antes do sorteio, dia 21/12


Com Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Fluminense, Grêmio e Atlético-MG representando o Brasil, a Taça Libertadores de 2013 já tem 28 equipes conhecidas. As dez vagas que restam serão preenchidas ainda antes do sorteio, marcado para o dia 21 de dezembro, no Paraguai, onde fica a sede da Conmebol. Desta forma, todos saberão seus adversários antes da virada do ano, não havendo mais casos como o "Bolívia 3" ou "Chile 2", por exemplo, durante o evento que determinará os grupos.
Entre os participantes já confirmados, cinco são estreantes em Libertadores. Tigre, da Argentina, Real Garcilaso e Universidad Cesar Vallejo, do Peru, além de Tijuana e León, do México, participarão do torneio pela primeira vez.
Haverá ainda, pelo menos, sete ex-campeões disputando a edição de 2013 da taça mais cobiçada do continente. Além dos brasileiros Corinthians, Palmeiras, Grêmio e São Paulo, o argentino Vélez Sarsfield, e os uruguaios Nacional e Peñarol já têm participação garantida.
Confira a situação das vagas em cada país
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - argentina (Foto: arte esporte)
Com direito a cinco vagas na competição, a Argentina só tem três participantes definidos até o momento. Campeão do Torneio Clausura 2012, o Arsenal de Sarandí foi o primeiro classificado, enquanto o Tigre garantiu sua vaga como melhor colocado da Copa Sul-Americana de 2012 - este entrará na Pré-Libertadores.
Ainda restam as vagas destinadas ao campeão do Torneio Inicial 2012, ao clube com maior pontuação na tabela agregada de 2012 e ao clube com a segunda maior pontuação na tabela anual. O Vélez Sarsfield já tem participação garantida, mas ainda sem saber se como campeão do Inicial 2012 ou como um dos maiores pontuadores na tabela anual.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - bolívia (Foto: arte esporte)
Os dois clubes bolivianos já confirmados na Libertadores 2013 são o The Strongest, campeão do Clausura 2012, e o San José, vice-campeão do mesmo torneio. Ainda resta a vaga destinada ao campeão do Apertura 2012, que vem sendo liderado justamente por The Strongest e San José, respectivamente. Caso a classificação se mantenha desta forma, o terceiro colocado do Apertura jogaria contra o terceiro colocado do Clausura para definir o dono da terceira vaga. Se o San José se mantiver na segunda ou na primeira colocação do Apertura, vai direto para a fase de grupos. No entanto, se cair na classificação e der lugar a outro clube, vai para a Pré-Libertadores.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - BRASIL (Foto: arte esporte)
O Brasil é um dos cinco países com todos os representantes definidos. O Corinthians volta ao torneio como atual campeão, enquanto o Palmeiras se classificou através da Copa do Brasil. No Campeonato Brasileiro, Fluminense, Grêmio, Atlético Mineiro e São Paulo ficaram com as vagas, restando apenas a definição de quem irá para a Pré-Libertadores (terceiro e quarto colocados).
Há ainda a possibilidade de o São Paulo se tornar campeão da Copa Sul-Americana. Mesmo neste caso, o Tricolor continuaria com sua vaga através do Campeonato Brasileiro, enquanto a vaga destinada ao campeão do torneio continental se perderia.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - chile - 2 (Foto: arte esporte)
Um dos principais clubes do cenário sul-americano nos últimos anos, o Universidade de Chile foi o primeiro clube do país a conseguir uma vaga para a Libertadores, ao se sagrar campeão do Apertura 2012. O estreante Deportes Iquique já garantiu a segunda melhor pontuação na tabela anual - a primeira é de La U -, o que lhe daria uma vaga na Pré-Libertadores. Porém, o Universidad Católica ainda pode ser campeão da Copa Sul-Americana, o que lhe daria o posto de "Chile 3", no lugar do Iquique. A segunda vaga chilena será destinada ao campeão do torneio Clausura.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - colômbia (Foto: arte esporte )
Campeão do Apertura 2012, o Independiente Santa Fé é o único clube colombiano com vaga assegurada até o momento. As outras duas vagas serão destinadas ao campeão do Clausura e ao clube com melhor pontuação na tabela agregada anual – este último jogará a Pré-Libertadores. O Millionarios, que está nas semifinais da Copa Sul-Americana, pode roubar uma das vagas caso seja campeão do torneio continental.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - equador - 2 (Foto: arte esporte)
O Barcelona de Guayaquil é o único classificado do Equador até o momento, consagrado como o campeão da primeira fase do Campeonato Equatoriano. A segunda vaga fica com o vencedor da segunda fase - que pode ser o Barcelona novamente ou Emelec, que já assegurou sua vaga na Libertadores 2013 ao garantir a segunda melhor pontuação na tabela anual. Caso vença a segunda fase, o time azul e branco vai direto para a fase de grupos. Se o Barcelona de Guayaquil levar o título, haverá um mata-mata entre o Emelec e o terceiro colocado da tabela anual, com o vencedor ganhando a vaga para a fase de grupos, e o perdedor levando um lugar na Pré-Libertadores. Se o vencedor da segunda fase for o Emelec, a vaga na Pré-Libertadores será definida por um mata-mata entre o terceiro e o quarto melhores colocados na tabela anual.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - méxico (Foto: arte esporte)
O México é um dos países com todas as vagas definidas. Com a melhor campanha na primeira fase do Apertura 2012, o Toluca é o dono do primeiro posto mexicano na Libertadores 2013, enquanto o Tijuana e o León, segundo e terceiros colocados na fase inicial do Apertura, ocupam as vagas de "México 2" e "México 3", respectivamente. O León terá que passar pela Pré-Libertadores.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - paraguai (Foto: arte esporte)
O tradicional Cerro Porteño é o único já classificado do futebol paraguaio até o momento, tendo levado o título do Apertura 2012. O campeão do Clausura levará a segunda vaga, enquanto a terceira - que leva para a Pré-Libertadores - ficará com o clube de melhor pontuação no ano.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - peru (Foto: arte esporte)
Os donos das vagas do futebol peruano também já estão definidos. O Sporting Cristal, com a melhor campanha na primeira fase do campeonato nacional, é o dono da primeira vaga, enquanto o Real Atlético Garcilaso é o dono da segunda. O Universidad César Vallejo, terceiro colocado na primeira fase, garantiu a última vaga e jogará a Pré-Libertadores.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - uruguai (Foto: arte esporte)
O Nacional foi o primeiro clube uruguaio ao se classificar para a Libertadores 2013, com o título da edição 2011/12 do campeonato local. Peñarol e Defensor conseguiram suas vagas com a melhor e a segunda melhor pontuação na tabela anual, respectivamente. O clube carrasco do Flamengo em 2007 jogará a Pré-Libertadores.
info Classificados e Vagas Libertadores 2013 - venezuela (Foto: arte esporte)
Na Venezuela, o Deportivo Lara foi o primeiro a conseguir uma vaga para a Libertadores 2013, ao vencer tanto o Apertura de 2011 como o Clausura de 2012. Desta forma, os dois outros representantes foram definidos pelas melhores pontuações na tabela anual. Caracas e Deportivo Anzoátegui conseguiram a classificação, ficando a vaga para a Pré-Libertadores com o segundo
.

VOLEI



Técnico do Rio de Janeiro já pensa nas Olimpíadas e prevê dificuldades no processo de renovação: 'Os líderes não têm o mesmo talento dos anteriores'


Um turbilhão de emoções. Assim é Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho. Para muitos, o melhor treinador do mundo. Para ele, apenas um cara trabalhador que não se cansa de buscar a perfeição e coisas diferentes no seu trabalho. Nesta terça-feira, pelo time feminino do Rio de Janeiro, o desafio é uma verdadeira pedreira logo na segunda rodada da Superliga. Às 19h, o time pega o Campinas, do técnico José Roberto Guimarães, com quem não fala desde 2004. Na época, o treinador da seleção feminina afirmou que influências de "maridos-técnicos" vinham atrapalhando o seu trabalho – uma referência a Bernardinho, casado com a levantadora Fernanda Venturini. Sobre o reencontro, o treinador diz apenas que "não há motivo de drama".
Mas o que todos querem mesmo saber é se o comandante do tricampeonato mundial na Argentina-2002, no Japão-2006, na Itália-2010 e da medalha de ouro nos Jogos de Atenas continuará sua caminhada pela seleção brasileira masculina rumo às Olimpíadas no Rio, em 2016. Reticente e cuidadoso com as palavras, Bernardinho se esquiva e diz que ainda não se reuniu com o presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, Ary Graça, para renovar seu contrato. Mas, logo em seguida, indica a sua permanência, ao traçar planos para mais um ciclo olímpico.
- Ainda não tive nenhuma reunião com o Dr. Ary, só com o Paulo Márcio (diretor de seleções). Conversamos sobre o futuro, e minha intenção é continuar, já que o próximo ciclo olímpico será o maior desafio que teremos nessa caminhada que completará 16 anos em 2016. Vai começar tudo de novo. Será um desafio monstruoso - afirmou.
bernardinho seleção brasileira vôlei (Foto:  João Pires/VIPCOMM)Bernardinho ainda não conversou com o presidente Ary Graça, mas já sinalizou que pretende permanecer por mais um ciclo olímpico à frente da seleção brasileira masculina vôlei (Foto: João Pires/VIPCOMM)
Bota monstruoso nisso. Sem Ricardinho, Giba, Serginho e Rodrigão, que se despediram da seleção com a medalha de prata em Londres, Bernardinho terá a dura missão de garimpar na próxima geração jogadores tão talentosos como aqueles que conquistaram todos os títulos possíveis nos últimos 12 anos e acostumaram mal os torcedores brasileiros.
Enquanto não começa a quebrar a cabeça para achar novos Gibas, Ricardinhos e Serginhos, Bernardinho segue sua rotina inesgotável. Além de conciliar os trabalhos à frente do Rio de Janeiro e da seleção, o treinador ainda consegue encontrar tempo para correr atrás de patrocinadores, organizar eventos, dar palestras, ser pai e pedalar. O ciclismo é a nova cachaça de Bernardinho, que revela um antigo desejo.
- É um vício, outro dia pedalei 60km. Meu próximo objetivo é competir em uma prova de ciclismo de distância, mas tenho que conciliar com nosso calendário. É uma coisa que já tinha em mente. Voltei a correr também e um dia ainda quero fazer triatlo.
Tranquilo durante os 45 minutos de entrevista para o GLOBOESPORTE.COM, na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, Bernardinho reconhece que dentro de quadra continua o mesmo ranzinza de sempre. Entre respostas engraçadas, surpreendentes e polêmicas, o técnico do Rio de Janeiro relatou ter dado uma "pequena palestra" para o ginasta Arthur Zanetti antes do ouro olímpico, apontou o rival Osasco como favorito ao título da Superliga feminina, criticou análises feitas sobre a derrota para a Rússia na final olímpica e disse que sua reconciliação com Ricardinho foi uma vitória pessoal.
Com as chegadas da canadense Sarah Pavan e da americana Logan Tom, o Rio de Janeiro é o favorito para conquistar a Superliga?
O favoritismo é todo do Osasco. É uma seleção brasileira, literalmente. O time a ser batido. A Logan é uma jogadora experiente e foi uma opção que tivemos no mercado externo em razão da saída de jogadoras importantes e da subida dos preços internamente. A Sarah tem muito potencial, mas ainda é uma jogadora em formação. Ela jogou uma liga na Itália muito boa, mas tem pouca experiência e poucos resultados internacionais ainda. Alta, inteligente e trabalhadora, ela é uma aposta nossa.
O favoritismo é todo do Osasco. É uma seleção brasileira, literalmente. O time a ser batido"
Bernardinho
Quais os principais adversários do Rio de Janeiro?
Osasco está um passo à frente pelo grupo de jogadoras que possui. É um time completo. Depois tem um bolo com Sesi, que se fortaleceu com as chegadas da Fabiana e da Tandara, Campinas, com uma comissão técnica campeã olímpica e jogadoras experientes como Walewska e Fernandinha, além da cubana Ramirez e da búlgara que não jogou ainda (Elitsa Vasileva), mas que é uma excelente atacante, nós e o Uberlândia, que contratou a Danielle Scott e tem chances de incomodar todo mundo. Eu diria que esses clubes vão brigar nas semifinais para chegar à decisão contra Osasco.
Como o retorno da Fofão às quadras pode contribuir para o Rio de Janeiro?
Apesar de alguns tropeços na reta final da temporada passada e de algumas jogadoras não terem ido bem na decisão contra o Osasco, nós conquistamos 19 vitórias consecutivas na fase de classificação e fizemos uma Superliga muito boa. A Fofão veio para dar experiência e ajudar no processo de amadurecimento da Roberta (levantadora reserva) para assumir um time desse porte. Aos poucos, ela vem ocupando mais espaço e vai precisar desse suporte. Não é simples para a Fofão sozinha, hoje com 42 anos, assim como foi para a Fernanda na temporada passada, disputar uma Superliga inteira e sustentar um padrão de jogo que é cada vez mais físico.
Você concorda que, apesar dos amistosos contra Minas, Uberlância e Sesi, o Rio de Janeiro leva uma certa desvantagem em relação aos adversários, principalmente os paulistas, por ter um Campeonato Carioca muito fraco? 
A gente sai um pouco atrás pela falta de competições. Os amistosos serviram para tentar diminuir essa distância, mas amistoso não é jogo, que seria a maneira correta para avaliarmos nossa equipe. Apesar das chegadas da Logan Tom e da Sarah, nosso grande reforço será a Natália, que foi a principal contratação da equipe na temporada passada e não jogou. Mas nunca vi ninguém comentar o assunto. Ela veio do Osasco, onde jogou a vida inteira, quebrada, com um problema seríssimo na canela, teve que ser operada mais de uma vez e ainda está em um processo de recuperação. Nas Olimpíadas, ela praticamente não jogou. Entrava para sacar, mas não tinha condições ideais ainda. Se conseguirmos colocá-la onde imaginamos que ela possa chegar, esperamos que se torne o reforço que imaginávamos na temporada passada.
Quando você tem um problema com alguém e quer resolvê-lo, você tem que procurar esse alguém"
Bernardinho
Ficou surpreso quando o Zé Roberto disse após os Jogos de Londres que gostaria de voltar a falar com você?
Não sei como aconteceu o episódio, apenas me disseram. Só acho que quando você tem um problema com alguém e quer resolvê-lo, você tem que procurar esse alguém. Isso não é uma crítica nem nada, é apenas uma constatação. Não estou aqui o criticando de forma alguma. Reconheço que não tinha expectativa a respeito disso. Simples assim, sem qualquer tipo de drama.
Se ele tivesse te procurado, era possível uma reaproximação?
Não tenho nenhuma expectativa sobre isso. Minha vida não muda nem para melhor nem para pior por causa disso. Mas, se ele tivesse me procurado, eu teria conversado. Se iria dar certo ou não e se a gente iria se acertar ou não, eu não sei. Coisas se acumularam, o tempo passou, teve o distanciamento e infelizmente muitas pessoas alimentam esse tipo de situação. Não sou contra nem a favor de nada, mas acredito que as coisas precisam ser resolvidas com sinceridade e transparência.
Deixando a Superliga de lado, você continua na Seleção?Ainda não tive reunião com o Dr. Ary, só com o Paulo Márcio (diretor de seleções). Conversamos sobre o futuro e minha intenção é continuar, já que o próximo ciclo olímpico será o maior desafio que teremos nessa caminhada que completará 16 anos em 2016. Perdemos jogadores importantes e teremos as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Quando todos imaginavam que o Brasil tinha acabado, chegamos a mais uma final olímpica e ficamos muito próximo do ouro, mas acabamos perdendo nos detalhes por uma série de questões. Agora vai começar tudo de novo e sabemos que a cobrança será enorme pelo fato de as Olimpíadas serem aqui. Será que nós teremos uma equipe competitiva em condições de segurar a pressão de jogar as Olimpíadas no Brasil? Será um desafio monstruoso.
vôlei giba serginho brasil rússia liga mundial (Foto: divulgação / FIVB)Bernardinho não contará com Giba e Serginho no
próximo ciclo olímpico  (Foto: divulgação / FIVB)
Giba, Rodrigão, Ricardinho e Serginho se despediram da Seleção em Londres. Você acha que o próximo ciclo olímpico será o mais difícil de todos?
Acho que sim, por todas essas condições. Pela perda de jogadores importantes e pressão de se jogar no Brasil. A gente tem uma base, e alguns jogadores vão chegar lá com mais experiência, como o Murilo, por exemplo. Mas há uma questão que temos de tomar cuidado. Após 12 anos de uma hegemonia que ninguém teve na história, principalmente no masculino, chegamos a Londres com alguns jogadores no seu limite físico e ainda assim conseguimos tirar o máximo desses caras. Jogamos bem as quartas de final, muito bem a semifinal e começamos matando a Rússia na final. Mas o cara fez uma mexida tática e mudou a partida, papo furado. Ninguém avalia o jogo para falar uma besteira dessa, porque no terceiro set a gente estava na frente o tempo todo. Não foi a mexida, foi muito mais uma questão física. O Leandro (Vissotto) se machucou e estava fora, o Giba não estava em uma condição excepcional, embora estivesse bem nos treinos, o Dante voltou a sentir o joelho e não podia mais receber bolas, e nós simplesmente não tínhamos muitas opções contra uma equipe tão forte. Dominamos o principal oposto do mundo que é o Mikhaylov e por isso ele teve que mexer. Mas ele já tinha feito isso na Copa do Mundo e nós ganhamos de 3 a 0. Ele arriscou porque não tinha outra opção. Nós jogamos a semifinal à noite e eles jogaram meio-dia. Pode não parecer nada, mas é um turno de descanso que não tivemos. Acho que a questão física, o cansaço e as contusões acabaram afetando o psicológico dos caras e isso faz diferença. Dói. Penso e me questiono no que poderia ter sido feito, mas não vejo saídas e não acho muitas soluções. Agora tenho que pensar para frente.
Os problemas físicos, então, destruíram o time que você tinha na cabeça?
Não, mas pesaram nessa história toda. O técnico do Canadá me enviou um e-mail dizendo que o mundo inteiro achava que o Brasil tinha acabado e que nós tínhamos provado o contrário, e chegado lá. Os grandes favoritos ficaram no meio do caminho. Estados Unidos, Polônia, cadê os caras? Completos, inteiros..... Tinha também aquela coisa do Brasil dominando por tanto tempo, uma mágoa com a gente e um certo recalque. Mas sempre soube que alguma coisa de bom iria acontecer. O Giba foi jogar a última etapa da Liga Mundial, o Dante cresceu um pouquinho, e o Murilo se recuperou. Se a gente não tivesse perdido o Vissotto, que era mais uma opção, a coisa poderia ter sido diferente. Isso acontece, não estou aqui chorando sobre o leite derramado. Mas é um fato, aconteceu.
Pelo menos por enquanto os jogadores que imagino sendo os líderes do novo processo não têm o mesmo talento dos anteriores"
Bernardinho
Em algum momento você se arrependeu por ter levado o Giba?
Não, de forma alguma. Ele tinha de estar lá. Fez parte dessa história, lutou e chegou bem, mas talvez sem o ritmo de jogo necessário.
Por que você acha que o retorno do Ricardinho não surtiu o efeito que você esperava?
Queríamos mais, mas não podemos deixar de tentar. O mais importante disso tudo foi poder reencontrá-lo e ter a convicção de que apesar dos erros que todos nós cometemos, jamais tive a intenção de prejudicá-lo. Foi uma decisão que tinha que ser tomada naquele momento, embora ele tivesse as razões dele. Mas o fato de ele ter voltado, ter dado as declarações que deu e feito a campanha que fez em Londres, mostra que é um cara maduro. A vida nos oferece opções e uma das coisas que me deixam feliz é ter resgatado essa relação. Poder encontrar os pais dele, que são pessoas que gosto muito, e cumprimentá-los. Queria também que ele pudesse sair de tudo isso com uma medalha de ouro. Tentei, mas ele não conseguiu render o esperado por vários motivos. Até por questões físicas mesmo, o vôlei está pesado e a evolução é muito rápida. A Superliga é muito boa, mas nada se compara ao nível internacional. É outro jogo. Mas isso para mim foi uma conquista pessoal. Sempre disse que jamais iria conversar com ele através da imprensa. Quando achei que era hora e que tinha espaço para ele retornar, ninguém nem soube. Partiu de mim, e não tinha por que ser diferente, e ele totalmente disponível. Poderíamos não ter nos acertado ou ele não ter aceitado voltar, e teria todo o meu respeito, mas foi importante resgatar a relação. É o que vale. Espero que no fim da minha carreira todos meus ex-atletas possam dizer que eu colaborei de alguma maneira para o crescimento profissional deles.
Quantas vezes você já reviu a final olímpica entre Brasil e Rússia?
Uma vez só, mas tenho 99% dos lances na cabeça.
Você pensa nisso o tempo inteiro?
Muitas vezes, mas tento não pensar porque fico mal. Vejo que estivemos tão perto e tento achar soluções que não achei ainda. Essa geração merecia se despedir da seleção com um título.
A geração que está surgindo é tão talentosa quanto a anterior?
Não. Pelo menos por enquanto os jogadores que imagino sendo os líderes do novo processo não têm o mesmo talento dos anteriores. O Murilo é um cara pronto, mas que se impôs pelo trabalho. Não é aquele jogador talentoso. O Bruno chegou lá em uma condição muito boa porque trabalhou muito. O Lucão é um central grande que não consegue andar direito, mas que nós acreditamos. Sidão é um cara forte e era considerado um brucutu na Itália. O Wallace é saltador, leve, tem vigor físico e tal, mas nenhum deles tem aquele supertalento. Mas os caras estão aí. Existem alguns jogadores grandes, fortes e temos um ponteiro superinteressante que é o Lucarelli, mas que está com algumas questões físicas que me preocupam muito. Tem o oposto canhoto Renan, de São Bernardo, que também tem problemas físicos e precisamos acompanhar. Temos bons jogadores, alguns juvenis interessantes, mas será que em quatro anos eles estarão prontos? É uma pergunta que me faço. Estamos desenvolvendo um programa de avaliação para que em dois anos a gente tenha um raio-x interessante e saiba quem é que estará apto e preparado, tanto física, técnica e taticamente, quanto emocionalmente para enfrentar essa pedreira.
Vamos mudar um pouco o foco e falar do Bernardo fora da quadra....
Do Bernardo ciclista?
 É sério que você virou ciclista?
Sério, virou um vício. Todo dia eu pedalo, outro dia fiz 60km. Meu próximo objetivo é competir em uma prova de ciclismo de distância, mas tenho que conciliar meu calendário. É uma coisa que já tinha em mente. Voltei a correr também e um dia ainda quero fazer triatlo (confira no vídeo ao lado).
Mas, então, um dia vai rolar?
Vai, vai.
Você não cansa dessa rotina maluca?
Qual delas? (risos)
De fazer várias coisas ao mesmo tempo?
Só as que não gosto de fazer, tipo correr atrás de patrocínio e ter que organizar um evento. Discutir projetos empresariais interessantes eu gosto, mas nada que me prejudique no treinamento. Fico irritado quando o treino não sai bom. Hoje cheguei atrasado e estou irritado. Isso me mata. Eu gosto disso aqui. Tenho que manter o projeto em pé e fazer a vontade dos patrocinadores. Correr atrás das coisas, filmar e fazer palestras onde eles me mandarem. Por exemplo, vou a Campo Grande, ali em Mato Grosso do Sul, como quem vai à Barra (risos).
A Fernanda (Venturini) continua te pressionando para diminuir o ritmo e optar entre o Rio de Janeiro e a Seleção?
Esse aqui é um projeto de 15 anos e minha presença é importante. Eu não digo que vai acabar se eu não estiver, mas será que vai ser a mesma coisa? É o que eu adoro. Fora as coisas de família, nada me dá mais prazer do que pegar a bicicleta e vir para cá. Profissionalmente, eu já tive mil convites de tudo que você possa imaginar relacionadas a trabalho. Coisas muito diferentes da minha área, mas não me vejo longe daqui.
Continuo extrapolando eventualmente e sempre me arrependo depois quando tenho a consciência que passei do limite"
Bernardinho
Você foi convidado para dirigir uma equipe de futebol?
Só para coordenar uma comissão técnica de futebol. Eu não seria o treinador, seria o manager da história. Uma espécie de Alex Ferguson, com liberdade para comandar todo o processo.
Isso não te motiva?
Não, acho que tem muita gente boa capaz de fazer isso, e eu não sou uma dessas pessoas. Eu gosto de vôlei.
Você acha que realmente extrapola ou se considera mais calmo ultimamente?
Não, eu continuo extrapolando eventualmente e sempre me arrependo depois quando tenho a consciência que passei do limite.
Isso te incomoda a ponto de pensar em procurar ajuda, talvez uma terapia?
Não, mas faço alguns trabalhos para me controlar e segurar a onda em algumas coisas. Tem um cara que gosto muito que é o Dunga, e as pessoas metem a pancada nele. É um cara do bem. Assisti a um pedaço da entrevista que ele deu recentemente para o Tande e adorei. Primeiro, pela iniciativa de entrevistá-lo, porque sepultaram o cara depois da Copa. Ele foi capitão da Seleção em 1994 tetracampeã e fez um ótimo trabalho em 2010. Cometeu erros, mas quem não comete? Perdeu a cabeça e fez algumas besteiras? Fez, mas admitiu. Foi bacana também a postura do Escobar, que é um cara do bem, um jornalista de padrão, em mandar uma mensagem para ele. O Dunga é um ícone, não poderia ser crucificado daquela maneira.
Você se identifica um pouco com ele?
Sou mais velho que ele (risos). Admiro as pessoas que trabalham, que são sérias e que lutam, e ele é um cara que lutou contra muitas coisas. O Parreira me disse uma vez que só pôde relançar o Dunga na Seleção em 1992 em um jogo fora do Brasil porque aqui iriam massacrá-lo. Mas ele matou no peito, foi lá e deu a volta por cima. É a velha história de que quem apanha não esquece. Imagino a pressão que é ser técnico da seleção de futebol, deve ser enlouquecedor. O cara errou, talvez por falta de orientação, e até falou que assumiu algumas responsabilidades que nem eram dele. Mas chega, vamos humanizar o cara.
Como você se define como pai? É um cara mais calmo em casa? 
Totalmente calmo, mas quando dou uma dura é porque a coisa é séria e todo mundo escuta. Mas quem está no dia a dia à frente da batalha é a Fernanda, no desgaste mesmo. A Júlia vai fazer 11 anos e já argumenta tudo. Como diz meu pai, vou ter que fazer direito para negociar com ela. Ela é esperta, danada, mas é uma relação de parceira como sempre foi com o Bruno também. Mas se precisar dar dura, eu dou.
A relação com o Bruno foi parecida?
É outra fase da vida. Nós tivemos que ralar juntos. Era mais novo, tive que correr atrás e fazer a carreira. Hoje vivo um momento que conquistei muitas coisas e tenho uma condição melhor do que antes. Ele morou um tempo comigo, depois foi morar com a mãe em Campinas, mas sempre tivemos uma relação ótima. Ele soube compreender os valores da vida, das coisas e de tudo aquilo que o cercava. Procuro passar o mesmo para elas, mas quem está mais à frente no processo de educação é a Fernanda. Mas quando estou ali, estou de verdade. Sempre que posso procuro conversar com a Júlia, entrar na adolescência dela e passar o máximo de tempo que posso com ela.
Bernardinho e Bruninho no treino de vôlei (Foto: CBV)Bernardinho e Bruninho no treino de vôlei (Foto: CBV)
Já se acostumou em poder ter o Bruninho por perto depois de tanto tempo?
A gente se fala todos os dias desde sempre, mas vai ser ótimo poder tê-lo por perto. Ele tem muitas coisas da mãe, é um garoto simpático sem ser puxa-saco de ninguém. É um cara do bem, e acho bacana quando as pessoas me param na rua e falam da admiração que têm por ele. Desde um Neymar, que me encontrou outro dia no aeroporto e pediu para mandar um abraço para ele, até um senhor que me encontra e fala que gosta muito dele. Aí eu vejo que minha missão como pai está cumprida. Criei um homem que vai correr atrás dos objetivos dele. Mas estarei aqui para orientá-lo sempre que possível. Claro que a Vera (Mossa, ex-jogadora de vôlei) também passou muita coisa boa que ele soube absorver. Vivendo no mesmo mundo que eu, ele me observa muito. Espero que não cometa os mesmo erros que eu, pois seria pouco inteligente da parte dele. Ele tem lucidez e todas as condições de se transformar em um excelente treinador porque tem uma capacidade de liderança forte, é sério no trabalho, inteligente e rápido na hora de tomar decisões.
O fato de as pessoas acharem que o Bernardo no seu dia a dia é o mesmo sujeito bronco das quadras te incomoda?
Ouvi uma coisa do treinador dos irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão em Londres que me deixou muito feliz. A gente se cumprimentava sempre que se cruzava na vila olímpica até que um dia ele me parou e disse que sempre me achou um cara chato, marrento, mas que tinha passado a gostar de mim depois que me conheceu. Fiquei feliz porque é um cara que mora na Bahia, que não me encontrava nunca, que vive em um mundo diferente do meu e só me via pela televisão. Fico feliz em conhecer caras que fazem um trabalho espetacular como ele fez nas Olimpíadas, assim como as meninas do handebol. São prazeres que levo do esporte. Conheci o Zanetti e fiz uma pequena palestra para ele na véspera da conquista da medalha. Foi um dos meus grandes orgulhos porque ele e seu treinador, o Marquinhos, são pessoas bacanas demais. Para mim, é uma troca que mostra que estou no lugar certo fazendo o que sempre quis na vida.
O que você falou para ele?
Que o tablado era o mesmo, a argola era a mesma e comecei a pegar pontos importantes e que podiam ajudar. Mas o foco e o olhar dele eram tão intensos que eu sabia que ele iria chegar. Tenho admiração por ele e pelo treinador dele, que é um cara simples e batalhador. Eu gosto desse tipo de pessoa, não gosto de fanfarrão.
Você pensa em assumir a presidência da Confederação Brasileira de Vôlei ou do Comitê Olímpico Brasileiro algum dia?
Eu acho que poderia fazer muita coisa. Tenho uma relação muito boa com o Dr. Nuzman, com os dirigentes de uma forma geral e com o Dr. Ary, mas não é uma coisa que eu pare, olhe e deseje fazer. Embora eu queira colaborar e compartilhar minhas experiências, aquilo que acho que conheço. Essa seria minha contribuição. Mas o sistema tem que mudar. Dirigente tem salário? Dizem que não, mas é óbvio que precisa ter para que possa se dedicar exclusivamente ao esporte.
Você se considera o melhor treinador do mundo?Não, me considero apenas um dos mais trabalhadores e sempre em busca da perfeição e de coisas melhores, diferentes. Há muitos grandes treinadores, e eu estou nesse grupo, mas de forma alguma, o melhor
.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CORINTHIANS



Treinador fica em dúvida após atuação de Polga como volante. Felipe e Willian Arão estão na briga pelo lugar, enquanto Ramírez deve ficar fora


O domingo não será de descanso para o técnico Tite. Um dia depois do empate contra o Santos, no Pacaembu, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro (veja os melhores momentos no vídeo ao lado), o treinador vai aproveitar o restante do fim de semana para decidir a lista dos 23 jogadores do Corinthians que disputarão o Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão. São poucas dúvidas.
Ele não sabe se leva o zagueiro Anderson Polga como o reserva imediato do volante Ralf, jogador de maior poder de marcação no elenco. O pentacampeão foi utilizado na função diante do Peixe e teve um rendimento bastante discreto, saindo no segundo tempo para a entrada de Guilherme.
– Com o Polga, a primeira bola defensiva fica bem montada. Fazia tempo que ele não jogava nessa função. O que não tínhamos era fazer o passe fluir, mas ele estava dando consistência defensiva pelo lado esquerdo. Um cara mais fixo pode ser o Polga. Se precisarmos de alguém que construa mais, é o Guilherme – explicou.
Tenho alguns machucados, pode entrar o Felipe para zagueiro... segunda-feira eu defino"
Tite
Caso Polga seja o escolhido para a função, abre-se uma vaga na zaga. Assim, Felipe, de 23 anos, ficaria com o lugar. O jogador, pouco utilizado em todo ano e última opção do setor, quase foi emprestado para o Flamengo durante o Brasileirão, mas teve uma nova chance depois de agradar ao treinador na partida diante do Bahia, no Pacaembu.
A outra alternativa de Tite é manter o veterano defensor como zagueiro. Se isso acontecer, ele deve optar por mais um volante no grupo, provavelmente Willian Arão, de 20 anos. O marcador também não esteve em muitas partidas ao longo do ano e perdeu ainda mais espaço no elenco depois que a diretoria contratou Guilherme, da Portuguesa.
– Vou para casa e ver com calma. Tenho alguns machucados, pode entrar o Felipe para zagueiro...segunda-feira eu defino – disse Tite.
A surpresa deve ser a ausência do meia Ramírez. Além de ter perdido espaço no segundo semestre, o jogador tem uma lesão na coxa esquerda e não sabe se estará recuperado. O peruano, aliás, corre o risco de deixar o clube na temporada 2013. Ele já manifestou o interesse de se transferir para atuar com mais frequência e pode ser emprestado ao Universitario-PER.
– Praticamente fora - disse o treinador em referência a Ramírez no fim da entrevista coletiva de sábado.

Confira a provável lista dos 23 inscritos do Corinthians:
Goleiros: Cássio, Julio Cesar e Danilo Fernandes
Laterais: Alessandro, Fábio Santos e Guilherme Andrade
Zagueiros: Chicão, Paulo André, Wallace, Anderson Polga e Felipe (Willian Arão)
Volantes: Ralf, Paulinho, Guilherme e Edenílson
Meias: Douglas, Danilo e Giovanni
Atacantes: Emerson, Paolo Guerrero, Jorge Henrique, Martinez e Romarinho
Tite Corinthians grupo  (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)Grupo do Corinthians está praticamente definido (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians
)

SERIE B



Posição dos novos jogadores, segundo o diretor João Alfredo Costa Filho, vai depender de avaliação do técnico, ainda indefinido


Com a vaga garantida na elite nacional, o Atlético-PR já começa a pensar na próxima temporada. O clube pretende contratar quatro ou cinco reforços para 2013. O diretor de futebol rubro-negro, João Alfredo da Costa Filho, afirma que a posição dos contratados vai depender de avaliação do técnico (ainda indefinido), mas ele garante que os novos jogadores vão ser "nível Série A":
- Vamos começar um planejamento, fazer uma avaliação para as contratações e sair a campo. Vamos buscar quatro ou cinco jogadores, mas o setor deles depende do técnico. Os jogadores, claro, vão ser nível Série A - fala João Alfredo ao GLOBOESPORTE.COM.
Time atleticano comemora o acesso (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)Atlético-PR já pensa em reforços para 2013 (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)
Sobre o comandante rubro-negro, Ricardo Drubscky - que quer permanecer - tem vínculo com o clube. A diretoria deve definir durante a semana se ele continua ou não à frente da equipe. Com duas passagens, o atual treinador atleticano tem, ao todo, 25 partidas pelo clube, com 15 vitórias, sete empates e apenas três derrotas.
Depois de definir o técnico para 2013, o Atlético-PR vai, além de traçar o perfil dos reforços, definir os jogadores que permanecem no clube. O lateral-direito Maranhão e o armador Henrique, titulares durante a Série B, por exemplo, têm contratos perto do fim - acabam em 31 de dezembro de 2012. Na próxima temporada, o Furacão vai disputar a Série A, o Campeonato Paranaense e a Copa do Brasil
.

FORMULA 1



Caótico e imprevisível, GP do Brasil tem reza forte de Alonso, vitória de Button, despedida de Schumacher, redenção de Massa e estrelas no paddock


Sebastian Vettel queria a normalidade. Fernando Alonso, a chuva, o caos. No GP do Brasil deste domingo, o pedido atendido foi o do espanhol. Ele sabia que, com uma Ferrari inferior à RBR, só o acaso o faria alcançar o sonhado tricampeonato. A chuva veio. O caos também. Na primeira volta, o pedido de Alonso parecia ter saído melhor do que a encomenda. Vettel trombou com Bruno Senna e rodou. Por pouco não deixou a prova. Começava a odisseia. Voltou em último. Com o carro danificado. Precisou escalar o pelotão. E quando alcançou o sétimo lugar que lhe garantia o título, a RBR se confundiu com o "chove e não molha". O alemão parou duas vezes nos boxes em três voltas e caiu para 11º a 17 voltas do fim. Nesse meio tempo, ainda ficou sem o rádio comunicador da equipe. Tudo conspirava contra.
A reza de Alonso era forte. Mas não foi suficiente. Não havia caos possível para conter o talento do maior garoto prodígio que a Fórmula 1 já viu. Vettel ainda cruzou em sexto, quatro posições atrás do espanhol. Bastava. Interlagos, casa de Ayrton Senna, viu um alemãozinho de apenas 25 anos ser coroado o tricampeão mais jovem da história da categoria, superando o recorde do ídolo brasileiro, obtido em 1991, aos 31 anos.
Vettel campeão da Fórmula 1 em Interlagos (Foto: Getty Images)Em Interlagos, Vettel festeja a conquista de seu terceiro título mundial de Fórmula 1 (Foto: Getty Images)
Além de bater a marca de Ayrton, Vettel também ofuscou outra lenda. Na despedida de Michael Schumacher, maior campeão da F-1, quem brilhou foi o alemão mais jovem. Figuras de peso, desbancadas por um piloto com cara de moleque, que precocemente já escreveu seu nome na história da categoria máxima do esporte a motor.
Não foi só Schumi que disse tchau. Lewis Hamilton fazia sua última corrida pela McLaren, antes de ir para a Mercedes. Poderia ser um adeus em grande estilo, no alto do pódio, caso o britânico não fosse tirado da prova quando liderava, por Nico Hulkenberg.
Emoção também não faltou para Felipe Massa. O brasileiro coroou a reação de 2012 com um terceiro lugar diante da sua torcida. No pódio, não conteve as lágrimas. Era a certeza de que está de volta aos bons tempos. Quem ganhou a prova? Foi Jenson Button. Discreto e elegante, o britânico da McLaren quase passou despercebido. Ele sabia que o grande vencedor do dia era mesmo Sebastian Vettel.
Estrelas nas pistas e também no paddock. Grandes astros do esporte prestigiaram a inesquecível corrida. Foram os casos dos campeões mundiais Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet, dos jogadores de futebol, Ronaldo, Lucas (do São Paulo) e Raí, do ídolo das quadras de tênis, Gustavo Kuerten, entre outros.
Confira mais destaques do GP do Brasil de Fórmula 1:
Massa travava um duelo particular em Interlagos. Queria provar para si e para a torcida brasileira que pode, sim, continuar a almejar um horizonte de glórias na F-1. Após a falta de sorte na escolha de pneus, ele se recuperou na corrida com diversas ultrapassagens. Ainda ajudou o companheiro Alonso, que brigava pelo título, mostrando mais uma vez que pode andar igual ou mais rápido que um piloto que é considerado um dos melhores da geração. No pódio, desabou em lágrimas. Era a superação definitiva da má fase, uma resposta à enxurrada de críticas e a certeza de que um 2013 melhor o espera. 
De malas prontas para defender a Mercedes em 2013, Hamilton estava obcecado a finalizar, com uma vitória, sua passagem pela McLaren. O campeão mundial de 2008 fez de tudo, mas o adeus não foi como queria. A 17 voltas do fim, Nico Hulkenberg tentou ultrapassá-lo na curva 1, mas perdeu o controle da Force India e atingiu a última McLaren guiada pelo britânico. Fim de prova. A saída da prova abriu caminho para Button seguir para a vitória.
Kimi Raikkonen protagonizou um dos momentos mais impagáveis da temporada 2012 da F-1. Se em Abu Dhabi o finlandês mandou o engenheiro deixá-lo em paz, pois “sabia o que estava fazendo”, em Interlagos, bem que precisava de uma ajudinha pelo rádio, ou quem sabe de um GPS. Após perder o ponto da freada na Curva da Junção, na 52ª volta, tentou retornar por um prolongamento da pista, em um trecho antigo do traçado. No entanto, ele se deparou com um portão fechado e precisou dar meia-volta e retornar à pista pela grama. Depois da prova, o “Iceman” garantiu: “Sabia aonde estava indo”.
O desafiador traçado de Interlagos se torna ainda mais traiçoeiro com chuva, como a que desabou sobre a pista neste domingo. Cenário ideal para os “Nakajimas” entrarem em ação. Não faltaram candidatos. Teve Hulkenberg, que jogou a bela exibição no lixo ao acertar o líder Hamilton. E teve Romain Grosjean, Pastor Maldonado e Sergio Pérez, deixando a prova preococemente e mostrando as razões de serem os pilotos que mais se envolveram em incidentes na temporada. Mas o prêmio vai para Paul di Resta. Por um simples motivo. Bateu na penúltima volta, provocou a entrada do safety car e fez a prova terminar sob bandeira amarela. Um anticlímax que a antológica prova deste domingo não merecia.
Ronaldo nos boxes do GP do Brasil (Foto: João Gabriel / Globoesporte.com)Ronaldo prestigiou Bruno Senna em Interlagos. Mas o brasileiro da Williams não deu muita sorte: saiu na primeira volta após bater em Sebastian Vettel (Foto: João Gabriel / Globoesporte.com
)

CORINTHIANS

  Empresário admite propostas e revela que Corinthians recusou R$ 186 milhões por Yuri Alber to André Cury diz que atacante escolheu jogar n...