quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

NOTICIAS



Veteranos com experiência na Europa e revelações da América do Sul podem ser boas contratações, na opinião dos convidados do 'Redação

O mercado internacional pode trazer bons reforços para os clubes brasileiros, na opinião dos convidados do "Redação SporTV". Na Europa, alguns veteranos e brasileiros sem espaço em seus clubes podem se tornar grandes opções. Na América do Sul, jogadores jovens e de talento podem reforçar.

Para o comentarista do SporTV Lédio Carmona, falta apenas encontrar um dirigente capaz de observar e identificar os grandes reforços.
- O melhor caminho hoje é ter um bom dirigente, que consiga mapear todo o futebol europeu e sul-americano. Mapear de verdade mesmo, saber quais jogadores têm potencial, querem sair de seus clubes, estão com contratos terminando. Isso é muito importante e mais difícil que encontrar um centroavante artilheiro, por exemplo.
Kaka comemora gol do Real Madrid contra o Ajax (Foto: Agência Reuters)Kaka comemora seu gol, no jogo contra o Ajax. Meia
quer deixar o Real (Foto: Agência Reuters)
Para o correspondente da BBC na América do Sul, Tim Vickery, uma grande oportunidade de encontrar bons reforços será o Sul-Americano Sub-20, que será disputado na Argentina, entre os meses de janeiro e fevereiro.
- O Brasil ainda é muito isolado, não acompanha os outros campeonatos. O Sul-Americano Sub-20 é um lugar fantástico para buscar talentos. Os clubes brasileiros deveriam ir para lá em massa. Bons jogadores não faltam, o problema é ter estrutura para observá-los.
Na opinião do comentarista Dani Monti, ainda existe uma certa resistência dos clubes brasileiros de contratarem jogadores de alguns países.
- Eu não lembro, por exemplo, de um jogador italiano no Brasil. Não sei se é por questão de estilo de jogo, mas os brasileiros ainda têm muito receio de trazer jogadores de outros países.
Confira algumas dicas dos nossos convidados para reforçar os clubes brasileiros para o ano de 2013:
David Beckham no Galaxy (Foto: Reuters)Beckham deixou o Galaxy e traria visibilidade para o
Brasileirão (Foto: Reuters)
David Beckham (meia, 37 anos, sem clube)
"Beckham daria muita visibilidade internacional ao Brasileirão. Seria muito interessante para o país, colocaria o Campeonato Brasileiro nas televisões de todo o mundo. Se ele vier, não seria só pelo dinheiro. Em 2000, o Beckham foi expulso no primeiro jogo do Mundial. Ele voltou na terceira partida, jogou poucos minutos, mas jogou muito. Ele queria mostrar para o público do Maracanã que é um grande jogador. Mas existem outros destinos mais prováveis. Principalmente, porque ele deseja voltar a disputar a Liga dos Campeões" (Tim Vickery)
Robinho (atacante, 28 anos, Milan-ITA)
"O Robinho quer sair do Milan e o Milan quer que ele saia. É novo e, com o entusiasmo de voltar ao Brasil, pode ser muito importante para qualquer clube. Sobretudo, pela possibilidade de jogar a Copa do Mundo. O Felipão já afirmou que vai contar com jogadores experientes e, por isso, ele pode ser uma opção" (Dani Monti)
Florent Malouda (meia, 32 anos, Chelsea-ING)
"Malouda já declarou que gostaria de jogar no Brasil e já foi ligado a alguns clubes, como Flamengo e Vasco. É um jogador que já disputou duas Copas do Mundo e, por um bom tempo, mais de um ano, foi o melhor jogador do Chelsea. Não entendo por que não tem mais chances na equipe, apesar da chegada do Oscar e do Hazard" (Tim Vickery)
Kaká (meia-atacante, 30 anos, Real Madrid-ESP)
"Ele quer sair do Real Madrid, mas existe o problema dos salários. O Kaká ganha 12 milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões) por temporada. É uma quantia praticamente impossível para o futebol brasileiro" (Dani Monti)
Macnelly Torres meia colombia (Foto: agência Getty Images)Macnelly Torres: meia da Colômbia está 'mais pronto'
que Ganso (Foto: agência Getty Images)
Macnelly Torres (meia, 28 anos, Atlético Nacional-COL)
"Ele é genial. Seria ideal para o Santos, por exemplo. Para mim, neste momento, é mais jogador do que o Ganso. Daqui a uns anos, isso deve mudar. Mas, neste momento, ele é espetacular e seria um grande reforço. O Atlético Nacional está fora da Libertadores de 2013 e esse é o melhor momento para buscá-lo" (Tim Vickery)
Ricardo Centurión (meia, 19 anos, Racing-ARG)
"Centurión é um jogador de encher os olhos e se daria muito bem no Brasil. Ele é um fenômeno e se adaptaria muito bem, porque sabe explorar os espaços entre o meio de campo e a defesa. Ele seria uma sensação no futebol brasileiro" (Tim Vickery)
Dixon Arroyo (ala-esquerdo, 20 anos, Deportivo Quito-EQU)
"Ele é muito forte fisicamente. Joga no meio de campo, pelo lado esquerdo e tem um chute que é um verdadeiro coice" (Tim Vickery)
Damian Díaz (meia, 26 anos, Barcelona-EQU)
"É o típico camisa 10 argentino. É canhoto e tem muito talento. Não fez sucesso no futebol argentino, mas isso não quer dizer muito. É um bom candidato para repetir os exemplos de Conca e Montillo, dois jogadores que saíram desconhecidos da Argentina e se tornaram grandes astros no Brasil" (Tim Vickery)
Damian Diaz, Barcelona x Cobreloa (Foto: Agência Reuters)Damian Díaz deixou a Argentina ainda jovem e pode 'repetir' Montillo e Conca (Foto: Agência Reuters
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CORINTHIANS



Jogadores do Timão são flagrados com cobertores na arquibancada do estádio acompanhando o jogo que vai definir o seu rival na final do torneio


Nada de descanso na chegada da delegação corintiana a cidade de Yokohama. Pouco após desembarcar na cidade que será palco da final do Mundial de Clubes da Fifa, no próximo domingo, às 8h30 (horário de Brasília), o elenco do Timão fez um rápido lanche no hotel e partiu rumo ao estádio para acompanhar o duelo entre Monterrey, do México, e Chelsea, da Inglaterra.
Assim como já havia acontecido nas quartas de final, quando os corintianos foram ao Toyota Stadium acompanhar o duelo entre Al Ahly e Sanfrecce Hiroshima, parte da delegação alvinegra optou por analisar de perto o adversário da decisão. No local, os jogadores foram flagrados pela transmissão sofrendo com o frio nas arquibancadas (veja o vídeo acima).
Antes da viagem de trem para Yokohama, na tarde desta quinta-feira, os jogadores que não participaram da partida contra o Al Ahly fizeram um treinamento no Wave Stadium, em Kariya. Já os titulares e atletas que entraram no duelo contra os egípcios ficaram no hotel, em Nagoya, e fizeram apenas um trabalho regenerativo na piscina
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MUNDIAL



O Chelsea chegou, atropelou e impressionou. A torcida do Corinthians se fez presente, fez até mais barulho que os poucos ingleses e marcou território para o próximo domingo, mas deve ter voltado para casa preocupada. Sem esforço e com muita naturalidade, o clube de Londres fez o que dele se esperava e carimbou com facilidade o passaporte para a decisão do Mundial de Clubes da Fifa. Sob gritos de “ooohhh” dos japoneses e “Timão, eô” dos brasileiros nas arquibancadas, os Blues fizeram 3 a 1 no Monterrey, do México, nesta quinta-feira, no Estádio Internacional de Yokohama, e garantiram presença na decisão contra o Timão .
O título mundial será decidido no domingo, às 8h30m (de Brasília), em Yokohama, com transmissão ao vivo do SporTV e do GLOBOESPORTE.COM. Juan Mata, Fernando Torres e Darvin Chávez (contra) marcaram nesta quinta para o Chelsea, que teve em um David Luiz improvisado como volante um dos melhores em campo. Oscar, que vinha sendo reserva, também voltou ao time, deu passe de calcanhar na jogada do primeiro gol e teve boa atuação, assim como todo quarteto ofensivo com os espanhóis artilheiros da noite. O belga Hazard não marcou, mas foi um dos destaques (Ramires e Lucas Piazon não saíram do banco). De Nigris descontou para o Monterrey já aos 46 do segundo tempo.
Da arquibancada, os jogadores do Corinthians observaram atentamente a exibição dos rivais da decisão. Mas foram os corintianos anônimos que deram um show à parte, como quem mandasse um recado de que a final de domingo não será jogada somente dentro de campo. No domingo, Monterrey e Al-Ahly, do Egito, jogam pela terceira posição às 5h30m (de Brasília), no mesmo estádio.
Juan Mata comemora gol do Chelsea Mundial (Foto: AFP)Mata corre para comemorar o primeiro gol: festa dos japoneses nas arquibancadas  (Foto: AFP)
Chelsea domina, marca e para no primeiro tempo
À primeira vista, o torcedor que viu o Chelsea em campo com três zagueiros e David Luiz mais adiantado pode ter estranhado e se perguntado o qual era a intenção do técnico Rafa Benítez. Bastaram alguns minuto, porém, para a equipe dar a resposta em campo. Com o meio-campo dominado, os ingleses não davam espaços para o Monterrey e com três minutos já tinham desperdiçados três boas chances de gol, enquanto Petr Cech ainda não tinha trabalhado.
Bem à vontade na nova função, David Luiz protegia bem a defesa ao lado de Obi Mikel e dava qualidade a saída de bola, facilitando as ações do quarteto Oscar, Mata, Hazard e Torres. O trio de armadores, por sinal, não atuava junto desde a estreia de Benítez, contra o Manchester City, e parecia estar disposto a mostrar que a formação que encantou a Inglaterra no começo da Premier Legue podia voltar a dar certo.
Logo aos quatro minutos, Oscar, titular novamente após três partidas, e Hazard fizeram boa tabelinha. Com corta-luz do brasileiro, o belga serviu Mata, que chutou para defesa de Orozco. Em seguida, foi a vez de David Luiz atacar de armador e servir Hazard. Frente a frente com o goleiro, ele chutou para fora.
Muito bem em campo, o camisa 17 chamava a responsabilidade e tirava gritos de admiração dos calados torcedores japoneses. Nada muito efusivo, somente um “oooh”, como no quando balançou na frente de Mier e cruzou para Oscar dominar mal na marca do pênalti. Tamanha superioridade tornava o gol iminente. E se ele não saiu com Ivanovic em cobrança de escanteio, saiu em jogada bem tramada aos 17.
david luiz chelsea x monterrey (Foto: Getty Images)Improvisado como volante, David Luiz foi um dos
destaques em campo  (Foto: Getty Images)
Com liberdade, Ashley Cole recebeu na intermediária e tocou para Oscar. O brasileiro devolveu bonito de calcanhar e o lateral rolou para Mata dominar e marca: 1 a 0. Na comemoração, o espanhol fez o número seis com a mão e homenageou o compatriota Oriol Romeu, que lesionou o joelho sábado e sequer viajou ao Japão.
O imenso domínio do Chelsea em campo era observado por corintianos famosos e anônimos. Se o elenco de Tite acompanhava atentamente a partida munidos de lençóis para fugir do frio, centenas de torcedores se faziam perceber e gritavam a todo tempo: “Timão, eô! Timão, eô!”. Em determinado momento, até brincaram com David Luiz cantando “Doutor, eu não me engano, David Luiz é corintiano”, lembrando o passado de torcedor do zagueiro.
O zagueiro-volante, no entanto, parecia não dar ouvidos e era o melhor em campo. Preciso na marcação e nos passes, conduzia os Blues para o ataque, ou ao menos tentava. Em vantagem, os ingleses tiraram o pé do acelerador e não faziam mais tanta força para atacar. A postura chamou o Monterrey, que aproveitou-se dos vacilos de Azpilicueta para chegar pelas laterais. As investidas, por sua vez, sequer chegaram até Petr Cech.
Na melhor chance, De Nigris aproveitou cruzamento de Corona e cabeçou para fora no bico da pequena área. A partida acabou entrando em um ritmo monótono, ao ponto do centro das atenções ser Frank Lampard, ovacionado por todo estádio ao fazer aquecimento após o gol. O camisa 8 volta a ficar à disposição após dois meses se recuperando de lesão na coxa. Sem lances de perigo, a primeira etapa ainda teve a irritação de Hazard com a marcação mexicana antes do apito para o intervalo.
corinthians jogadores chelsea x monterrey (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)Tite e atletas do Corinthians no meio da torcida em Yokohama (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)
Dois gols a jato e fim de papo
Para não dar brecha para uma reação mexicana ou comentários de que passou por dificuldades, como o Corinthians diante do Al Ahly, o Chelsea voltou para o segundo tempo em ritmo acelerado e não precisou de mais do que dois minutos para resolver o jogo.
Aos 17 segundos, Hazard, sempre ele, fez boa jogada e serviu Torres, que chutou para marcar. A bola ainda desviou na defesa antes de balançar as redes: foi o quinto gol do espanhol nos últimos três jogos. Ponto para Rafa Benítez.
Já na saída de bola praticamente, o terceiro. Torres avançou bem pela esquerda e cruzou com estilo, de três dedos, para Mata no segundo pau. O camisa 10 tentou servir Oscar, sem goleiro, mas a bola desviou em Chavéz, que marcou contra: 3 a 0. Fatura liquidada.
Para alegria dos fãs azuis, Benítez colocou Lampard em campo, mas tirou David Luiz para a entrada do camisa 8. O técnico espanhol fez mais duas mudanças durante o segundo tempo: Paulo Ferreira na vaga de Mata, e Victor Moses no lugar de Fernando Torres.
Com o 3 a 0 na mão, o time inglês diminuiu o ritmo, mas acabou sendo punido com um gol: De Nigris, já aos 46. Os jogadores do Corinthians nem viram o lance, já que deixaram o estádio aos 40. O retorno ao palco da decisão da Copa do Mundo de 2002, quando o Brasil foi penta, está marcado para domingo. A missão corintiana é buscar o bi mundial contra o embalado Chelsea.
jogadores do Chelsea comemoram gol no Mundial contra o Monterrey (Foto: Reuters)Oscar (11) comemora com os companheiros a vitória do Chelsea na semifinal do Mundial  (Foto: Reuters)

NOTICIAS



Técnico Gorosito faz a denúncia ao site do Diário 'Olé' e funcionário afirma que jogadores foram agredidos com certa gravidade. Tricolor nega


Enquanto o São Paulo comemorava o título da Copa Sul-Americana em campo, sem ter disputado o segundo tempo da partida que estava vencendo por 2 a 0, no Morumbi, os argentinos, acuados no vestiário do estádio, apresentavam seus argumentos para terem desistido da final. De acordo com o site do diário "Olé", seguranças do clube paulista agrediram os jogadores do time argentino e sacaram dois revólveres na descida deles para o vestiário ao fim tumultuado do primeiro tempo. A diretoria do São Paulo nega.
Depois da partida, membros da delegação do Tigre prestaram queixa no DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), no centro de São Paulo, contra os seguranças do Tricolor. Três jogadores, inclusive, passaram por exame de corpo de delito: o goleiro Albil, o lateral Orban e o volante Galmarini, que teve um corte na testa e precisou tomar três pontos.  
- Liberaram a área e nos mostraram dois revólveres. São uns cagões, porque mano a mano não se garantem. Assim, não jogamos o segundo tempo, não há garantias. Estavam os seguranças e um deles sacou o revólver. E começaram a bater e machucar - denunciou o técnico Pipo Gorosito, segundo o "Olé".
Dirigente do Tigre mostra sangue na parede do vestiário do time no Morumbi (Foto: Reprodução / Fox Sports)Dirigente do Tigre mostra sangue na parede do
vestiário (Foto: Reprodução / Fox Sports)
No canal Fox Sports, um dirigente argentino mostrou as paredes com manchas de sangue que, segundo ele, são dos jogadores agredidos pelos policiais (veja ao lado).
O manager do Tigre, Sergio Massa, traduziu toda a sua ira após o tumulto:
- É uma das páginas mais vergonhosas do futebol brasileiro. Viemos para jogar uma partida, não uma guerra. Eles tiveram que encarar um revólver no peito, há jogadores com pontos de sutura. Os jogadores tomaram a decisão de não entrar em campo e jogar o segundo tempo. Nós decidimos que íamos respeitá-los e acompanhá-los. Esperamos, porque queríamos nos certificar que os torcedores argentinos sairiam do estádio.
- O Tigre já disputou divisões inferiores na Argentina, mas o que se viu aqui foi vergonhoso. Foi o lugar em que mais fomos maltratados na história. Isso mancha a história do São Paulo e do futebol brasileiro - emendou o dirigente do Tigre.
Confusão no jogo, são Paulo e Tigres (Foto: Agência Reuters)Jogadores entram em conflito após o primeiro tempo  (Foto: Agência Reuters)
Segundo um funcionário do Tigre, publica o "Olé", os jogadores argentinos foram ameaçados e houve agressões graves contra atletas, alguns inclusive teriam sido feridos. Os jogadores do Tigre se mostraram revoltados.
- Nos pegaram, se meteram dentro do vestiário. É uma vergonha, nos mataram a pauladas - afirmou Lucas Orban.
- Eu tive de levar pontos. É desde o início. Não nos deram lugar para treinar, não nos permitiram. Estavam nos esperando para nos dar pauladas. Uma loucura. Queria terminar campeão ou vice-campeão. Trinta sujeitos, estavam todos armados, uma loucura, uma bagunça sem sentido. Sacaram ferros, sacaram revólveres para ameaçar - disse Galmarini.
Vestiário do Tigre (Foto: Miguel Schincariol / Agência Estado)Jogadores do Tigre revoltados no vestiário  (Foto: Miguel Schincariol / Agência Estado)
O diário argentino classificou de "vergonha" a inusitada final da Sul-Americana, publicou que o São Paulo foi "campeão do constrangimento" e definiu desta forma o que aconteceu na noite desta quarta: "Loucura em plena final da Sul-Americana. São Paulo ficava com a Copa com justiça, até que inexplicavelmente decidiu manchar sua própria festa no Morumbi".
Policia, São Paulo e Tigre, AP (Foto: Agência AP)Policiais na porta do túnel do vestiário do Tigre  (Foto: Agência AP
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SAO PAULO



Alheios à reclamação dos argentinos, jogadores do Tricolor comemoram em grande estilo. Lucas, de saída, ganha quadro de presente


Enquanto os jogadores do Tigre prestavam queixa no DHPP, no centro de São Paulo, os tricolores comemoravam o título da Copa Sul-Americana na boate Outlaws, na região dos Jardins, área nobre da capital paulista. Em festa com "open bar" de cerveja e refrigerante, os atletas são-paulinos curtiram um pagode e trataram de minimizar a reclamação dos argentinos.
- Independentemente do que aconteceu, a alegria que senti hoje é muito grande. Foi meu primeiro título como titular e também a despedida do meu irmão, o Lucas, que está indo para o Paris Saint-Germain e merecia essa festa - disse o volante Wellington.
Lucas é homenageado por Juvenal Juvêncio (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)Lucas é homenageado por Juvenal Juvêncio (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)
Todos os principais jogadores foram à boate. Alguns partiram direto do Morumbi para a festa, como o goleiro Rogério Ceni, que estava vestido ainda com o traje de passeio do São Paulo. Quem não jogou também compareceu - caso do atacante Luis Fabiano, que estava suspenso por ter sido expulso no primeiro jogo contra o Tigre, na Argentina.
Rogério Ceni São Paulo festa Sul-Americana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ceni foi para festa com camisa do São Paulo
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Os principais membros da diretoria são-paulina também prestigiaram a festa. O presidente Juvenal Juvêncio aproveitou para fazer um longo agradecimento a Lucas, a quem presenteou com um quadro e duas taças.
- Esse menino, além de jogar muita bola, é um exemplo de ética e caráter. Mesmo vendido, nunca tirou o pé de dividida, nunca alegou dores para não jogar e sempre se doou ao máximo. Ele será um dos expoentes da seleção brasileira na Copa de 2014 e tenho certeza que vai conquistar o mundo - disse Juvenal.
Luis Fabiano em festa do São Paulo (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Luis Fabiano, em festa do São Paulo (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)
O São Paulo vencia a partida no Morumbi por 2 a 0 quando o árbitro chileno Enrique Osses deu o jogo como encerrado, já que o Tigre se recusou a voltar a campo após a confusão com seguranças do Tricolor e policiais militares no intervalo.
Wellington São Paulo festa Sul-Americana (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Wellington comemorou muito a conquista: 'Meu primeiro título' (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CORINTHIANS



Acompanhado dos filhos, ex-presidente do Corinthians acompanha vitória do Timão sobre o Al Ahly. Tenso, ele discute com um torcedor


Andrés Sanches, ex-presidente do Corinthians, está acostumado a assistir aos jogos do Timão na arquibancada, no meio da Fiel. Mas nesta quarta-feira, em Toyota, no Japão, presenciar a vitória por 1 a 0 sobre o Al Ahly, do Egito, e a conseqüente classificação à final do Mundial de Clubes teve um gosto especial para ele. Principalmente por ver, do outro lado do mundo, a forte presença de torcedores alvinegros. O público divulgado pela Fifa foi de 31.417, a maioria corintiana. Assista aos principais lances do jogo no vídeo.
- Eu fiquei impressionado, esperava que fosse ter menos torcida aqui. Mas os torcedores do Corinthians estão sempre aprontando as deles - disse, emocionado, o ex-presidente alvinegro, que recentemente pediu demissão do cargo de diretor de seleções da CBF. Atualmente, ele está fora de cargos diretivos no futebol.
Acompanhado de seus dois filhos, Sanches torceu, cantou, comemorou, foi assediado e até brigou. De verdade. Irritado com um fanático que estava à frente e não sentava, ele trocou farpas e xingou o corintiano. Talvez por conta do clima tenso dos primeiros minutos da estreia no Mundial, o clima tenha ficado ainda mais pesado. Mas Paolo Guerrero tratou de criar um cenário ideal para a conciliação dos dois: o gol.
Andres Sanches torcida Corinthians Mundial (Foto: José Gonzalez / Globoesporte.com)Andres Sanches conversa com torcedor durante o jogo (Foto: José Gonzalez / Globoesporte.com)
Quando o cronômetro marcava 29 minutos do primeiro tempo, o peruano aproveitou cruzamento de Douglas e cabeceou para fazer o gol da vitória alvinegra. Na arquibancada, o tal torcedor e Andrés Sanches aproveitaram o momento feliz e se reconciliaram, com abraços, sorrisos e pedidos de desculpas. Nada mais natural que o torcedor começasse, então, a espalhar a história entre os amigos.
Contido, mas acompanhando todas as músicas cantadas pela Fiel, Andrés Sanches teve 15 minutos de celebridade no intervalo do jogo. Percebendo a presença do ex-presidente no estádio, os torcedores caminharam até onde ele estava para pedirem fotos, autógrafos... Em determinado momento, o mandatário foi até paparicado por alguns fanáticos que lhe ofereceram bebida e comida.
- Eu estou acostumado a assistir aos jogos no meio da torcida. Sempre foi assim, inclusive durante a Libertadores - acrescentou Sanches.
O clima de estádio agrada ao corintiano, que gargalhou quando os torcedores começaram a pegar no pé de um dos auxiliares de arbitragem. Mas os sorrisos ficaram de lado quando Al Ahly pressionou o Corinthians na parte final do segundo tempo. Tenso, Sanches olhava atentamente para o campo, contando os minutos para o árbitro mexicano Marco Rodríguez encerrar a partida.
- Essa torcida é f... - finalizou Andrés Sanches.
Presidente do Corinthians de outubro de 2007 até dezembro de 2011, Sanches comandou a reconstrução do Timão desde a queda à Série B até a conquista do Campeonato Brasileiro do ano passado. Em sua gestão, o clube construiu um moderno centro de treinamentos e iniciou as obras da tão sonhada Arena Corinthians, que será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. Nesse período, o clube também conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil. Sua proximidade com a Fiel, o transformou em ídolo da torcida. Não à toa até agora ele é reconhecido e reverenciado pelos alvinegros
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CORINTHIANS


DESTAQUES DO JOGO
  • nome do jogo
    Guerrero
    Centroavante peruano cumpriu o papel de camisa 9 para o qual foi contratado. Na primeira chance que teve na semifinal, de cabeça, colocou o Timão na decisão.
  • deu errado
    Marcação
    O Timão sofreu com algumas falhas defensivas e só não pagou caro pela má qualidade técnica do Al Ahly, que perdeu chances de gol dentro da área.
  • torcida
    Invasão
    A Fiel foi grande maioria entre os mais de 31 mil torcedores presentes. Ela cantou muito e fez do Toyota Stadium uma filial do Pacaembu na semifinal.
Tite passou meses quebrando a cabeça para escolher o parceiro ideal de ataque para Emerson no Mundial de Clubes. Foram inúmeros jogos e treinos até concluir que o nome era Paolo Guerrero. Nesta quarta-feira, o peruano comprovou que o treinador estava certo. Em um Pacaembu improvisado no Toyota Stadium, o centroavante fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Al Ahly, do Egito, e colocou o Corinthians na decisão de domingo. Uma vitória muito mais sofrida do que se podia imaginar logo no primeiro jogo da competição. E pensar que Guerrero chegou ao Japão como dúvida: ele sofreu uma lesão no joelho direito na última rodada do Brasileirão, dia 2, e corria risco de não jogar.
A atuação corintiana esteve longe de empolgar a torcida alvinegra, esmagadora maioria entre os mais de 31 mil presentes ao estádio, como na campanha do título da Libertadores. O que se viu foi uma equipe nervosa, como há muito tempo não se via. O Timão cometeu erros em todos os setores e, por muito pouco, não se complicou diante de um adversário inferior tecnicamente.
Guerrero foi o toque de calma que o Alvinegro não teve. Bem marcado, o grandalhão dono da camisa 9 apareceu poucas vezes, mas, na única chance, escapou do bloqueio egípcio para aproveitar de cabeça um passe precioso de Douglas e garantir a vaga.
O Corinthians espera agora pelo adversário na decisão. Chelsea, da Inglaterra, e Monterrey, do México, se enfrentam nesta quinta-feira para decidir quem avança. A decisão está marcada para domingo, às 8h30m (de Brasília), em Yokohama.
Guerrero comemora gol do Corinthians contra Al Ahly Mundial (Foto: AFP)Guerrero comemora gol que colocou o Corinthians na decisão do Mundial de Clubes (Foto: AFP)
Sem pressão, com Guerrero
O Corinthians fez no início da partida o contrário do que treinou no Japão nos últimos dias. A marcação por pressão no ataque, arma mortal na conquista da Libertadores, foi deixada de lado em troca de um ritmo bem mais cauteloso nos primeiros minutos, postura que deixou apreensivo o grande número de torcedores alvinegros no estádio.
O Al Ahly também foi diferente do que mostrou na suada classificação contra o Sanfrecce Hiroshima, do Japão. A defesa, ponto fraco na estreia, se fortaleceu com um esquema tático para proteger os zagueiros e impedir jogadas de confronto direto com eles. Defender foi o máximo que fizeram. Na frente, pouca qualidade técnica à espera de um vacilo corintiano.
A dificuldade foi tanta que o Corinthians só conseguiu chutar a gol aos nove minutos, com Douglas batendo rente à trave direita de Ekramy. O armador e o volante Paulinho alternaram as posições em busca de espaços, mas não foram produtivos. Isolados, Emerson, Guerrero e Danilo quase não tiveram chance de superar a pesada e, em alguns momentos, violenta marcação.
O Timão teve pequeno crescimento quando o técnico Tite passou Emerson para o lado direito e Danilo para o esquerdo do ataque. A equipe conseguiu prender a bola por mais tempo no campo ofensivo e, consequentemente, acionar Guerrero mais vezes. Na única chance, o gol. Da cabeça do peruano veio o desvio certeiro no canto direito do goleiro após bola levantada por Douglas: 1 a 0, e Corinthians mais calmo até o intervalo.
Sufoco egípcio
A esperança da Fiel em ver um time mais solto na etapa final ficou no intervalo e encheu de sofrimento os minutos até a classificação. O Corinthians voltou a campo cometendo os mesmos erros e, para piorar, viu o adversário se arriscar mais vezes no ataque, sobretudo depois que o ídolo Aboutrika entrou substituindo Said.
Com mais trabalho, a defesa do Corinthians mostrou falhas e permitiu que os egípcios crescessem. O empate quase surgiu em dois vacilos do setor. Primeiro, Rabia, por muito pouco, não acertou o ângulo esquerdo de Cássio após vacilo de Chicão. Em seguida, Fathi invadiu a área, às costas de Fábio Santos, mas finalizou pelo lado de fora da rede.
Tite buscou alternativas para melhorar o desempenho e tirar o Corinthians da pressão. Romarinho e Jorge Henrique entraram nas vagas de Emerson e Douglas, respectivamente, para ajudar na marcação e dar força ao contra-ataque. Nada, porém, deu certo. Paulinho apareceu duas vezes em condições de finalizar na área rival, mas demorou a chutar.
A angústia tomou conta da torcida nos últimos minutos. Os ponteiros se arrastavam. Apesar dos cânticos de incentivo, o Corinthians não conseguiu controlar o jogo. Desgastado, o Al Ahly perdeu parte do ímpeto de sufocar para alívio do Timão. Vitória sofrida de quem precisará melhorar para ser campeão.
Guerrero comemora gol do Corinthians contra Al Ahly Mundial (Foto: EFE)Corintianos comemoram: resultado apertado e vaga da final do Mundial de Clubes (Foto: EFE)

CORINTHIANS

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