segunda-feira, 29 de julho de 2013

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Saída do velocista brasileiro é referência no cenário mundial. Biomecânico faz estudo para detalhar a performance do nadador nos primeiros 15 metros

Por Lydia GismondiDireto de BarcelonaNos campos, um atacante dedicado fica batendo pênaltis e faltas depois do treino. Um jogador de basquete esforçado gasta mais tempo em quadra testando seus arremessos. E, nas piscinas, um velocista aplicado repete inúmeras vezes suas largadas. Nicholas Santos é um desses. Desde os primeiros anos como nadador, sacia seu lado competitivo tentando aprimorar suas saídas de prova. O vício da época das categorias de base acabou virando um trunfo nas principais competições pelo mundo. Nesta segunda-feira, na final dos 50m borboleta do Mundial de esportes aquáticos de Barcelona, ele terá mais uma chance de colocar a vantagem à prova.
Nicholas Santos, da natação, no Mundial de Barcelona (Foto: Satiro Sodré / SS Press)Nicholas Santos na largada dos 50m borboleta, neste domingo (Foto: Satiro Sodré / SS Press)
Hoje, a largada deixou de ser uma preocupação para Nicholas. Apontado por especialistas como uma das melhores, ou a melhor, saída de prova do mundo, o nadador de 33 anos pode se dar ao "luxo" de não precisar mais gastar tanto tempo com isso. Mas nem sempre foi assim. Na infância, subir no bloco para tentar saltar cada vez mais rápido era um vício.
- Quando era mais novo, fazia muita técnica para saída e impulsão. Depois do treino, ficava fazendo várias saídas, assim como alguns jogadores de basquete ficam arremessando. Eu treinava a saída até chegar ao ideal. Antigamente, ficava brincando com os meus amigos de quem caia mais longe na água. Sempre fui muito competitivo. Mas, hoje, não fico horas treinando a saída. Não tenho tanta necessidade. Preciso focar em outras coisas, como o final de prova, que é o que mais me atrapalha - explicou Nicholas, que disputa a final dos 50m borboleta ao lado de Cesar Cielo, a partir das 13h.
Nicholas Santos, da natação, no Mundial de Barcelona (Foto: Satiro Sodré / SS Press)Brasileiro costuma demorar 5,10 segundos para
nadar 15m (Foto: Satiro Sodré / SS Press)
A persistência da infância fez mesmo efeito. Nos últimos anos, a largada de Nicholas tem sido determinante para suas conquistas. Em 2012, foi campeão mundial dos 50m borboleta em piscina curta. Também tem este ano a melhor marca do mundo em piscina longa, com o tempo de 22s81, conquistado neste domingo, nas semifinais do Mundial de Barcelona.
- A largada do Nicholas é uma das melhores do mundo, se não for a melhor do mundo na atualidade. Ele costuma passar os 15m na frente de todos os seus adversários. Tem uma impulsão vertical e um nível de força de membros inferiores muito bons. É um atleta muito forte e potente. Com isso, a velocidade que ele atinge a água é muito alta. O segundo ponto é o seu nado submerso, sua ondulação. Tudo isso faz com que ele seja diferente em relação aos seus adversários - explicou Paulo César Marinho, o biomecânico da seleção que fez um estudo detalhado dos primeiros 15 metros de prova de Nicholas Santos.
Confira em detalhes a saída do brasileiro, com base no estudo biomecânico realizado:
info largada nicholas santos 3 (Foto: arte esporte)

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Após as medalhas de Sarah, Kitadai, Mayra e Baby em Londres, país tem 4 números 1 do mundo, mas piauiense fica sem dois dos seis investidores

Por Raphael Andriolo e Thierry Gozzer*Rio de Janeiro
header 1 ano após Londres (Foto: arte esporte)
Há um ano, o judô era responsável por abrir a porta para os 17 pódios brasileiros nos Jogos de Londres. Se na ocasião o país se orgulhava de ter dois judocas como melhores do mundo em suas categorias (Mayra Aguiar e Leandro Guilheiro), 365 dias depois esse número duplicou. Hoje são quatro os top 1: Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Victor Penalber e Maria Suelen. Mas ser campeão olímpico e colocar no peito a tão desejada medalha de ouro não significa para um atleta brasileiro uma vitória certa na difícil luta por apoio. Sarah Menezes sente isso na pele, ou melhor, no bolso. Um ano depois de ter brilhado em Londres, a judoca viu dois dos seus seis patrocinadores pessoais não renovarem contratos. Se o apoio privado a Sarah piorou, o mesmo não se pode afirmar em relação aos resultados da modalidade, que melhoram a cada dia - muito por conta do planejamento e renovação da Confederação (CBJ).
Nesta semana, o GLOBOESPORTE.COM traz uma série de matérias sobre os medalhistas olímpicos brasileiros nos últimos Jogos, "1 ano após Londres". Hoje, judô e vôlei de praia.
judô Sarah Menezes final olímpica medalha de ouro (Foto: Agência Reuters)Sarah exibe o ouro olímpico; um ano depois, perdeu dois dos seis patrocínios (Foto: Agência Reuters)
- Vejo o reconhecimento que estou tendo no país todo. Nessa última viagem, a Moscou, por exemplo, teve gente que me conhecia e eu nem sabia. Mas o número de patrocínios depois de Londres diminuiu. Antes eu tinha seis, agora, depois de ser campeã olímpica, estranhamente tenho apenas quatro. Alguns não quiseram aumentar o valor, queriam que fossem os mesmos valores de antes da medalha olímpica. A gente não aceitou uma coisa que seria injusta - contou a piauiense de 23 anos, que recebe salário da CBJ e da Marinha e também recebe uma ajuda do Governo Federal referente ao Bolsa Pódio de até R$ 15 mil por mês, estabelecido pela Lei 12.395/11.
O número de patrocínios diminuiu. Antes eu tinha seis. Depois de ser campeã olímpica, estranhamente tenho apenas quatro"
Sarah Menezes
Logo no primeiro dia de disputas, Felipe Kitadai e Sarah Menezescorrespondiam à confiança depositada no esporte olímpico mais vitorioso do Brasil. Mas os dias se passaram e apenas o bronze do paulista, e o ouro inédito da piauiense pareciam não ser o bastante. Meio-leves, leves, meio-médios e médios passaram em branco - os dias também. Quatro dias. E a meta estabelecida pela CBJ de quatro medalhas ficava cada vez mais distante. Como num bom filme, o suspense foi levado até o fim. No penúltimo dia, Mayra Aguiar renovou as esperanças ao levar mais um bronze. Faltava apenas uma. Ficou por conta do grandalhão Rafael Silva honrar o compromisso da CBJ. Baby garantiu o terceiro lugar e a campanha mais vitoriosa do judô brasileiro na história.
Um ano depois, Sarah assumiu o topo do ranking dos ligeiros (48kg) e não saiu mais. Mayra, que chegou a Londres como nº 1 dos meio-pesados (78kg), perdeu o posto para a americana campeã olímpica Kayla Harrison, mas retomou a posição após o título do Mundial Masters desse ano. Kitadai é o top 3 dos ligeiros (60kg), e Rafael Silva, nº 2 do mundo, chega cada vez mais perto da lenda dos pesados, o francês Teddy Riner.
judo mosaico medalhistas brasileiros sarah menezes felipe kitadai Mayra Aguiar Rafael Silva 2 (Foto: Editoria de Arte)Os medalhistas olímpicos do judô brasileiro e as conquistas pós-Londres (Foto: Editoria de Arte)
Sarah: número 1 com folga
Na volta para casa, Sarah foi recebida de braços abertos em Teresina. Ouviu promessas de políticos e viu algumas delas serem cumpridas. Outras ainda aguardam, como a doação de um espaço fixo para a associação da judoca - que hoje é alugado. Ela cumpriu a sua, segue no Piauí, apesar de enfrentar dificuldades para encontrar parceiros de treino em bom nível.
coletiva de imprensa - sarah, governador e expedito, Chegada Sarah Menezes (Foto: Raphael Andriolo / Globoesporte.com)Na chegada de Londres, Sarah e seu técnico são
recebidos pelo governador do PI (Foto: Andriolo)
A liderança folgada no ranking mundial dos ligeiros não deslumbra a judoca, que vem tendo uma temporada cheia de pódios: bronze no Grand Slam de Paris, prata do Mundial Masters e no Mundial Militar e ouro no Grand Slam de Moscou. O objetivo, vencer em casa, no Brasil:
- Uma das coisas que miro é a conquista do ouro olímpico em 2016. Mas o Mundial no Rio vai ser uma competição muito boa, dentro de casa, com apoio do brasileiro. Vai ser muito bom subir no topo do pódio em solo brasileiro - disse a medalhista olímpica.
Mayra e sua volta ao topo
Veterana com apenas 20 anos, Mayra Aguiar chegou à segunda Olimpíada da sua carreira com o peso de ser favorita. Na véspera de completar 21, ela entrou no tatame em Londres como número 1 dos meio-pesados, mas viu o sonho do ouro parar na algoz Kayla Harrison. Após os Jogos, a gaúcha perdeu o topo do ranking para a americana e passou por uma cirurgia no ombro. Aos poucos, foi voltando aos treinos e aos pódios.
Mayra Aguiar judô (Foto: Amanda Kestelman)Mayra se recuperou de uma cirurgia no ombro para voltar com tudo (Foto: Amanda Kestelman)
Mayra ganhou tudo o que disputou até julho. Foi campeã Pan-Americana, do Troféu Brasil e do Mundial Masters, que reuniu os 16 melhores judocas do mundo de cada categoria. No Mundial Militar levou a prata, assim como no Grand Slam de Moscou. A campanha vitoriosa recolocou a gaúcha na liderança dos meio-pesados, e ela chega ao Mundial do Rio mais uma vez como favorita.
Kitadai: a surpresa que chegou para ficar
Se existiu uma surpresa olímpica no judô em 2012, essa foi Felipe Kitadai. O ligeiro chegou aos Jogos motivado, mas não aparecia na lista dos favoritos sequer para o pódio. Dentro do tatame, porém, surpreendeu e conquistou a primeira medalha do Brasil nas Olimpíadas de Londres. Depois do bronze, o reconhecimento profissional e financeiro.
Mayra Aguiar e Felipe Kitadai no desembarque do judô no Rio Grande do Sul (Foto: RBS)Kitadai, Mayra e Portela são recebidos com festa
em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (Foto: RBS)
Kitadai teve seu salário valorizado no clube Sogipa, além de continuar recebendo da CBJ, como membro da seleção brasileira, e do Exército, como militar. O paulista ainda conta com apoios do Governo do Rio Grande do Sul, Bolsa-atleta e duas parcerias privadas, que não chegam a ser um ganho financeiro constante, mas o apoiam na carreira.
- Com relação a patrocinadores, a situação está bem melhor hoje. Tenho uma situação de treino muito mais propícia a bons resultados. Conto com o apoio da Sogipa, da Aspen Pharma, da Nissan, do Governo do Rio Grande do Sul, além da bolsa-atleta que recebo a dois anos - explicou.
A base de treinos no clube, porém, não mudou. E os resultados continuam surgindo: bronze no Grand Slam de Tóquio 2012; 5º no Grand Slam de Paris 2013; campeão Pan-Americano; bronze no Mundial Masters, na Rússia; campeão do Mundial Militar; e 5º no Grand Slam de Moscou. As boas condições fazem com que Kitadai comemore sua evolução no tatame e no ranking da FIJ.
- Meu desempenho pós-Londres tem sido muito bom, quando entrei para competir em Londres eu era o 13º colocado no ranking mundial, hoje estou entre os melhores do mundo.
Baby: Lutar, ganhar e casar
Rafael Silva garante ter uma mania. Antes de qualquer competição, assiste a um documentário sobre a vida de um dos seus ídolos no esporte, Ayrton Senna. Mania ou não, o momento serve como uma meditação, é a hora em que busca energias, se concentra e foca no objetivo. Foi assim que fez história em Londres. Com o bronze, ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica na categoria pesado e agora colhe os frutos.
Judo, brasil, Rafael Silva (Foto: Rodrigo Faber / Globoesporte.com)Ao lado de Kitadai, Rafael Silva dá autógrafos para os fãs (Foto: Rodrigo Faber / Globoesporte.com)
Um ano depois, Baby, aos 26 anos e segundo melhor judoca da categoria pesado do mundo, ainda quer se casar, constituir uma família, ter um filho e comprar a casa própria, sonho de qualquer brasileiro "mortal" e não um herói olímpico. Mas a situação financeira, por exemplo, já é bem melhor que a do ano passado, quando deixou o Brasil em um bom momento, mas sem certeza de pódio.
Rafael Silva com a medalha de bronze no judô (Foto: Reuters)Bronze em Londres e o segundo lugar no
ranking mundial dos pesados (Foto: Reuters)
- A minha situação financeira melhorou. Salário no clube, visibilidade, dou mais entrevistas. É o sonho de todo mundo. Casar, ter filho, ter a casa própria. São coisas que ainda estou trabalhando para conquistar. Mas com certeza a medalha olímpica me ajudou nesse primeiro passo. Ainda tenho muita coisa pela frente, mas vamos chegar lá - disse Baby.
De Londres para cá, Baby manteve o bom momento na carreira. Em 2012, foi bronze no Mundial por equipes, em Salvador, e prata no Grand Slam de Tóquio. Nesse ano, faturou o bronze no Grand Slam de Paris, foi campeão Pan-Americano e prata no Mundial Masters. Agora, visa o pódio no Mundial, que acontece no Rio de Janeiro, em agosto.
- A estrutura de treinamentos foi muito boa para Londres e está evoluindo para 2016. Já tivemos treinamentos específicos para cada categoria desde já, o que aconteceu poucas vezes no último ciclo olímpico.
Sarah, Kitadai, Mayra e Rafael são algumas das apostas para a meta ambiciosa da CBJ para os Jogos do Rio, em 2016. A Confederação planeja terminar as próximas Olimpíadas com o Brasil na liderança no quadro geral de medalhas do judô. Em Londres, o país ficou apenas na sexta colocação, com um ouro e três bronzes. Atrás de Rússia (1º), França (2º), Coreia do Sul (3º), Japão (4º) e Cuba (5º).
*TV Clube, do Piauí, colaborou

sexta-feira, 26 de julho de 2013

LIBERTADORES


Lateral-esquerdo do Corinthians é único jogador que não é do Atlético-MG em time ideal do torneio eleito após enquete do GLOBOESPORTE.COM


Réver taça Libertadores festa Atlético-MG (Foto: AFP)Campeões, jogadores do Atlético-MG dominam
seleção da Libertadores (Foto: AFP)
Fábio Santos esteve em oito jogos da Libertadores 2013. O lateral-esquerdo foi titular do Corinthians em todas as partidas da competição, e viu o caminho do bi ser interrompido ainda nas oitavas de final, quando o Timão foi eliminado pelo Boca Juniors. No entanto, o tempo em que esteve no torneio foi o suficiente para coloca-lo entre os melhores da Libertadores, em enquete feita pelo GLOBOESPORTE.COM. Mas sua presença na seleção do torneio tem um motivo.
A lateral-esquerda foi a única posição sem um jogador do campeão Atlético-MG indicado. O Galo dominou a lista dos ganhadores da votação. O lateral corintiano é o único ‘intruso’ na equipe ideal da Libertadores 2013, segundo os votos dos internautas. Do goleiro Victor ao técnico Cuca, o Alvinegro mineiro está representado em todas os setores do time, com exceção do posto ocupado por Fábio Santos.

Victor foi o jogador cuja vitória foi mais tranquila. O goleiro foi eleito o melhor goleiro da Libertadores com 88% dos votos, contra 10% de Martín Silva (Olimpia), e 1% de Guzmán (Newell´s Old Boys).
Ao todo, houve mais de 214 mil votos. Os representantes do time campeão da América levaram grande vantagem em quase todos os duelos, com mais de 70% dos votos em suas respectivas posições. Apenas Leandro Donizete, que teve 51% dos votos na disputa com Paulinho (Corinthians) e Wilson Pittoni (Olimpia), e Jô, com 62% na briga entre os melhores atacantes, tiveram margens ‘menores’ diante dos concorrentes.
O time ideal da Libertadores 2013, segundo os internautas do GLOBOESPORTE.COM, foi o seguinte: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Fábio Santos; Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho e Bernard; Diego Tardelli e Jô. O técnico Cuca comandaria a equipe.
Confira como encerrou a votação em cada posição:
PosiçãoPrimeiro colocadoSegundo colocadoTerceiro colocado
GoleiroVictor (Atlético-MG) - 88,08%Martín Silva (Olimpia) - 10,77%Guzmán (Newell´s) - 1,15%
Lateral-direitoMarcos Rocha (Atlético-MG) - 75,57%Peruzzi (Vélez Sarsfield) - 19,74%Herrera (Real Garcilaso) - 4,69%
ZagueiroRéver (Atlético-MG) - 85,85%Heinze (Newell´s) - 10,57%Gandolfi (Tijuana) - 3,59%
 ZagueiroLeonardo Silva (Atlético-MG) - 82,85%Miranda (Olimpia) - 12,92%Valdés (Santa Fé) - 4,24%
Lateral-esquerdoFábio Santos (Corinthians) - 49,19%Carlinhos (Fluminense) - 36,89%Orbán (Tigre) - 13,93%
VolantePierre (Atlético-MG) - 75,64%Aranda (Olimpia) - 17,65%Pellerano (Tijuana) - 6,7%
VolanteLeandro Donizete (Atlético-MG) - 51,23%Paulinho (Corinthians) - 44,37%Wilson Pittoni (Olimpia) - 4,4%
MeiaRonaldinho Gaúcho (Atlético-MG) - 85,46%Alejandro Silva (Olimpia) - 11,14%Omar Pérez (Santa Fé) - 3,4%
MeiaBernard (Atlético-MG) - 81,04%Máxi Rodríguez (Newell´s) - 18,54%Cruzado (Newell´s) - 0,42%
AtacanteDiego Tardelli (Atlético-MG) - 71,9%Salgueiro (Olimpia) - 16,17%Riascos (Tijuana) - 11,93%
AtacanteJô (Atlético-MG) - 62,49%Scocco (Newell´s) - 36,77%Medina (Tijuana) - 0,741%
TécnicoCuca (Atlético-MG) - 83,35%Gerardo Martino (Newell´s) - 13,55%Ever Hugo Almeida (Olimpia) - 3,1%

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Técnico do Atlético-MG diz que Telê foi um dos maiores de todos os tempos

Por Fernando Martins Y MiguelBelo Horizonte
Cuca coletiva Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Cuca também falou sobre a satisfação do dever
cumprido (Foto: Bruno Cantini / Site do Atlético-MG)
Dois dias depois de se tornar o técnico que conquistou o maior título da história do Atlético-MG, Cuca demonstrou humildade ao comentar sobre sua importância na trajetória do clube. Negou qualquer tipo de comparação com Telê Santana, treinador campeão brasileiro pelo alvinegro em 71, e revelou um momento importante na caminhada rumo ao título continental.
Com um semblante tranquilo, Cuca comandou o treino dos reservas na Cidade do Galo um dia após ficar com a família em um sítio, na região metropolitana de Belo Horizonte. Logo na primeira pergunta da entrevista coletiva, falou sobre a satisfação do dever cumprido e sobre a comparação com Telê Santana.
- Me sinto com o dever cumprido, uma sensação muito boa de a gente ter feito esse povo feliz, soltar esse grito de campeão que estava há muito tempo guardado. Me sinto privilegiado. Me sinto eternizado. Mas eu não chego nem aos pés do Telê Santana. Nem no final da minha carreira chegarei. Se ele não foi o maior, foi um dos maiores treinadores de todos os tempos.
Cuca também falou sobre uma passagem marcante na trajetória no clube, ao qual chegou em agosto de 2011.
- Foram várias que marcaram, mas tem uma que eu não esqueço. O Gropen, (Rodolfo, diretor de planejamento do clube) quando o pai dele morreu, deixou um bilhete sobre mim, dizendo que eu conquistaria um título aqui no Atlético-MG, que eu seria como o Telê no Atlético-MG. E ele deixou esse bilhete num tempo ruim, quando lutávamos contra o rebaixamento.
Por fim, o treinador agradeceu o apoio de todos que manifestaram apoio. Ele citou a humildade para justificar a torcida até de adversários para que conquistasse algo importante na carreira.
- Eu recebi muitas mensagens dos outros clubes. Quero agradecer a vocês e a todos os meios de comunicação. No dia da final, vocês abraçaram o Atlético-MG como o único time. Deus abençoou e aconteceu aqui no Atlético-MG. Me sinto muito bem aqui, respeito todas as equipes e isso é a nossa humildade. Acho que a humildade da gente é que faz isso. A gente ganha, mas não quer dizer que você é maior do que os outros.

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Meia brasileiro e atacante argentino são apresentados em hotel de Porto Alegre e preferem não estipular data de estreia, que pode ser no Gre-Nal


Dois reforços, dois sentimentos distintos, mas com mesmo objetivo: o de conquistar títulos. Apresentados oficialmente como jogadores do Inter na tarde desta sexta-feira, no hotel Millenium, em Porto Alegre, Alex e Scocco esbanjaram confiança nessa etapa com o clube gaúcho. Ambos vestiram a mais atual camisa reserva branca.
A grande novidade mesmo é Scocco. Argentino que ainda não havia atuado no Brasil, o atacante, ex-Newell's Old Boys, se disse lisonjeado pela procura do clube gaúcho.
- O principal foi o interesse do Inter por mim. Dei muito valor a isso. São pessoas boas, um clube muito grande, com conquistas internacionais. Quero agradecer aos dirigentes pelo esforço – destaca Scocco.
Ignacio Scocco e Alex apresentação Internacional (Foto: Edu Andrade/Agência Estado)Ignacio Scocco e Alex na apresentação pelo Inter (Foto: Edu Andrade/Agência Estado)
Já no BID

O Inter comprou Scocco por US$ 6,5 milhões, que firmou contrato de quatro temporadas. O atleta de 28 anos desembarcou na gélida manhã de quarta-feira em Porto Alegre e correu desde então para agilizar todos os documentos necessários para atuar no futebol brasileiro. Ainda durante a coletiva, uma grata surpresa: teve o nome publicado no BID como atleta colorado.
Scocco apresentado como jogador do Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Scocco apresentado como jogador do Inter
(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
- Espero me adaptar rápido, já enfrentei times brasileiros e os assistia pela TV. Quero estar à disposição do corpo técnico nos próximos dias, o mais rápido possível – afirma.
No grupo de Dunga, aumentará ainda mais a legião de estrangeiros do Beira-Rio. O atacante encontrará os compatriotas D’Alessandro, Dátolo e Bolatti, além do uruguaio Diego Forlán. O argentino foi um dos expoentes do Newell´s Old Boys na Libertadores, no qual marcou seis gols. Terminou como vice-artilheiro do torneio junto com Diego Tardelli, atrás apenas de Jô - que fez sete -, ambos do campeão Atlético-MG. No total, nesta sua segunda passagem pelo clube de Rosário, anotou 30 gols em 46 partidas.
Ao ser questionado sobre a posição em campo, Scocco disse que tem facilidade para atuar em qualquer função ofensiva. A maior preferência, no entanto, é a de atuar como segundo atacante.
Velho conhecido
Alex meia Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Alex já disputou 168 partidas pelo Inter, tendo
marcado 58 gols (Foto: Tomás Hammes /
GLOBOESPORTE.COM)
A entrevista coletiva de Alex teve um tom mais saudosista do que a de Scocco. Não é por menos. Pelo clube gaúcho, o meia ajudou a conquistar títulos como a Libertadores e o Mundial, em 2006, a Recopa, em 2009, e a Copa Sul-Americana de 2008. No total, entre 2004 e 2009 fez 168 partidas e marcou 58 gols.
- É sempre uma alegria um clube como o Inter. A maneira como está acontecendo dentro de campo nos anima para ter perspectiva de título – afirma Alex.
Por tudo isso, Alex reconhece o peso de retornar ao clube. Aos 31 anos, não coloca a idade como empecilho para tentar repetir o melhor momento no Inter e assume a responsabilidade.
- Volto com as mesmas qualidades, mas com uma experiência que acrescenta. Quando você passa da casa dos 30, acaba sendo julgado de forma diferente. Sei que se não fizer algo do que fiz pelo Inter não será pela idade. Chego motivado. Estou muito afim, o grupo é muito bom – complementa.
Os dois jogadores não estipulam data de estreia, mas ela pode ocorrer no Gre-Nal de 4 de agosto, na Arena do Grêmio. Como estava de férias, a tendência é de que Alex tenha um trabalho maior no chamado “retreinamento” com o departamento físico.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

CORINTHIANS


Atacante não foge de assuntos polêmicos em coletiva. Além de criticar árbitro paraguaio, também falou da saída de Jorge Henrique: 'Pisou na bola'


Emerson treino Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)Emerson soltou o verbo em coletiva no Corinthians
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)
- Não me deixam vir muito aqui... É só uma vez ou outra. Pediram para eu ser tranquilo, ter calma. A ordem veio de cima. Depois, tem uma salinha aqui no CT onde o bicho pega. É melhor ir devagar (...) Mas não consigo, é mais forte que eu!
Dizer que a frase acima pertence a um jogador do Corinthians já é quase suficiente para adivinhar quem a disse, em entrevista coletiva nesta quarta-feira. O estilo despojado e pouco preocupado com polêmicas, sempre entre risos... O atacante Emerson não demonstrou papas na língua. Após um início de entrevista mais calmo que o normal, o jogador voltou à forma habitual, pela qual ficou conhecido, comentando os mais diversos assuntos envolvendo o Timão.
Renovação e atrasos
Após a renovação de contrato com o clube, concretizada na última semana, até julho de 2015, Sheik mais uma vez reafirmou o desejo de se aposentar vestindo a camisa do Corinthians. De olho na Copa do Brasil, um dos poucos títulos que ainda não conquistou nas passagens por clubes brasileiros, o atacante comentou a proposta do Flamengo, elogiou a postura do clube carioca, mas assegurou que, desde o início, sentia que tudo se encaminhava para um acerto com o Timão.
- Durante o período de renovação, uma coisa que ficou muito forte em mim foram as mensagens que eu recebi do torcedor corintiano. Isso foi algo determinante. Procurei focar no trabalho, independentemente do que aconteceria. Ouvi as propostas, mas procurei não me pronunciar. O Flamengo, um dos maiores interessados, cumpriu tudo o que prometeu, deu garantias. Se fosse para sair do Corinthians, queria sair como cheguei: campeão.
- Em nenhum momento eu me abalei com as notícias, sobre quando a diretoria disse que seriam 12 meses, e não 24. Fiquei muito tranquilo. Eu tinha uma energia muito boa porque o presidente, o Edu e o Duílio me davam tranquilidade e diziam: “Calma que as coisas vão se resolver”. Sobre encerrar aqui, não tenham dúvidas: eu ficaria feliz.
Emerson Sheik treino Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)Emerson Sheik chamou Amarilla de babaca e Zé Mané (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)
A passagem de Emerson pelo Corinthians ficou marcada por alguns atrasos em treinamentos. O atacante chegou a desembarcar dentro do CT Joaquim Grava em um helicóptero, certa vez, após aproveitar fim de semana no Rio de Janeiro e voltar à capital em cima da hora. No início desta temporada, por exemplo, o atacante foi multado após chegar fora do horário em dois treinos consecutivos. Bem-humorado em relação ao assunto, Sheik apostou que, vez ou outra, haverá um deslize em relação à agenda.
- Em algum momento vou chegar atrasado. Não vou mentir. Os meus atrasos sempre tiveram justificativas. Eu moro longe... Posso dar desculpas agora? (risos) Mas é sério, estou experiente e sei o transtorno que isso causa. Podemos até apostar quantas vezes vou me atrasar até o final do contrato, e vocês vão dizer: “Caraca, só uma ou duas?”.
Eliminação na Libertadores
Herói do Corinthians na conquista inédita da Taça Libertadores da América, quando foi artilheiro da equipe, com cinco gols marcados – dois deles na vitória por 2 a 0 sobre o Boca Juniors, na decisão – Emerson lamentou a campanha desastrosa da equipe na competição continental em 2013, mas lembrou: o Timão foi o menos culpado pela queda, já que o árbitro paraguaio Carlos Amarilla prejudicou a equipe no Pacaembu.
-  Queremos conquistar novamente a Libertadores. Não porque um babaca veio aqui e tirou nosso sonho, mas porque existe o trabalho no dia a dia, os torcedores e a nossa família. Não é porque um “zé mané” tirou nosso sonho do segundo título. Era muito possível. O clube tinha mostrado isso. Temos muitas motivações.
Emerson Jorge Henrique treino Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)Jorge Henrique com Sheik, ainda no Corinthians
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)
Saída de Jorge Henrique
Desde que deixou o Corinthians, após confusão envolvendo mentiras para o técnico Tite e para a diretoria, o atacante Jorge Henrique não foi defendido por nenhum outro jogador do elenco. Todos admitiram que o vacilo do jogador, atualmente no Internacional, foi o suficiente para que ele fosse desligado do clube. Respeitoso ao antigo companheiro pela trajetória e pela boa relação, Sheik não foi diferente. Na opinião do camisa 11, Jorge perdeu toda a confiança dentro do Timão, e sua situação era insustentável.
-  Ele era um cara legal, e eu gostava muito dele. O que aconteceu passou um pouco dos limites. Não foi só um atraso. Você defende quando realmente dá para defender. Ele pisou na bola. Aqui temos uma diretoria e um treinador que são amigos, um grupo de jogadores que preza pela amizade, mas quando perde a confiança, fica difícil. Ele continua querido, mas a confiança acabou. É um excelente profissional. Que ele se reencontre e possa fazer sucesso
.

LIBERTADORES


Goleiro coloca crucifixo dentro do gol nas cobranças de pênalti, e rival tira objeto de lá. 'Meu santo é mais forte que o dele', ironiza herói do título


Era um crucifixo pequeno, discreto. Victorfoi a campo com ele. Presente de um torcedor, via roupeiro do elenco. O goleiro pegou o objeto e o depositou dentro do gol. Afinal, era o momento mais importante da vida dele, era o momento supremo da existência do Atlético-MG, era a decisão por pênaltis da Libertadores da América - e qualquer ajuda seria bem-vinda. Foi tiro certo: na primeira batida, o camisa 1 do Galo defendeu. E aí foi lá o goleiro Martin Silva, do Olimpia. E pegou o crucifixo. E o jogou para trás do gol. Victor encarou o rival. Parecia disposto a voar no pescoço dele. E assim ocorreu, em meio aos instantes da Libertadores, uma espécie de "guerra santa" entre os goleiros. Um botava o crucifixo no gol, o outro ia lá e tirava. Até Victor ser campeão.
Atlético-mg, Victor, Libertadores (Foto: Alexandre Alliatti)Victor põe o crucifixo no gol: goleiro do Galo trava 'guerra santa' com Martín Silva (Foto: Alexandre Alliatti)
- Ele tem problemas. Mas meu santo é mais forte do que o dele - provocou o herói do título atleticano.
Mais uma vez, o Atlético-MG teve que passar pela agonia das penalidades. Mais uma vez, foi salvo por Victor, eternizado na história do clube. O drama é recorrente: foi assim contra o Tijuana, nas quartas de final, quando o arqueiro impediu gol de Riascos aos 48 minutos da segunda etapa; voltou a ser nas semifinais, diante do Newell’s Old Boys, quando a vaga na final veio após defesa em chute de Maxi Rodrígues; e se repetiu na grande decisão, quando Victor pegou logo a primeira batida, de Miranda, e viu a de Gimenez explodir no alto da trave para decretar o primeiro título da América do Galo. Foi a senha para a liberdade: o goleiro chorou aos prantos no gramado do Mineirão, abraçado pelos colegas, celebrado por torcedores.

E o goleiro impediu, com os pés, que a imagem fosse perturbada de seu sossego, ao defender chute de Miranda que ia em sua direção. Aí veio o goleiro Martín Silva, que logo partiu em direção ao árbitro para reclamar de um adiantamento do rival na hora da cobrança. Não satisfeito, foi até o bandeira continuar o choro. Agachado, esperando o chute de Alecsandro, Victor fez um gesto de silêncio para Silva, como quem diz: “Não venha me atrapalhar aqui.” Alecsandro marcou e abraçou o companheiro. Na bola seguinte, de Ferreira, o protetor do Galo acertou o canto e por muito pouco não defendeu mais uma. A bola passou rasteira, por baixo do corpo do goleiro.
Antes de tudo isso, Victor repetiu manias, atos de superstição, de fé. E até catimba. Logo que se dirigiu para debaixo da meta, deu as costas para o batedor, se pendurou no travessão e olhou fixo para as redes. Em seguida, repousou pouco atrás da linha fatal o crucifixo, recebido pouco antes das mãos do massagista do clube, Belmiro.
Atlético-mg, Victor, Libertadores (Foto: Alexandre Alliatti)Emocionado, o herói Victor saúda os torcedores do Galo (Foto: Alexandre Alliatti)
Aí veio a catimba de Silva, que percebeu o amuleto de Victor próximo à linha e o arremessou para trás da rede. O castigo veio com o gol. Victor percebeu a ação do rival e mais uma vez colocou a imagem junto à linha. O gol saiu, e mais uma vez Silva atirou o santinho para longe. Outro gol, e o ritual se repetiu, só que, ao também ser vazado, o santo atleticano carregou consigo o objeto protetor.Chegou a vez de Giménez. Meio cabisbaixo, o camisa 4, que havia entrado no decorrer da partida, não olhou para o arqueiro rival. Victor, por sua vez, não tirou os olhos do batedor. Com o braço, insistiu para que ele chutasse em seu canto esquerdo. A batida foi alta, no canto oposto, longe do alcance do goleiro do Galo, mas também fora do alvo, explodindo na trave.

Aí foi alegria geral da equipe, do goleiro, da comissão técnica e de quase 60 mil atleticanos que jamais viveram um momento parecido com esse. Victor foi erguido no ar pelos colegas. Foi abraçado. E chorou, chorou, chorou.
Mais tarde, depois de dar a volta olímpica, ao rumar para o vestiário, se permitiu um desabafo. Berrou um palavrão e um recado ao Olimpia:
- Vocês falam demais
!

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