sábado, 22 de setembro de 2012

CORINTHIANS



Lateral-direito será improvisado do outro lado no duelo deste domingo, no Rio de Janeiro. Edenílson vai jogar pela direita e peruano volta


O Corinthians está definido para o duelo deste domingo, contra o Botafogo, às 16h, no Rio de Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro. A principal novidade está na lateral esquerda.Alessandro, lateral-direito de origem, jogará improvisado no lugar de Fábio Santos, suspenso. Edenílson será o responsável pelo outro lado.
No ataque, o retorno de Paolo Guerrero está confirmado. O peruano, que lesionou os dois tornozelos recentemente, não atua desde a derrota por 3 a 2 para o Sandro, na penúltima rodada do primeiro turno. Com Danilo também suspenso, a linha de frente do Timão será formada por Douglas, Romarinho, Martinez e Guerrero.
Portanto, a escalação do Corinthians para o duelo com o Botafogo será: Cássio; Edenílson, Wallace, Paulo André e Alessandro; Ralf, Paulinho e Douglas; Romarinho, Martinez e Guerrero. Após 25 rodadas, o Corinthians aparece na nona colocação, com 35 pontos, 18 atrás do líder Fluminense
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NOTICIAS



Médico que cuidou do nascimento de Davi Lucca processa atacante por falta de pagamento. Família do jogador contesta valor e alega preconceito


Neymar chegada Seleção Brasileira amistoso (Foto: Márcio Iannacca / Globoesporte.com)Neymar está sendo processado por médico
(Foto: Márcio Iannacca / Globoesporte.com)
O médico Herbert Kramer, responsável por fazer o parto de Davi Lucca, filho de Neymare de Carolina Dantas, nascido em agosto de 2011, afirma que o jogador não pagou por seus serviços. Por isso, o profissional entrou com um processo no craque santista para receber tudo o que diz ter direito. A ação corre na 9ª  Vara Cível de Santos. As famílias contestam a versão do médico.
Por telefone, Kramer explicou que teve de fechar seu consultório para ir a São Paulo, onde o parto foi realizado, no dia 24 de agosto do ano passado, e ficar inteiramente à disposição da mãe de Davi Lucca durante três dias.
- Acompanhei todo o pré-natal da Carolina. O parto foi solicitado para ser em São Paulo, em regime particular. Fechei meu consultório por três dias. Davi Lucca nasceu em uma quarta. Fui para São Paulo e fiquei realmente à disposição deles. Eu e a equipe médica que levei, com meu auxiliar, Sérgio Abach, e minha esposa e enfermeira obstetra Daniela Kramer. Ela sempre me acompanha nos partos. Fiquei praticamente o dia todo dentro do hospital. Isso eles sabem muito bem - disse.
Tudo correu normalmente. A surpresa veio quando ele foi cobrar o pagamento.
- Depois disso, esperei o pagamento. Entrei várias vezes em contato com o assessor dele (Eduardo Musa), até que ele não me atendeu mais. Então, liguei de um telefone de um conhecido (para que o número não fosse reconhecido) e fui atendido. E foi dito que a familia mandou avisar que não ia pagar pelo parto. Que acharam caro. Ninguém veio conversar antes para falar se o preço poderia ser outro, ou falar em desconto. Simplesmente disseram que não iriam pagar. Isso foi logo depois do parto, no primeiro mês - afirma o médico, que aguarda a primeira audiência.
Em longa nota oficial, Neymar da Silva Santos, pai do craque, afirma que todas as despesas do pré-natal foram custeadas pelo plano de saúde da família da mãe de Davi Lucca. Apenas despesas hospitalares seriam pagas à parte. Segundo a nota, as duas famílias não sabiam que teriam de pagar ao médico pelo parto. Acreditavam que estava incluído no plano. Segundo a nota, o médico cobrou R$ 45 mil.
- Não posso concordar em pagar por algo que não foi contratado, simplesmente em razão do status profissional do meu filho, ou porque o médico descobriu que fazia o parto de um jogador de futebol. Não concordamos e não podemos admitir - diz a nota.
No comunicado, Neymar da Silva diz que ficou ofendido com a cobrança extra e que o médico teria justificado o valor dizendo que não estava realizando o parto de um "filho de pasteleiro".
- A justificativa para a cobrança extemporânea ofendeu-me ainda mais. Disse o médico à avó materna do Davi Lucca que não realizou o parto de um “filho de pasteleiro” e que se não fosse pago o valor requerido procuraria a Justiça. Por não compreender a razão pela qual o parto do meu neto seja tão mais caro do que o de um cliente do mesmo plano de saúde da mãe ou de um “filho de pasteleiro”, resolvi deixar que ele cobrasse o valor na justiça. Além de todas as questões aqui colocadas, o exemplo dado pelo médico foi de uma infelicidade extrema. Poucos sabem, mas dona Míriam, a bisavó paterna, e eu já fomos “pasteleiros”. Não vejo razão para o tratamento diferenciado.
Por fim, o pai de Neymar afirma que já encaminhou uma representação contra o médico ao Conselho Regional de Medicina.
- Questionamos a cobrança “por fora” de um procedimento médico (parto) para um cliente de plano de saúde bem como os limites desta cobrança
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BRASILEIRAO 2012


A CRÔNICA
O Fluminense até encontrou certa dificuldade no primeiro tempo, mas uma falha do goleiro Gideão que terminou no primeiro gol tricolor desestabilizou o Náutico. Quatro minutos depois, o time carioca fez o segundo e, a partir daí, administrou o resultado no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda: 2 a 1. Fred e Leandro Euzébio marcaram para os tricolores e Kim descontou. Mas não foi fácil. Por muito pouco, o time pernambucano não empatou. Além de pressão nos minutos finais, houve um pênalti claro não marcado pelo árbitro Pablo dos Santos Alves (ES).

Com a vitória, o time das Laranjeiras assegura a liderança do Brasileiro com 56 pontos. O segundo colocado, Atlético-MG, recebe o Grêmio neste domingo e soma 51. Já o Náutico permanece com 31 pontos vive situação cada vez mais complicada. A primeira equipe fora da zona de rebaixamento, o Flamengo, soma 28 e, em caso de vitória neste domingo, pode se igualar ao Timbu que, no entanto, leva vantagem no número de vitórias.

Apesar do triunfo sobre o Galo na última rodada - que garantiu o Fluminense na liderança depois do tropeço diante do lanterna Atlético-GO -, a equipe pernambucana teve uma vitória, um empate e três derrotas nos últimos cinco jogos. Contra o Fluminense, contudo, o Náutico não teve seu ataque titular. Araújo, emprestado pelo rival, não atuou por força de contrato e Kieza foi vetado pelo departamento médico.
O principal personagem da partida foi Fred, artilheiro isolado do Brasileiro com 12 gols, que tocou de cabeça para o primeiro gol, de Leandro Euzébio, e fez o seu aos 45 minutos da etapa inicial. Destaque também para o retorno de Deco, que participou bem da distribuição do jogo. Na próxima rodada, o Náutico receberá o lanterna Atlético-GO nos Aflitos, no sábado. No domingo, os tricolores terão o clássico Fla-Flu pela frente, no Engenhão.
fred fluminense náutico (Foto: Agência Photocamera)Fred teve ótima atuação diante do Náutico e se isolou na artilharia com 12 gols (Foto: Agência Photocamera)

O jogo começou com o Fluminense buscando o gol logo nos primeiros minutos. Aos 2, Wellinton Nem quase coloca na rede a bola alçada entre dois zagueiros mais altos na área. Com Deco de volta ao time, já era possível sentir a diferença na qualidade dos passes no início da partida, com boas tabelas envolvendo o quarteto ofensivo que inclui Nem, Thiago Neves e Fred. Aos 8 minutos, por pouco Gideão não é surpreendido. Thiago Neves cobrou falta pelo lado direito, a bola passou por todos na área e chegou a assustar. Mas quem perdeu a melhor chance foi Kim, aos 11 minutos. Ele recebeu completamente livre na área e fuzilou, mas mandou por cima do gol de Cavalieri.
O lance pareceu dar ânimo ao Náutico, que passou a partir para o ataque com maior ímpeto. Mas a velocidade da saída de bola tricolor freava a empolgação do rival. Com Deco errando pouquíssimos passes e Thiago Neves conseguindo dar boa sequência na distribuição de jogo, nada mais natural do que a postura defensiva dos visitantes que a esta altura já tinha dificuldades para passar com consistência da linha central. Aos 17 minutos, a torcida pediu pênalti em uma trombada de Alemão com Tiago Carleto na área, mas o jogo seguiu.
A partida ficou truncada, com o Náutico passando a congestionar o meio de campo de forma a dificultar a distribuição de jogo feita por Deco. A melhor opção no Náutico era a velocidade de Kim e isso se comprovou aos 28 minutos, quando uma arrancada do atacante terminou em uma finalização sem força de Rogério que Cavalieri defendeu sem maiores problemas. O Fluminense parou de atacar, passando a errar demais na saída de jogo e permitindo o avanço do Náutico. Aos 30, Rogério recebeu na direita, cortou para o meio e bateu em cima de Cavalieri, em lance de perigo. Com Deco errando passes, o que não ocorreu nos primeiros 20 minutos de jogo, o time carioca começou a ter dificuldades.
Deco fluminense náutico (Foto: Agência Photocamera)Deco fluminense náutico
(Foto: Agência Photocamera)
Os tricolores até ensaiaram uma troca de passes mais veloz a partir dos 35 minutos, mas o Náutico conseguiu encontrar um bom posicionamento e seguir provocando erros dos cariocas, que não chegavam a ameaçar Gideão. Aos 41, porém, tudo mudou. Em cobrança de escanteio, o goleiro do Náutico saiu de forma atabalhoada, Fred dividiu com a zaga e conseguiu tocar de cabeça para Leandro Euzébio completar para a rede: 1 a 0. Quatro minutos depois, foi a vez de Fred assumir a artilharia isolada do Brasileiro. Deco rolou para Thiago Neves na esquerda. O camisa 10 cruzou para frete, que completou sem chances para Gideão.
- Está bom sim, mas não me apego muito a esses números. Lógico que mostra que o trabalho está sendo bem feito, mas o que importa é a nossa campanha, estamos brigando bem pelo título este ano - avaliou o camisa 9 tricolor.
O técnico do Náutico, Alexandre Gallo, deu a sua visão da primeira etapa:
- Contra uma equipe de alta qualidade como o Fluminense, não se pode errar. E nós erramos, perdemos chances, o primeiro tempo foi igual e, quando eles tiveram oportunidade, fizeram. Essa foi a diferença.
O segundo tempo começou semelhante ao primeiro, com o Fluminense mais organizado e usando com inteligência a posse de bola para criar espaços na retranca do Náutico. Aos 7 minutos, em cobrança de escanteio, Fred subiu mais que a zaga mas cabeceou em cima de Gideão. Aos 14 minutos, Bruno recebeu na direita, avançou e rolou de calcanhar para Fred concluir de primeira, por cima do travessão. O Fluminense controlava sem sustos a partida, administrando o resultado construído na etapa inicial.

O Náutico teve sua chance aos 16 minutos, quando Diego Cavalieri dividiu com Kim para evitar o gol após cobrança de falta. O Fluminense teve boa chance com Marcos Júnior, que recebeu em velocidade aos 26 minutos. A zaga do Náutico conseguiu um corte providencial. Na sequência, cruzamento para a área e Digão, sozinho na pequena área, perdeu uma chance incrível, cabeceando no meio do gol.

Aos 30 minutos, Deco, já demonstrando certo cansaço, deixou a equipe para a entrada de Wagner. A mudança criou dificuldades para o Fluminense, que passou a não conseguir manter a posse de bola com eficiência. E o Náutico conseguiu diminuir. Kim recebeu na área e finalizou. A bola desviou em Gum e entrou, aos 36 minutos: 2 a 1. Aos 42 minutos, Souza cobrou falta pelo alto e Kim cabeceou para grande defesa de Cavalieri. Na sequência, o atacante do Náutico tentou novamente, mas foi empurrado por Gum. O árbitro Pablo dos Santos Alves mandou o jogo seguir. Aos 47, Patric ainda tentou com muito perigo, mas a derrota estava sacramentada.

BRASILEIRAO 2012


DESTAQUES DO JOGO
  • momento decisivo
    22 do 2º tempo
    Barcos faz boa jogada pela direita, Wilson sai mal do gol e rebate nos pés de Assunção, que só empurra a bola para o gol e faz 3 a 1, dando tranquilidade ao Palmeiras e evitando a reação rival.
  • nome do jogo
    M. Assunção
    O capitão mostrou sua importância para o time ao dar assistência para os dois primeiros gols e ainda marcar o terceiro. E olha que ainda teve gol impedido. Com ele, o Verdão é mais confiante.
  • vilão
    Wilson
    O goleiro já salvou o Figueirense em várias oportunidades, mas não teve uma noite feliz neste sábado. Errou nos três gols do Palmeiras, sentiu o mau momento e deixou o campo vaiado pela torcida..
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A CRÔNICA
Quando o goleiro Wilson colocar a cabeça no travesseiro, vai demorar para pegar no sono. Na cabeça, só Marcos Assunção. O volante do Palmeiras infernizou a vida do rival e foi o grande responsável pela vitória alviverde por 3 a 1 sobre o Figueirense, neste sábado, no Orlando Scarpelli. Em uma “final” que valia um pouco de alívio na luta contra o rebaixamento, o Verdão teve um início arrasador e contou com seu capitão para vencer apenas sua segunda partida fora de casa no Campeonato Brasileiro. O jogo selou a boa estreia do técnico Gilson Kleina no comando da equipe paulista.
Assunção deu assistências para os dois primeiros gols, de Thiago Heleno e Henrique, marcou o terceiro e ainda teve um anulado. Nos três gols que valeram, Wilson saiu mal de sua meta e falhou. Cabisbaixo, o goleiro deixou o gramado e ouviu vaias da torcida do Figueirense. Com Marcos Assunção foi bem diferente: só aplausos e gritos da torcida do Palmeiras. Frente a frente, goleiro e volante foram os protagonistas da partida.
A vitória faz o Palmeiras somar 23 pontos e subir para o 18º lugar, ultrapassando o próprio Figueirense, que cai para a 19ª posição, com 22. Ao vencedor, pelo menos, há a possibilidade de uma sequência positiva pela frente. Se o Flamengo perder para o Atlético-GO neste domingo, a distância do Palmeiras para o primeiro fora da zona da degola cai para cinco pontos.
As duas equipes voltam a campo no próximo sábado. O Figueirense visita o Vasco às 18h30m (horário de Brasília), em São Januário, enquanto o Palmeiras recebe a Ponte Preta às 21h, no Pacaembu.
Final só para um lado
O clima era de final, de desespero, mas parece que só o Palmeiras se mobilizou para o jogo. De mãos dadas, o time entrou no gramado do Orlando Scarpelli sob vaias, mas com uma missão bem clara na cabeça: fazer logo o primeiro gol e evitar a ansiedade característica de uma equipe que luta contra o rebaixamento. O estreante Gilson Kleina cumpriu sua promessa e começou a arrumar o time de trás para frente, com uma defesa reforçada e um ataque à base de lampejos.
Tulio figueirense thiago heleno palmeiras (Foto: Rubens Flores / Agência Estado)Tulio e Thiago Heleno disputam a bola durante jogo em Figueirense (Foto: Rubens Flores / Agência Estado)
A tática deu certo antes do esperado, de forma avassaladora, na principal jogada mostrada pelo Verdão durante toda a temporada: a bola parada de Marcos Assunção. Recuperado de uma cirurgia no joelho, ele voltou a fazer o que mais gosta. Aos 7 e aos 9 minutos, duas assistências do capitão (a segunda numa bela trivela de pé esquerdo), dois desvios, de Thiago Heleno e Henrique, e duas falhas do goleiro Wilson: 2 a 0 Verdão com menos de dez minutos de partida.
No banco, Gilson Kleina, o ex-interino Narciso e seus auxiliares pareciam não acreditar. Comemoraram os dois gols como se dessem um título ao clube. E poderia ser mais, se o árbitro Wilton Pereira Sampaio não tivesse anulado um golaço de falta de Assunção - Valdivia, em posição de impedimento, ficou pulando e atrapalhando a visão do goleiro Wilson. A torcida alviverde no Orlando Scarpelli fez a festa, apesar das faixas em protesto à gestão do presidente Arnaldo Tirone.
Em desvantagem, o Figueira viveu um dia de Palmeiras, bastante nervoso, errando passes fáceis e irritando sua torcida. Mesmo com tudo isso, o time de Márcio Goiano conseguiu levar bastante perigo ao gol de Bruno, já que tem um padrão de jogo mais definido. Depois do apagão inicial, o time catarinense teve as melhores chances, incluindo uma bola no travessão chutada por Elsinho.
Em tempos de crise, a bola chutada na trave foi comemorada como um gol pelo Palmeiras, que já se acostumava a não ter a sorte do seu lado. No clássico contra o Corinthians, uma bola de Romarinho também bateu no poste, mas entrou.
Figueira reage, mas Assunção brilha
O Figueirense resolveu jogar futebol no segundo tempo, e só porque Márcio Goiano sacou o volante Túlio e lançou Julio César no ataque. Destaque do time no Brasileirão do ano passado, o centroavante anda mais discreto na atual temporada, mas ainda é certeza de perigo para as defesas adversárias. No primeiro lance, ele não alcançou uma bola cruzada por Aloísio, questão de centímetros. Mas já animou a torcida no Scarpelli.
O problema da equipe da casa é que as tentativas sempre acabavam em Julio César, como se os outros não conseguissem fazer boas jogadas. Quando Caio e Aloísio apareceram, a situação melhorou para o Figueirense. O primeiro quase diminuiu o prejuízo em bola chutada de longe e desviada pelo segundo. Aos 19 minutos, a dobradinha funcionou. Após jogada de Caio, Aloísio pegou o rebote de Bruno e devolveu a esperança ao time da casa: 2 a 1.
A torcida, enfim, esquentou o Orlando Scarpelli. Mas não deu tempo nem de sonhar com o empate, já que os dois personagens do jogo se encontrariam mais uma vez. Iluminado, Marcos Assunção inverteu papeis com Barcos e apareceu dentro da área. Aos 22 minutos, Wilson deu um soco fraco para cortar um cruzamento, e a bola caiu no pé do capitão alviverde. Ele empurrou para as redes não só a bola, mas também as frustrações e a falta de confiança de rodadas anteriores.
O Verdão foi outro time com a vantagem, bem mais tranquilo. Até o garoto João Denoni entrou bem e fez muito mais do que Correa e Márcio Araújo juntos. Na torcida do Figueira, a esperança se esvaiu. As falhas do ídolo Wilson não foram perdoadas, e um dos maiores símbolos desse time saiu de campo vaiado. Enquanto isso, o Palmeiras de Gilson Kleina dá um passo, ainda que pequeno, para se salvar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

SELEÇAO BRASILEIRA



De pênalti, Neymar garante vitória do time canarinho sobre os hermanos,
em Goiânia. Torcida chama técnico de burro e pede o retorno de Felipão

A vitória da seleção brasileira sobre a Argentina por 2 a 1, no estádio Serra Dourada, pelo Superclássico das Américas, salvou o fim de noite de Mano Menezes nesta quarta-feira. O gol de pênalti marcado por Neymar, já nos acréscimos, evitou vaias sem precedentes ao treinador desde que ele assumiu o comando verde e amarelo. Até porque, antes disso, os mais de 37 mil torcedores o tinham chamado de burro, dado adeus ao treinador e pedido o retorno de Luiz Felipe Scolari, técnico do pentacampeonato.
O clima começou a ficar ruim para o comandante da Seleção quando ele sacou Luis Fabiano para a entrada de Leandro Damião. Mas até aí eram apenas vaias. Quando resolveu trocar Lucas por Wellington Nem, a reação das arquibancadas foi completamente diferente à de apoio no início da partida. Definitivamente, a sombra de Felipão, demitido do Palmeiras, entrou em ação.
Neymar, Brasil x Argentina (Foto: Mowa Press)Neymar comemora o gol marcado diante da Argentina nesta quarta-feir (Foto: Mowa Press)
Durante a tarde desta quarta-feira, em evento no Palácio das Esmeraldas, o presidente da CBF, José Maria Marin, anunciou que Goiânia receberá a Seleção na preparação para a Copa das Confederações. E lá foi questionado sobre o fato de Scolari, campeão do mundo em 2002, estar no mercado. A resposta foi evasiva: "Minha preocupação é a CBF. E o treinador da seleção brasileira é o Mano Menezes".
Se as vaias dos paulistas na vitória sobre a África do Sul, no Morumbi, tinham sido de certa forma esquecidas por conta da goleada sobre a China, por 8 a 0, no Recife, a forte pressão em Goiânia deve mexer mais com a comissão técnica e também com os jogadores, que não tiveram uma boa atuação, à exceção de Paulinho, autor do gol, e de Neymar, sempre perigoso com suas jogadas individuais.
A partida de volta do Superclássico das Américas será no próximo dia 3 de outubro, em Resistencia, na Argentina, e o Brasil joga por um empate para ficar com a taça. Como não há vantagem por gol marcado na casa do adversário, os hermanos têm de vencer por dois ou mais gols de diferença. Triunfo por apenas um levará a decisão para os pênaltis.
Premonição goiana
Neymar e Paulinho gol Brasil (Foto: AP)Neymar e Paulinho comemoram o primeiro gol 
da seleção brasileira em Goiânia (Foto: AP)
É verdade que a goleada de 8 a 0 sobre a China já tinha ajudado a Seleção a esquecer um pouco das vaias recebidas em São Paulo, no triunfo por 1 a 0 sobre a África do Sul. Mas o hino cantado à capela pela torcida goiana nesta noite (o sistema de som parou de tocá-lo na metade) deu uma injeção de ânimo no grupo. Emocionante.
Com a bola rolando, o time de Mano Menezes mostrou que estava cheio de vontade. Ora com Lucas, ora com Neymar, o Brasil tentava chegar pelas pontas do campo, já que o meio estava totalmente congestionado pelos três volantes escalados por Alejandro Sabella do outro lado. Melhor, a Seleção não conseguia finalizar.
A superioridade brasileira era tão expressiva que até os 19 minutos a posse de bola verde e amarela era de 72%. Mas no futebol o que conta é bola na rede. E a Argentina foi mais eficiente. Clemente Rodriguez cruzou da esquerda, e o corintiano Martinez dominou e chutou forte, deixando o goleiro Jefferson sem reação.
Xodó da torcida goiana, Luis Fabiano, que teve seu nome gritado várias vezes, tentou responder no minuto seguinte, mas chutou muito longe. Muito mesmo. Em desvantagem, o Brasil contou com o apoio incondicional da torcida para manter a calma, seguir com boa posse de bola e buscar o empate.
Igualdade que veio de maneira premonitória. Aos 25, Lucas sofreu falta na direita. Quando Neymar se preparava para a cobrança, a torcida começou a gritar "gol, gol, gol, gol". Deu certo! O craque santista cruzou para área, e o corintiano Paulinho, impedido, desviou de cabeça: 1 a 1.
Paulinho e Barcos, Brasil x Argentina (Foto: Agência EFE)Autor do gol de empate da Seleção, Paulinho disputa a bola com Barcos (Foto: Agência EFE)
"Adeus, Mano" e "Volta, Felipão", os hits da torcida
Para o segundo tempo, não houve alteração de nenhum dos lados. O jogo também continuou igual: a Argentina bem cautelosa, esperando um erro adversário para encaixar um contra-ataque, e o Brasil, sem conseguir fazer o jogo coletivo fluir, apostando nas jogadas individuais e nos lançamentos de longa distância.
Com Lucas aberto do lado direito e Neymar do lado esquerdo, o Brasil começou a abrir mais espaços depois dos dez minutos. Mas ainda faltava alguém para arrematar. Ou então para ajudar na armação e surpreender os hermanos. Foi então que Mano Menezes decidiu sacar Jadson, aos 17, e colocar Thiago Neves.
O meia do Fluminense tentou acelerar a partida, dar mais velocidades às jogadas, só que a Argentina estava fechada demais. Luis Fabiano, por exemplo, quase não viu a bola chegar ao ataque. Na tentativa de dar sangue novo também nesse aspecto, Mano colocou Leandro Damião na vaga do Fabuloso. Ouviu algumas vaias.
Conforme os minutos se passavam, a torcida, antes empolgada, passou a ficar mais quieta no Serra Dourada. Natural, já que o jogo ficou bem morno. Só que aos 29 minutos, quando Mano sacou Lucas para a entrada Wellington Nem, ela acordou. E de mau humor. Gritou "burro", pediu por Felipão e acrescentou um "Adeus, Mano".
Neymar gol Brasil x Argentina (Foto: AP)Neymar comemora mais um gol pela seleção brasileira (Foto: AP)
E mesmo após as reclamações dos torcedores, a partida continuou morna. Só esquentou mesmo aos 39, quando Neymar se estranhou com Braña ao tentar cobrar uma falta com rapidez. E o que parecia um drama para o Brasil se transformou em alegria nos acréscimos. Désabato chegou atrasado no lance e derrubou Leandro Damião na área. Pênalti para a Seleção. Neymar cobrou e garantiu o triunfo brasileiro.
BRASIL 2 X 1 ARGENTINA
Jefferson, Lucas Marques, Dedé, Réver e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Jadson (Thiago Neves); Lucas (Wellington Nem), Neymar e Luís Fabiano (Leandro Damião).Ustari, Lisandro López (Vergini), Sebá Dominguez e Desábato; Peruzzi; Braña, Maxi, Guiñazu e Clemente Rodriguez; Barcos (Funes Mori) e Martinez (Somoza).
Técnico: Mano MenezesTécnico: Alejandro Sabella
Gols: Martinez, aos 19 minutos do primeiro tempo, Paulinho, aos 25 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 48 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Paulinho e Neymar (Brasil)
Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai)
Local: Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Público total: 37.871
Renda: R$ 2.700.670

CORINTHIANS



Após título da Libertadores, Timão perdeu em casa para os cariocas, irritou Tite e reagiu no torneio: 'A boleirada levou um chega pra lá', diz técnico


O título da Libertadores marcou para sempre o nome dos jogadores na história do Corinthians. A festa, porém, acabou cedo para o técnico Tite. Depois de uma derrota para o Botafogo, adversário deste domingo, às 16h, no Engenhão, o treinador encerrou de vez a euforia e conseguiu recolocar a equipe nos trilhos para deixar as últimas posições do Campeonato Brasileiro.
O clima do jogo, válido pela sétima rodada, mas adiado para o dia 11 de julho, era de comemoração. Era a primeira vez que o Corinthians pisava o gramado do Pacaembu após a vitória sobre o Boca Juniors, uma semana antes, na final da competição continental. Campeões paulistas de 1977 colocaram as faixas do título sul-americano nos jogadores. Quando a bola rolou, porém, o Botafogo não deu chances e venceu por 3 a 1 (veja no vídeo ao lado). Tite trocou a badalação por uma bronca daquelas.
– Vou dizer que aquele, talvez, tenha sido um dos momentos mais importantes no Corinthians. A “boleirada” levou um chega pra lá. Perdemos e foi um resultado mais que justo – recordou.
Tite reuniu o elenco dois dias depois para cobrar concentração no torneio. Na ocasião, o Timão estava na zona do rebaixamento e havia vencido apenas uma partida em oito. Deu certo. A equipe esqueceu a festa e buscou a reação, emplacando uma sequência de nove jogos sem perder.
– Um dia vou poder contar tudo o que conversamos. Eu nunca falo no vestiário porque a tensão ainda é muito grande. No dia seguinte, deixei os jogadores sozinhos, mas no outro pudemos conversar e acertar – disse Tite.
Em situação bem mais cômoda, o treinador quer agora mais tranquilidade. O Corinthians está em nono lugar, com 35 pontos, e nas contas da comissão técnica precisa de mais dez para escapar definitivamente o fantasma do rebaixamento e, assim, pensar no Mundial de Clubes. Revanche? Ele nega.
– Não é revanche. Queremos vencer o Botafogo de uma forma normal. Daquela vez, eles foram melhores e venceram. Vamos em busca dos pontos para entrar na zona de segurança – projetou.
Tite Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Tite deu sonora bronca dos jogadores após derrota para o Botafogo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com
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SAO PAULO



Anúncio da contratação deve ocorrer ainda nesta quinta-feira. Para consultoria, jogador está cada vez mais desvalorizado


Ganso no treino do Santos (Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)Ganso tem "problemas extracampo", diz consultoria
(Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)
Acertado com o São Paulo, o meia Paulo Henrique Ganso vai assinar distrato com o Santos ainda nesta quinta-feira para ficar livre e, enfim, ser jogador tricolor. Ele esteve na capital paulista à tarde, em reunião com representantes do DIS, empresa que gerencia sua carreira e é dona de 55% de seus direitos econômicos, e depois se desvinculará do Santos, clube que detém os outros 45%. Com ajuda do DIS, o São Paulo vai pagar R$ 23,9 milhões pela parte que pertence ao Peixe.
O distrato será assinado daqui a pouco, na Vila Belmiro. Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo, chegou ao Santos por volta das 20h. Thiago Ferro e outros representantes do DIS chegaram um pouco antes. Ganso ficou preso no trânsito - por causa da neblina, há a chamada operação comboio na descida da Serra do Mar - e chegou por volta das 21h40. Há mais de 20 jornalistas de plantão, na frente da Vila.
O São Paulo tem a ajuda da DIS na negociação. Na nova divisão, o Tricolor, que vai desembolsar R$ 16,4 milhões, terá 32% dos direitos de Ganso, enquanto o DIS, que injetará R$ 7,5 milhões para viabilizar a transferência, amplia sua porcentagem sobre o atleta de 55% para 68%. No futuro, se o São Paulo vender o jogador por um valor superior, o clube da Baixada ainda terá direito a 5% do lucro obtido pelo rival. 
O valor pago pelo São Paulo e pela DIS é maior do que o "recomendado" pela Pluri Consultoria, agência especialista em análise de mercado de jogadores e clubes de futebol, que reduziu a avaliação do meia em 30%, de € 22 milhões (R$ 58 milhões) para € 15,4 milhões (R$ 40,7 milhões). Segundo a empresa, essa reavaliação já havia sido concluída após o término das Olimpíadas de Londres, quando Ganso foi reserva da Seleção.
No material divulgado à imprensa na tarde desta quinta, a Pluri diz que, em respeito às negociações que ocorriam entre o Santos e os potenciais interessados no atleta, "optou por aguardar o desfecho da venda para então divulgar o relatório". A negociação, porém, ainda não foi concretizada até as 19h40 desta quinta - Ganso ainda não assinou o distrato com o Santos, o que ocorrerá em instantes. O prazo final para inscrições no Campeonato Brasileiro é sexta-feira (21).
O Peixe receberá R$ 23,9 milhões referentes aos 45% dos direitos econômicos a que tem direito da multa rescisória para clubes nacionais. Os outros 55% pertencem à DIS. Se a negociação fosse fechada com base na análise da Pluri (€ 15,4 milhões, ou R$ 40,7 milhões), os 45% do Santos seriam R$ 18,31 milhões.
No contrato com o Peixe, a multa rescisória para clubes estrangeiros é de € 50 milhões (R$ 132 milhões). Apesar de muitas sondagens de fora, nenhum clube chegou a fazer proposta oficial por Ganso
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CORINTHIANS

  Empresário admite propostas e revela que Corinthians recusou R$ 186 milhões por Yuri Alber to André Cury diz que atacante escolheu jogar n...