sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

LIBERTADORES



Torcidas costumam adotar os artefatos manuais, que não disparam. O projétil da tragédia é usado em navios e conta com impulso de até 300m


Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, morreu na última quarta-feira após ter sido atingido por um sinalizador no empate por 1 a 1 entre San José e Corinthians, em Oruro, pela Libertadores. O menino estava na torcida do time local e teve o rosto perfurado pelo projétil, que é usado normalmente em navios. Não é normal torcedores utilizarem em estádios este tipo de sinalizador, bem mais potente do que os manuais, que não disparam, apenas emitem luz e fumaça.
O sinalizador de navios possui um disparador, que impulsiona um cilindro parecido com o manual, mas que ganha velocidade e força por conta do próprio disparador e é dez vezes mais potente. Este modelo possui ainda um dispositivo chamado paraquedas, que serve para retardar a velocidade de queda do objeto. No caso de Kevin, o cilindro disparado tinha 20 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro e entrou pela cavidade do olho direito do garoto, atravessando o crânio e gerando a perda de massa encefálica. Kevin morreu na hora.
info sinalizador 4 (Foto: arte esporte)

 

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