sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

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Jogando pelo primeiro lugar, Brasil pega França e dá favoritismo às rivais

Com campanha idêntica até o último duelo da primeira fase, brasileiras e francesas jogam às 15h15 para definir quem terá o melhor chaveamento nas oitavas de final

Por Direto de Kolding, Dinamarca
A invencibilidade diante da França vem desde o Mundial de 2009, na China, quando o Brasil venceu por 22 a 20. Em 2011, na competição disputada em São Paulo, novo triunfo, agora por 26 a 22. No ano passado, no último confronto entre as rivais, empate em 26 a 26. O retrospecto favorável, porém, não deixa as atuais campeãs mundiais à vontade. Nesta sexta-feira, às 15h15 (de Brasília), Brasil e França entram em quadra pelo Mundial da Dinamarca para decidir o primeiro colocado do Grupo C, em Kolding, mas da armadora Duda ao técnico Morten Soubak, todos colocam as francesas como fortíssimas candidatas ao pódio, donas do melhor handebol jogado até agora na chave brasileira e por isso, favoritas. O SporTV transmite ao vivo, oGloboEsporte.com acompanha em Tempo Real. O assinante do Canal Campeão também pode assistir pelo SporTV Play.
Duda é uma das esperanças do Brasil para a partida contra a França nesta sexta-feira (Foto: Wander Roberto / inovafoto)Duda é uma das esperanças do Brasil para a partida contra a França nesta sexta-feira (Foto: Wander Roberto / inovafoto)
Brasil e França tem a mesma campanha até agora. Ambos venceram Argentina, Congo e Alemanha, e empataram com a Coreia do Sul. Quem vencer o jogo terminará em primeiro lugar, já que no dia anterior a Coreia perdeu para a Alemanha. Em caso de empate, a França fechará a fase em primeiro lugar. Para Duda, não resta dúvida de que será o confronto mais difícil até agora e o que definirá o primeiro colocado do Grupo C para as oitavas de final.
- Será um jogo mais difícil do que contra a Coreia. Quem está jogando o melhor handebol neste grupo é a França, mas vamos tentar o primeiro lugar. Elas estão melhor que nós. Foram bem contra a Coreia, melhor que nós, lideraram o tempo inteiro. E contra a Alemanha foram frias e dominantes o tempo todo. Temos que ter uma defesa tão agressiva contra a delas, e marcar as centrais e os  contra-ataques. Elas jogam juntas há três anos e tentaremos inibir isso e fazer o nosso melhor contra elas - diz Duda, eleita em 2014 a melhor jogadora do mundo.
MORTEN ALERTA PARA DEFESA RIVAL
O duelo diante das francesas promete ser uma grande batalha na defesa. A escola de handebol da França é famosa pelo trabalho defensivo, assim como o Brasil, que tem na sua marcação o grande poder. Para o técnico Morten Soubak, marcar um gol na França é complicado e o Brasil tem falhado justamente no ataque, o que precisará acertar para vencer as rivais, que para o treinador estão no top 4 do Mundial.
- A França é famosa no mundo pelo físico, pelos goleiros e pela defesa. É muito difícil fazer gol contra a França, sempre foi difícil. Como esse é um dos nossos problemas, o ataque, temos que resolver da melhor forma possível. As francesas são fortíssimas, e vários treinadores do Mundial acham que o time delas pode tirar medalha. Mas não penso em quem joga bem, quem joga mais ou menos, é o dia - diz Morten.
França e Coreia em disputa pelo Mundial de handebol (Foto: JONATHAN NACKSTRAND / AFP)França é famosa pelo físico, goleiros e defesa, afirma Morten (Foto: JONATHAN NACKSTRAND / AFP)
Do outro lado, Marie Prouvensier, da seleção francesa, mostra que a defesa é um fundamento importantíssimo para as adversárias do Brasil.
- Esperamos vencer o Brasil e conseguir o primeiro lugar do grupo. Precisamos jogar bem na defesa como fizemos no segundo tempo contra Congo, mas temos que fazer isso desde o início da partida, do contrário será complicado para nós - garante.
Melhor em quadra contra a Argentina, Deonise acredita que esse será o jogo de maior desgaste físico da primeira fase. Para a armadora, o Brasil não pode precipitar as jogadas como fez contra  as hermanas, sobre o risco de ser "morto" pelo contra-ataque rival.
- Vai ser um jogo muito físico, complicado, um duelo de contato o tempo todo, de desgaste físico. Precisamos estar muito centradas. A França é uma das favoritas para chegar entre os quatro. Tem equipe, um trabalho excelente, uma defesa forte, parecida com a nossa, agressiva. É preciso estar muito ligada e não cometer erros de passe, precipitar bolas. Se fizermos isso, elas vão nos matar nos contra-ataque - explica Deonise. 

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